Tempo em Algueirão Mem Martins

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

[Publico] O abate das moradias no Algueirão

Como avalias a evolução dos tempos no Algueirão??

Texto do Jornal Publico no dia 27dez2000

As velhas moradias do Algueirão estão a desaparecer para dar lugar a prédios de habitação. Os licenciamentos dos novos prédios, para além de descaracterizarem uma das poucas zonas homogéneas do concelho, têm uma discutível base legal. A câmara de Sintra garante, porém, que, naquela zona, "não há construções que desrespeitem o Plano Director Municipal".`






A zona antiga do Algueirão, contígua à estação de caminho-de-ferro, no concelho de Sintra, está a assistir a uma profunda e progressiva descaracterização, motivada pela substituição de muitas moradias de meados do século por prédios de habitação coletiva de quatro e cinco pisos. 

O processo foi iniciado há mais de uma década, com a edificação de alguns prédios avulsos, designadamente nas esquinas das ruas principais, mas tem vindo a acentuar-se fortemente nos últimos meses. Muitos dos imóveis atualmente em execução desrespeitam a letra do Plano Director Municipal, enquanto outros ignoram aquilo que já estava anteriormente preceituado na lei. Basta sair do comboio e mergulhar no antigo bairro de moradias que se desenvolve à esquerda da Estrada do Algueirão. 


Projetado pelo arquiteto Groer, que fez o plano da vila de Sintra, o aglomerado mantém alguma da sua harmonia original, encontrando-se ainda alguma ruas ocupadas exclusivamente, pelo menos de um dos lados, com as vivendas de um piso e os respetivos quintais. O desenho urbano assenta em ruas paralelas e relativamente estreitas, que formam uma quadrícula com as suas transversais, e em pequenas pracetas, que se têm tornado mais exíguas à medida que se veem transformadas em parques de estacionamento. Muitas das moradias datam dos anos 30 e 40 e ostentam painéis de azulejos com dizeres como "Abençoai Senhor o nosso lar", ou com os nomes das suas proprietárias. A maior parte subsiste em bom estado de conservação, com quintais e jardins cuidados, embora não sejam raras as situações de degradação e abandono.
Os prédios de quatro e mais pisos alinham-se nas fronteiras do bairro, desafiadoramente, com o outro lado da rua ainda ocupado por resistentes que se mantêm de pedra e cal nas velhas casas que, aparentemente, todos querem ver por terra. Noutros casos infiltraram-se já no coração do bairro e vão, paulatinamente, avançando pelas suas artérias, procurando inverter a tipologia dominante, aquela que os regulamentos dizem que tem de ser respeitada, aquela que serve de guia ao que aí vem.

O conjunto, como que uma ilha minada pela subida das águas que já irromperam no seu seio, está rodeado de enormes urbanizações desordenadas, cada vez mais próximas, cada vez mais dentro do antigo refúgio de quem não queria viver em Lisboa e não tinha meios para ir para Sintra. 
A invasão é tão óbvia que, nalgumas ruas, já começa a aproximar-se de uma situação de preponderância da habitação colectiva, favorecendo os apetites de quem quer fazer prédios no lugar de vivendas e permitindo ultrapassar um empecilho legal que, há muitos anos, preconiza a defesa do ambiente urbano. -se, por exemplo, a Rua Engenheiro Júlio Gomes da Silva, no troço entre a Rua de Santo Estevão e a Estrada do Algueirão. 
No gaveto do lado da Rua de Santo Estevão foram erguidos há perto de uma década quatro prédios de quatro pisos, dois a dar para a Gomes da Silva e dois para a de Santa Catarina. 
A existência destes edifícios serviu de pretexto à recente aprovação de dois novos prédios com as mesmas características, contíguos aos anteriores, situados de costas um para o outro. O da Gomes da Silva, atualmente em fase de acabamento, tem alvará de construção emitido em 10 de Fevereiro deste ano. 
O da Rua de Santa Catarina, praticamente pronto a habitar, não tem visível qualquer identificação do processo de licenciamento e do respetivo alvará, contrariando assim o que diz lei, tal como acontece na grande maioria das obras em curso na zona. A aprovação dos projetos destes dois prédios, ambos erguidos onde antes havia moradias, teve como pressuposto o facto de já haver, ao lado, prédios de quatro pisos. 
A legislação que existia antes da entrada em vigor do Plano Director Municipal de Sintra (PDM), em Outubro do ano passado, já dispunha, contudo, que as câmaras podiam indeferir os pedidos de licenciamento de obras que afetassem manifestamente "a estética das povoações, a sua adequada inserção no ambiente urbano ou a beleza das paisagens, designadamente em resultado da desconformidade com as cérceas dominantes, a volumetria das edificações (...)" 

