sábado, 28 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

""Quantos Prédios há na Tapada?" (video)

Música do Projeto 'CHIKERS' 


Quantos Prédios na Tapada?” é um boom bap clássico de bairro, com alma e memória, inspirado na vivência urbana da Tapada das Mercês, em Sintra. A letra retrata o quotidiano entre prédios, escadas longas e elevadores avariados, onde o betão convive com a diversidade cultural e a força de quem ali constrói vida todos os dias.

Entre o som do comboio que cruza a linha e o vento que sopra da serra, a música mistura realidade crua com orgulho comunitário. Fala de mães guerreiras, miúdos que sobem e descem andares, vizinhos de várias nacionalidades e da riqueza cultural que se sente em cada patamar.

Não é um postal ilustrado. 
É retrato verdadeiro. É identidade.
E no meio do betão, fica sempre a pergunta que ecoa:
Quantos prédios há na Tapada?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

[Publico] Em Mem Martins, o antigo edifício das Finanças vai dar lugar a um centro de convívio

Obras avançaram no espaço em Mem Martins. Na Tapada das Mercês, o antigo mercado municipal “está a ser ponderado no contexto da estratégia para um conjunto de edifícios municipais sem uso”.


O antigo espaço das Finanças de Mem Martins vai ser transformado num centro de convívio. As obras já arrancaram e espera-se que estejam concluídas no final de Abril, indicou ao PÚBLICO fonte oficial da Câmara Municipal de Sintra. O investimento na requalificação deste espaço é de cerca de 118.000 euros e prevê-se que esteja a funcionar no segundo semestre de 2026.

O município indica, numa resposta enviada por escrito ao PÚBLICO, que “o novo centro de convívio vai preencher uma lacuna identificada neste domínio na freguesia de Algueirão-Mem Martins”, que tem mais de 68.000 habitantes e é a mais populosa em Portugal. O espaço tem 148 metros quadrados e fica junto à Estrada de Mem Martins. Por agora, está a ser ponderado que possa acolher actividades de carácter social, comunitário e intergeracional, nomeadamente convívios, eventos lúdicos, acções de formação e iniciativas promovidas em articulação com a comunidade local.

As obras no local incluem a substituição de caixilharias, a renovação de revestimentos e pinturas interiores. Quanto às divisões, terá uma sala de refeições e uma sala de estar, onde ficará uma área social de convívio, refere a autarquia, presidida por Marco Almeida (PSD), num comunicado sobre a requalificação do edifício. Também serão instaladas duas casas de banho, que serão adaptadas para pessoas com mobilidade reduzidas, e um escritório de apoio ao funcionamento do centro.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Memórias de uma Freguesia

Cartazes que se encontram expostos no Jardim da Junta de Freguesia, em Mem Martins.











quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Importância silenciosa das Bacias de Retenção [video]

O inverno deste ano tem sido marcado por níveis de precipitação acima da média. Dias consecutivos de chuva intensa colocam sempre à prova os sistemas de drenagem urbana e fazem regressar uma preocupação antiga dos moradores: o risco de inundações no centro de Mem Martins.


Face à quantidade de chuva registada nos últimos meses, é legítimo afirmar que, muito provavelmente, sem a existência das bacias de retenção no Algueirão, já teriam ocorrido episódios de inundação nas zonas mais baixas e centrais de Mem Martins.

Estas infraestruturas, muitas vezes invisíveis no dia-a-dia, desempenham um papel absolutamente essencial. Funcionam como “pulmões” do sistema pluvial: armazenam temporariamente grandes volumes de água da chuva, libertando-a depois de forma controlada para as linhas de drenagem. Sem este mecanismo de retenção e regulação, a água escoaria de forma rápida e concentrada, sobrecarregando colectores e ribeiras.

Quem vive há mais anos na zona recorda-se de períodos em que episódios de chuva intensa resultavam em ruas alagadas, trânsito condicionado e prejuízos para comerciantes e moradores. A vulnerabilidade do centro de Mem Martins, devido à sua cota mais baixa e à concentração urbana, sempre exigiu soluções estruturais e não apenas intervenções pontuais.


As bacias de retenção representam precisamente isso: planeamento a médio e longo prazo. São um investimento que não gera manchetes em dias secos, mas que revela toda a sua importância quando a meteorologia aperta.

Num contexto em que os fenómenos extremos tendem a tornar-se mais frequentes, a manutenção e monitorização destas infraestruturas deve continuar a ser uma prioridade. Porque muitas vezes, quando nada acontece, é sinal de que algo está a funcionar bem.

E este ano, com a chuva que temos tido, talvez o melhor sinal seja precisamente esse: o silêncio das cheias que não aconteceram.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Filme 'SONHOS' com a vida de Papillon [video]

 


O filme “Sonhos”, do Papillon, realizado por Miguel Mendes, é uma obra sensível e intimista que explora o universo emocional do artista. Através de uma narrativa visual poética, o filme mergulha nas inquietações, ambições e fragilidades que acompanham o ato de sonhar. Com uma estética cuidada e uma atmosfera envolvente, “Sonhos” revela o lado mais humano e reflexivo de Rui Pereira, convidando o espectador a entrar num espaço onde realidade e imaginação se cruzam.

