Tempo em Algueirão Mem Martins

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

[Publico] O abate das moradias no Algueirão

Como avalias a evolução dos tempos no Algueirão??

Texto do Jornal Publico no dia 27dez2000

As velhas moradias do Algueirão estão a desaparecer para dar lugar a prédios de habitação. Os licenciamentos dos novos prédios, para além de descaracterizarem uma das poucas zonas homogéneas do concelho, têm uma discutível base legal. A câmara de Sintra garante, porém, que, naquela zona, "não há construções que desrespeitem o Plano Director Municipal".`






A zona antiga do Algueirão, contígua à estação de caminho-de-ferro, no concelho de Sintra, está a assistir a uma profunda e progressiva descaracterização, motivada pela substituição de muitas moradias de meados do século por prédios de habitação coletiva de quatro e cinco pisos. 

O processo foi iniciado há mais de uma década, com a edificação de alguns prédios avulsos, designadamente nas esquinas das ruas principais, mas tem vindo a acentuar-se fortemente nos últimos meses. Muitos dos imóveis atualmente em execução desrespeitam a letra do Plano Director Municipal, enquanto outros ignoram aquilo que já estava anteriormente preceituado na lei. Basta sair do comboio e mergulhar no antigo bairro de moradias que se desenvolve à esquerda da Estrada do Algueirão. 


Projetado pelo arquiteto Groer, que fez o plano da vila de Sintra, o aglomerado mantém alguma da sua harmonia original, encontrando-se ainda alguma ruas ocupadas exclusivamente, pelo menos de um dos lados, com as vivendas de um piso e os respetivos quintais. O desenho urbano assenta em ruas paralelas e relativamente estreitas, que formam uma quadrícula com as suas transversais, e em pequenas pracetas, que se têm tornado mais exíguas à medida que se veem transformadas em parques de estacionamento. Muitas das moradias datam dos anos 30 e 40 e ostentam painéis de azulejos com dizeres como "Abençoai Senhor o nosso lar", ou com os nomes das suas proprietárias. A maior parte subsiste em bom estado de conservação, com quintais e jardins cuidados, embora não sejam raras as situações de degradação e abandono.
Os prédios de quatro e mais pisos alinham-se nas fronteiras do bairro, desafiadoramente, com o outro lado da rua ainda ocupado por resistentes que se mantêm de pedra e cal nas velhas casas que, aparentemente, todos querem ver por terra. Noutros casos infiltraram-se já no coração do bairro e vão, paulatinamente, avançando pelas suas artérias, procurando inverter a tipologia dominante, aquela que os regulamentos dizem que tem de ser respeitada, aquela que serve de guia ao que aí vem.

O conjunto, como que uma ilha minada pela subida das águas que já irromperam no seu seio, está rodeado de enormes urbanizações desordenadas, cada vez mais próximas, cada vez mais dentro do antigo refúgio de quem não queria viver em Lisboa e não tinha meios para ir para Sintra. 
A invasão é tão óbvia que, nalgumas ruas, já começa a aproximar-se de uma situação de preponderância da habitação colectiva, favorecendo os apetites de quem quer fazer prédios no lugar de vivendas e permitindo ultrapassar um empecilho legal que, há muitos anos, preconiza a defesa do ambiente urbano. -se, por exemplo, a Rua Engenheiro Júlio Gomes da Silva, no troço entre a Rua de Santo Estevão e a Estrada do Algueirão. 
No gaveto do lado da Rua de Santo Estevão foram erguidos há perto de uma década quatro prédios de quatro pisos, dois a dar para a Gomes da Silva e dois para a de Santa Catarina. 
A existência destes edifícios serviu de pretexto à recente aprovação de dois novos prédios com as mesmas características, contíguos aos anteriores, situados de costas um para o outro. O da Gomes da Silva, atualmente em fase de acabamento, tem alvará de construção emitido em 10 de Fevereiro deste ano. 
O da Rua de Santa Catarina, praticamente pronto a habitar, não tem visível qualquer identificação do processo de licenciamento e do respetivo alvará, contrariando assim o que diz lei, tal como acontece na grande maioria das obras em curso na zona. A aprovação dos projetos destes dois prédios, ambos erguidos onde antes havia moradias, teve como pressuposto o facto de já haver, ao lado, prédios de quatro pisos. 
A legislação que existia antes da entrada em vigor do Plano Director Municipal de Sintra (PDM), em Outubro do ano passado, já dispunha, contudo, que as câmaras podiam indeferir os pedidos de licenciamento de obras que afetassem manifestamente "a estética das povoações, a sua adequada inserção no ambiente urbano ou a beleza das paisagens, designadamente em resultado da desconformidade com as cérceas dominantes, a volumetria das edificações (...)" 

