10/02/2018

[O Minho] Assalto a Pingo Doce com ajuda da própria operadora de caixa

Uma ex-operadora de caixa da loja do Pingo Doce de São Vicente, em Braga, começará a ser julgada no dia 19 de fevereiro, por suposta cumplicidade com uma quadrilha suspeita por um assalto frustrado naquele estabelecimento comercial do Grupo Jerónimo Martins.
O golpe foi cometido em 30 de agosto de 2016, com particular violência, tendo sido esta tentativa de roubo marcada pelas agressões a duas funcionárias, depois de a sua colega, a antiga companheira de um dos suspeitos, ter deixado aberta a porta do escritório que por sua vez dava o acesso ao cofre daquela loja do Pingo Doce, no centro da cidade de Braga.

Hugo Miguel (“Pilas”), de 35 anos, que vivera maritalmente com a funcionária do Pingo Doce, terá contactado um amigo, Paulo Nunes (“Baguda”) de 32 anos, já com um longo cadastro, como ele originário de Loures, com o fim de roubarem a loja daquela cadeia de supermercados, em São Vicente, Braga, com mais dois homens que não foram apanhados.
Segundo as investigações da Polícia Judiciária de Braga, a ideia seria chegar até ao cofre, ao princípio da noite desse mesmo dia, no verão de 2016, para garantir que haveria muito dinheiro, além de que à data, 30 de agosto, estava a trabalhar uma operadora de caixa que teria colaborado na planificação do assalto e depois na execução daquele golpe criminoso.
A então operadora de caixa, de 34 anos, solteira, residente em Nogueira, Braga, segundo refere a acusação do Ministério Público, tal como planeado, terá esperado que os quatro homens roubassem um BMW série 5, agredindo o proprietário, em Mem Martins, Sintra, para no dia seguinte assaltarem o Pingo Doce, em Braga, tendo ficado dentro do veículo o seu antigo companheiro, Hugo Miguel “Pilas”, enquanto Paulo Nunes (“Baguda”), mais três cúmplices, entraram no escritório daquele estabelecimento armados com uma pistola.
A primeira funcionária a entrar a seguir no escritório, onde estava a cúmplice do grupo, foi logo agredida com um murro na boca, apontando-lhe a pistola à testa, enquanto iam ordenando que não gritasse e desse o código de acesso ao cofre, continuando a agredi-la, após o que uma outra empregada, mal ali entrou, recebeu várias estaladas, tendo-lhe sido exigido que revelasse o segredo do cofre, mas como não sabiam, a própria cúmplice, que estava de serviço nesse dia, chamou a gestora através do sistema sonoro do supermercado.
Nessa ocasião, o vigilante de serviço, estranhando as movimentações no escritório, foi ao encontro das funcionárias agredidas, mas assim que abriu a porta, agrediram-no com uma pistola na cabeça, caindo ao chão, mas começou a gritar, pelo que os assaltantes fugiram.

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