Tempo em Algueirão Mem Martins

segunda-feira, 4 de maio de 2026

[Correio Sintra] Requalificação no Largo Rossio da Fonte gera desconfiança em Mem Martins

Moradores da freguesia de Algueirão-Mem Martins lançaram uma petição nas redes sociais onde manifestam “profunda preocupação, indignação e tristeza” relativamente às obras de requalificação da Fonte Histórica do Largo Rossio da Fonte, em Mem Martins. “A intervenção respeita a identidade do espaço e melhora as condições para quem ali reside”, assegura o vereador Francisco Duarte, durante uma visita recente às obras, que deverão estar concluídas no mês de maio.

Ainda assim, o assunto foi levado à última Assembleia Municipal de Sintra por Mafalda Ferreira Marques, que interveio no período destinado ao público, destacando o valor simbólico do espaço, descrevendo-o como “um símbolo vivo da história, da identidade e da alma” em Mem Martins, composto pela fonte, coreto e capela foi, ao longo de várias gerações, um ponto central de convívio da comunidade.

Com as obras em curso, os moradores receiam a perda de um património datado da década de 1930, apontando também a falta de informação clara sobre o projeto. Consideram que uma eventual destruição ou descaracterização do espaço poderá representar “uma perda irreparável para a memória coletiva da freguesia”. Entre as principais preocupações está a possível remoção da fonte e dos seus azulejos históricos, situação classificada como uma “grave perda cultural e patrimonial”.

A petição exige “transparência imediata”, incluindo a apresentação pública do projeto por parte da Câmara de Sintra. Os signatários defendem ainda a reposição integral da fonte, com respeito pela traça original e pela identidade do local.
Mem Martins é terra de gente humilde, saloia com orgulho, mas também de uma população que construiu, com esforço e dignidade, o seu património”, afirmou Mafalda Ferreira Marques, concluindo que “o que foi construído por um povo não pode ser apagado por decisão de poucos.”

“A intervenção respeita a identidade do espaço e melhora as condições para quem ali reside”
Antes, o vereador Francisco Duarte já tinha visitado o local para se inteirar da empreitada de requalificação, contando a presença da Presidente da Junta de Freguesia, Paula Simões e de técnicos municipais.

A intervenção respeita a identidade do espaço e melhora as condições para quem ali reside”, disse o autarca, assegurando que a fonte será mantida no local, e “passa a estar integrada num largo mais amplo e mais funcional. Ganha nova orientação, mais espaço de permanência e melhores acessos, com rampa para pessoas com mobilidade condicionada. A água continua presente e valorizada, agora com um percurso claro até à ribeira”.

Relativamente ao painel de azulejos, “será recuperado e colocado na fachada do lavadouro, com maior destaque. O próprio lavadouro será reabilitado, com intervenção nas fachadas e na cobertura”, anunciou o autarca.

FONTE: Requalificação no Largo Rossio da Fonte gera desconfiança em Mem Martins - Correio de Sintra

quinta-feira, 23 de abril de 2026

[Correio Sintra] Ponto Kultural em Mem Martins apresenta “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”

O Ponto Kultural em Mem Martins apresenta esta quinta-feira, 23 de abril às 19h00, o documentário “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”, seguido de uma roda de conversa com convidados ligados ao projeto. A sessão será moderada por Ricardo Farinha e contará com a participação do realizador Luís Almeida, Ghoya e Teresa Fradique.

O documentário explora o desenvolvimento do hip hop na Margem Sul do Tejo, com destaque para territórios como Almada e Miratejo, reconhecidos como alguns dos primeiros centros deste movimento em Portugal. A narrativa constrói-se a partir dos testemunhos de protagonistas que viveram o surgimento do género, revelando histórias, referências e dinâmicas culturais que marcaram esse período.

Através de imagens de arquivo, fotografias e relatos diretos, o filme percorre momentos-chave da cultura hip hop em Portugal, desde as primeiras batalhas de rimas nas ruas até concertos e gravações. São também destacados nomes como Black Company, Líderes da Nova Mensagem e Chullage, bem como outros contributos menos documentados, fundamentais para a afirmação do movimento.

Mais do que um registo musical, “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem” propõe uma reflexão sobre o contexto social e cultural que permitiu o crescimento do hip hop em Portugal, abordando temas como identidade, território e memória coletiva.

