Tempo em Algueirão Mem Martins

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

E se as famosas Queijadas de Sintra tivessem, afinal, começado em Mem Martins?

Hoje pode parecer estranho, mas durante muitos anos esta foi uma convicção defendida com unhas e dentes por antigos habitantes de Mem Martins.

Na memória dos mais antigos, havia uma certeza: as queijadas não eram apenas de Sintra — tinham raízes em Mem Martins.


E não se tratava simplesmente de uma história contada à mesa do café. 
Em 1962, por ocasião das festas de Nossa Senhora da Natividade, chegou mesmo a ser divulgado em Mem Martins um texto que defendia que o fabrico das famosas queijadas remontava ao século XIX e que a sua origem era Mem Martins.

A tradição local tinha argumentos próprios. Durante décadas, existiram em Mem Martins mulheres conhecidas como queijadeiras, que produziam artesanalmente aquelas pequenas iguarias, transmitindo receitas e conhecimentos de geração em geração.

A memória dessa atividade ficou até gravada na própria toponímia local: a Travessa das Queijadeiras recorda um tempo em que fazer queijadas fazia parte da vida económica e social da terra.

E foi precisamente daí que nasceu uma espécie de “disputa” histórica: de um lado, a fama consolidada das Queijadas de Sintra; do outro, a população de Mem Martins a defender que, por trás dessa fama, estava uma história que também era sua.

A verdade histórica, porém, é mais antiga e complicada. Existem referências a queijadas na região de Sintra desde a Idade Média, o que torna difícil apontar hoje um único lugar como o seu verdadeiro berço.

Mas uma coisa é certa: em Mem Martins, durante gerações, houve quem acreditasse firmemente que a história começara ali.

E talvez seja essa a parte mais curiosa desta história. Porque, para os antigos de Mem Martins, não era apenas uma questão de onde se vendiam as queijadas. Era uma questão de onde elas tinham nascido.

E tu, já tinhas ouvido esta velha história de que as Queijadas de Sintra eram, afinal, de Mem Martins?

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Cooperativa Fragal nasceu para criar habitação em Casais de Mem Martins

A Cooperativa de Habitação Económica Fragal nasceu na década de 1970, num período em que a procura de habitação e o movimento cooperativo ganhavam importância em Portugal.

Constituída formalmente em dezembro de 1976, a Fragal tinha como objetivo promover habitação cooperativa nos concelhos de Sintra e Lisboa, permitindo aos seus associados participar na construção das suas próprias casas. Entre os seus objetivos estavam também a criação de serviços de interesse coletivo e o desenvolvimento de atividades sociais e culturais.



Nos seus primeiros tempos, a cooperativa teve a sua sede provisória no Quartel da GNR, no Largo do Carmo, em Lisboa. Em 1977, já estava a preparar a construção de habitações no Casal dos Bizos, em Mem Martins, onde viria a nascer o bairro associado ao nome da Fragal.

A implantação da cooperativa deixou uma marca no território: ainda hoje existe a Praceta da Cooperativa Fragal, em Casais de Mem Martins, testemunhando a ligação entre a cooperativa e o desenvolvimento habitacional daquela zona.



A história da Fragal é, assim, também uma parte da história do crescimento urbano de Mem Martins, mostrando como o movimento cooperativo contribuiu para criar novas habitações e comunidades numa região que se transformava rapidamente a partir da década de 1970.

Apresentação da equipa Sénior Arsenal72

 


Bilhetes para Teatro: "Adeus, ou vai-te embora"

 


domingo, 27 de setembro de 2026

Contra-Relógio "Rampa das Mercês"

As Mercês foram palco, no domingo, 27 de setembro, da 1ª edição da 'Rampa das Mercês', uma nova iniciativa dedicada ao ciclismo e que promete levar competição e animação numa competição na Rapa da Feira das Mercês. 
Organizada pela Escola BTT Rio, a prova apresenta um formato particularmente exigente: um contrarrelógio individual numa distância de aproximadamente 450 metros, com cerca de 50 metros de desnível positivo.


Cada participante teve pela frente a subida da rampa da Feira das Mercês, procurando cumprir o percurso no menor tempo possível. A partida do primeiro atleta está prevista para as 10h00, dando início a uma manhã dedicada ao ciclismo. 

Com apenas 450 metros, a distância pareceu reduzida mas foi difícil, pois teve de se vencer o 50 metros de desnível tornam o percurso num verdadeiro teste à capacidade física dos participantes.


Morabeza '26

O Casal de São José (KSD) foi palco, no dia 26 de setembro, de um festival dedicado à música, à dança e à cultura urbana, reunindo ao longo da tarde vários artistas, DJ e projetos ligados sobretudo aos ritmos africanos.


Com o lema “Live Up”, o evento apresentou um programa diversificado, com nomes como Barbie Africana, Pampas, Deejayblackd, Melodee, Gb_m2tb, Powerunited, Cabinda_Ag, Starkito, Cesar_kc, VL_Block, Pinocoox.dj e Nádia Morais.

A animação contou também com momentos de African Dance, bem como com a participação dos Fidjos de Santa Catarina e de Guru Ksd & Sandro MM.