Acrescentava o decreto 250/94 que o licenciamento podia ser indeferido se a obra projetada constituísse, "comprovadamente, uma sobrecarga incomportável para as infraestruturas existentes".
As velhas ruas do Algueirão e as respetivas redes de água e esgotos, para já não falar no estacionamento, estão há muito a rebentar pelas costuras. Mas nem a sobrecarga das infraestruturas nem a desconformidade com as cérceas e volumetrias dominantes foram suficientes para barrar o caminho à subversão urbanística da zona. Agora que já há mais um prédio em cada uma daquelas ruas mais difícil se torna argumentar com a respetiva envolvente. 
Na Gomes da Silva, onde ainda há um mês estava uma outra moradia, a que tinha o número 20, até já se encontra um terrapleno, sinal de que um novo edifício vem a caminho. Isto apesar de o troço em questão continuar a ter apenas três prédios de habitação coletiva de quatro pisos - um deles em acabamentos -, contra quatro moradias unifamiliares, sem contar com a que foi demolida há algumas semanas.
Mas o que se diz dos dois prédios em fase de acabamento nas ruas de Santa Catarina e Gomes da Silva pode dizer-se, pelo menos, do número 10 da Rua de Santo Estevão, onde existia uma moradia e agora existem as fundações inundadas de um imóvel de quatro pisos; ou dos números 4 e 6 da mesma rua, onde as moradias ainda lá estão mas já foi aprovada construção de mais um prédio; ou do número 5 da Rua da Ribeira, onde ainda se vê o muro e a entrada da antiga vivenda que cedeu o lugar a um prédio de quatro pisos atualmente em construção; ou ainda do cruzamento da Estrada do Algueirão coma Rua do Forno, onde uma grande moradia, com quintal, figueiras e poço, foi abaixo para ver surgir um prédio que já leva a estrutura no quarto piso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

[TV Record] Longas filas no centro de saúde de Algueirão-Mem Martins (Video)

A falta de médicos de família está criar longas filas de espera nos centros de saúde de Algueirão-Mem Martins, em Sintra. Os utentes dizem que a situação está a piorar, de mês para mês.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Concurso público do novo edifício da Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins

Foi lançado o concurso público para a empreitada de construção do novo edifício dos serviços da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins.




domingo, 13 de novembro de 2022

Estação da CP Algueirão Mem Martims - 30 anos

Muitos anos passaram.... e consegue descobrir as diferenças??


1985


2015

Lenda de Vale Flores

O Rei e a nobreza vinham até Mem Martins para as suas atividades de caça, de coelhos e perdizes.

Certo dia, na viagem de regresso a Sintra, o Rei lamentando a sua sede parou num lugarejo, e pediu a uma senhora um copo de água.

A dita sra foi a casa buscar o copo de agua a sua majestade, mas o copo estava muito sujo. O rei bebeu a água e perguntou: “Como se chama este sítio?

Sra responde com um sorriso de orgulho pela presença do Rei: “Aqui é Vale Flores”, e o Rei rapidamente respondeu: “Isto deve ser é Vale de Porcas….



terça-feira, 8 de novembro de 2022

Quinta da Marquesa

A Câmara Municipal de Sintra informa que a delimitação da Unidade de Execução da Quinta da Marquesa encontra-se em discussão pública, por um período de 20 dias úteis, com início a partir de hoje, dia 7 de novembro.



quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Apeadeiro Telhal

O outra apeadeiro da CP na freguesia de Algueirão Mem Martins [no limite da freguesia com a 'União de freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar']
Esta interface faz parte do troço da Linha do Oeste entre Agualva - Cacém e Torres Vedras, que entrou ao serviço em 21 de Maio de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses



terça-feira, 25 de outubro de 2022

[Rimas e Batidas] GROGNation anunciam o fim do grupo

Sem que nada o fizesse antever, os GROGNation meteram um ponto final na sua trajectória enquanto grupo. O anúncio foi feito nas redes sociais e as reacções não demoraram a chegar: nomes como Landim, Cálculo, Sir Scratch, Keso, Chyna, xtinto, L-ALI, ProfJam ou Bispo deixaram um comentário a dar o seu apoio na publicação no Instagram.

