Tempo em Algueirão Mem Martins

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Elevação a Cidade

A antiga vila de Agualva-Cacém foi elevada oficialmente a cidade pela Lei n.º 34/2001, de 12 de julhoNa altura, o processo justificava-se pelo crescimento populacional, equipamentos, comércio, indústria, transportes e serviços. A proposta parlamentar de 1996 já dizia que Agualva-Cacém reunia os requisitos previstos na legislação para ser cidade.

E Algueirão-Mem Martins? Aqui está a parte curiosa: Algueirão-Mem Martins chegou a ter um projeto de lei para passar a cidade! Em 12 de maio de 1997, foi apresentado na Assembleia da República o Projeto de Lei n.º 358/VII – Elevação de Algueirão-Mem Martins à categoria de cidadeE a proposta era bastante clara: dizia que a vila tinha cerca de 55.600 habitantes, forte atividade comercial e industrial, escolas, transportes rodoviários e ferroviários, mercados, serviços, etc., concluindo que cumpria os requisitos legais para ser elevada a cidade.

Mas o projeto não avançou até à criação da cidade. Algueirão-Mem Martins permaneceu vila, categoria que possui desde 1 de fevereiro de 1988. E há ainda uma ironia interessante: o próprio Plano Diretor Municipal de Sintra de 2020 trata Algueirão-Mem Martins como um dos principais núcleos urbanos do concelho, prevendo um “Plano de Urbanização de Algueirão-Mem Martins, incluindo Rio de Mouro”, enquanto Agualva-Cacém tem o seu próprio plano de urbanização como cidade.

Ou seja: Algueirão-Mem Martins não é vila por ser pequena ou pouco desenvolvida. É vila porque nunca chegou a ser aprovada a sua elevação a cidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O Arboretum do 'Casal dos Choupos': uma história esquecida de Mem Martins

Sabia que, há mais de 75 anos, existia em Mem Martins um arboreto dedicado ao estudo das árvores e do povoamento florestal?  
Hoje, o nome Casal dos Choupos está sobretudo associado à história rural de Mem Martins e às antigas atividades agrícolas que marcaram aquela zona. 


Mas existe uma faceta muito menos conhecida da sua história. Em Fevereiro de 1949, a Gazeta das Aldeias publicou, em dois números consecutivos, um trabalho do engenheiro silvicultor Carlos Manuel Baeta Neves, intitulado:

«O Arboretum do Casal dos Choupos e o repovoamento florestal da região de Mem Martins». 
Um arboreto em Mem Martins?
A palavra arboreto designa uma área onde são cultivadas e observadas diferentes espécies de árvores, com interesse científico, florestal ou educativo. Assim, o Casal dos Choupos não era apenas uma antiga propriedade agrícola. Existia ali um espaço que despertava o interesse da silvicultura, numa época em que se procurava conhecer melhor o comportamento de diferentes espécies arbóreas e aumentar o coberto florestal.


Carlos Baeta Neves dedicou grande parte da sua atividade ao estudo das florestas portuguesas e ao comportamento de espécies florestais, incluindo espécies introduzidas no nosso país. O próprio investigador viria posteriormente a mencionar o Arboreto do Casal dos Choupos, em Mem-Martins, entre os locais onde realizou observações.

Mem Martins antes da grande urbanização
É importante imaginar como seria a nossa freguesia naquela época. Estamos no final dos anos 30 e durante os anos 40, quando Mem Martins ainda apresentava uma forte componente rural. Quintas, campos agrícolas, caminhos, terrenos de cultivo, linhas de água e manchas de vegetação faziam parte da paisagem. Os próprios nomes de algumas ruas que chegaram até aos nossos dias recordam esse passado: Rua das Eiras, Rua das Vagens, Rua da Azenha ou Rua das Hortas. Foi neste território ainda predominantemente rural que surgiu o interesse pelo repovoamento florestal da região de Mem Martins.

Carlos Baeta Neves
O autor do trabalho, Carlos Manuel Baeta Neves, foi uma figura de relevo da silvicultura portuguesa. Esteve ligado ao estudo das florestas, à arborização e à investigação sobre espécies florestais. Em 1948, participou também na fundação da Liga para a Proteção da Natureza. Por isso, a existência de um trabalho especificamente dedicado ao Arboretum do Casal dos Choupos revela que Mem Martins teve, há muitas décadas, um papel que provavelmente poucos habitantes conhecem na história do estudo florestal português.


