Tempo em Algueirão Mem Martins

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terça-feira, 2 de junho de 2026

[Jornal de Sintra] A inauguração do Cine-Teatro Chaby


Excertos de noticia do 'Jornal de Sintra' 
de 7 de Setembro de 1947

A CONSAGRAÇÃO DE UMA GRANDE OBRA
O que foi a inauguração em Mem Martins do Cine-Teatro 'Chaby'
a melhor sala de espectáculos do concelho

A criação do Cine-Teatro «Chaby» vale duplamente, pelo que representa de esforço construtivo, de amor bairrista, e como perene consagração dum dos maiores - senão o maior - vultos da cena portuguesa: o grande actor Chaby Pinheiro, que se finou em Algueirão, pouco tempo depois de emprestar o seu desinteressado concurso a uma humilíssima festa de beneficência, que ali se realizou num tosco barracão.
Chaby Pinheiro
Já passava das 22 horas, com a sala completamente cheia, quando foi dado inicio à sessão cinematográfica. Muitas senhoras emprestavam brilho à festa. No balcão inúmeros convidados, artistas, críticos de cinema, técnicos da Lisboa Filmes, jornalistas. Na plateia Algueirão e Mem Martins em peso, muitas pessoas de Lisboa e bastantes de Sintra.

prof. dr. Joaquim Fontes
Entre os presentes lembra-nos ter visto os srs.: prof. dr. Joaquim Fontes, Lúcio Mendes, sub-director do Conservatório Nacional, o actor Villaret, os técnicos da Lisboa Filmes srs. Francisco Quintela, Henrique Domiguez, António Redondo e Fernando Cruz, o critico de cinema sr. Faria da Fonseca, etc.

Nos camarotes do primeiro balcão tomaram lugar os srs. dr Mário Madeira, governador civil de Lisboa, engº Carlos Santos, presidente da Câmara de Sintra, cap. Américo dos Santos, vice-presidente, e alguns vereadores.

O espectáculo abriu com documentário «O dia do luzito», consagrado à Mocidade Portuguesa. Seguiu-se «Sinfonia de Cristal», magnifico filme das grandes actividades videiras da Marinha Grande, de grande beleza fotográfica, cheio de luz e de interesse documental, esplêndida produção da Lisboa Filmes que já trabalha com acerto e segurança este género difícil de películas. Depois, «70 anos de Mutualismo» mostrou-nos com claresa toda a obra maravilhosa da prestimosa «Associação de Socorros Mútuos dos Empregados do Comercio». E o publico repousou a vista, agradado desta primeira parte do espectáculo, onde teve o prazer de admirar lindas imagens reproduzidas fielmente pela magnifica aparelhagem Western Electric.

Na segunda parte da sessão foi apresentado o filme «Três Espelhos» última produção da Lisboa Filmes, executada nos seus estúdios e laboratórios e realizada por Ladislau Vajda, com João Villaret no protagonismo.

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Novo intervalo e o espectáculo continua agora com um acto de consagração à memória de Chaby Pinheiro. Abre-o o actor Vasco Santana, que fala em nome do Grémio dos Compositores Teatrais...

No acto de variedade que se segue Vasco Santana recita um conhecido monólogo da comédia o «Conde Barão», imitando Chaby Pinheiro com graça e verdade; Ribeirinho recita «Rataplam», monólogo do reportório do grande actor; Costinha diz «Cantor maluco» e faz um dialogo cheio de humor com Luisa Durão.
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Num dos corredores deparou-se-nos o sr. eng. Carlos Santos, Presidente da Câmara Municipal. Amavelmente diz-nos, acerca do Cine Teatro «Chaby», numa resposta pronta: "Incontestavelmente uma boa obra, mesmo uma grande obra que muito veio valorizar o concelho e muito especialmente Mem Martins e Algueirão. Esforço digno de registo, aliado a uma grande coragem e espírito de iniciativa. A construção desta casa veio dar uma grande lição a Sintra, onde se debate ainda uma velha questão sobre a possibilidade de poderem ou não existir dois cinemas na vila... "
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"Creio até que de Sintra virá também muita gente, especialmente quando estiver concluída a avenida da Portela a Mem-Martins que passa à porta do cinema. Depois será um passeio de Sintra até cá."

