Obras na Fonte do Rossio da Fonte, em Mem Martins
Para onde vai a água??
O Teatro de Revista voltou a conquistar o público na Sede do Mem Martins Sport Clube, com a estreia da peça “Adeus, ou vai-te embora”, uma produção com assinatura de Rafael Silva, que promete arrancar gargalhadas enquanto lança um olhar satírico sobre o quotidiano
Um dos momentos mais comentados entre público é o atendimento no fictício “Hospital Fantasma do Algueirão”, onde os
utentes enfrentam situações caricatas, numa clara sátira aos desafios do acesso
aos serviços públicos de saúde.
Uma peça a não perder para quem aprecia humor inteligente, próximo e, acima
de tudo, genuinamente local.
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No coração de Mem Martins, o Largo Rossio da Fonte guardava um dos seus elementos mais simbólicos e identitários: a antiga fonte pública, um marco discreto mas profundamente enraizado na memória coletiva da localidade.
A fonte apresentava-se com uma estética tradicional, marcada pela simplicidade funcional típica das construções utilitárias de outros tempos.
Foi pensada para servir a população num período em que o acesso à água canalizada era limitado.
Outrora era ponto de encontro diário, refletia não só o céu aberto como também a vida da comunidade que ali se cruzava.
Mais do que um elemento arquitetónico, esta fonte era um verdadeiro centro social. Mulheres e homens reuniam-se para encher cântaros ou simplesmente conversar, trocando notícias e fortalecendo laços.
O som constante da água a correr criava uma atmosfera tranquila.
Hoje, mesmo com a evolução urbana, a fonte mantinha o seu valor simbólico. Era um testemunho silencioso de um tempo em que a vida se desenrolava ao ritmo das necessidades básicas e da convivência de proximidade.
Para quem passava pelo largo, era um convite à pausa — um ponto onde história, memória e identidade local se encontravam.
O Museu da Presidência da República, sediado no Palácio de Belém, adquiriu obras de artistas e coletivos contemporâneos. A iniciativa surgiu por curadoria do artista Vhils, com o objetivo de integrar nas coleções institucionais nacionais imaginários artísticos emergentes que permanecem menos representados.
Campo Desportivo – Academia Ubuntu Rugby
📅 De 30 e 31 de março, 1, 2, 6 e 7 de abril
🕗 8h00 às 17h30
Uma semana cheia de atividade física, jogos, desporto e diversão!
Para além do rugby, haverá atividades lúdicas, recreativas e outros desportos pensados para todas as idades.
🔸 Almoço incluído
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🧡 Uma semana de diversão, espírito de equipa e novas amizades!
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O artista visual Sepher de Algueirão-Mem Martins, apresenta a sua mais recente obra no Parque dos Lírios, também conhecido por muitos residentes como Bairro de Santa Teresinha, em Mem Martins. A intervenção artística ocupa o espaço do campo local, transformando-o num espaço de memória, pertença e identidade. Para o artista, trata-se de um projeto profundamente pessoal: “Este é um projeto muito importante para mim. Este local cresceu comigo, e ocupou um espaço muito importante na minha infância e adolescência.” A obra nasce de uma relação íntima com o Parque dos Lírios, é nele que Sepher identifica as primeiras referências que moldaram o seu percurso artístico e humano: “Tornou-se, naturalmente, um lugar que reflete muito de quem sou.”
No centro da obra surge a figura de uma mulher residente do bairro, a personagem simboliza a geração que acompanhou a transformação deste Bairro e que continua a constituir o seu tecido vivo.
O artista sublinha que os lugares onde crescemos participam ativamente na construção de quem somos: “Assim como as pessoas que fazem parte da nossa vida e nos ajudam a definir quem somos, o local onde crescemos também nos molda. É nesse espaço que criamos laços, onde sentimos pertença.” Ao mesmo tempo, a obra reconhece os movimentos de migração entre territórios e que marcam muitas trajetórias contemporâneas, sobretudo em contextos periféricos: “Ao longo da vida, as suas diferentes fases podem levar-nos a viver noutros lugares; ainda assim, essa distância deve reforçar o valor do sítio onde crescemos.” O bairro é apresentado como espelho e como fonte de luz própria: “Se a zona é um espelho de quem somos, nós também refletimos o brilho que ilumina estas ruas, de dia e de noite. Onde quer que estejamos, levamos connosco a personalidade do lugar onde crescemos.”
Localização da obra: Parque dos Lírios - Praceta Nicolau Coelho 14, 2725-212 Mem Martins