29/12/2010

"Nojo Politico" em Algueirão Mem Martins

Relativamente ao comunicado do presidente da Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins, pelo facto de o Orçamento da Freguesia para 2011 não ter sido aprovado, eu apenas classifico todas estas guerras e artimanhas de NOJO POLITICO...

Eu neste Blog, e de uma forma pessoal não faço divulgação politica, até porque acho que a politica nesta freguesia é mesquinha, interesseira e ridícula, feita por pessoas que não são desta terra, e que aqui apenas assentaram ararias em busca de outro tipo de interesses...

Por isso, é oficial... em eleições para esta Junta de Freguesia, nunca mais irei votar em nenhum partido politico, de forma a não me sentir responsável por ter dado um lugar a pessoas que alimentam este tipo de situações ridículas que acabam apenas por envergonhar a freguesia com mais população de Portugal... sim, situações ridículas, porque para mim, políticos inteligentes sabem dar as mão e lutam pelo progresso... políticos inúteis viram as costas e lutam pela estagnação...


Já não basta a falta de cultura, de espaços de desporto dignos, de espaços verdes.... e de tanta coisa...
certamente estes políticos não precisam de espaços verdes, nem de espaços para crianças porque no seu condomínio ou na sua vivenda, já existe esse espaço...

EU TINHA VERGONHA... 
EU TINHA VERGONHA... enfim...

Esta é a minha opinião... agora cada um pensa por si... e tira as suas conclusões... somos livres...




ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ALGUEIRÃO MEM MARTINS
Rejeita Orçamento para 2011

"Foi com grande estupefacção que se assistiu na noite do dia 27 de Dezembro à discussão e votação do Plano e Orçamento para o ano de 2011. Resultado dos dois blocos criados onde de um lado está BE com o CDS da freguesia e mais o PS e do outro está a CDU e o PSD, contando o primeiro grupo com 11 vogais e o segundo com dez.
Não posso deixar de condenar a atitude e o comportamento sobretudo do CDS da freguesia, que sendo parceiro de uma Coligação com o PSD, prefere fazer um bloco com o Bloco de Esquerda para chumbar um documento de trabalho fundamental para o desenvolvimento da freguesia.
A elaboração de um Plano e Orçamento, é uma tarefa técnica e financeira que envolve vários agentes, técnicos e vogais responsáveis pelos diversos pelouros.
Antes da decisão final a Junta é obrigada a respeitar o Estatuto do Direito da Oposição, fazendo a entrega dos documentos com a antecedência mínima para auscultar as proposta que entretanto a oposição venha a apresentar. Quando da entrega do Plano e do Orçamento, foi solicitado aos partidos sem pelouros, contributos e propostas, para serem incluídos no documento. Findo o prazo que a lei estabelece, tais partido não apresentaram qualquer proposta.
A gestão de uma Junta de Freguesia, por ser o governo de proximidade não pode ser palco para exibição politica partidária, sobretudo de um partido com responsabilidades como é o CDS.
A gestão apesar de ser em primeiro lugar da responsabilidade do Presidente da Junta, este tem o dever e a necessidade de dialogar com todos os parceiros políticos sejam eles de esquerda ou de direita. Foi esse exercício de responsabilidade que foi desenvolvido, quando da apresentação dos documentos, ainda no período de recolha de proposta, isto é antes de a Junta aprovar o documento.
O PS e o BE compareceram à reunião previamente agendada, ficando o PS de transmitir a sua posição nos dias imediatos, o que veio acontecer, tendo transmitido que a sua posição seria anunciada durante o debate na Assembleia de Freguesia. O CDS da freguesia nada disse.
Mas o mais caricato de toda esta novela que envolve a trapalhada do CDS da freguesia. O CDS da freguesia tem dois sentidos de voto. Na Junta de Freguesia vota da favor na Assembleia vota contra.
O chumbo do Plano e do Orçamento, por parte da oposição constituída, é desastrosa. É normal nos debates os intervenientes formularem o seu sentido de voto, justificando o mesmo, com os argumentos necessários ao esclarecimento de uma posição neste caso desfavorável. 
O normal seria que a oposição constituída disse-se claramente e objectivamente porque vota contra. Ou porque determinado pelouro não tem a verba suficiente, ou porque na rubrica tal tem mais dinheiro. No debate deve haver uma explicação plausível, que justifique a rejeição dos documentos. A oposição constituída não pode rejeitar um trabalho só porque não gostam das pessoas que estão no executivo da Junta.
Aquilo que se verificou é que ouve uma global rejeição do documentos o contraria a lei, que diz que a rejeição do Plano e do Orçamento tem que ser devidamente fundamentada e a fundamentação só pode ser técnica e nunca politica.
A oposição constituída nas várias declarações de voto, em nenhuma delas se refere a um caso concreto.
Esta posição assumida pelo CDS da freguesia, BE e PS, visa pura e simplesmente travar e impedir que a Junta prossiga o seu trabalho, em resultado das proposta apresentadas nas últimas eleições. 
Sabemos que não temos uma tarefa fácil, mas nada nos demove e nada nos condiciona a nossa ambição, mesmo que isso lhes custe bastante a um conjunto de pessoas que apenas estão na politica local para se promoverem com vista a serem chamados à seleção nacional da politica partidária.
Da minha parte tudo farei para continuar a trabalhar com a mesma vontade e a mesma determinação porque esse é o meu compromisso.
Sei que não vou poder realizar alguns dos projectos que estão nos orçamentos de 2010 e de 2011, vamos continuar a trabalhar, condicionados com o orçamento que está em vigor, que é o orçamento de 2009, mas vamos trabalhar que é para isso que fui eleito.

O CDS da freguesia, o BE e o PS que continuem a fazer a sua politica partidária, para mim o interesse dos munícipes da freguesia de Algueirão Mem Martins está em primeiro lugar.
Desejo a todos um Bom Ano

Mem Martins, 29 de Dezembro de 2010

  
Manuel do Cabo/Presidente da Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins"

4 comentários:

  1. Estamos bem entregues tanto a nível de Junta como de Câmara. O povo votou, o povo decidiu. Agora aturem-nos...

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  2. Uma palhaçada. Não compreendo onde enfiam o dinheiro. Até freguesias do interior oferecem boas condições para a prática de desporto, jardins arranjados, bibliotecas.. Esta freguesia é enorme! Para onde vai o dinheiro de tantos contribuintes?

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  3. a ética da responsabilidade leva em consideração as consequências das decisões que o político adota. Em muitas ocasiões, o político pode ser colocado frente a dilemas morais para tomar decisões. Mas, o político ciente, de sua obrigação com a ética da responsabilidade, sabe que não deve subverter seus valores e, muito menos aqueles que apresentou para seus eleitores.

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  4. O Sr. Cabo é uma farsa, se falasse verdade, ninguém iria ter pena de si. Mas a incompetência premeia a sobrevivência

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