Tempo em Algueirão Mem Martins
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
[TSF] As obras na estação de comboios de Algueirão-Mem Martins vão arrancar no próximo ano.
Há já alguns anos que os utentes da linha ferroviária de Sintra se queixam da falta de abrigos e dos maus acessos à estação de comboios. Até 2030 as intervenções deverão estar terminadas.
A linha de Sintra fornece cerca de metade das viagens da Comboios de Portugal (CP) a nível nacional. Quem o garante é o presidente da Câmara Municipal de Sintra e acrescenta que atualmente a estação ferroviária de Algueirão-Mem Martins "é um apeadeiro pelas condições que tem, nem tem estatuto de estação. Marco Almeida confirma ainda que tem tido algumas reuniões com o ministério das Infraestruturas de forma a avançar com os trabalhos de remodelação. Explica que o ministro Miguel Pinto Luz "fez questão de dizer à IP [Infraestruturas de Portugal] que a reformulação do apeadeiro em estação tinha que ser urgente". Neste sentido, já é certo que, durante o próximo ano de 2027, a estação de comboio vai ter "uma primeira intervenção" que inclui "colocação de coberturas e a pintura da estação". O objetivo é, indica o presidente da Câmara Municipal de Sintra, "dar mais dignidade e mais conforto aos utentes que usam aquela estação". Deixa ainda o compromisso de que "até 2030 ela esteja completamente reformulada".
Fonte: Obras na estação de Algueirão-Mem Martins começam em 2027
sábado, 12 de setembro de 2026
CETOP
O CETOP era o Centro de Ensino Técnico e Profissional à Distância, uma instituição de ensino por correspondência que funcionava em Mem Martins.
Nos anos 70, oferecia cursos técnico-profissionais por correspondência em áreas como: Eletricidade, Mecânica, Automóveis e motores, Desenho Técnico, Construção Civil, Comércio e Secretariado, Contabilidade, Corte e Confeção, Higiene e Saúde, Cultura Geral
Um anúncio da época confirma o endereço “Apartado 7 – Mem Martins” e apresenta precisamente o CETOP como Centro de Ensino Técnico e Profissional à Distância. Curiosamente, o CETOP acabou também por ficar associado à edição de livros técnicos, existindo numerosas obras publicadas pelas Edições CETOP, Mem Martins.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
O Arboretum do 'Casal dos Choupos': uma história esquecida de Mem Martins
Sabia que, há mais de 75 anos, existia em Mem Martins um arboreto dedicado ao estudo das árvores e do povoamento florestal?
Hoje, o nome Casal dos Choupos está sobretudo associado à história rural de Mem Martins e às antigas atividades agrícolas que marcaram aquela zona.
Mas existe uma faceta muito menos conhecida da sua história. Em Fevereiro de 1949, a Gazeta das Aldeias publicou, em dois números consecutivos, um trabalho do engenheiro silvicultor Carlos Manuel Baeta Neves, intitulado:
«O Arboretum do Casal dos Choupos e o repovoamento florestal da região de Mem Martins».
Um arboreto em Mem Martins?
A palavra arboreto designa uma área onde são cultivadas e observadas diferentes espécies de árvores, com interesse científico, florestal ou educativo. Assim, o Casal dos Choupos não era apenas uma antiga propriedade agrícola. Existia ali um espaço que despertava o interesse da silvicultura, numa época em que se procurava conhecer melhor o comportamento de diferentes espécies arbóreas e aumentar o coberto florestal.
Carlos Baeta Neves dedicou grande parte da sua atividade ao estudo das florestas portuguesas e ao comportamento de espécies florestais, incluindo espécies introduzidas no nosso país. O próprio investigador viria posteriormente a mencionar o Arboreto do Casal dos Choupos, em Mem-Martins, entre os locais onde realizou observações.
Mem Martins antes da grande urbanização
É importante imaginar como seria a nossa freguesia naquela época. Estamos no final dos anos 30 e durante os anos 40, quando Mem Martins ainda apresentava uma forte componente rural. Quintas, campos agrícolas, caminhos, terrenos de cultivo, linhas de água e manchas de vegetação faziam parte da paisagem. Os próprios nomes de algumas ruas que chegaram até aos nossos dias recordam esse passado: Rua das Eiras, Rua das Vagens, Rua da Azenha ou Rua das Hortas. Foi neste território ainda predominantemente rural que surgiu o interesse pelo repovoamento florestal da região de Mem Martins.
Carlos Baeta Neves
O autor do trabalho, Carlos Manuel Baeta Neves, foi uma figura de relevo da silvicultura portuguesa. Esteve ligado ao estudo das florestas, à arborização e à investigação sobre espécies florestais. Em 1948, participou também na fundação da Liga para a Proteção da Natureza. Por isso, a existência de um trabalho especificamente dedicado ao Arboretum do Casal dos Choupos revela que Mem Martins teve, há muitas décadas, um papel que provavelmente poucos habitantes conhecem na história do estudo florestal português.
Uma história que ainda tem muito para descobrir
E aqui começa a parte mais interessante. Que árvores existiam naquele arboreto? Onde ficava exatamente dentro do Casal dos Choupos? Qual era a sua dimensão? Que espécies estavam a ser estudadas? Que zonas da região de Mem Martins se pretendia arborizar?
Estas são perguntas para as quais ainda será necessário consultar documentação da época, nomeadamente os dois artigos publicados na Gazeta das Aldeias em 1949. Talvez essa investigação permita recuperar uma história praticamente esquecida da nossa freguesia.
Uma história em que árvores, ciência e floresta se cruzaram com a paisagem rural de Mem Martins, décadas antes da grande transformação urbana que conhecemos hoje.
Conhecia a existência do Arboretum do Casal dos Choupos?







