Tempo em Algueirão Mem Martins

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Edifício da Vigia

Edifício da Vigia é um dos marcos urbanos da Estrada de Mem Martins. A sua construção simboliza a transformação de uma zona que, décadas atrás, ainda tinha um forte carácter rural, onde no passado era possível ver ovelhas a pastar naquele terreno.




Fonte do Rocio da Fonte

Era um ponto de abastecimento de água da população. Antes de a água canalizada estar generalizada, a fonte tinha uma função prática importante: moradores deslocavam-se ali para encher garrafões e recipientes. Há testemunhos de habitantes que recordam a antiga “bica” como uma pequena fonte com uma torneira de latão. O nome do largo está diretamente ligado à fonte. O próprio espaço era conhecido como Rossio da Fonte, e a fonte tornou-se um dos elementos que deram identidade ao local.

Fazia parte de um conjunto histórico muito importante: 
Fonte + Coreto + Capela 



Durante décadas, este conjunto funcionou como um verdadeiro centro de encontro e de vida comunitária de Mem Martins.

A Capela reforçou ainda mais a importância do local. A Capela de Mem Martins foi inaugurada em 1933, e as festas em honra de Nossa Senhora da Natividade passaram a ter ali um dos seus principais cenários.

O Rossio da Fonte tem uma ligação direta à antiga Comissão de Melhoramentos de Mem Martins. Na década de 1930, habitantes organizaram-se para criar equipamentos e melhorar a localidade. O terreno para a construção da capela foi adquirido à Câmara Municipal de Sintra em 1930, tendo sido desanexado do baldio então chamado “Rocio da Fonte”.

Também foi espaço de convívio. A fonte não era apenas um local para buscar água: tornou-se um ponto de encontro, onde se cruzavam moradores e onde acontecia parte da vida social da comunidade. 


Cada intervenção que foi realizada neste local, foi destruindo as memórias... 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Bacias de Retenção em Algueirão Mem Martins

As bacias de retenção de Algueirão–Mem Martins são uma parte importante da história recente da freguesia, porque nasceram como resposta a um problema que durante décadas marcou a população: as cheias provocadas pelas águas da Ribeira da Laje.

🌧️ Porque foram construídas? Algueirão–Mem Martins está inserido na bacia hidrográfica da Ribeira da Laje. Com o crescimento urbano, aumentaram muito as áreas impermeabilizadas — estradas, passeios, edifícios e estacionamentos — fazendo com que a água da chuva escoasse mais rapidamente para as linhas de água. Os documentos municipais classificam esta bacia como vulnerável à ocorrência de cheias. É neste contexto que surgiram quatro bacias de retenção na zona urbana de Algueirão–Mem Martins, integradas no Projeto de Controlo de Cheias da Região de Lisboa, então da responsabilidade do INAG. 



💧 Como funcionam? Uma curiosidade é que não são propriamente “lagos”. São bacias secas: normalmente permanecem sem água e podem funcionar como espaços abertos. Quando ocorre uma chuvada forte, recebem temporariamente parte da água, diminuindo a velocidade e o volume do escoamento para as zonas mais baixas. 

Por isso, aquele enorme espaço que muitas pessoas conhecem como zona de lazer pode ter uma função hidráulica muito importante. O facto de estar seco não significa que tenha deixado de ser uma bacia de retenção.

A BR2 – Algueirão é particularmente interessante. Tem cerca de 16.000 m² e situa-se entre os terrenos junto ao parque de material da CP, a Urbanização da Coopalme e a ligação Cavaleira–Ouressa. 

Em 2016, a Câmara Municipal avançou com a sua requalificação paisagística, precisamente porque o espaço tinha também potencial para atividades desportivas e de lazer quando não estava a cumprir a sua função hidráulica. 

A ligação às antigas cheias de Fanares. Esta é talvez a parte mais interessante para a história local. A Ribeira da Laje foi encanada na zona do antigo Mercado de Fanares, numa área que sofreu historicamente com inundações. Existe, por exemplo, um registo fotográfico de uma inundação em Fanares em 1972. 


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Da GNR para a PSP, em 2007

Durante várias décadas, Mem Martins teve um posto da GNR que fazia parte do quotidiano da população e assegurava o policiamento de uma área que, entretanto, viria a crescer de forma extraordinária.


Com a expansão urbana, a realidade da freguesia foi-se transformando e a necessidade de novas instalações para as forças de segurança tornou-se fundamental. No final da década de 1990, chegou a estar previsto um importante investimento num novo Quartel da GNR em Mem Martins.

O projeto chegou a ser incluído no Orçamento do Estado, com programação financeira prevista para o período de 1999 a 2003. Apesar do projeto, a história acabaria por tomar outro rumo.

Uma das curiosidades mais interessantes relacionadas com o antigo posto é que as instalações que durante anos estiveram associadas à GNR acabariam por ser ocupadas pela PSP. Em junho de 2007, a PSP entrou nas instalações até então utilizadas pelo posto de Algueirão-Mem Martins da GNR.

A mudança não se resumiu a uma simples troca de placa na fachada. Na noite da transição, militares da GNR e agentes da PSP protagonizaram uma verdadeira passagem de testemunho: a GNR deixou as instalações e a PSP começou a instalar os seus equipamentos e a assumir o novo espaço.

A primeira ocorrência registada pela PSP, ocorreu durante a cerimónia de mudança, e foi um acidente de viação no bairro de Ouressa.


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Azulejos da Fonte do Rossio da Fonte

Comentário pessoal???) 
Desilusão...HORRÍVEL ... 

... e tal como eu tinha previsto, tudo estava a ser preparado para estar concluído apenas uns dias antes das Festas de Nossa Sra Natividade...

E para onde foram os antigos azulejos??? 
Em cacos para lixo????????