05/04/2014

Relatório 2013 Sintra regista novos processos de crianças e jovens em risco

As duas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Sintra registaram em 2013 um aumento de 65 processos instaurados ou reabertos, comparando com o ano anterior, apesar do ligeiro decréscimo no total de processos.
De acordo com os relatórios de atividade de 2013, hoje apresentados, as duas CPCJ de Sintra registaram 1468 novos processos, ligeiro aumento que se verifica desde 2011. No entanto, em termos globais, as duas comissões acompanharam 3038 processos (contra 3260 em 2012). O decréscimo resulta da redução de processos transitados do ano anterior.

No relatório conjunto das duas comissões, as principais problemáticas apontadas residem no abandono/absentismo escolar, seguindo-se a negligência, exposição a modelos de comportamento desviante e outras situações de perigo, que incluem a violência doméstica ou gravidez na adolescência. Os rapazes predominam em relação ao sexo feminino.

A CPCJ Sintra Ocidental, que abrange as freguesias de Algueirão- Mem Martins; Rio de Mouro e Colares, e uniões de freguesias de Sintra e rurais (Almargem do Bispo, Pero Pinheiro e Montelavar, e São João das Lampas e Terrugem), registou 1411 processos ativos (mais 40 do que em 2012).

Já na CPCJ Sintra Oriental, que trata das freguesias de Casal de Cambra, e uniões de Cacém e São Marcos; Agualva e Mira Sintra; Queluz e Belas, e Massamá e Monte Abraão, foram acompanhados 1627 processos (menos 262 em comparação com o ano anterior).

Na CPCJ Sintra Ocidental os processos instruídos em 2013 incidiram principalmente nas freguesias rurais (30%), a maioria em São João das Lampas e Terrugem, seguidas de Rio de Mouro (30%) e Algueirão (21%).

Rio de Mouro, Algueirão e Mem Martins foram as localidades com mais processos. O escalão etário dos 11/14 anos foi o mais sinalizado, seguido dos 15/17 anos e dos 3/5 anos.

Catarina Fernandes, presidente da CPCJ Ocidental, salientou que muitos casos são referenciados pelas escolas e que nas zonas rurais predominam situações de violência doméstica, principalmente devido ao alcoolismo.

As localidades com mais processos instruídos foram Agualva, Queluz, Cacém e Belas. O escalão etário 15/18 anos foi o mais sinalizado (34%), seguido pelos 11/14 anos (26%) e 0/2 anos (11%).

Fonte com noticia completa: Noticias no Minuto

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