Fonte: 
Ponto Kultural em Mem Martins apresenta “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem” - Correio de Sintra


segunda-feira, 6 de abril de 2026

segunda-feira, 30 de março de 2026

Teatro de Revista chega a Mem Martins "Adeus, ou vai-te embora"

O Teatro de Revista voltou a conquistar o público na Sede do Mem Martins Sport Clube, com a estreia da peça “Adeus, ou vai-te embora”, uma produção com assinatura de Rafael Silva, que promete arrancar gargalhadas enquanto lança um olhar satírico sobre o quotidiano


Com um elenco dinâmico e textos bem conseguidos, o espetáculo aposta em
sketches de elevada qualidade que espelham, com humor mordaz o dia-a-dia. Entre trocadilhos, música e crítica social, a peça destaca-se pela forma como transforma temas locais em momentos de puro entretenimento.

Um dos momentos mais comentados entre público é o atendimento no fictício “Hospital Fantasma do Algueirão”, onde os utentes enfrentam situações caricatas, numa clara sátira aos desafios do acesso aos serviços públicos de saúde.


Outro ponto alto é a audiência em tribunal que coloca frente a frente “Algueirão” contra “Mem Martins”, numa disputa humorística que revisita rivalidades antigas, diferenças de identidade e o orgulho local. Com argumentos exagerados e personagens irreverentes, o
sketch leva o público a rir de si próprio e das peculiaridades da região.

 Adeus, ou vai-te embora” afirma-se assim como um retrato bem-humorado da vida em Algueirão Mem Martins, onde a crítica e a comédia caminham lado a lado. O público respondeu com entusiasmo, enchendo a sala e confirmando que o teatro de revista continua bem vivo — e mais atual do que nunca.

Uma peça a não perder para quem aprecia humor inteligente, próximo e, acima de tudo, genuinamente local.

 Os próximos espetáculos já tem data marcada: 11 e 25 abril e 9 e 23 maio.

Garanta o seu lugar e faça já a sua reserva pelo telefone 911707336 ou 925792331.



quarta-feira, 25 de março de 2026

Música: "Fonte, para onde foste"

 


Música dedicada à velhinha fonte que existe no Largo Rossio da Fonte, em Mem Martins, junto da Capela de Nossa Senhora da Natividade, que foi alvo de obras profundas, e onde a Fonte desapareceu, sem ser apresentado à população o novo Projeto para o espaço.

Mem Martins é assim
Derrubaram Guerra Junqueiro 
E cine teatro
Chaby Pinheiro
 
No Rossio da Fonte, 
Perto da Capela
Local de água fresca
Azulejos aguarela
 
Ponto de encontro,
Vida acontecer
Cada azulejo tinha história,
Sempre água correr
 
Mas decidiram
Tu desapareceste
Para onde te levaram?
Povo entristeceste 
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
Não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
Não sei onde estás,
Alguém foi capaz
Quem
Alguém foi capaz
 
Garrafões à espera,
Povo aproveitar
Água de Mem Martins 
Sítio recordar
 
Era sítio de encontro
Local de memória
Mas alguém se lembrou
Agora é só história 
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
E não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Destruíram-te
Alguém foi capaz
Quem?
Alguém foi capaz
 
Vieram vozes de fora,
Decidiram sem ouvir,
Apagaram-te do largo
Mesmo sem sentir.
 
Azulejos contavam histórias 
De quem esteve cá 
Mem Martins chora
Lugar que já não há.
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
E não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Destruíram-te
Alguém foi capaz
Quem?
Alguém foi capaz
 
Quem assinou?
Quem decidiu?
Tu desapareceste
Só o passado te viu
 
Fonte, para onde foste?
Abandonaste Mem Martins
Fonte, para onde foste?
Abandonaste Mem Martins
Abandonaste Mem Martins
Fonte, para onde foste?
Fonte, para onde foste?
Fonte, para onde foste?

terça-feira, 24 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

Fonte do Largo do Rossio da Fonte

 

No coração de Mem Martins, o Largo Rossio da Fonte guardava um dos seus elementos mais simbólicos e identitários: a antiga fonte pública, um marco discreto mas profundamente enraizado na memória coletiva da localidade.

A fonte apresentava-se com uma estética tradicional, marcada pela simplicidade funcional típica das construções utilitárias de outros tempos.

Foi pensada para servir a população num período em que o acesso à água canalizada era limitado.

Outrora era ponto de encontro diário, refletia não só o céu aberto como também a vida da comunidade que ali se cruzava.

Mais do que um elemento arquitetónico, esta fonte era um verdadeiro centro social. Mulheres e homens reuniam-se para encher cântaros ou simplesmente conversar, trocando notícias e fortalecendo laços. 

O som constante da água a correr criava uma atmosfera tranquila.

Hoje, mesmo com a evolução urbana, a fonte mantinha o seu valor simbólico. Era um testemunho silencioso de um tempo em que a vida se desenrolava ao ritmo das necessidades básicas e da convivência de proximidade. 

Para quem passava pelo largo, era um convite à pausa — um ponto onde história, memória e identidade local se encontravam.