Uma história que ainda tem muito para descobrir
E aqui começa a parte mais interessante. Que árvores existiam naquele arboreto? Onde ficava exatamente dentro do Casal dos Choupos? Qual era a sua dimensão? Que espécies estavam a ser estudadas? Que zonas da região de Mem Martins se pretendia arborizar?
Estas são perguntas para as quais ainda será necessário consultar documentação da época, nomeadamente os dois artigos publicados na Gazeta das Aldeias em 1949. Talvez essa investigação permita recuperar uma história praticamente esquecida da nossa freguesia.

Uma história em que árvores, ciência e floresta se cruzaram com a paisagem rural de Mem Martins, décadas antes da grande transformação urbana que conhecemos hoje.

Conhecia a existência do Arboretum do Casal dos Choupos?


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

NOVA FONTE DO ROSSIO DA FONTE 2026

Acho que a "Nova Fonte do Rossio da Fonte", junto da Capela, em Mem Martins, está concluída e pintada... 

A nova linha de água que foi desenhada e construída sempre cheio de folhas numa zona com grandes Plátanos, provoca que a água se espalhe por todo lado...

Quem assinou este projeto nunca terá previsto este cenário? 

E em dias de grande temporal? Chuvas fortes e muito vento, como será? e a ligação desta nova linha de água com a Ribeira da Lage deveria ser claramente maior...

Foi uma obra que demorou muito tempo, DESTRUIU A ANTIGA FONTE para isto... destruíram-se azulejos e memórias de um local histórico e simbólico.

Quem é o responsável???
Ninguém sabe...  todos empurram para o lado....






segunda-feira, 7 de setembro de 2026

domingo, 6 de setembro de 2026

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Edifício da Vigia

Edifício da Vigia é um dos marcos urbanos da Estrada de Mem Martins. A sua construção simboliza a transformação de uma zona que, décadas atrás, ainda tinha um forte carácter rural, onde no passado era possível ver ovelhas a pastar naquele terreno, e junto a uma zona onde ainda podemos encontrar muitos vestígios rurais do passado de Mem Martins.




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

'Blog Algueirão Mem Martins' celebra 18 anos de existência em Setembro '26

Em setembro de 2026, o Blog Algueirão Mem Martins celebra 18 anos de existência! 

São 18 anos a acompanhar, registar e preservar a memória da nossa terra, dando espaço às histórias, às pessoas, aos lugares, às tradições e também aos problemas e desafios de Algueirão e Mem Martins.

Ao longo destes anos, o blog foi crescendo lado a lado com a comunidade. Publicámos memórias antigas, fotografias, acontecimentos, curiosidades, histórias locais e notícias que ajudam a construir a identidade da nossa vila.
Mais do que um blog, queremos continuar a ser um arquivo vivo da memória de Algueirão Mem Martins — um espaço onde o passado se recorda, o presente se acompanha e o futuro se pensa.

E esta caminhada só faz sentido graças a todos os que nos acompanham, enviam fotografias, partilham histórias, comentam e ajudam a manter viva a memória da nossa terra. 18 anos depois, continuamos por cá.
Com a mesma vontade de contar. Com a mesma paixão pela nossa terra.
E com muitas histórias ainda por contar.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

UMM: o jipe português que também nasceu em Mem Martins

Quando se fala da história da indústria automóvel portuguesa, há uma marca que merece ser recordada: a UMM — União Metalo-MecânicaFundada em 1977, a UMM dedicou-se à produção de robustos veículos todo-o-terreno, e começaram a ser produzidos em Portugal.


E há um pormenor que nos diz muito respeito: entre 1977 e 1980, os primeiros UMM foram montados em Mem Martins
A marca rapidamente ganhou fama pela resistência dos seus veículos, que foram utilizados pelo Exército, GNR, bombeiros, empresas, agricultores e serviços públicos. Mais tarde, o conhecido UMM Alter tornou-se um dos maiores símbolos da marca.

A UMM chegou também às competições internacionais, participando no exigente Paris-Dakar, e exportou veículos para vários países. Com o aumento da concorrência internacional, a produção foi diminuindo até terminar em 2006Hoje, os UMM são veículos clássicos muito procurados e continuam a despertar a paixão de muitos portugueses.



Para Algueirão-Mem Martins, fica uma memória especial: durante os primeiros anos da sua existência, a UMM fez parte da nossa paisagem industrial e a nossa terra esteve ligada ao nascimento de uma das mais emblemáticas marcas automóveis portuguesas. Onde se localizava? Em São Carlos.

Uma história que merece ser lembrada e preservada.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Folhas no Rossio da Fonte... na nova linha de água.

Folhas no Rossio da Fonte... na nova linha de água.

Em projeto até pode ser uma ideia gira, mas no local existem Plátanos de grande porte, que naturalmente enchem o local com folhas...



domingo, 2 de agosto de 2026

Festas N. Sra da Natividade '26

É com enorme alegria que damos a conhecer o cartaz das Festas de Nossa Senhora da Natividade, uma celebração que este ano assinala 93 anos de fé, devoção e encontro da comunidade. Este ano felizmente, cumpre-se a Tradição de realizar-se sempre no primeiro fim-de-semana de Setembro.

