Tempo em Algueirão Mem Martins

sexta-feira, 29 de maio de 2020

[rimas e batidas] “Neblina” é o primeiro avanço da colectânea de feelings de Trista [video]

Agora é a vez de Trista: no final da semana passada, o rapper do colectivo Instinto 26 lançou “Neblina”, o primeiro de uma série de três singles a solo. O tema conta com a produção de Fumaxa e instrumentação adicional de Monksmith e Ariel. O videoclipe ficou a cargo do habitual colaborador Diogo Carvalho.

O selo Instinto 26 tem vindo a ficar à sombra do crescimento exponencial de Julinho KSD, rapper que é autor de vários dos mais recentes hits a surgir no panorama do hip hop português, como “Sentimento Safari”, “Hoji N’Ka Ta Rola” ou “Mama Ta Xinti”, e que no ano passado assinou um contrato com a Sony Music Entertainment Portugal e garantiu igual tratamento para os seus colegas de grupo. Em Outubro de 2019, o Rimas e Batidas entrevistou a crew que voltou a pôr Mem Martins no mapa e destacava o talento de todos os seus quatro elementos que, mesmo com um repertório em nome próprio quase inexistente, iam dando provas do seu potencial ao lado da nova estrela do Casal de São José.
Ainda sem um projecto editado, foi através de singles que Julinho e os Instinto agarraram para si mesmos grande parte da atenção dentro do mercado musical e, aos números que vão amealhando nas plataformas digitais, somaram também inúmeros quilómetros de estrada percorridos para se apresentarem ao vivo em festivais e salas de espectáculo de Norte a Sul do país. Popularidade de egos à parte, a união é o segredo para estes jovens que são uma autêntica força da natureza.
“Temos lidado tranquilamente [com o sucesso]”, começou por explicar Trista ao ReB, ele que já havia mostrado uma certidão de skill dentro de uma sonoridade mais drill em “Concorrência”. “Todos sabemos o que valemos e o que podemos dar. Cada um tem a sua identidade e essa identidade junta-se quando cantamos juntos, é isso o que me faz sentir que o nosso grupo é diferente.”

Diferentes mas iguais aos demais no que toca aos efeitos do COVID-19 no circuito das artes. Com o isolamento social forçado, os Instinto 26 tiveram de colocar uma pausa nos seus espectáculos ao vivo mas trouxe até ao grupo uma nova injecção de foco e dedicação: “Esta pausa foi má, monetariamente [falando], mas fez bem no ponto-de-vista do reencontro e daquilo que queremos para o nosso movimento.”
Pouco mais de um ano desde “Concorrência”, Trista está de volta aos temas a solo e aproveita a paragem dos concertos para vincar o seu nome no movimento hip hop com uma pequena série de três lançamentos: “Neblina” é a primeira amostra e o episódio do meio de uma narrativa que envolve o nascimento e o desenvolvimento de um romance e termina com uma detenção por parte das forças de segurança. Uma colectânea de feelings, descreve-nos Trista, resultado das descobertas que tem coleccionado em estúdio com os colegas.
Quem surge ao seu lado neste novo avanço é Fumaxa, experiente DJ e produtor também de Mem Martins, que acompanha os Instinto 26 na estrada. Tudo aponta para que o homem que se notabilizou ao lado de nomes como Bispo ou Chyna seja também uma espécie de beatmaker in-house do colectivo, ele que lidera a equipa de produção Dirty Doc e tem o seu nome cravado nos créditos de “Conclusão” e “Mama Ta Xinti”, as duas faixas que marcam um ponto de viragem no método de trabalho dos Instinto, cujas vozes agora se fazem ouvir sobre batidas nacionais e originais.
Trista remata a conversa com o ReB sublinhando o orgulho que é poder trabalhar de perto com um nome que já tanto fez pelo hip hop nacional e, especificamente, pelo movimento da área postal 2725:
“É bom trabalhar e aprender coisas novas com gente que está cá há mais tempo do que nós. É uma experiência que me dá orgulho, pois quando era mais novo já conhecia o trabalho e admirava os projectos ele. Agora, poder partilhar estes momentos só me dá orgulho de toda esta caminhada.”

terça-feira, 26 de maio de 2020

[JFAMM] Demolição do Mercado de Fanares

Começou hoje, dia 25 de maio, a demolição do edifício do antigo mercado de Fanares. O objetivo é fazer deste espaço, um ponto central totalmente requalificado, com novas áreas e novos percursos pedonais.


A demolição do antigo mercado de Fanares irá realizar-se durante três meses e é um investimento da autarquia em valorizar os espaços exteriores, como confirmou o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta: “Marca o início do projeto que valorização urbana de toda a envolvente, um investimento de cerca de 1,8 milhões de euros”.

O projeto de requalificação é uma intervenção conjunta entre a Câmara Municipal de Sintra e os SMAS de Sintra, unindo a valorização urbana à remodelação das redes de esgotos e abastecimento doméstico de água.

Este projeto, inserido na estratégia da Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Mem Martins/Rio de Mouro, prevê a criação de uma praça pública que une a Praceta de Damão, intimamente ligada ao mercado, à Praceta de Goa por pavimento único, com uso misto na Rua de Panjim.

