Tempo em Algueirão Mem Martins

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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Ideia para melhorar a Estação da CP

Uma intervenção assim mais simples e mais barata, já seria uma pequena ajuda para os utentes da estação da CP de Algueirão Mem Martins...

...mas a população desta freguesia merece mesmo uma nova estação da CP.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Mau estacionamento

Há situações na freguesia, que um carro estacionado indevidamente pode prejudicar a vida de centenas de pessoas...


Os autocarros não passavam na Rua da Estação, e a fila de automóveis fazia-se sentir por todas estradas na zona de Fanares, em Mem Martins.



Nesta situação, a carrinha dos CTT estacionada em cima do passeio, impedia a passagem do autocarro, e provocou longa fila de automóvel na Av. Chaby Pinheiro.

Estacionamento é difícil no centro da vila, mas é bom pensar no sítio onde pára o seu carro

sábado, 15 de novembro de 2025

Feira de Fanares

A antiga feira de Fanares tinha um encanto próprio, daqueles que só quem cresceu em Algueirão Mem Martins conhece bem.

Realizava-se religiosamente ao sábado e à quarta-feira de manhã, quando ainda o sol mal tinha acordado e já se sentia no ar o movimento apressado das bancas a serem montadas. O cheiro a fruta saloia — doce, fresca, de cores vivas — enchia o espaço inteiro. Eram morangos, maçãs, laranjas, figos e uvas de uma qualidade que parecia impossível de encontrar noutro lugar. A fruta vinha ainda com o toque da terra, e com as histórias dos agricultores que a criavam.

Ao passar o túnel estreito debaixo dos prédios, abria-se um novo universo. Ali encontrávamos de tudo um pouco: bancas de roupas empilhadas com camisolas de lã e casacos baratos, cassetes quase pirata com coletâneas improváveis, e aquelas verdadeiras “oportunidades” que só quem frequentava a feira entendia — coisas úteis, outras nem tanto, mas sempre com um charme especial.

No edifício principal da feira vivia outro ritual próprio: o peixe fresco da costa atlântica. As peixeiras eram figuras queridas, mulheres de voz forte e sorriso fácil, que conheciam o nome da maioria dos seus clientes. Sabiam quem gostava da pescada mais alta, quem queria a dourada mais brilhante, quem levava sempre uns carapaus para o almoço de domingo. Entre pregões, risadas e conversas sobre o tempo, transformavam a compra do peixe em algo muito mais pessoal.

A feira de Fanares era mais do que comércio. Era encontro, rotina, vizinhança viva. Um pedaço de Mem Martins que permanece na memória de quem lá passou — com saudade, com histórias, com aquele espírito simples e genuíno que já não se encontra em muitos lugares.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Chuva Utentes CP

Durante quanto tempo os utentes da CP da estação de Algueirão Mem Martins vão continuar com este cenário em dias de chuva??




Exposição "O Humor é Fixe! - As Caricaturas de uma Vida"

Na Quinta do Butler, em Mem Martins, com caricaturas dedicadas a Mário Soares, até dia 01 dezembro.


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Externato Rainha Sta Isabel, em Fanares

Na tranquila rua de Fanares, em Mem Martins, existiu durante alguns anos o Externato Rainha Santa Isabel, uma pequena escola que marcou a infância de muitas meninas da zona. Funcionava numa moradia acolhedora, com o ambiente familiar e simples típico das escolas de bairro de outros tempos.

Era uma escola onde o riso das meninas — todas com o seu bibe cor-de-rosa, igual e inconfundível — enchia o pátio e as salas de madeira. As recordações desse tempo ainda vivem na memória de quem lá estudou: os cheiros, os cadernos cuidadosamente forrados, as vozes das professoras, o toque da campainha improvisada.

Hoje, a casa já não existe. Foi demolida, e no seu lugar ergue-se agora um prédio moderno, sem graça nem história, como tantos outros. Mas para quem ali passou a infância, o número da rua de Fanares onde se encontrava o Externato continua a guardar um pedaço de Mem Martins que já não volta — um tempo em que aprender era também brincar, e as escolas tinham alma.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Veraneantes em Algueirão Mem Martins

Antes de Algueirão Mem Martins se transformar num dos principais centros urbanos dos subúrbios de Lisboa, e a freguesia com mais habitantes de Portugal, era apenas uma aldeia discreta, rodeada de quintas e pinhais, onde o ar fresco natural da Serra de Sintra atraía famílias da capital em busca de descanso.


No início do século XX, quando a ligação ferroviária entre Lisboa e Sintra se consolidou, Algueirão Mem Martins tornou-se um ponto de paragem para quem desejava ficar "perto da serra”.

O comboio - símbolo de progresso e elegância - permitia que famílias abastadas de Lisboa viajassem facilmente até à vila de Sintra. Chegavam com bagagens, criadas e crianças, para passar semanas ou meses em casas alugadas ou propriedades próprias.

Entre os veraneantes, várias famílias conhecidas deslocavam-se até cá. Eram casas de linhas românticas, com azulejos e alpendres onde se tomava o chá com vista para a serra.