Acrescentava o decreto 250/94 que o licenciamento podia ser indeferido se a obra projetada constituísse, "comprovadamente, uma sobrecarga incomportável para as infraestruturas existentes".
As velhas ruas do Algueirão e as respetivas redes de água e esgotos, para já não falar no estacionamento, estão há muito a rebentar pelas costuras. Mas nem a sobrecarga das infraestruturas nem a desconformidade com as cérceas e volumetrias dominantes foram suficientes para barrar o caminho à subversão urbanística da zona. Agora que já há mais um prédio em cada uma daquelas ruas mais difícil se torna argumentar com a respetiva envolvente. 
Na Gomes da Silva, onde ainda há um mês estava uma outra moradia, a que tinha o número 20, até já se encontra um terrapleno, sinal de que um novo edifício vem a caminho. Isto apesar de o troço em questão continuar a ter apenas três prédios de habitação coletiva de quatro pisos - um deles em acabamentos -, contra quatro moradias unifamiliares, sem contar com a que foi demolida há algumas semanas.
Mas o que se diz dos dois prédios em fase de acabamento nas ruas de Santa Catarina e Gomes da Silva pode dizer-se, pelo menos, do número 10 da Rua de Santo Estevão, onde existia uma moradia e agora existem as fundações inundadas de um imóvel de quatro pisos; ou dos números 4 e 6 da mesma rua, onde as moradias ainda lá estão mas já foi aprovada construção de mais um prédio; ou do número 5 da Rua da Ribeira, onde ainda se vê o muro e a entrada da antiga vivenda que cedeu o lugar a um prédio de quatro pisos atualmente em construção; ou ainda do cruzamento da Estrada do Algueirão coma Rua do Forno, onde uma grande moradia, com quintal, figueiras e poço, foi abaixo para ver surgir um prédio que já leva a estrutura no quarto piso.

domingo, 18 de dezembro de 2022

Comportel (Companhia Portuguesa de Elevadores)

A Comportel (Companhia Portuguesa de Elevadores) era uma das antigas fabricas instaladas na zona industrial de São Carlos, que atraia população para Algueirão Mem Martins, dando emprego a muita gente.

Durante décadas, a Comportel – Companhia Portuguesa de Elevadores foi uma das empresas mais emblemáticas de Mem Martins. A fábrica dedicava-se ao fabrico, instalação e manutenção de elevadores, empregando muitos trabalhadores da vila e das localidades vizinhas.

A Comportel desempenhou um papel importante no desenvolvimento industrial de Mem Martins, numa época em que a freguesia acolhia várias empresas de referência e era um dos principais polos industriais do concelho de Sintra.

Em 1980, a empresa foi adquirida pela multinacional Otis, líder mundial no setor dos elevadores. Poucos anos depois, passou a chamar-se Comportel-Otis e, posteriormente, Otis Elevadores, nome que ainda hoje está associado às instalações da Estrada de Mem Martins.

Para muitos habitantes, a Comportel continuará sempre a ser recordada pelo seu nome original e pelas centenas de trabalhadores que por lá passaram. A sua história faz parte da memória coletiva de Mem Martins e merece ser preservada.

imagem antiga

imagem atual (google)





quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

CP Mercês em 1930

Quando as estações da CP eram floridas.

A da Mercês ganhou o 1.º Prémio em 1930.


Prédio Fantasma - Tapada das Mercês

Fica situado na Rua Professor Mário Azevedo Gomes, junto da estação de comboios, na Tapada das Mercês

Trata-se de um prédio fechado, desabitado e talvez inacabado...   
Quase um prédio fantasma....
Este edifício alguma vez foi habitado?

As lojas do piso térreo encontram-se emparedadas e não existe a porta principal de acesso às escadas...
Nas traseiras existe uma porta de fraca qualidade...