O projeto irá permitir a criação de novos espaços de estadia, com esplanadas e reforço de árvores e espaços verdes e prevê ainda a ligação ao Parque Linear da Ribeira da Laje, aberto ao público em 2019, e que permitiu a ligação entre Mem Martins e Rio de Mouro, numa área total de intervenção de 13,5 hectares.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Drone na Tapada das Mercês [video]

[sintranoticias] Obras na rede de águas pluviais na Bacia da Rua do Coudel em Mem Martins

A remodelação de toda a rede de drenagem de águas pluviais na bacia da Rua do Coudel, em Mem-Martins, para prevenir a ocorrência de inundações, representa um investimento da autarquia na ordem dos 405 mil euros.


Já decorrem as obras dos SMAS de Sintra para a remodelação da rede de drenagem de águas pluviais na bacia da Rua do Coudel, em Mem-Martins, representando um investimento na ordem dos 405 mil euros.
Segundo Valter Januário, presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, está a ser remodelado e beneficiado todo o sistema de drenagem pluvial existente, com o propósito de aumentar a capacidade de transporte de água, minorando a ocorrência de inundações, sempre que a chuva é mais intensa.

“Esta era uma obra há muito solicitada pela população, a necessidade de intervenção nas redes de distribuição de água surge devido à inadequação das redes existentes, ao elevado número de roturas, aos incómodos e prejuízos causados à população e na qualidade do serviço prestado às populações residentes”, afirmou Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra, na assinatura do ato de consignação da empreitada.
As obras estão a decorrer por etapas ao longo da rua do Coudel, para permitir a circulação automóvel, ainda que a velocidade reduzida, por vezes com paragem devido a trabalhos a decorrer na via.
Intervenção em curso
As obras de remodelação da rede de Pluviais na Bacia da Rua do Coudel, passam pela “construção de um novo coletor no troço entre a estrada de Mem Martins e um novo local de descarga”, mantendo o troço entre a rua do Coudel e a estrada de Mem Martins.

O trabalhos incluem ainda, “alteração do local da descarga” para o canal existente no entroncamento da Rua dos Casais com a rua da Eirinha, bem como a “substituição do coletor existente na rua do Coudel por novo coletor de diâmetro superior” e a “remodelação da rede de abastecimento de água em fibrocimento”, nos arruamentos afetados pela instalação do coletor pluvial.

domingo, 10 de maio de 2020

[lendoeescrevendo] Memórias - Visconde Juromenha

Depois de Olhão, Santiago do Cacém, Mem Martins, Amora, Seixal, Paio Pires e de novo Amora, embora todas estas últimas sejam escolas do mesmo concelho do Seixal.
Em todas elas fiz amizades e tenho recordações, embora seja a Paulo da Gama a minha maior referência, aquela a que posso chamar a minha escola do coração. Foi lá que fiz o estágio, foi lá que conheci os/as colegas mais dedicados à escola, aos alunos, ao ensino, aos projectos e onde vimos crescer muitos jovens a quem dedicámos o melhor dos nossos saberes e afectos. Não é por acaso que alguns desses jovens, hoje adultos, são nossos amigos no facebook e que vamos de algum modo acompanhando e mantendo laços de amizade. Não é por acaso que todos os anos, em Janeiro, juntamos perto de quarenta aposentados/as da Paulo da Gama num almoço de Ano Novo. Conseguimos, através da escola, estabelecer um vínculo que persiste para além do tempo e que resistiu às mudanças nas nossas rotinas.
Mas de todas as escolas que me marcaram, quero neste pequeno testemunho falar do ano de 77-78 quando estava a leccionar na Escola Preparatória Visconde de Juromenha, em Mem Martins. Era uma escola um pouco isolada, a especulação imobiliária estava no seu começo e as Mercês ainda não eram o amontoada de prédios dos nossos dias. Era um risco descer na estação das Mercês e ir a pé pelo pinhal até à escola, tanto mais que havia notícias de crianças que haviam sido atacadas por um predador à solta. Por isso descia-se na estação anterior – Rio de Mouro – e aguardava-se pela camioneta que ia directa da estação para a escola. A escola era pouco simpática, pouco acolhedora, era um edifício isolado e os assaltos ao fim de semana uma constante. No inverno, era preciso acender as luzes mais cedo e os poucos retroprojectores em uso mais outro equipamento ligado eram o suficiente para deitar abaixo o quadro eléctrico com capacidade muito limitada para as necessidades. Mesmo com restrições de uso, a verdade é que muitas das vezes a última aula da tarde já não era possível de dar, porque era impossível trabalhar sem luz. Concomitantemente, o Ministério da Educação não homologara a equipa de professores que tinha sido eleita para o Conselho Directivo da escola e em sua substituição indigitou um professor da sua confiança, uma primeira tentativa de restaurar a figura do director. Sottomayor Cardia, o então Ministro da Educação, respondia assim aos sectores mais conservadores da sociedade que nunca tinham visto com bons olhos que as escolas fossem dirigidas por professores eleitos pelos seus pares. Talvez pareça estranho o que se passou (muito estranho mesmo), mas a verdade é que os assaltos à escola ao fim de semana mais as falhas de luz que impediam o normal funcionamento da escola da parte da tarde e a recusa por parte do corpo docente em aceitar um professor que se gabava de ter uma moca de Rio Maior no seu carro, para além de exibir as suas preferências por figuras do antes do 25 de Abril, começaram a gerar um clima na comunidade e no seio de alguns encarregados de educação, a suspeita de que os assaltos tinham por detrás os professores da tarde que não queriam trabalhar! A larga maioria dos professores da tarde eram professores provisórios e eu era uma de entre eles.

