Tempo em Algueirão Mem Martins

quinta-feira, 23 de abril de 2026

[Correio Sintra] Ponto Kultural em Mem Martins apresenta “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”

O Ponto Kultural em Mem Martins apresenta esta quinta-feira, 23 de abril às 19h00, o documentário “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”, seguido de uma roda de conversa com convidados ligados ao projeto. A sessão será moderada por Ricardo Farinha e contará com a participação do realizador Luís Almeida, Ghoya e Teresa Fradique.

O documentário explora o desenvolvimento do hip hop na Margem Sul do Tejo, com destaque para territórios como Almada e Miratejo, reconhecidos como alguns dos primeiros centros deste movimento em Portugal. A narrativa constrói-se a partir dos testemunhos de protagonistas que viveram o surgimento do género, revelando histórias, referências e dinâmicas culturais que marcaram esse período.

Através de imagens de arquivo, fotografias e relatos diretos, o filme percorre momentos-chave da cultura hip hop em Portugal, desde as primeiras batalhas de rimas nas ruas até concertos e gravações. São também destacados nomes como Black Company, Líderes da Nova Mensagem e Chullage, bem como outros contributos menos documentados, fundamentais para a afirmação do movimento.

Mais do que um registo musical, “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem” propõe uma reflexão sobre o contexto social e cultural que permitiu o crescimento do hip hop em Portugal, abordando temas como identidade, território e memória coletiva.

Fonte: 
Ponto Kultural em Mem Martins apresenta “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem” - Correio de Sintra


segunda-feira, 6 de abril de 2026

segunda-feira, 30 de março de 2026

Teatro de Revista chega a Mem Martins "Adeus, ou vai-te embora"

O Teatro de Revista voltou a conquistar o público na Sede do Mem Martins Sport Clube, com a estreia da peça “Adeus, ou vai-te embora”, uma produção com assinatura de Rafael Silva, que promete arrancar gargalhadas enquanto lança um olhar satírico sobre o quotidiano


Com um elenco dinâmico e textos bem conseguidos, o espetáculo aposta em
sketches de elevada qualidade que espelham, com humor mordaz o dia-a-dia. Entre trocadilhos, música e crítica social, a peça destaca-se pela forma como transforma temas locais em momentos de puro entretenimento.

Um dos momentos mais comentados entre público é o atendimento no fictício “Hospital Fantasma do Algueirão”, onde os utentes enfrentam situações caricatas, numa clara sátira aos desafios do acesso aos serviços públicos de saúde.


Outro ponto alto é a audiência em tribunal que coloca frente a frente “Algueirão” contra “Mem Martins”, numa disputa humorística que revisita rivalidades antigas, diferenças de identidade e o orgulho local. Com argumentos exagerados e personagens irreverentes, o
sketch leva o público a rir de si próprio e das peculiaridades da região.

 Adeus, ou vai-te embora” afirma-se assim como um retrato bem-humorado da vida em Algueirão Mem Martins, onde a crítica e a comédia caminham lado a lado. O público respondeu com entusiasmo, enchendo a sala e confirmando que o teatro de revista continua bem vivo — e mais atual do que nunca.

Uma peça a não perder para quem aprecia humor inteligente, próximo e, acima de tudo, genuinamente local.

 Os próximos espetáculos já tem data marcada: 11 e 25 abril e 9 e 23 maio.

Garanta o seu lugar e faça já a sua reserva pelo telefone 911707336 ou 925792331.



quarta-feira, 25 de março de 2026

Música: "Fonte, para onde foste"

 


Música dedicada à velhinha fonte que existe no Largo Rossio da Fonte, em Mem Martins, junto da Capela de Nossa Senhora da Natividade, que foi alvo de obras profundas, e onde a Fonte desapareceu, sem ser apresentado à população o novo Projeto para o espaço.