As manhãs começavam cedo, com o som distante do comboio e o cheiro do pão. Os veraneantes passeavam pela estrada de terra que ligava Algueirão, Tapada das Mercês e a Quinta da Fanares, e de costume cumprimentavam os lavradores locais com um aceno educado. 

As senhoras visitavam as pequenas mercearias para comprar fruta fresca, leite e flores - produtos simples, mas “de uma pureza que em Lisboa já não se encontrava”, como escreveu um jornalista de 1932 no Diário de Notícias, referindo-se à calma bucólica de Algueirão Mem Martins.

Para os habitantes locais, a chegada das famílias de Lisboa era um acontecimento. Os meninos de cá corriam até à estação para ver “os senhores da cidade” e os seus modos refinados. 

Os veraneantes que passavam a temporada cá tinham pequenos rituais que se repetiam ano após ano. Um deles era a paragem obrigatória no Casal da Cavaleira e no Casal de São José, onde compravam ovos frescos, colhidos há poucas horas, vindos das galinhas que ali se criavam ao ar livre. Esses produtos, simples e genuínos, tornavam as refeições ainda mais saborosas.

Outro destino certo era o Moinho de Sacotes e do Algueirão, onde muitos iam levar o cereal para moer ou apenas buscar farinha acabada de fazer. O cheiro a grão moído e o som das mós a girar eram parte da paisagem sonora das férias na terra - um símbolo da vida calma e autêntica que os veraneantes tanto prezavam.


O Progresso Clube de Algueirão-Mem Martins, foi uma coletividade que surgiu nos anos 40, do século XX, fundada sobretudo por famílias vindas de Lisboa que tinham casas de veraneio na zona - uma época em que a vila ainda era fortemente rural e marcada pela cultura saloia. Esses lisboetas procuraram criar um espaço de convívio “à sua maneira”, com bailes, jogos e eventos sociais, distanciando-se da população mais rural, tanto em hábitos como em estatuto social.

O nome “Progresso” reflectia essa ideia de modernidade e distinção urbana, em contraste com a vida mais campestre da população nativa.

Enquanto outras coletividades de cá (Mem Martins Sport Clube e Recreios Desportivos do Algueirão) tinham uma base mais comunitária e local, com espírito mais rural, com gente de trabalho mas mais humilde.


O Progresso Clube manteve durante bastante tempo uma certa aura de exclusividade social e cultural.


Nos dias quentes de verão, os veraneantes divertiam-se ao passear pelas nossas  ruas soalheiras, sempre com a humidade oriunda da Serra.

Achavam curioso - e até encantador - ver, em certos quintais, grandes tabuleiros expostos ao sol, cobertos de pequenas rodelas de massa dourada.

Eram as cascas das queijadas de Sintra, deixadas a secar pacientemente antes de receberem o recheio doce e perfumado que lhes daria fama. O ar cheirava a farinha e a leite, e o quotidiano simples das gentes locais transformava-se, aos olhos dos visitantes, numa cena de autêntico encanto saloio.


Muitos nomes famosos tinha especial gosto por este local, como as pessoas do Grupo Onomástico "Os Carlos", que escolheu uma zona da freguesia, adquirindo 14mil m2 para implementar "Casa de Repouso de Carlos doentes", "Casa de agasalho para Carlos Inválidos" e "Colónia de Verão para Carlos Miúdos". 

Este projecto acabou por nunca ser implementado, ficando apenas a memória na zona, e muitos Homens da freguesia nascido nesta altura também terem ficado com o nome de Carlos.

Muitos nomes deixaram fortes memórias, como foi o caso do Professor Dr. Joaquim Fontes, que era um médico Obstetra que residia em Lisboa, e tinha a sua Quinta em Mem Martins, o "Casal dos Choupos" e foi um dos grandes incentivadores da criação das Festas de Nossa Sra da Natividade.

Fala-se que a Sta padroeira de Mem Martins é a Sra Natividade pelo motivo do dr. Joaquim Fontes ser obstetra.


Com o crescimento urbano e o aparecimento das primeiras fábricas e conjuntos habitacionais nas décadas de 1950 e 1960, Algueirão-Mem Martins começou a mudar. As casas senhoriais foram sendo vendidas ou demolidas, as grandes quintas divididos em lotes, e o comboio passou a trazer sobretudo trabalhadores pendulares, e não veraneantes.



Mas, entre as ruas sub-urbanas e os prédios ao estilo "Pato Bravo" ainda se encontram vestígios desse passado: um portão de ferro enferrujado com as iniciais de uma antiga família, um tanque de pedra esquecido num quintal, ou o nome de uma rua que recorda a uma antiga quinta.

O tempo apagou muito, mas não tudo.
Nas memórias de quem ainda recorda, Algueirão-Mem Martins que foi, durante meio século, um refúgio de veraneio - um lugar onde o campo e a cidade se encontravam, e onde a Serra de Sintra era, mais do que cenário, um remédio para o corpo e para a alma.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Sintra investe mais de 2 milhões de euros na requalificação da envolvente à estação ferroviária de Algueirão-Mem Martins

Câmara Municipal de Sintra aprovou a abertura de concurso público para a requalificação do espaço público na área envolvente à estação ferroviária de Algueirão - Mem Martins, num investimento superior a 2 milhões de euros.