Fiquem com a mensagem de despedida:

Foram cerca de 11 anos de música, amizade e muitos momentos que marcaram a nossa vida como de muitos que nos acompanharam, algo que mudou as nossas vidas e permitiu-nos realizar muitos sonhos e ajudar outros tantos a sonhar. Vimos por este meio anunciar o fim do projecto musical GROGNation, não haverá mais concertos nem músicas do grupo.

Resta-nos agradecer à família, amigos e a todas as pessoas que gostam da nossa música e que nos acompanharam ao longo destes 11 anos. Foram momentos incríveis.

O quinteto de Mem Martins, que era composto por PapillonHaroldnastyfactorPrizko e Neck, criou um catálogo sólido e, ancorado nas mixtapes Segunda Vaga (2012) e Dropa Fogo (2013), nos EPs Sem Censura (2014) e Na Via (2015) e no álbum Nada É Por Acaso (2017), tornou-se num nome inevitável para quem ouviu e se interessou por rap português na década passada. Em 2022, Anatomia de GROG uniu as suas rimas aos instrumentais de Sam The Kid — e foi a propósito desse projecto que os entrevistámos pela última vez.

sábado, 15 de outubro de 2022

Escola Preparatória de Mem Martins - Agenda do Aluno

A capa das antigas agendas do aluno, na Escola Preparatória de Mem Martins, no final dos anos 80, com um mapa antigo da região.

Ainda hoje, nas ruas da Rinchoa, existe antiga sinalética referente à Escola Preparatória de Mem Martins



História da Escola
A Escola sede do agrupamento situada na Tapada das Mercês foi criada por Portaria, publicada em 4 de Outubro de 1973, no Diário do Governo, à qual foi atribuído, inicialmente, o nome de “Escola Preparatória do Visconde de Juromenha

Apesar de criada em 1973, apenas em 17 de Novembro de 1975 as actividades lectivas se iniciaram no local onde a mesma se encontra localizada na actualidade. Quatro anos mais tarde, passou a ser designada por “Escola Preparatória de Mem Martins”. Em resultado da criação, através de uma Portaria datada de 23 de Maio de 1991, das escolas preparatórias e secundárias (C + S), a Escola mudou novamente de designação, passando, nessa altura, a ser conhecida por “Escola C+S de Mem Martins”.

Em sete de Maio de 1997, foi novamente atribuído o nome do Visconde de Juromenha ao nosso estabelecimento de ensino, que passou a denominar-se “Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Visconde de Juromenha”.

Mais tarde, foi constituído o “Agrupamento de Escolas Visconde de Juromenha”, que agrega a Escola B. 2 3 Visconde de Juromenha, a Escola B 1 /JI Tapada das Mercês e a Escola B 1 /JI Eduardo Luna de Carvalho (Despacho da Directora Regional da Educação de Lisboa em 9 de Junho de 2004).

O nome atribuído ao Agrupamento e a uma das Escolas que o integra, Visconde de Juromenha, refere-se a João António de Lemos Pereira de Lacerda, que foi o 2º Visconde de Juromenha (nasceu em 1807 e morreu em 1887).

Apesar de apoiante da causa miguelista nas lutas liberais, foi reconhecido como um Homem de Letras, notável conferencista e divulgador da história e património de Sintra.



quinta-feira, 29 de setembro de 2022

GTMM - Grupo de Teatro de Mem Martins

O Grupo de Teatro de Mem Martins, Cooperativa Cultural (GTMM) foi uma associação de Algueirão-Mem Martins que desenvolveu nessa vila uma intensa atividade cultural entre 1974 e 1980.

sábado, 10 de setembro de 2022

Imagem de Nossa Sra Natividade - Igreja Azul em Mem Martins

No interior da nova igreja de Mem Martins, à esquerda do Altar, destaca-se uma grande Imagem de Nossa Senhora da Natividade. A escultura de gesso, com cerca de dois metros de altura, foi benzida pelo Cardeal-Patriarca na celebração de dedicação do templo e é da autoria do escultor João Oom. “O desafio era grande, pois a ‘Natividade de Nossa Senhora’ é um tema já várias vezes executado em pintura mas nunca em escultura.

Depois de analisar várias fontes, recordei que a Natividade de Maria era celebrada no Oriente Católico, muito antes de ser instituída no Ocidente. Os Evangelhos nada dizem sobre o assunto, nem há qualquer profecia ou relato. Tem provavelmente a sua origem em Jerusalém, nomeadamente a partir do século V.