- E as obras da Avenida continuam? - atalhamos
- Certamente. O sr. ministro das Obras Publicas já aprovou a verba necessária para os trabalhos.
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- Quer dizer-nos alguma coisa sobre o Cine Teatro «Chaby»?
É uma magnifica sala de espetáculos, tem boas condições acústicas, moderníssima aparelhagem sonora e de projeção, mas o som não está ainda devidamente regulado, pois é suscetíveis de melhorar bastante. Compreende, é uma aparelhagem muito aperfeiçoada e complexa e é preciso estudá-la melhor para se tirar dela o rendimento máximo.
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 Alfredo Pimenta Araújo , presidente do «Progresso Clube», cavaqueava numa roda de amigos:
Como presidente do nosso clube, como encaras tu, velho amigo, a criação do Cine-Teatro?
Como um útil e grande empreendimento para Algueirão e Mem Martins. Digna de todos os louvores, esta iniciativa merece ser encarada com o máximo apreço e oxalá que o público a compreenda e corra a prestar o concurso da sua presença sem a qual não haverá empresa que possa manter-se.

domingo, 31 de maio de 2026

Jaqueline Carvalho - 'As Miúdas de Mem Martins'


Jaqueline Carvalho was born in Lisbon in a family of musicians and singers from Madeira and Lisbon. She was a member of “As Miudas Mem Martins”, a group of Portuguese fado artists who performed throughout Portugal and abroad. In 2009 Jaqueline released her first album, titled “Fado”.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

""Quantos Prédios há na Tapada?" (video)

Música do Projeto 'CHIKERS' 


Quantos Prédios na Tapada?” é um boom bap clássico de bairro, com alma e memória, inspirado na vivência urbana da Tapada das Mercês, em Sintra. A letra retrata o quotidiano entre prédios, escadas longas e elevadores avariados, onde o betão convive com a diversidade cultural e a força de quem ali constrói vida todos os dias.

Entre o som do comboio que cruza a linha e o vento que sopra da serra, a música mistura realidade crua com orgulho comunitário. Fala de mães guerreiras, miúdos que sobem e descem andares, vizinhos de várias nacionalidades e da riqueza cultural que se sente em cada patamar.

Não é um postal ilustrado. 
É retrato verdadeiro. É identidade.
E no meio do betão, fica sempre a pergunta que ecoa:
Quantos prédios há na Tapada?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Importância silenciosa das Bacias de Retenção [video]

O inverno deste ano tem sido marcado por níveis de precipitação acima da média. Dias consecutivos de chuva intensa colocam sempre à prova os sistemas de drenagem urbana e fazem regressar uma preocupação antiga dos moradores: o risco de inundações no centro de Mem Martins.


Face à quantidade de chuva registada nos últimos meses, é legítimo afirmar que, muito provavelmente, sem a existência das bacias de retenção no Algueirão, já teriam ocorrido episódios de inundação nas zonas mais baixas e centrais de Mem Martins.

Estas infraestruturas, muitas vezes invisíveis no dia-a-dia, desempenham um papel absolutamente essencial. Funcionam como “pulmões” do sistema pluvial: armazenam temporariamente grandes volumes de água da chuva, libertando-a depois de forma controlada para as linhas de drenagem. Sem este mecanismo de retenção e regulação, a água escoaria de forma rápida e concentrada, sobrecarregando colectores e ribeiras.

Quem vive há mais anos na zona recorda-se de períodos em que episódios de chuva intensa resultavam em ruas alagadas, trânsito condicionado e prejuízos para comerciantes e moradores. A vulnerabilidade do centro de Mem Martins, devido à sua cota mais baixa e à concentração urbana, sempre exigiu soluções estruturais e não apenas intervenções pontuais.


As bacias de retenção representam precisamente isso: planeamento a médio e longo prazo. São um investimento que não gera manchetes em dias secos, mas que revela toda a sua importância quando a meteorologia aperta.