Esta intervenção no Centro de Algueirão e do Largo da Estação/Largo 25 de Abril, em Mem Martins, representa um investimento total de 2 milhões e 652 mil euros, tem como objetivo principal a valorização destes espaços urbanos, através da melhoria das infraestruturas, do aumento da qualidade dos espaços públicos e da criação de melhores condições para a circulação.

A empreitada contempla ainda a reformulação das redes de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais domésticas. 

Esta intervenção, com um prazo de execução de 540 dias, representa um investimento conjunto da Câmara Municipal de Sintra superior a 2 milhões de euros e dos SMAS de Sintra de cerca de 593 mil euros.

[A publicação deste conteúdo ocorreu após a data das eleições autárquicas, apesar de se referir a uma iniciativa anterior, em cumprimento das orientações da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e da legislação eleitoral em vigor. Esta medida visa assegurar o respeito pelos princípios da neutralidade e imparcialidade das entidades públicas durante o período eleitoral.] 

Artigo de Opinião de Valter Januário, presente da Junta de Freguesia durante 12 anos

                                               
Há experiências que nos moldam de forma irreversível. Ser presidente de uma junta de freguesia é uma delas. Durante doze anos vivi o território que me viu nascer e crescer com uma intensidade que não cabe em palavras. Aprendi a medir o tempo pela cadência das ruas, pelos rostos das pessoas, pelas urgências que não esperam e pelas pequenas vitórias que fazem a diferença na vida de alguém.

Ser presidente da junta é viver de portas abertas. É ouvir as alegrias e as angústias de quem bate à porta com esperança. É sentir a responsabilidade de representar todos, os que nos apoiam e os que nos contestam. É compreender, todos os dias, que a democracia se constrói no gesto mais simples: estar presente.

Nestes doze anos, vi crianças tornarem-se adultos, vi ruas transformadas, projetos erguerem-se e sonhos concretizarem-se. Mas vi também o que fica por fazer e talvez seja isso o que mais nos marca: a consciência de que o trabalho público nunca está terminado.

As eleições de 12 de outubro trouxeram uma nova realidade. O Partido Socialista perdeu em Algueirão-Mem Martins e perdeu em Sintra. É um facto. E, como em tudo na vida, os factos existem para serem compreendidos, não para serem negados.

Perder faz parte da democracia. Depois de doze anos de serviço, é natural que o tempo peça renovação, novas vozes, novas energias. Mas perder deve também ser o momento de uma reflexão profunda, não sobre quem falhou, mas sobre o que nos afastou. Sobre a distância que, por vezes sem dar conta, se cria entre quem governa e quem é governado.

Nesta campanha, Sintra teve uma candidata que dignificou o Partido Socialista e a política. Ana Mendes Godinho trouxe energia, entrega e autenticidade. Falou com as pessoas de frente, com verdade e com entusiasmo, sem nunca desistir de acreditar que o diálogo e a proximidade são o caminho certo. Representou o que de melhor o PS tem. A vontade de construir, de unir e de servir. Mesmo num tempo difícil, manteve a esperança viva e isso, por si só, é uma forma de vitória.

A política local é, talvez, a mais humana de todas as formas de política. Porque é ali que as pessoas esperam encontrar respostas, proximidade, empatia. E quando a perceção dessa ligação se esbate, é preciso parar e escutar. Escutar com a humildade de quem sabe que o poder é transitório, mas o compromisso é permanente.

Há uma tendência natural em todos nós, nas pessoas e nas organizações, para nos refugiarmos na zona de conforto, para acreditarmos que o que foi suficiente ontem continuará a ser amanhã. Mas o tempo muda, as comunidades transformam-se, e a política deve ter a coragem de mudar também.

Chegou, por isso, o momento de o PS em Sintra olhar para dentro, repensar a sua relação com o território e com as pessoas. Não se trata de negar o passado, trata-se de aprender com ele. O que construímos permanece, mas o que queremos construir a seguir exige um novo impulso, uma nova escuta, uma nova abertura.

Servir é, em última análise, um exercício de humildade. E é talvez por isso que, mesmo depois de deixar o cargo, quem serviu nunca deixa verdadeiramente de o fazer. Porque o compromisso com a terra e com as pessoas não se apaga com o fim de um mandato, continua na forma como olhamos o futuro, com a serenidade de quem sabe que só há verdadeira vitória quando se continua a acreditar, mesmo depois de perder.

Artigo de opinião de Valter Januário Presidente da junta de freguesia de Algueirão-Mem Martins

domingo, 5 de outubro de 2025

StreetArt - Escola Guerra Junqueiro e Campo Visconde da Asseca

Pintura 'Stephan Art' na Praceta Laura Alves, em São Carlos, relembrando o passado daquele local, onde se localizava o Campo Visconde da Asseca, onde Mem Martins Sport Clube efectuava os seus jogos em casa,  e a Escola Guerra Junqueiro, a Escola Primaria de muitos jovens de Mem Martins.