Maria é concebida de maneira natural, mas foi miraculosamente preservada do pecado original para ser a mãe de Cristo (Imaculada Conceição). Procurei na gravidez de Sant’Ana o nascimento da “Cheia de Graça”… com os símbolos que lhe são atribuídos: a lua (que não tem brilho, mas reflete a luz do Sol que é Jesus Cristo); o lírio (a pureza celeste e símbolo da virgindade); coroada de estrelas (“um grande sinal apareceu no céu, uma mulher vestida de Sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”). 

E nesta conformidade procurei, escultoricamente, transmitir as maravilhas da Mãe de Deus – “Causa da nossa alegria””, refere o escultor, em artigo publicado no guião da celebração.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Festas de N. Sra da Natividade em 2022

Mem-Martins recebe nos próximos dias 9, 10 e 11 de setembro as Festas em Honra Nª Srª da Natividade. 

No Largo da Capela (Largo Rossio da Fonte), esperam-se dias de muito convívio e animação com um cartaz preparado especialmente para si! 




terça-feira, 16 de agosto de 2022

[sintranoticias] Toy e Sérgio Rossi nas Festas de Nossa Sra da Natividade em Mem Martins

Toy e Sérgio Rossi, estão confirmados nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Natividade, que promete encher de alegria e cor, o Largo Rossio da Fonte, junto à Capela de Mem Martins, nos dias 9, 10 e 11 de setembro, com entrada gratuita.

“Depois de dois anos de interrupção devido à pandemia, “vamos reeditar mais uma vez, as cavalhadas, o carrocel para as crianças que vão ter um dia que lhes vai ser dedicado com atividades, artesanato, comes e bebes, muita animação e musica ao vivo”, adiantou ao Correio de Sintra, Valter Januário, presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, que destaca os três dias de festa, plenos de animação e diversão”.

Toy abre na sexta-feira as festas e Sérgio Rossi encerra no domingo, faltando confirmar a presença de um terceiro cantor para a noite de sábado, 10 de setembro. No domingo tem lugar o tradicional Festival de Folclore com a atuação de vários ranchos. Há bailes todas as noites, com a atuação de conjuntos musicais, nas instalações do Mem Martins Sport Clube.

O momento alto das festas é realização da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Natividade, que terá lugar no domingo, a partir das 16h00, depois da missa campal. “O domingo é um dia muito importante do ponto de vista religioso, onde terá lugar a missa campal, junto à capela de Mem Martins, seguida de procissão, em honra de Nossa Senhora da Natividade, que vai percorrer as principais ruas da freguesia”, sublinha Valter Januário.

O autarca, não esconde a sua satisfação pelo regresso das festas depois de dois anos de pausa devido à pandemia. “Agora, é tempo para celebrar, festejar e confraternizar, depois de tanto tempo de confinamento”, sublinha o autarca, destacando a importância da Procissão em Honra de Nossa Senhora da Natividade, como “uma das maiores e mais importantes manifestações de fé e devoção, na área urbana da grande Lisboa”.



sábado, 13 de agosto de 2022

[sintranoticias] Caixa Geral de Depósito vai fechar em Mem Martins

A dependência da Caixa Geral de Depósitos, na Estrada do Algueirão, em Mem Martins, vai fechar já no próximo dia 26 de agosto, uma decisão já tomada pela administração do banco, que pretende encerrar mais 23 agências em Portugal, durante este mês, apurou o SINTRA NOTÍCIAS, junto do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo da Caixa Geral de Depósito (STEC).


Uma decisão “inadmissível” refere a Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins em comunicado, considerando que “depois do encerramento da agência da Tapada das Mercês, São Carlos e Estação, a Caixa Geral de Depósitos volta a abandonar a freguesia de Algueirão-Mem Martins, deixando apenas uma agência aberta naquela que é uma das maiores freguesias do país, com cerca de 68 mil habitantes”.

Segundo a autarquia, “em alternativa, foi-nos indicado que a agência de Mem Martins será reforçada com novos recursos humanos, o que no nosso entender é insuficiente”, considerando “inadmissível, desajustada e pouco digna” a decisão de encerramento da agência da CGD em Mem Martins. “Tendo em conta a população residente na freguesia, estamos convictos de que esta decisão penalizará de forma muito evidente quem cá reside”, refere.

A Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins já se manifestou “veementemente contra esta decisão e continuará a lutar pela reversão desta medida”.

domingo, 31 de julho de 2022

Novo edifício municipal em Mem Martins

A Câmara Municipal de Sintra apresentou o projecto para o novo edifício municipal da Messa, num investimento de mais de 10 milhões de euros e com prazo de conclusão previsto para o início de 2025.


O edifício existente no antigo complexo da Fábrica da Messa, numa zona central de Mem-Martins e confinante com actual o Centro de Saúde, está inserido num lote de 1,6 hectares e com área de construção aproximada de 5000m2, dividida em 3 pisos que poderá acolher 600 trabalhadores e possui, entre outras valências áreas pensadas para atendimento ao público, refeitório, arquivo, salas de formação, áreas de lazer e salas de reunião.

A transformação deste espaço é pensada para um universo municipal vasto, com mais de 4000 trabalhadores. A pandemia veio ajudar a repensar as necessidades dos espaços de trabalho e a explorar novas metodologias de trabalho. Este projecto contempla uma série de valências e necessidades com que nos deparámos nos últimos dois anos, com o teletrabalho e as plataformas de trabalho colaborativo”, justificou Basílio Horta, presidente da autarquia.

De forma a albergar o programa estabelecido, é proposto a ampliação do actual edifício, agora em estado devoluto, em 4500m2. A abordagem arquitectónica teve em conta a envolvente edificada e as funcionalidades pensadas para o edifício. Este novo edifício municipal foi pensado para facilitar o trabalho colaborativo (cowork) entre equipas e serviços, salas tecnologicamente dotadas de equipamentos facilitadores da comunicação e interacção entre serviços, facilitando reformulação de procedimentos, no sentido da sua simplificação, agilização e celeridade em resposta ao cidadão.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

"Exclusivo": Urbanização em Sintra está ilegal há mais de 20 anos | Jornal das 8 | TVI Player

Click abaixo para ver o video

"Exclusivo": Urbanização em Sintra está ilegal há mais de 20 anos | Jornal das 8 | TVI Player: No exclusivo desta quarta-feira olhamos para um problema que se arrasta há mais de duas décadas em Sintra. Uma urbanização com centenas de apartamentos, construída nos anos noventa, e que ainda hoje não tem todos os documentos legais necessários. O caso arrasta-se nos tribunais e já levou à falência alguns dos promotores originais do projeto.



sábado, 23 de julho de 2022

Presidência Aberta em Algueirão Mem Martins (jul2022)

As requalificações dos espaços públicos da nossa freguesia foram o principal foco de trabalho na visita dos serviços da câmara municipal de Sintra à freguesia. Ao longo da manhã foram vistos, divulgados e discutidos os projetos propostos para o enriquecimento cultural e habitacional em Algueirão-Mem Martins.

A Quinta da Marquesa, na Tapada da Mercês, é um dos maiores projetos habitacionais no concelho de Sintra. A importância do ambiente e sustentabilidade, do urbanismo e mobilidade intensificam o projeto na valorização da urbanização. O espaço verde e a linha de água natural farão deste, um projeto onde os principais objetivos serão a qualidade de vida e a valorização do meio ambiente.
O Parque Josefa d’Óbidos foi outro dos temas abordados, assumindo-se a necessidade de uma intervenção que trará aos moradores da Tapada das Mercês um espaço com aproximadamente 5000 m² dedicados ao lazer e ao desporto infantil e juvenil. Para além dos atuais equipamentos, é intenção da autarquia construir com um novo parque infantil com aproximadamente 550 m², a requalificação do skate park já existente e a criação de um espaço de street work out com cerca de 800 m² envolvidos com espaços verdes e caminhos de aproximadamente 1900 m².
Já a requalificação do Parque Urbano de Ouressa tem como principal objetivo a segmentação de idades por espaços dedicados ao desporto e lazer. Neste local está contemplada a separação do Street Work Out do Parque Infantil, criando duas zonas totalmente autónomas e distintas. Para além disso, será construído um skate park e um dog park.

Por fim, visitou-se a estação da CP de Algueirão-Mem Martins e abordou-se a necessidade de requalificação da mesma e da sua zona envolvente. No projeto apresentado pelas Infraestruturas de Portugal (IP), foi possível vislumbrar uma reformulação de todo o espaço da estação, com especial atenção pela segurança, acessibilidade e qualidade na utilização de transportes públicos da freguesia de Algueirão- Mem Martins. Para além disso, também a Câmara Municipal de Sintra, apresentou um projeto de requalificação de toda a área envolvente, nomeadamente na zona do Algueirão, com a criação de bolsas de estacionamento.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

[NIT] O novo desafio da Grande Lisboa já foi superado: comer 7 hambúrgueres em 6 minutos

Sete tentaram e falharam. Além da carne é preciso comer todos os acompanhamentos: o pão brioche, os ovos, o bacon, entre outros.


