01/10/2011

[dinheiro vivo] Pó de Arroz feita de corte e costura

Tânia Rato e Pedro Batalha são um exemplo a seguir pelos jovens. Há seis anos viram-se desempregados – ela saída de uma seguradora, ele de uma empresa de electrónica. Eram amigos (não namorados, e assim continuam, amigos, como fazem questão de frisar) quando foram parar ao fundo de desemprego e Tânia viu que podia transformar o seu hobby em negócio.
“Fazia brincos e pulseiras que vendia muito bem no emprego”, conta. Abriram a primeira Loja/Atelier Pó-de-Arroz, “mais atelier do que loja, de artesanato, em Mem Martins, onde investiram 10 mil euros “em balcões, material, decoração, desenhos, tudo…”, conta Tânia Rato. Ficaram lá dois anos, pois o sonho do coração era mesmo ir para Sintra. E conseguiram. Descobriram o espaço ideal – da galeria de arte dos anos 80 O Outro Lado do Espelho – e lá estão há quatro anos. Com o negócio a correr bem – “dá para ir tirando ordenado”, confessam. Graças aos muitos clientes: turistas, “mas também muitos portugueses” que procuram peças diferentes – entre a diversidade de formas, cores, texturas, aromas… Sem grande atenção àquilo que possa ser um lançamento de sucesso, Tânia confessa que cria as peças que lhe apetece, de que gosta, inspirada, ainda assim, nas tendências que vai buscar às revistas que vai espreitando, daqui e lá de fora. Além dos acessórios – brincos, pulseiras, porta-chaves, pins, sacos (40 euros), carteiras, cintos e muitos outros – cosidos muitas vezes pelo Pedro, que também corta os moldes, Tânia recria peças de decoração a partir de espelhos antigos (100 euros), abajur e almofadas (30 euros). Os designers reforçam-lhes o estilo vintage, kitsch ou popular, com apliques de tecidos tradicionais portugueses ou galões esquecidos comprados em lojas antigas. “Mas não fazemos só maluqueiras”, brinca Tânia, que aponta para outras peças de marcas nacionais (roupa, estatuetas, papelaria), holandesas e até argentinas, do seu coração – o símbolo da loja. 

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