Na quinta-feira, 6 de agosto, a Volta a Portugal '26 passa por Algueirão-Mem Martins.
Em Algueirão-Mem Martins, o percurso passará pelas seguintes vias:
Na quinta-feira, 6 de agosto, a Volta a Portugal '26 passa por Algueirão-Mem Martins.
Algueirão Mem Martins é a nossa casa.
Não a deixemos ficar esquecida.
É com enorme alegria que damos a conhecer o cartaz das Festas de Nossa Senhora da Natividade, uma celebração que este ano assinala 93 anos de fé, devoção e encontro da comunidade. Este ano felizmente, cumpre-se a Tradição de realizar-se sempre no primeiro fim-de-semana de Setembro.
É sexta-feira, dia 31 de julho de 2026. Neste dia, o concelho de Sintra diz adeus ao último quiosque de jornais da freguesia de Algueirão-Mem Martins, a mais populosa do país.
O espaço foi construído em 1985, junto à estação de comboios, do lado de Algueirão, mas tem agora os dias contados, porque os donos, José e Lurdes Bento, vão reformar-se. Além dos jornais, das raspadinhas e do tabaco, este quiosque acabou por tornar-se, ao longo dos anos, num local de convívio para os moradores mais velhos da freguesia. António Leitão é um deles.
José e Lurdes Bento chegaram a vender centenas de jornais diariamente. Nos últimos anos, só saíam algumas dezenas por dia, uma quebra que, pelas contas do dono do quiosque, terá rondado 90% da faturação. "A partir de 2000 [o negócio de jornais] desceu muito e foi reduzindo", conta José Bento, enquanto fecha a caixa registadora e se estica do lado de dentro do balcão para conversar com a TSF. "Neste momento", acrescenta, "o que mais se vende, de norte a sul, são as raspadinhas e o tabaco".
Com um gosto assumido pela leitura, José Bento lamenta que as pessoas estejam a ler cada vez menos jornais. "Agora é assim, são os telemóveis e os computadores que as pessoas têm em casa com todos os jornais e revistas, e o papel vende-se menos", acusa.
Apesar de trabalhar cerca de 10 horas todos os dias, quase sem folgas nem férias há mais de 40 anos, o negócio do quiosque chegou a estar em risco. Ainda assim, José Bento garante que não é por falta de clientes que decidiu fechar portas. Não está descontente com o trabalho, mas confessa-se "cansado", pelo que entendeu ter chegado a altura de parar. Para trás ficam as memórias e as pessoas.
"Ganhei muitos amigos, tive muita convivência...mil e uma coisas. [Saio] com um sentimento de gratidão [para com] as pessoas todas de Algueirão-Mem Martins", conclui. E sobre os planos para a reforma, garante apenas que ele e a mulher vão "viver a vida".
O quiosque de José e Lurdes Bento vai agora ser demolido, porque a Câmara Municipal de Sintra quer recuperar a rua junto à estação de comboios de Algueirão-Mem Martins. Ouvido pela TSF, o vice-presidente da autarquia, Francisco Duarte, afirma que fica triste com a notícia do desaparecimento do último quiosque de jornais na freguesia, mas assegura que esta despedida não é um "adeus", mas sim um "até já", garantindo que vão ser criados mais quiosques no concelho.
Trata-se de "uma nova rede de quiosques municipais, mais moderna e atualizada, com espaços que acabam por juntar leitura, cultura, cafetaria e ainda serviços autárquicos de proximidade, para aproximar a Câmara Municipal dos sintrenses", adianta. A ideia do município é construir, pelo menos, um quiosque em cada freguesia de Sintra e que os primeiros possam abrir já no próximo ano.
O objetivo assumido é que os novos quiosques ajudem a manter as vendas dos jornais em papel. "[Nos quiosques tradicionais], a pessoa vai só comprar o jornal, mas depois não tem mais oferta (um café, um espaço para sentar-se a ler o jornal); temos de adaptar-nos a estes novos tempos e criar mais oferta para que não desapareça a venda do jornal, da raspadinha, etc.", acrescenta.
Os últimos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação mostram que, em relação ao ano passado, as subscrições de jornais online subiram cerca de 8%, no primeiro trimestre de 2026, enquanto as vendas em papel caíram quase 11%, mantendo assim a tendência de descida dos últimos anos.
Fonte: www.tsf.pt
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Há quem diga que nem todas as lendas nascem da imaginação.
Algumas nascem do silêncio.