Ao longo de quase um século, esta festividade tem mantido viva uma tradição passada de geração em geração, com altos e baixos mas sempre juntando famílias, amigos e todos aqueles que guardam no coração esta homenagem tão especial.


sexta-feira, 31 de julho de 2026

[TSF] Meio século e milhares de jornais depois, encerra o último quiosque da freguesia mais populosa do país

É sexta-feira, dia 31 de julho de 2026. Neste dia, o concelho de Sintra diz adeus ao último quiosque de jornais da freguesia de Algueirão-Mem Martins, a mais populosa do país.

O espaço foi construído em 1985, junto à estação de comboios, do lado de Algueirão, mas tem agora os dias contados, porque os donos, José e Lurdes Bento, vão reformar-se. Além dos jornais, das raspadinhas e do tabaco, este quiosque acabou por tornar-se, ao longo dos anos, num local de convívio para os moradores mais velhos da freguesia. António Leitão é um deles.




"Aqui era o ponto de encontro dos amigos desta zona", começa por contar à
 TSF, encostado ao parapeito do quiosque, enquanto José vai atendendo outro cliente. Aqui falava-se de tudo um pouco, mas António explica que o futebol era, quase sempre, o tema predileto. Em concreto, a conversa andava sobretudo à volta do Benfica e do Sporting, e tendia a aquecer os ânimos. "No dia a seguir [a um derbi], só faltava andarem aos beijos", recorda, entre risos. Mas nem só de "bola" viviam os convívios junto ao quiosque de Zé e Lurdes.

"Perguntávamos uns pelos outros: se um ia à terra, se não ia, se outro estava doente, etc.", afirma, sendo que agora, com o fecho do quiosque, ainda não encontrou uma alternativa para substituir estes encontros. "A partir da próxima semana levanto-me e vou para onde? O que vou fazer? Fico em casa? É uma pena", lamenta.

José e Lurdes Bento chegaram a vender centenas de jornais diariamente. Nos últimos anos, só saíam algumas dezenas por dia, uma quebra que, pelas contas do dono do quiosque, terá rondado 90% da faturação. "A partir de 2000 [o negócio de jornais] desceu muito e foi reduzindo", conta José Bento, enquanto fecha a caixa registadora e se estica do lado de dentro do balcão para conversar com a TSF. "Neste momento", acrescenta, "o que mais se vende, de norte a sul, são as raspadinhas e o tabaco".

Com um gosto assumido pela leitura, José Bento lamenta que as pessoas estejam a ler cada vez menos jornais. "Agora é assim, são os telemóveis e os computadores que as pessoas têm em casa com todos os jornais e revistas, e o papel vende-se menos", acusa.

Apesar de trabalhar cerca de 10 horas todos os dias, quase sem folgas nem férias há mais de 40 anos, o negócio do quiosque chegou a estar em risco. Ainda assim, José Bento garante que não é por falta de clientes que decidiu fechar portas. Não está descontente com o trabalho, mas confessa-se "cansado", pelo que entendeu ter chegado a altura de parar. Para trás ficam as memórias e as pessoas.

"Ganhei muitos amigos, tive muita convivência...mil e uma coisas. [Saio] com um sentimento de gratidão [para com] as pessoas todas de Algueirão-Mem Martins", conclui. E sobre os planos para a reforma, garante apenas que ele e a mulher vão "viver a vida". 

O quiosque de José e Lurdes Bento vai agora ser demolido, porque a Câmara Municipal de Sintra quer recuperar a rua junto à estação de comboios de Algueirão-Mem Martins. 
Ouvido pela TSF, o vice-presidente da autarquia, Francisco Duarte, afirma que fica triste com a notícia do desaparecimento do último quiosque de jornais na freguesia, mas assegura que esta despedida não é um "adeus", mas sim um "até já", garantindo que vão ser criados mais quiosques no concelho. 

Trata-se de "uma nova rede de quiosques municipais, mais moderna e atualizada, com espaços que acabam por juntar leitura, cultura, cafetaria e ainda serviços autárquicos de proximidade, para aproximar a Câmara Municipal dos sintrenses", adianta. A ideia do município é construir, pelo menos, um quiosque em cada freguesia de Sintra e que os primeiros possam abrir já no próximo ano. 

