O inverno de 1982–83 ficou marcado como um dos mais severos do século XX em Portugal. A chuva intensa e persistente provocou cheias e inundações em várias regiões do país, incluindo Algueirão-Mem Martins.
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| baixa do Cacem |
Um inverno excecionalmente chuvoso
Durante vários meses, sobretudo entre dezembro de 1982 e fevereiro de 1983, registaram-se precipitações contínuas e acima da média. Os solos rapidamente ficaram saturados e as linhas de água deixaram de conseguir escoar o volume acumulado, originando transbordos e alagamentos frequentes.
A situação em Algueirão-Mem Martins
As inundações afetaram sobretudo as zonas mais baixas, onde a urbanização acelerada das décadas anteriores não foi acompanhada por infraestruturas de drenagem adequadas.
Ruas ficaram submersas, casas e caves inundadas, e vários estabelecimentos comerciais sofreram prejuízos significativos. Em alguns casos, a água entrou pelas habitações, obrigando famílias a remover móveis e bens essenciais, e até a abandonar temporariamente as suas casas.
Consequências para a população
As cheias causaram grandes transtornos no quotidiano: circulação condicionada, viaturas imobilizadas, lama acumulada nas vias públicas e perdas materiais difíceis de recuperar. Para muitos moradores, este episódio tornou-se uma referência marcante na memória coletiva da vila, frequentemente evocada como um dos momentos mais difíceis vividos na localidade.
Memória e legado
Ainda hoje, as cheias de 1983 são lembradas em Algueirão-Mem Martins como um marco histórico local, servindo de alerta para os riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos e à ocupação desordenada do solo. Preservar esta memória é também uma forma de compreender a evolução da vila e os desafios que enfrentou ao longo do tempo.
























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