Faltavam dois segundos para o cronómetro chegar aos seis minutos. Antes da contagem terminar, Mutante, como é conhecido, conseguiu superar o desafio enfarta brutos do novo DSBurger: comer uma torre com seis hambúrgueres. “Veio com um amigo, mas só ele é que conseguir acabar tudo dentro do tempo”, explica à NiT Fernando dos Santos, 30 anos, o responsável pela nova hamburgueria de Mem Martins.

“Já seguia este tipo de desafios que se fazem no estrangeiro. Quando decidi abrir um restaurante, pensei logo em ter algo do género.” Apesar de ser fã destes challenges, tentou superar o que idealizou para o DSBurger, mas não conseguiu.

O restaurante foi inaugurado em março. Nestes dois meses após a abertura já foram sete os corajosos que pediram o desafio Hambúrguer 360. Só um ficou apto a entrar na espécie de quadro de honra que ainda está a ser construído.

Além de sete hambúrgueres com 100 gramas cada um, para vencer o desafio tem de comer tudo o que os acompanha. O pão brioche, dois ovos, uma salsicha toscana, sete fatias de queijo cheddar, sete tiras de bacon, milho, cebola, ervilhas e cogumelos.

Quem conseguir comer tudo isto nos seis minutos não paga os 25€ que custa esta sugestão. Também é possível encomendar esta torre para casa através das plataformas de delivery da Glovo e da Uber Eats. Ainda assim, terá sempre de o pagar, mesmo que desafie alguns dos seus amigos em casa. A oferta só é válida se a proposta for comida no restaurante — e apenas se o conseguir fazer dentro do tempo estipulado, claro.

Fernando já pensa em criar um novo desafio. Deverá estar disponível dentro de algumas semanas. Certo é também que se irá expandir até à Margem Sul. “Não será um restaurante, mas sim um espaço de street food. A oferta será idêntica à de Mem Martins.”

Este é o primeiro restaurante que abre. Há um ano inaugurou um talho próprio — o Talho DS — na Amadora, depois de vários anos a trabalhar como cortador de carnes noutros espaços do género. Pode não ser uma questão que surja imediatamente, mas quiser saber o porquê do DS, a resposta é simples: vem do dos Santos no nome de Fernando.

Toda a carne que serve no restaurante vem do talho do qual é proprietário. Os hambúrgueres de 130 gramas não preparados apenas com carne do acém. Já os de 100 gramas juntam carne de vaca e de porco.

Tirando o desafio, pode passar pelo espaço e fazer uma refeição com um tamanho mais normal. As sugestões incluem, por exemplo, o Toscano Burger, com salsicha toscana, queijo, milho e alface (8€), o Big DS Burger, com ovo, bacon, queijo, cebola frita e molho barbecue (7€), ou o Morto de Fome, com dois hambúrgueres, ovo, ananás, queijo e tomate (8€).

No menu encontra ainda alguns petiscos, como os bites de frango (3,50€), as bolinhas de alheira (4€), aros de cebola (5€), pica-pau (7€), prego no pão (3,50€) ou a morcela assada (5€). “Vamos também criar pratos do dia e até propostas de pequeno almoço. Daqui a umas semanas vamos passar a servir a partir das oito da manhã”, revela Fernando dos Santos.

Apesar desta alteração de horário e de mais opções na carta, o desafio ficará restrito aos hambúrgueres.

https://www.nit.pt/comida/o-novo-desafio-da-grande-lisboa-ja-foi-superado-comer-7-hamburgueres-em-6-minutos

segunda-feira, 16 de maio de 2022

SIC - 'Vida de Artista' com Mónica Sintra! (video)


Entrevista com Mónica Sintra na SIC, com João Baião, com reportagem inicial com a cantora na sua loja 'Why Not?', no Centro Comercial Galáxia em Mem Martins. 

