31/05/2009

Futebol em Algueirão-Mem Martins

Nas ultimas semana decidi ocupar um pouco do meu tempo livre, a ver como estava o futebol da freguesia. Descobri que neste momento apenas duas equipas participam no escalão sénior, nos campeonatos da Associação de Futebol de Lisboa, que é o Mem Martins Sport Clube e o União Recreativa das Mercês, militando o MMSC na 1ª divisão (Série 2) e o URM na 2ª divisão (Série 2)










Tratam-se de duas colectividades para além de equipas de adultos, se dedicam à formação em várias camadas jovens.
A Época já terminou para a equipa de Mem Martins, tendo ficado em 7º lugar, e para equipa das Mercês faltam duas jornadas estando classificada neste momento em 11º lugar. No entanto, o que tenho a registar é as fracas condições que os clubes tem ao seu dispor, em termos de infraestruturas.

No Caso do Mem Martins Sport Clube, o Complexo Desportivo da Quinta do Recanto encontra-se num elevado estado de degradação. Além disso, nesta divisão, a equipa de Mem Martins, juntamente com apenas mais duas ou três equipas, é das poucas que treinas e joga num recinto sem relva, ou seja, em terra batida.




























Nas Mercês o problema é exactamente igual. Um complexo desportivo degradado, com vidros partidos, em elevado estado de degradação, e o recinto em terra batida.
A primeira pergunta que faço, é se a maior freguesia de Portugal não merece melhor?




























Como é possível pequenas localidades como Magoito, Talaide, Mucifal, Montelavar apresentarem relvados, e os clubes da maior freguesia do pais, não terem as condições mínimas para a pratica de desporto?
É certo que o Recreios Desportivos do Algueirão já consegue essa proeza de ter um campo relvado, mas trata-se de uma equipa que neste fase da sua vida, não participa nos campeonato, no escalão de seniores.














Quem é o responsável por este desleixo? Os Clubes? A Câmara Municipal? A Junta de Freguesia? (apesar de o Complexo Desportivo da Quinta do Recanto estar localizado na freguesia de Rio de Mouro). São estas as condições que são oferecidas ao jovens na pratica do Futebol? Para quando relva sintética nestes recintos?

Apenas dá que pensar que municípios como Trofa (38 mil habitantes), Figueira da Foz (67 mil habitantes), Olhão (42 mil habitantes), entre muito outros, consigam ter clubes com destaque a nível nacional, consigam bons patrocínios, bons complexos desportivos, e excelentes condições para a pratica do desporto, ao contrario de uma simples freguesia como Algueirão-Mem Martins, com mais de 100 mil habitantes, que nada tem para oferecer. Dá que pensar?















Fiquei triste ao ouvir opiniões de adeptos da equipa adversaria, nos dois casos, a criticar o estado em que se encontravam a instalações, e perguntarem-se, como é que uma localidade como Mem Martins, não consegue ter as coisas em boas condições.

É esta triste imagem que a nossa freguesia transmite para o exterior, mas vale o esforço e dedicação dos jovens desportistas, que defendem a camisola do seu clube, e o nome de uma terra.
Esses sim estão de parabéns...

18/05/2009

Terreno abandonado no Algueirão (SIC - Nós por Cá)

Mais uma vez a freguesia de Algueirão - Mem Martins é noticia na Televisão por maus motivos....

Desta vez foi na SIC, no programa "Nós por Cá", apresentado por Conceição Lino.


O tema foi um terreno situado na Rua de Santo Estevão, no Algueirão, onde existe uma acumulação de águas, e aparentemente de esgotos, que faz a vida negra aos moradores daquela região, bem perto da estação do Algueirão.






Trata-se de mais um claro exemplo da ganância de muitos construtores civis que descobriram nesta freguesia, a sua galinha dos ovos de ouro, e pelo facto de não ser possível construir naquele terreno, abandonaram o local, não se preocupando minimamente com todos os transtornos, que poderiam causar, nas pessoas que ali já residiam. E ninguém reage? Ninguém toma uma atitude? Será que assim está tudo bem?

Aqui fica a reportagem transmitida:
video

Outro assunto que se levanta, é o facto de serpermitida a construção de prédios, apesar de baixa densidade, naquela zona do Algueirão. Para mim, na minha humilde opinião, aquela deveria ser uma zona exclusiva de vivenda, pela história, pelo ambiente calmo e familiar, e por ser uma zona extraordinariamente bem planeada, numa freguesia que mergulha no caos. Eu teria um lema "vivenda por vivenda", mas enfim...






No entanto, prédio a prédio tudo se descaracteriza, e tudo se perde, perdendo belos exemplar de moradias que marcaram uma epóca, uma arquitectura e um estilo de vida.

Deixo apenas uma foto área geral, desta zona do Algueirão, como um exemplo do bom urbanismo e do bom planeamento que aqui se conseguiu implementar à muitos anos atrás, com ruas largas, com traçados ortogonais, como deve ser fácil de constatar nos bons livros de urbanismo e arquitectura. Saudades do passado...