Mem Martins é assim
Derrubaram Guerra Junqueiro 
E cine teatro
Chaby Pinheiro
 
No Rossio da Fonte, 
Perto da Capela
Local de água fresca
Azulejos aguarela
 
Ponto de encontro,
Vida acontecer
Cada azulejo tinha história,
Sempre água correr
 
Mas decidiram
Tu desapareceste
Para onde te levaram?
Povo entristeceste 
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
Não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
Não sei onde estás,
Alguém foi capaz
Quem
Alguém foi capaz
 
Garrafões à espera,
Povo aproveitar
Água de Mem Martins 
Sítio recordar
 
Era sítio de encontro
Local de memória
Mas alguém se lembrou
Agora é só história 
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
E não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Destruíram-te
Alguém foi capaz
Quem?
Alguém foi capaz
 
Vieram vozes de fora,
Decidiram sem ouvir,
Apagaram-te do largo
Mesmo sem sentir.
 
Azulejos contavam histórias 
De quem esteve cá 
Mem Martins chora
Lugar que já não há.
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
E não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Destruíram-te
Alguém foi capaz
Quem?
Alguém foi capaz
 
Quem assinou?
Quem decidiu?
Tu desapareceste
Só o passado te viu
 
Fonte, para onde foste?
Abandonaste Mem Martins
Fonte, para onde foste?
Abandonaste Mem Martins
Abandonaste Mem Martins
Fonte, para onde foste?
Fonte, para onde foste?
Fonte, para onde foste?

terça-feira, 24 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

Fonte do Largo do Rossio da Fonte

 

No coração de Mem Martins, o Largo Rossio da Fonte guardava um dos seus elementos mais simbólicos e identitários: a antiga fonte pública, um marco discreto mas profundamente enraizado na memória coletiva da localidade.

A fonte apresentava-se com uma estética tradicional, marcada pela simplicidade funcional típica das construções utilitárias de outros tempos.

Foi pensada para servir a população num período em que o acesso à água canalizada era limitado.

Outrora era ponto de encontro diário, refletia não só o céu aberto como também a vida da comunidade que ali se cruzava.

Mais do que um elemento arquitetónico, esta fonte era um verdadeiro centro social. Mulheres e homens reuniam-se para encher cântaros ou simplesmente conversar, trocando notícias e fortalecendo laços. 

O som constante da água a correr criava uma atmosfera tranquila.

Hoje, mesmo com a evolução urbana, a fonte mantinha o seu valor simbólico. Era um testemunho silencioso de um tempo em que a vida se desenrolava ao ritmo das necessidades básicas e da convivência de proximidade. 

Para quem passava pelo largo, era um convite à pausa — um ponto onde história, memória e identidade local se encontravam.

sábado, 7 de março de 2026

Obra do coletivo Unidigrazz integrada no Museu da Presidência da República

Obra do coletivo Unidigrazz integrada no Museu da Presidência da República na Sala do Conselho de Estado do Palácio de Belém

https://www.instagram.com/unidigrazz?igsh=MWhvbWRld3gxNzVpMg==

Museu da Presidência da República, sediado no Palácio de Belém, adquiriu obras de artistas e coletivos contemporâneos. A iniciativa surgiu por curadoria do artista Vhils, com o objetivo de integrar nas coleções institucionais nacionais imaginários artísticos emergentes que permanecem menos representados. 


Entre os artistas selecionados encontra-se o coletivo
 artístico Unidigrazz, cujas obras passam agora a integrar a coleção do Museu da Presidência da República. 

A peça do coletivo encontra-se instalada na 
Sala do Conselho de Estado do Palácio de Belém, espaço onde o Presidente da República reúne com os membros do Conselho de Estado e onde decorrem alguns dos momentos institucionais mais relevantes da vida política portuguesa.



Este reconhecimento institucional assume um significado particular para o coletivo, fundado em Algueirão-Mem Martins, e cujo trabalho artístico tem procurado refletir sobre identidade, território e periferia a partir da Linha Sintra. Consideramos este momento um marco importante no percurso do coletivo e na afirmação de práticas artísticas contemporâneas originadas em contextos periféricos, que passam agora a integrar um dos espaços institucionais mais simbólicos do país.