[video abaixo com 30seg prévios de publicidade]

domingo, 15 de maio de 2022

Intermarché - Posto de Abastecimento

O Posto de abastecimento de combustível junto do Cabeço da Fonte, no Algueirão, está a mudar a imagem e a marca....






quarta-feira, 11 de maio de 2022

Feira de maio 2022, em Ouressa

 



Dia da Criança 2022

No próximo dia 4 de junho vamos celebrar o Dia da Criança na nossa freguesia. Junte a sua família e venha divertir-se com os mais pequenos!


O evento, com entrada gratuita, irá realizar-se no Parque Urbano da Cavaleira e terá início às 10h. Insufláveis, pinturas faciais e modelagem de balões são algumas das diversões que preparámos para si. Para além disso, teremos 3 sessões de circo (10h30, 14h e 16h), totalmente gratuitas, com pré-reserva de bilhetes*, até dia 25 de maio.
Junte-se a nós e participe!
𝐂𝐨𝐧𝐭𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚 𝐝𝐞 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐬:
Tlf: 219 229 458
Email: comunicacao@jfamm.pt
*𝘕𝘰𝘵𝘢: 𝘣𝘪𝘭𝘩𝘦𝘵𝘦𝘴 𝘭𝘪𝘮𝘪𝘵𝘢𝘥𝘰𝘴 à 𝘭𝘰𝘵𝘢çã𝘰 𝘥𝘰 𝘦𝘴𝘱𝘦𝘵á𝘤𝘶𝘭𝘰. 𝘈 𝘱𝘳é-𝘳𝘦𝘴𝘦𝘳𝘷𝘢 𝘴ó 𝘱𝘰𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘧𝘦𝘪𝘵𝘢 𝘱𝘰𝘳 𝘮𝘰𝘳𝘢𝘥𝘰𝘳𝘦𝘴 𝘯𝘢 𝘧𝘳𝘦𝘨𝘶𝘦𝘴𝘪𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘭𝘨𝘶𝘦𝘪𝘳ã𝘰-𝘔𝘦𝘮 𝘔𝘢𝘳𝘵𝘪𝘯𝘴.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

III Feira Medieval de Mem Martins (20, 21 e 22 maio 2022)

 


A 3ª Edição da Feira Medieval Mem Martins regressa à nossa freguesia nos próximos dias 20, 21 e 22 de maio.
Encontrará diversas áreas temáticas como cavernas, mercadores, danças orientais entre muitas outras atrações ao longo de toda a animação medieval.
Esperamos por si na Quinta Santa Teresinha (Rua Caminho do Rio). A entrada é livre!

segunda-feira, 2 de maio de 2022

domingo, 24 de abril de 2022

Saudades ou só lembranças... do Algueirão

Texto que encontrei no blog 'Salvaterra e eu', e que aqui transcrevo com a autorização do seu autor João Celorico

"A ligar as duas partes, a de Cima com a de Baixo (do Algueirão), havia uma estrada (ainda hoje Estrada do Algueirão), poeirenta, que hoje, ruas com casas dum lado e doutro, é difícil a quem a não conheceu, saber onde passava. Como alternativa, havia um atalho (hoje o que, praticamente, é a rua dos Morés) pelo meio dos campos, onde, entre campos de cultivo, havia uma Fábrica da Telha.


A estrada, propriamente dita, começaria por alturas do que são, hoje, a Escola Primária e a Igreja, descia ligeiramente e depois de uma subida um pouco mais acentuada, curvava, onde hoje é a rua do Mercado, um pouco abaixo donde foi construído o reservatório de abastecimento de água (que ainda não havia, dado que a água que se utilizava era de poços ou fontes) para a esquerda e para baixo, descia de novo até encontrar a entrada inferior do atalho, numa zona baixa onde estava e ainda está uma mercearia e taberna que não recordo o nome (talvez, “A Competidora”) mas que era do “Pérlita”. Neste local, de passagem duma vala, houve certa vez uma grande inundação que impossibilitou a comunicação dos dois lados da povoação. Ainda pior, porque era por aqui o acesso de e para a estação dos caminhos de ferro!

Com o meu novo Mundo situado cá em Baixo, continuei a minha exploração. As casas aqui, eram mais novas e em maior número mas o movimento de pessoas nem por isso. Muitas das casas eram de veraneio (com o consequente abandono durante o resto do ano) e noutras, as pessoas não trabalhavam no Algueirão, saiam de manhã e retornavam já de noite. A proximidade da estação de caminhos de ferro, ajudava a isso.