O objetivo assumido é que os novos quiosques ajudem a manter as vendas dos jornais em papel. "[Nos quiosques tradicionais], a pessoa vai só comprar o jornal, mas depois não tem mais oferta (um café, um espaço para sentar-se a ler o jornal); temos de adaptar-nos a estes novos tempos e criar mais oferta para que não desapareça a venda do jornal, da raspadinha, etc.", acrescenta. 

Os últimos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação mostram que, em relação ao ano passado, as subscrições de jornais online subiram cerca de 8%, no primeiro trimestre de 2026, enquanto as vendas em papel caíram quase 11%, mantendo assim a tendência de descida dos últimos anos.

Fonte: www.tsf.pt 
Clica abaixo para ouvir reportagem radio.

Meio século e milhares de jornais depois, encerra o último quiosque da freguesia mais populosa do país - TSF

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Restaurante "O Pizza", Mem Martins

Durante muitos anos, o restaurante O Pizza, no Largo do Cruzeiro, em Mem Martins, foi muito mais do que um simples restaurante. Era um verdadeiro ponto de encontro de famílias, amigos e vizinhos, onde se celebravam aniversários, almoços de domingo e tantos outros momentos especiais.


O mais curioso era a variedade da ementa: tanto se podia saborear uma deliciosa pizza como optar por uma generosa espetada de lulas com gambas, havendo opções para todos os gostos. Muitos habitantes da vila guardam com carinho essas refeições, o ambiente acolhedor e as escadas que tantas vezes desceram de barriga cheia e sorriso no rosto.


Hoje resta a saudade de um espaço que marcou uma geração e que continua a ocupar um lugar muito especial nas memórias de Mem Martins.
Neste espaço, no dias de hoje funciona uma agência bancária.

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Adeus Quiosques em Algueirão Mem Martins

Há lugares pequenos que guardam memórias enormes. Os quiosques de jornais e revistas junto à estação da CP de Algueirão-Mem Martins eram um desses lugares.


Durante décadas, fizeram parte da paisagem e da rotina de quem todos os dias esperava pelo comboio. Eram as capas dos jornais pela manhã, as revistas da semana e aquele olhar curioso de quem passava e espreitava “as gordas” para saber as principais notícias do dia.

Antes de entrar no comboio, havia sempre aquele gesto quase automático: parar por breves segundos, ler uma manchete, comentar uma notícia, comprar o jornal ou simplesmente matar a curiosidade.


Ali não se vendiam apenas jornais e revistas. Vendiam-se momentos, hábitos e pequenos encontros que faziam parte da vida da nossa terra. Mas o tempo mudou. O mundo passou a caber num telemóvel, as notícias deixaram o papel e, pouco a pouco, aqueles espaços foram perdendo movimento até desaparecerem.


Hoje, quem passa junto à estação sente a falta daquele cenário tão familiar. Fica o vazio onde antes havia cor, movimento e histórias. São estes pequenos lugares que muitas vezes definem a memória de uma comunidade. E quando desaparecem, levam consigo um pedaço da identidade de Algueirão-Mem Martins.
Porque uma estação não é feita apenas de comboios. É feita das pessoas, das conversas, dos encontros e também daqueles pequenos cantos onde, durante tantos anos, todos nós parámos para espreitar as notícias do mundo.

Pois, parece que vamos dizer adeus definitivamente aos quiosques em Algueirão Mem Martins...

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Bairro Teimoso - Mem Martins

Os antigos habitantes de Mem Martins apelidavam aquele conjunto de casas, perto do Cruzeiro como “Bairro Teimoso”. Era uma pequena comunidade onde as portas se abriam facilmente, as crianças brincavam na rua até o sol desaparecer e os vizinhos sabiam sempre quem precisava de ajuda.

Ali perto do Cruzeiro, por onde hoje passam milhares de carros, existia um Mem Martins mais calma, feita de conversas à porta, de bicicletas encostadas aos muros e de gente que se cumprimentava pelo nome.

O nome "Teimoso" ficou ligado a uma zona que, apesar das mudanças e do crescimento da vila, parece ter mantido a sua identidade. Enquanto os prédios foram aparecendo e os campos deram lugar a novas construções, aquele pedaço de Mem Martins continuou agarrado às suas memórias, atualmente bem escondido.

Muitos moradores antigos ainda recordam os tempos em que o Cruzeiro era um verdadeiro ponto de encontro. Era ali que se marcavam encontros, onde se esperava alguém, onde se comentavam as novidades da terra e onde se sentia o pulsar de uma comunidade que crescia.

O Bairro Teimoso é uma dessas páginas da história de Mem Martins que merece ser contada: uma história feita não apenas de ruas e casas, mas das pessoas que ali viveram, trabalharam, brincaram e ajudaram a construir a vila que hoje conhecemos. Ali também existiram construções tipicamente saloias que foram demolidas, onde hoje já existem prédios.