Pergunto eu: Está assim à quantos anos?
Não seria conveniente resolver o estado deste edifício?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

[TV Record] Longas filas no centro de saúde de Algueirão-Mem Martins (Video)

A falta de médicos de família está criar longas filas de espera nos centros de saúde de Algueirão-Mem Martins, em Sintra. Os utentes dizem que a situação está a piorar, de mês para mês.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Concurso público do novo edifício da Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins

Foi lançado o concurso público para a empreitada de construção do novo edifício dos serviços da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins.




domingo, 13 de novembro de 2022

Estação da CP Algueirão Mem Martims - 30 anos

Muitos anos passaram.... e consegue descobrir as diferenças??


1985


2015

Lenda de Vale Flores

O Rei e a nobreza vinham até Mem Martins para as suas atividades de caça, de coelhos e perdizes.

Certo dia, na viagem de regresso a Sintra, o Rei lamentando a sua sede parou num lugarejo, e pediu a uma senhora um copo de água.

A dita sra foi a casa buscar o copo de agua a sua majestade, mas o copo estava muito sujo. O rei bebeu a água e perguntou: “Como se chama este sítio?

Sra responde com um sorriso de orgulho pela presença do Rei: “Aqui é Vale Flores”, e o Rei rapidamente respondeu: “Isto deve ser é Vale de Porcas….



terça-feira, 8 de novembro de 2022

Quinta da Marquesa

A Câmara Municipal de Sintra informa que a delimitação da Unidade de Execução da Quinta da Marquesa encontra-se em discussão pública, por um período de 20 dias úteis, com início a partir de hoje, dia 7 de novembro.



quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Apeadeiro Telhal

O outra apeadeiro da CP na freguesia de Algueirão Mem Martins [no limite da freguesia com a 'União de freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar']
Esta interface faz parte do troço da Linha do Oeste entre Agualva - Cacém e Torres Vedras, que entrou ao serviço em 21 de Maio de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses



terça-feira, 25 de outubro de 2022

[Rimas e Batidas] GROGNation anunciam o fim do grupo

Sem que nada o fizesse antever, os GROGNation meteram um ponto final na sua trajectória enquanto grupo. O anúncio foi feito nas redes sociais e as reacções não demoraram a chegar: nomes como Landim, Cálculo, Sir Scratch, Keso, Chyna, xtinto, L-ALI, ProfJam ou Bispo deixaram um comentário a dar o seu apoio na publicação no Instagram.

Fiquem com a mensagem de despedida:

Foram cerca de 11 anos de música, amizade e muitos momentos que marcaram a nossa vida como de muitos que nos acompanharam, algo que mudou as nossas vidas e permitiu-nos realizar muitos sonhos e ajudar outros tantos a sonhar. Vimos por este meio anunciar o fim do projecto musical GROGNation, não haverá mais concertos nem músicas do grupo.

Resta-nos agradecer à família, amigos e a todas as pessoas que gostam da nossa música e que nos acompanharam ao longo destes 11 anos. Foram momentos incríveis.

O quinteto de Mem Martins, que era composto por PapillonHaroldnastyfactorPrizko e Neck, criou um catálogo sólido e, ancorado nas mixtapes Segunda Vaga (2012) e Dropa Fogo (2013), nos EPs Sem Censura (2014) e Na Via (2015) e no álbum Nada É Por Acaso (2017), tornou-se num nome inevitável para quem ouviu e se interessou por rap português na década passada. Em 2022, Anatomia de GROG uniu as suas rimas aos instrumentais de Sam The Kid — e foi a propósito desse projecto que os entrevistámos pela última vez.

sábado, 15 de outubro de 2022

Escola Preparatória de Mem Martins - Agenda do Aluno

A capa das antigas agendas do aluno, na Escola Preparatória de Mem Martins, no final dos anos 80, com um mapa antigo da região.