Papillon é um rapper português natural de Algueirão Mem Martins, reconhecido pela profundidade lírica e pela forte carga emocional das suas músicas. Com uma escrita sensível e introspectiva, aborda temas como identidade, superação, raízes e vivências pessoais, criando uma ligação genuína com o público.
Membro fundador do coletivo GROGNation, Papillon construiu um percurso sólido no hip-hop nacional, afirmando-se também a solo como uma das vozes mais autênticas da sua geração. O seu estilo combina vulnerabilidade, consciência social e uma sonoridade envolvente, refletindo tanto a realidade suburbana como a dimensão mais sonhadora e espiritual do artista.


Uma Produção: Made in lx
Realizador:Miguel Mendes Diretor de Fotografia:Daniel Nicolau Assistente de Realização:Nicandro Fernandes Produtor:Adriana Caravana, Miguel Mendes Assistente de produção:Nicandro Fenandes, Rui Ferreira 1st AC:Sara Sousa Gaffer: Afonso Moura Chefe Maquinista: Ivan Casábon Art:Rita Amado Guarda roupa:Carolina Coutinho Assistente guarda roupa:Margarida Rosa MUA:Joana Garcez Diretor de som:Ricardo Barrileiro Mistura som:João Rebelo Voz Relato futebol:Movemind Voz Telefonema hospital:Teresa Vieira VFX:Derede Studios Vitaliy Havrylyuk Correcção de Cor: Daniel Nicolau, Sara Sousa Cast: Papillon Jr:Benedito José Danilo:Luciano Muinga Pai:Alberto Marques Amigos Papillon:Ussumane Djau, Carlos Pinto Namorada:Carolina Dias Rui Jr:Kendrick Sami Danilo Jr:Júnior Pereira Enfermeiro:Diogo Fernandes Enfermeira:Mónica Gonçalves Enfermeira:Vitória Costa Chef:Efatá Sandren Cozinheira:Alda Sanchez Cozinheira:Kátia Sebastião Cozinheira:Paloma Franco Agradecimentos: Hospital Ortopédico de Sant’ana Arsenal 72, The Lx Studio, Restaurante Supremo Migz e Ariel, Coliseu dos Recreios Lisboa ℗ Papillon / Sente Isto distribuído por Sony Music Entertainment Portugal, Sociedade Unipessoal Lda.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Inundações de 1983, em Algueirão Mem Martins

inverno de 1982–83 ficou marcado como um dos mais severos do século XX em Portugal. A chuva intensa e persistente provocou cheias e inundações em várias regiões do país, incluindo Algueirão-Mem Martins.

baixa do Cacem


Um inverno excecionalmente chuvoso
Durante vários meses, sobretudo entre dezembro de 1982 e fevereiro de 1983, registaram-se precipitações contínuas e acima da média. Os solos rapidamente ficaram saturados e as linhas de água deixaram de conseguir escoar o volume acumulado, originando transbordos e alagamentos frequentes.

A situação em Algueirão-Mem Martins
As inundações afetaram sobretudo as zonas mais baixas, onde a urbanização acelerada das décadas anteriores não foi acompanhada por infraestruturas de drenagem adequadas.

Ruas ficaram submersas, casas e caves inundadas, e vários estabelecimentos comerciais sofreram prejuízos significativos. Em alguns casos, a água entrou pelas habitações, obrigando famílias a remover móveis e bens essenciais, e até a abandonar temporariamente as suas casas.

Consequências para a população
As cheias causaram grandes transtornos no quotidiano: circulação condicionada, viaturas imobilizadas, lama acumulada nas vias públicas e perdas materiais difíceis de recuperar. Para muitos moradores, este episódio tornou-se uma referência marcante na memória coletiva da vila, frequentemente evocada como um dos momentos mais difíceis vividos na localidade.

Memória e legado 
Ainda hoje, as cheias de 1983 são lembradas em Algueirão-Mem Martins como um marco histórico local, servindo de alerta para os riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos e à ocupação desordenada do solo. Preservar esta memória é também uma forma de compreender a evolução da vila e os desafios que enfrentou ao longo do tempo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 https://youtu.be/pb4LnaF1074?si=qXIqbk-MUVbuvxYO

Batalha de Ouressa

A batalha de Ouressa (2025), de Nuno Trigueiros, artista do coletivo Unidigrazz (Algueirão-Mem Martins), integra a exposição coletiva Matassa, patente no Centro de Arqueologia e Artes de Beja, com o apoio da Córtex – Associação Cultural e da Câmara Municipal de Beja.


A obra convoca uma linguagem gráfica forte para refletir sobre conflitos territoriais, memória coletiva e resistência popular.
Entre figuras humanas, edifícios e veículos de autoridade, constrói-se um campo narrativo tenso, onde o coletivo e o poder se confrontam. Num jogo entre o real e o simbólico, Trigueiros propõe uma leitura aberta do território como espaço de disputa, memória e ação comum.