E por falar em buracos e obras abandonadas, para quando a resolução do buranco gigante junto á Feira de Fanares?



17/05/2009

Cruzeiro de Mem Martins


A passagem de Nossa Senhora de Fátima por Lisboa, para os festejos dos 50 anos do Cristo-Rei em Almada (2009), é um bom motivo para recordar a passagem da mesma imagem, na freguesia de Algueirão-Mem Martins.


Foi em 1951, e a imagem de nossa sra de Fátima proveniente do santuário, ficou recolhida na Capela do Sagrado Coração de Jesus, no Algueirão-Velho, na estrada que liga Rio de Mouro à Granja do Marquês


Esta passagem foi um momento marcante e simbólico para todos os habitantes desta povoação, numa altura onde ainda não existia a freguesia de Algueirão Mem Martins, e este espaço territorial pertencia à freguesia de São Pedro de Penaferrim.


Os cerca de 6000 habitantes (nº aproximado), decidiram erguer um monumento de homenagem a este acontecimento, que foi um Cruzeiro, perto de uma das zonas mais importantes de Mem Martins, que era composta pelo Largo do Ti Saloio (hoje, Largo Artur Soares Ribeiro), do Bairro das Eiras, do Casal do Choupos e da Capelinha de Nossa Senhora da Natividade.

Hoje em dia, o "Largo do Cruzeiro" é um dos locais de referência de Mem Martins, mas muitas das pessoas que passam ali diariamente, não fazem a mínima ideia da origem de tal marco.




















Pena é o facto, de não ser possível recolher a informação que lá estava registada, devido a não estar devidamente preservada, como se pode constatar na foto em baixo. 
(clique na foto para ampiliar)

09/05/2009

Perigo na Tapada das Mercês?

Para além da degradação do espaço público, na Tapada das Mercês existe algo que me preocupa, que está relacionado com o estado de conservação de alguns edifícios.

O prédio da foto em baixo, está situado na Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, e está no lamentável estado que pode ser comprovado na fotografia (clica nas imagens para ver com maior pormenor)



















Eu não me preocupo que as pessoas vivam em prédios mal conservados, com humidade, feios e sujos, ou que na sua própria casa tenham transformado a banheira numa floreira ou num galinheiro, o que realmente me preocupa é a segurança dos transeuntes.

Esta situação pode ser extremamente grave, pois tratando-se de um prédio com 11 andares, corre-se o sério risco de um azulejo cair de uma altura que ronda os 35m, e deste modo o pode atingir o solo com uma velocidade de 95 km/h (Movimento Uniformemente Variado). Preocupante?
Já imaginou alguém ser atingido por um objecto cortante destes? Sim, um azelejo poe ser cortante...



















Neste edifício ainda existe uma pequena vedação para proteger os automóveis, mas que não restringe o acesso a pessoas, o mais grave é que esta situação se repete por mais alguns prédios da Tapada. Fiz esta recolha fotográfica numa zona muito restrita da Urbanização, e deparei-me com este problema em cinco edifícios, e praticamente todos com com uma altura considerável.




















Será que os condomínios dos prédios não tem consciência, nem sentido de responsabilidade sobre este problema?



















Nas duas fotografias em baixo, está eminente a queda de azulejos de uma altura considerável, prontos danificar um automóvel, ou ferir uma pessoa.


















E se um deste azulejos cair na cabeça de uma criança? E lhe retirar a vida ou a deixar num estado grave? Será necessário existir uma grave ocorrência para alguém abrir os olhos para esta situação? Quem será responsabilizado? Deixo o alerta...

01/05/2009

Eleição do "Pior Edificio de Algueirão- Mem Martins"

Vou lançar a votação do "Pior Edifício da Vila de Algueirão-Mem Martins".
Recebi algumas sugestões, que foram quase unânimes com as ideias que eu tinha para lançar a votação, sabendo, que existem muitos mais onde impera a má arquitectura, mau urbanismo e o mau gosto estético.

Peço para os votantes terem em consideração factores como:
- Desenquadramento urbanístico.
- Estética do edifício.
- Factor "Pato Bravo"

e algo que serve de reflexão, como o facto, de qual destes edifícios seria o último local onde gostaria de viver.

Aqui ficam os 6 finalistas, cada um com a sua designação:

Opção A - Edifício Presidente

Situado em Mem Martins, na Praceta Laura Alves, em S. Carlos.



























Opção B - Edifício Foguete
Situado na Tapada das Mercês, na AV. Embaixador Aristides Sousa Mendes


























Opção C - Edifício Coopalme
Situado no Algueirão, na Rua Dr. Coutinho Pais





















Opção D - Edifícios Mem Martins Poente
Situados em Mem Martins, na Rua Domingos da Cunha




















Opção E - Edifício Hospital
Situado em Mem Martins, na Praceta do Outeiro





















Opção F - Edifício Vigia
Situado em Mem Martins, na Estrada de Mem Martins



























Fico também a aguardar comentários relativamente a estas construções, ou a outras que penses que fazem falta nesta lista.