Tempo em Algueirão Mem Martins
sábado, 14 de março de 2026
segunda-feira, 9 de março de 2026
sexta-feira, 6 de março de 2026
quinta-feira, 5 de março de 2026
StreetArt - Lírios
O artista visual Sepher de Algueirão-Mem Martins, apresenta a sua mais recente obra no Parque dos Lírios, também conhecido por muitos residentes como Bairro de Santa Teresinha, em Mem Martins. A intervenção artística ocupa o espaço do campo local, transformando-o num espaço de memória, pertença e identidade. Para o artista, trata-se de um projeto profundamente pessoal: “Este é um projeto muito importante para mim. Este local cresceu comigo, e ocupou um espaço muito importante na minha infância e adolescência.” A obra nasce de uma relação íntima com o Parque dos Lírios, é nele que Sepher identifica as primeiras referências que moldaram o seu percurso artístico e humano: “Tornou-se, naturalmente, um lugar que reflete muito de quem sou.”
No centro da obra surge a figura de uma mulher residente do bairro, a personagem simboliza a geração que acompanhou a transformação deste Bairro e que continua a constituir o seu tecido vivo.
“Nesta obra está representada uma mulher que, como residente deste local, também viu o bairro crescer.”
A intervenção propõe uma reflexão sobre a relação entre identidade individual e território.
O artista sublinha que os lugares onde crescemos participam ativamente na construção de quem somos: “Assim como as pessoas que fazem parte da nossa vida e nos ajudam a definir quem somos, o local onde crescemos também nos molda. É nesse espaço que criamos laços, onde sentimos pertença.” Ao mesmo tempo, a obra reconhece os movimentos de migração entre territórios e que marcam muitas trajetórias contemporâneas, sobretudo em contextos periféricos: “Ao longo da vida, as suas diferentes fases podem levar-nos a viver noutros lugares; ainda assim, essa distância deve reforçar o valor do sítio onde crescemos.” O bairro é apresentado como espelho e como fonte de luz própria: “Se a zona é um espelho de quem somos, nós também refletimos o brilho que ilumina estas ruas, de dia e de noite. Onde quer que estejamos, levamos connosco a personalidade do lugar onde crescemos.”
A obra inscreve-se numa linha de trabalho de Sepher centrada na memória, na identidade territorial e na dignificação dos espaços urbanos periféricos. Mais do que uma pintura mural, trata-se de um gesto de reivindicação simbólica do lugar, um convite à comunidade para valorizar o valor das suas origens.
“Esta obra serve para nos relembrarmos de manter sempre no coração as raízes que nos fizeram crescer, saber onde podemos fazer a diferença, permanecer fiel às origens e praticar aquilo que se transmite. Podemos não saber que próximo passo dar, mas devemos recordar por onde já passámos e nunca esquecer o que originou essa caminhada.”
Este trabalho foi realizado para a Câmara Municipal de Sintra e o projeto conta com o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia, Operação Integrada de Algueirão - Mem Martins.
Localização da obra: Parque dos Lírios - Praceta Nicolau Coelho 14, 2725-212 Mem Martins
quarta-feira, 4 de março de 2026
sábado, 28 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
[Publico] Em Mem Martins, o antigo edifício das Finanças vai dar lugar a um centro de convívio
Obras avançaram no espaço em Mem Martins. Na Tapada das Mercês, o antigo mercado municipal “está a ser ponderado no contexto da estratégia para um conjunto de edifícios municipais sem uso”.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Inundações de 1983, em Algueirão Mem Martins
O inverno de 1982–83 ficou marcado como um dos mais severos do século XX em Portugal. A chuva intensa e persistente provocou cheias e inundações em várias regiões do país, incluindo Algueirão-Mem Martins.
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| baixa do Cacem |
Um inverno excecionalmente chuvoso
Durante vários meses, sobretudo entre dezembro de 1982 e fevereiro de 1983, registaram-se precipitações contínuas e acima da média. Os solos rapidamente ficaram saturados e as linhas de água deixaram de conseguir escoar o volume acumulado, originando transbordos e alagamentos frequentes.
A situação em Algueirão-Mem Martins
As inundações afetaram sobretudo as zonas mais baixas, onde a urbanização acelerada das décadas anteriores não foi acompanhada por infraestruturas de drenagem adequadas.
Ruas ficaram submersas, casas e caves inundadas, e vários estabelecimentos comerciais sofreram prejuízos significativos. Em alguns casos, a água entrou pelas habitações, obrigando famílias a remover móveis e bens essenciais, e até a abandonar temporariamente as suas casas.
Consequências para a população
As cheias causaram grandes transtornos no quotidiano: circulação condicionada, viaturas imobilizadas, lama acumulada nas vias públicas e perdas materiais difíceis de recuperar. Para muitos moradores, este episódio tornou-se uma referência marcante na memória coletiva da vila, frequentemente evocada como um dos momentos mais difíceis vividos na localidade.
Memória e legado
Ainda hoje, as cheias de 1983 são lembradas em Algueirão-Mem Martins como um marco histórico local, servindo de alerta para os riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos e à ocupação desordenada do solo. Preservar esta memória é também uma forma de compreender a evolução da vila e os desafios que enfrentou ao longo do tempo.
sábado, 31 de janeiro de 2026
Árvore danificada em Ouressa
A passagem da tempestade Kristen pela região fez-se sentir com intensidade em Algueirão-Mem Martins. Durante o episódio de mau tempo, uma árvore de grande porte partiu-se junto às Piscinas de Ouressa, na sequência dos ventos fortes que se fizeram sentir ao longo do dia.
Felizmente, não há registo de feridos, mas a queda da árvore causou constrangimentos momentâneos na zona envolvente, chamando a atenção de moradores e utilizadores habituais do espaço.
Os serviços competentes estiveram no local a avaliar a situação e a proceder à remoção dos destroços, de forma a garantir a segurança de quem circula na área.