Ainda hoje, nas ruas da Rinchoa, existe antiga sinalética referente à Escola Preparatória de Mem Martins



História da Escola
A Escola sede do agrupamento situada na Tapada das Mercês foi criada por Portaria, publicada em 4 de Outubro de 1973, no Diário do Governo, à qual foi atribuído, inicialmente, o nome de “Escola Preparatória do Visconde de Juromenha

Apesar de criada em 1973, apenas em 17 de Novembro de 1975 as actividades lectivas se iniciaram no local onde a mesma se encontra localizada na actualidade. Quatro anos mais tarde, passou a ser designada por “Escola Preparatória de Mem Martins”. Em resultado da criação, através de uma Portaria datada de 23 de Maio de 1991, das escolas preparatórias e secundárias (C + S), a Escola mudou novamente de designação, passando, nessa altura, a ser conhecida por “Escola C+S de Mem Martins”.

Em sete de Maio de 1997, foi novamente atribuído o nome do Visconde de Juromenha ao nosso estabelecimento de ensino, que passou a denominar-se “Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Visconde de Juromenha”.

Mais tarde, foi constituído o “Agrupamento de Escolas Visconde de Juromenha”, que agrega a Escola B. 2 3 Visconde de Juromenha, a Escola B 1 /JI Tapada das Mercês e a Escola B 1 /JI Eduardo Luna de Carvalho (Despacho da Directora Regional da Educação de Lisboa em 9 de Junho de 2004).

O nome atribuído ao Agrupamento e a uma das Escolas que o integra, Visconde de Juromenha, refere-se a João António de Lemos Pereira de Lacerda, que foi o 2º Visconde de Juromenha (nasceu em 1807 e morreu em 1887).

Apesar de apoiante da causa miguelista nas lutas liberais, foi reconhecido como um Homem de Letras, notável conferencista e divulgador da história e património de Sintra.



quinta-feira, 29 de setembro de 2022

GTMM - Grupo de Teatro de Mem Martins

O Grupo de Teatro de Mem Martins, Cooperativa Cultural (GTMM) foi uma associação de Algueirão-Mem Martins que desenvolveu nessa vila uma intensa atividade cultural entre 1974 e 1980.

sábado, 10 de setembro de 2022

Imagem de N. Sra da Natividade - Igreja Azul em Mem Martins

No interior da nova igreja de Mem Martins, à esquerda do Altar, destaca-se uma grande Imagem de Nossa Senhora da Natividade. A escultura de gesso, com cerca de dois metros de altura, foi benzida pelo Cardeal-Patriarca na celebração de dedicação do templo e é da autoria do escultor João Oom. “O desafio era grande, pois a ‘Natividade de Nossa Senhora’ é um tema já várias vezes executado em pintura mas nunca em escultura.

Depois de analisar várias fontes, recordei que a Natividade de Maria era celebrada no Oriente Católico, muito antes de ser instituída no Ocidente. Os Evangelhos nada dizem sobre o assunto, nem há qualquer profecia ou relato. Tem provavelmente a sua origem em Jerusalém, nomeadamente a partir do século V.

Maria é concebida de maneira natural, mas foi miraculosamente preservada do pecado original para ser a mãe de Cristo (Imaculada Conceição). Procurei na gravidez de Sant’Ana o nascimento da “Cheia de Graça”… com os símbolos que lhe são atribuídos: a lua (que não tem brilho, mas reflete a luz do Sol que é Jesus Cristo); o lírio (a pureza celeste e símbolo da virgindade); coroada de estrelas (“um grande sinal apareceu no céu, uma mulher vestida de Sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”). 

E nesta conformidade procurei, escultoricamente, transmitir as maravilhas da Mãe de Deus – “Causa da nossa alegria””, refere o escultor, em artigo publicado no guião da celebração.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Festas de N. Sra da Natividade em 2022

Mem-Martins recebe nos próximos dias 9, 10 e 11 de setembro as Festas em Honra Nª Srª da Natividade. 

No Largo da Capela (Largo Rossio da Fonte), esperam-se dias de muito convívio e animação com um cartaz preparado especialmente para si! 




terça-feira, 16 de agosto de 2022

[sintranoticias] Toy e Sérgio Rossi nas Festas N. Sra da Natividade em Mem Martins

Toy e Sérgio Rossi, estão confirmados nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Natividade, que promete encher de alegria e cor, o Largo Rossio da Fonte, junto à Capela de Mem Martins, nos dias 9, 10 e 11 de setembro, com entrada gratuita.