É, então, que o centro do Mundo passa para o que se chamaria Rua M (ou seria N?) e hoje é a Rua de Santo Estêvão!E, é daqui que eu parto para a descoberta do resto do Mundo. Não me alargava muito, pois normalmente só ia até à linha do comboio.

Para lá da linha, ia à drogaria, à farmácia, ao cinema “Chaby”, acabado de construir e uma ou duas vezes, a uma drogaria, o “Africano”, para comprar lixívia (que os tempos eram de crise e não a havia em qualquer lado), ali para os lados dos Casais de Mem Martins.

Pois bem, saindo da tal rua M (ou N), chegava à estrada e, para baixo lá encontrava, do lado esquerdo os “Correios”, depois, à direita o “Pérlita", mais à frente, à esquerda a “Cabeleireira”, numa vivenda, lá para dentro e, já quase junto à linha, do lado esquerdo uma taberna, a “Cova Funda”, e na esquina defronte, uma mercearia. 

Do lado direito, entre outros havia uma capelista e outra mercearia, e mais acima o talho do Alfredo Conde, cavaleiro tauromáquico, pai do também cavaleiro Manuel Conde. Este, tinha casado com a filha do Crispim, do Algueirão de Cima; e dizia-se que a família Conde, seriam os mais ricos de Maçãs de D. Maria! Dinheiro atrai dinheiro!

Ainda junto à linha e no sentido de Sintra, começava a Avenida Capitão Américo dos Santos que, penso ligava à avenida, chamada da “Torrejana”, porque lá no fim ficava uma loja (mercearia) com esse nome. Penso que hoje, essa avenida é a avenida Val do Milho. 

Atravessada a linha, do lado esquerdo, ia-se até à Ribeira de Fanares, onde muitas vezes fui com minha mãe, para lavar roupa. Hoje será mais uma ribeira enterrada, talvez sob a Av. dos Capitães de Abril.

Em frente, além da drogaria do “Poças”, da farmácia “Químia” e duma mercearia, a que eu achava muita graça por dizer que era um Armazém de Víveres, coisa estranha para mim, e que ficava defronte da que foi Av. Chaby Pinheiro (penso eu), havia então nessa tal avenida, que pouco mais era do que um descampado, o Cinema “Chaby”. Foi neste cinema que eu vi o “Fado”, "Não há rapazes maus", “Duelo ao Sol”, “A Loura Incendiária”, “Sangue Ardente”, “Tão perto do meu coração”, e “Tarzan e a Fonte Mágica”, o primeiro filme do Tarzan interpretado pelo Lex Barker.

Não foram muitos os filmes que vi mas eu devorava os cartazes que apareciam na montra do “Pérlita”. E, do lado de lá da linha, em Mem Martins, para mim, era tudo. Do lado de cá, defronte da minha rua havia o que hoje é a rua do Forno e que era um caminho, até ao atalho. O forno era um forno de cal, local onde era frequente haver acampamento cigano, o que me obrigava, ao passar por ali, no meu caminho para a escola, a fazer uma espécie de “sprint” relâmpago, de modo a ver-me livre de sensações e medos estranhos demais para um miúdo.

Em sentido inverso, a zona de vivendas ali à volta, incluía uma padaria e um terreno mesmo a pedir que se fizessem ali uns “joguinhos” de futebol, que eu aproveitava na companhia de alguns veraneantes. Depois havia um regato, seco no Verão, uma zona de mato, e chegava à “Torrejana”, zona de mais algumas vivendas que se iam distribuindo na avenida, até à linha do comboio. Pouco mais havia, naquele mato imenso que ficava ali defronte de Ouressa mas, mesmo assim, lá no meio, o Colégio D. Afonso V, isolado, parecia não se importar muito com isso. O certo é que anos mais tarde, mudou-se para os lados de Fanares.

Por aqui, nada mais havia. De referir que para lá do atalho, na direcção das Mercês, havia o “Pinhal da Formiga”, onde corria uma ribeira que julgo seria a Ribeira de Fanares e onde apanhava lírio nas suas margens. Hoje, são ruas e prédios!

Assisti, à construção do edifício da Estação de Caminho de Ferro, pois até ali, o Algueirão, era apenas um apeadeiro; à viagem inaugural das primeiras carruagens, suíças, viagem feita pelo senhor Presidente do Conselho, dr. Oliveira Salazar e à viagem da rainha D. Amélia, a Sintra.

E, dos 3 aos 9 anos, foi este o meu Mundo, conhecido a palmo e que hoje me recuso a reconhecer mas que não esqueço!