Até que um dia, aos 71 professores eventuais da Visconde Juromenha foi barrada a entrada na escola. Só os professores efectivos tinham acesso. Os suspeitos eram os professores provisórios e portanto era preciso impedi-los de entrar nas instalações. Mas como grande parte das aulas era dada por estes, criou-se um vazio que o ministério, de forma atamancada, como aliás todo aquele processo, colmatou colocando nos jornais diários um anúncio na secção dos anúncios a contratar professores. Um processo que devia/deve encher de vergonha qualquer ministério da educação que se preze do seu nome e da sua missão. Foram vários os candidatos que responderam ao anúncio, sem saberem que programas iam dar, sem conhecerem os manuais adoptados, simplesmente com a perspectiva de poderem em dois meses arranjar algum dinheiro para as férias…
Foi um processo vergonhoso, mas muito rico em ensinamentos e solidariedades. Antes de tudo, referir a Francisca. Uma colega de História, professora efectiva e que desde a primeira hora se pôs ao nosso lado, como se ela também fosse eventual. Era uma senhora de cabelos brancos, serena, determinada, que deixou sem resposta os três inquiridores ao lançar-lhes se não tinham vergonha de suspeitar de pessoas que não tinham quaisquer culpas e de contratarem para nos substituir pessoas sem qualquer qualificação para a docência. Essa ousadia valeu-lhe uma pena que posteriormente lhe foi retirada e que veio averbada em Diário da República. Depois, o papel do nosso sindicato, através do Pascoal e do Óscar. Enquanto duraram os inquéritos, diariamente, os dois acompanharam-nos, aconselharam-nos, deram-nos todo o apoio. A razão estava do nosso lado, mas a pressão psicológica motivada pelos inquéritos presenciais como se estivéssemos num tribunal, mais as notícias no pasquim “O Crime” onde aparecíamos como os autores dos assaltos à escola, eram geradores duma grande ansiedade. Sem as reuniões com os dirigentes sindicais, sem o apoio psicológico e financeiro, pois todos os sindicalizados receberam o seu salário durante aquele tempo em que estivemos impedidos de trabalhar, não teríamos conseguido aguentar todos os 71 até ao fim, como uma equipa que estava ali para resistir e vencer. E assim foi, resistimos e vencemos e o Ministério foi obrigado a readmitir-nos, pois éramos nós os professores daqueles alunos, éramos nós que os conhecíamos, éramos nós que lhes tínhamos dado as aulas e que os podíamos avaliar. Estávamos no final do ano e era preciso fazer a avaliação final. O Ministério da Educação chumbou!
Sempre me lembro deste episódio na minha vida profissional. Um episódio extremo de prepotência por parte do Ministério para com os professores. Um episódio em que o Ministério passou por cima da legalidade e da democracia para impor uma concepção de direcção da escola. Um episódio em que a união e solidariedade dos professores e do SPGL foram exemplares e que deve ficar nos anais da nossa história sindical. De que devemos orgulhar-nos.
Almerinda Bento
Nota: Sei que tenho algures o recorte do jornal com o anúncio a pedir professores para a Visconde Juromenha. Um documento que devia corar de vergonha quem na altura deu ordens para o publicar.
Este texto foi publicado em "Memórias 2018/2019", um projecto do Departamento de Professores e Educadores Aposentados.
A fotografia que encima este post foi publicada no Escola Informação nº 287 Maio 2019.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Compre no comércio local [video]



O comércio local, é uma forma de compra e venda num ambiente de proximidade entre vendedor e cliente, em espaços de pequena e média dimensão, onde o cliente é um amigo, a partir de uma base sólida de confiança, tanto na qualidade como na escolha dos produtos.

Eu compro no comércio local

Eleição da Rainha das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho de Sintra 89








[JFAMM] Drenagem na Rua do Coudel


Topsndolls Mem Martins

Desde que abriu na Av. Chaby Pinheiro a 'Topsndolls" tenho recebido varios relatos de mulheres com o seu agrado por esta opção que surgiu em Mem Martins.

Uma loja onde pode vender os artigos que as crianças já não usam, libertando as gavetas e os armários, e onde podemos comprar outros artigos quase novos, de todas as marcas, com preços muito simpáticos, aproveitando assim o dinheiro dos artigos que já não utiliza. Um verdadeira Economia Circular.

O QUE É A ECONOMIA CIRCULAR?
Um modelo económico reorganizado focado na coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados
Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e  renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inexorável.


domingo, 3 de maio de 2020