“Depois de dois anos de interrupção devido à pandemia, “vamos reeditar mais uma vez, as cavalhadas, o carrocel para as crianças que vão ter um dia que lhes vai ser dedicado com atividades, artesanato, comes e bebes, muita animação e musica ao vivo”, adiantou ao Correio de Sintra, Valter Januário, presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, que destaca os três dias de festa, plenos de animação e diversão”.

Toy abre na sexta-feira as festas e Sérgio Rossi encerra no domingo, faltando confirmar a presença de um terceiro cantor para a noite de sábado, 10 de setembro. No domingo tem lugar o tradicional Festival de Folclore com a atuação de vários ranchos. Há bailes todas as noites, com a atuação de conjuntos musicais, nas instalações do Mem Martins Sport Clube.

O momento alto das festas é realização da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Natividade, que terá lugar no domingo, a partir das 16h00, depois da missa campal. “O domingo é um dia muito importante do ponto de vista religioso, onde terá lugar a missa campal, junto à capela de Mem Martins, seguida de procissão, em honra de Nossa Senhora da Natividade, que vai percorrer as principais ruas da freguesia”, sublinha Valter Januário.

O autarca, não esconde a sua satisfação pelo regresso das festas depois de dois anos de pausa devido à pandemia. “Agora, é tempo para celebrar, festejar e confraternizar, depois de tanto tempo de confinamento”, sublinha o autarca, destacando a importância da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Natividade, como “uma das maiores e mais importantes manifestações de fé e devoção, na área urbana da grande Lisboa”.



sábado, 13 de agosto de 2022

[sintranoticias] Caixa Geral de Depósito vai fechar em Mem Martins

A dependência da Caixa Geral de Depósitos, na Estrada do Algueirão, em Mem Martins, vai fechar já no próximo dia 26 de agosto, uma decisão já tomada pela administração do banco, que pretende encerrar mais 23 agências em Portugal, durante este mês, apurou o SINTRA NOTÍCIAS, junto do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo da Caixa Geral de Depósito (STEC).


Uma decisão “inadmissível” refere a Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins em comunicado, considerando que “depois do encerramento da agência da Tapada das Mercês, São Carlos e Estação, a Caixa Geral de Depósitos volta a abandonar a freguesia de Algueirão-Mem Martins, deixando apenas uma agência aberta naquela que é uma das maiores freguesias do país, com cerca de 68 mil habitantes”.

Segundo a autarquia, “em alternativa, foi-nos indicado que a agência de Mem Martins será reforçada com novos recursos humanos, o que no nosso entender é insuficiente”, considerando “inadmissível, desajustada e pouco digna” a decisão de encerramento da agência da CGD em Mem Martins. “Tendo em conta a população residente na freguesia, estamos convictos de que esta decisão penalizará de forma muito evidente quem cá reside”, refere.

A Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins já se manifestou “veementemente contra esta decisão e continuará a lutar pela reversão desta medida”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Eclipse do Sol '99

Há dias que ficam na memória. E há acontecimentos que, mesmo passados muitos anos, basta uma palavra para nos fazer regressar ao momento. Eclipse 11 de agosto de 1999.

Nessa manhã, o Sol não era bem o mesmo. A luz começou a mudar e, por alguns instantes, todos os olhares se voltaram para o céu. O eclipse solar era aguardado com enorme curiosidade e, em Algueirão e Mem Martins, também houve quem parasse para observar aquele fenómeno raro.

Havia quem tivesse os famosos óculos próprios para eclipse. Outros procuravam uma forma segura de espreitar o céu. Nas escolas, nas ruas, nas empresas, nas varandas e nos quintais, muitos terão interrompido por momentos a rotina para olhar para cima.

Era uma época diferente. Ainda não tínhamos os telemóveis de hoje sempre prontos a fotografar tudo. Muitas dessas imagens ficaram apenas na memória de quem as viveu — ou, com sorte, numa máquina fotográfica, numa cassete VHS ou num álbum de fotografias.

Mas onde estava nesse dia? 

Estava em Algueirão? Em Mem Martins? Nas Mercês? Na escola? No trabalho? Em casa? 

Lembra-se das pessoas na rua a olhar para o céu?




domingo, 31 de julho de 2022

Novo edifício municipal em Mem Martins

A Câmara Municipal de Sintra apresentou o projecto para o novo edifício municipal da Messa, num investimento de mais de 10 milhões de euros e com prazo de conclusão previsto para o início de 2025.