Num contexto em que os fenómenos extremos tendem a tornar-se mais frequentes, a manutenção e monitorização destas infraestruturas deve continuar a ser uma prioridade. Porque muitas vezes, quando nada acontece, é sinal de que algo está a funcionar bem.

E este ano, com a chuva que temos tido, talvez o melhor sinal seja precisamente esse: o silêncio das cheias que não aconteceram.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Filme 'SONHOS' com a vida de Papillon [video]

 


O filme “Sonhos”, do Papillon, realizado por Miguel Mendes, é uma obra sensível e intimista que explora o universo emocional do artista. Através de uma narrativa visual poética, o filme mergulha nas inquietações, ambições e fragilidades que acompanham o ato de sonhar. Com uma estética cuidada e uma atmosfera envolvente, “Sonhos” revela o lado mais humano e reflexivo de Rui Pereira, convidando o espectador a entrar num espaço onde realidade e imaginação se cruzam.

Papillon é um rapper português natural de Algueirão Mem Martins, reconhecido pela profundidade lírica e pela forte carga emocional das suas músicas. Com uma escrita sensível e introspectiva, aborda temas como identidade, superação, raízes e vivências pessoais, criando uma ligação genuína com o público.
Membro fundador do coletivo GROGNation, Papillon construiu um percurso sólido no hip-hop nacional, afirmando-se também a solo como uma das vozes mais autênticas da sua geração. O seu estilo combina vulnerabilidade, consciência social e uma sonoridade envolvente, refletindo tanto a realidade suburbana como a dimensão mais sonhadora e espiritual do artista.


Uma Produção: Made in lx
Realizador:Miguel Mendes Diretor de Fotografia:Daniel Nicolau Assistente de Realização:Nicandro Fernandes Produtor:Adriana Caravana, Miguel Mendes Assistente de produção:Nicandro Fenandes, Rui Ferreira 1st AC:Sara Sousa Gaffer: Afonso Moura Chefe Maquinista: Ivan Casábon Art:Rita Amado Guarda roupa:Carolina Coutinho Assistente guarda roupa:Margarida Rosa MUA:Joana Garcez Diretor de som:Ricardo Barrileiro Mistura som:João Rebelo Voz Relato futebol:Movemind Voz Telefonema hospital:Teresa Vieira VFX:Derede Studios Vitaliy Havrylyuk Correcção de Cor: Daniel Nicolau, Sara Sousa Cast: Papillon Jr:Benedito José Danilo:Luciano Muinga Pai:Alberto Marques Amigos Papillon:Ussumane Djau, Carlos Pinto Namorada:Carolina Dias Rui Jr:Kendrick Sami Danilo Jr:Júnior Pereira Enfermeiro:Diogo Fernandes Enfermeira:Mónica Gonçalves Enfermeira:Vitória Costa Chef:Efatá Sandren Cozinheira:Alda Sanchez Cozinheira:Kátia Sebastião Cozinheira:Paloma Franco Agradecimentos: Hospital Ortopédico de Sant’ana Arsenal 72, The Lx Studio, Restaurante Supremo Migz e Ariel, Coliseu dos Recreios Lisboa ℗ Papillon / Sente Isto distribuído por Sony Music Entertainment Portugal, Sociedade Unipessoal Lda.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

PAPILLON // i+1 (vídeo)

Papillon está a preparar-se para voltar a descolar, que é como quem diz que o rapper de Mem Martins está a lançar música nova e a preparar o caminho para a chegada de um novo álbum. O ex-GROGNaton refere que “¡ +1 !” é “um hino que pretende representar os sonhos daqueles que lutam por um mundo melhor, um lembrete de que os sacrifícios das gerações anteriores não foram em vão e da responsabilidade de manter esse sonho vivo.” GOIAS, Ariel, Migz e Púrpura assinam a produção do mais recente avanço do sucessor de Jony Driver, cuja apresentação ao vivo já está marcada para o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no dia 20 de Março de 2026.