O edifício existente no antigo complexo da Fábrica da Messa, numa zona central de Mem-Martins e confinante com actual o Centro de Saúde, está inserido num lote de 1,6 hectares e com área de construção aproximada de 5000m2, dividida em 3 pisos que poderá acolher 600 trabalhadores e possui, entre outras valências áreas pensadas para atendimento ao público, refeitório, arquivo, salas de formação, áreas de lazer e salas de reunião.

A transformação deste espaço é pensada para um universo municipal vasto, com mais de 4000 trabalhadores. A pandemia veio ajudar a repensar as necessidades dos espaços de trabalho e a explorar novas metodologias de trabalho. Este projecto contempla uma série de valências e necessidades com que nos deparámos nos últimos dois anos, com o teletrabalho e as plataformas de trabalho colaborativo”, justificou Basílio Horta, presidente da autarquia.

De forma a albergar o programa estabelecido, é proposto a ampliação do actual edifício, agora em estado devoluto, em 4500m2. A abordagem arquitectónica teve em conta a envolvente edificada e as funcionalidades pensadas para o edifício. Este novo edifício municipal foi pensado para facilitar o trabalho colaborativo (cowork) entre equipas e serviços, salas tecnologicamente dotadas de equipamentos facilitadores da comunicação e interacção entre serviços, facilitando reformulação de procedimentos, no sentido da sua simplificação, agilização e celeridade em resposta ao cidadão.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

"Exclusivo": Urbanização em Sintra está ilegal há mais de 20 anos | Jornal das 8 | TVI Player

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"Exclusivo": Urbanização em Sintra está ilegal há mais de 20 anos | Jornal das 8 | TVI Player: No exclusivo desta quarta-feira olhamos para um problema que se arrasta há mais de duas décadas em Sintra. Uma urbanização com centenas de apartamentos, construída nos anos noventa, e que ainda hoje não tem todos os documentos legais necessários. O caso arrasta-se nos tribunais e já levou à falência alguns dos promotores originais do projeto.



sábado, 23 de julho de 2022

Presidência Aberta em Algueirão Mem Martins (jul2022)

As requalificações dos espaços públicos da nossa freguesia foram o principal foco de trabalho na visita dos serviços da câmara municipal de Sintra à freguesia. Ao longo da manhã foram vistos, divulgados e discutidos os projetos propostos para o enriquecimento cultural e habitacional em Algueirão-Mem Martins.

A Quinta da Marquesa, na Tapada da Mercês, é um dos maiores projetos habitacionais no concelho de Sintra. A importância do ambiente e sustentabilidade, do urbanismo e mobilidade intensificam o projeto na valorização da urbanização. O espaço verde e a linha de água natural farão deste, um projeto onde os principais objetivos serão a qualidade de vida e a valorização do meio ambiente.
O Parque Josefa d’Óbidos foi outro dos temas abordados, assumindo-se a necessidade de uma intervenção que trará aos moradores da Tapada das Mercês um espaço com aproximadamente 5000 m² dedicados ao lazer e ao desporto infantil e juvenil. Para além dos atuais equipamentos, é intenção da autarquia construir com um novo parque infantil com aproximadamente 550 m², a requalificação do skate park já existente e a criação de um espaço de street work out com cerca de 800 m² envolvidos com espaços verdes e caminhos de aproximadamente 1900 m².
Já a requalificação do Parque Urbano de Ouressa tem como principal objetivo a segmentação de idades por espaços dedicados ao desporto e lazer. Neste local está contemplada a separação do Street Work Out do Parque Infantil, criando duas zonas totalmente autónomas e distintas. Para além disso, será construído um skate park e um dog park.

Por fim, visitou-se a estação da CP de Algueirão-Mem Martins e abordou-se a necessidade de requalificação da mesma e da sua zona envolvente. No projeto apresentado pelas Infraestruturas de Portugal (IP), foi possível vislumbrar uma reformulação de todo o espaço da estação, com especial atenção pela segurança, acessibilidade e qualidade na utilização de transportes públicos da freguesia de Algueirão- Mem Martins. Para além disso, também a Câmara Municipal de Sintra, apresentou um projeto de requalificação de toda a área envolvente, nomeadamente na zona do Algueirão, com a criação de bolsas de estacionamento.