Tempo em Algueirão Mem Martins
sexta-feira, 26 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Origem da Serra de Sintra
Há cerca de 80 a 90 milhões de anos, durante o Cretácico Superior, uma grande massa de magma ascendeu das profundezas da crosta terrestre, mas não chegou a formar um vulcão à superfície. Em vez disso, ficou aprisionada no subsolo, onde arrefeceu lentamente e originou rochas ígneas como granitos, sienitos, gabros e dioritos.
Ao longo de milhões de anos, a erosão foi desgastando as camadas sedimentares que cobriam esse maciço magmático. Como as rochas ígneas são mais resistentes, acabaram por ficar expostas e formar o relevo elevado que hoje conhecemos como Serra de Sintra. Este processo é chamado de erosão diferencial.
De forma simplificada:
Abertura do Atlântico → surgem falhas profundas na crosta.
O magma sobe através dessas falhas. O magma fica retido a vários quilómetros de profundidade.
Arrefece e forma um grande maciço de rochas ígneas. A erosão remove as rochas que o cobriam. Surge a Serra de Sintra.
Um facto curioso é que a Serra de Sintra é considerada um dos principais maciços ígneos de Portugal continental, juntamente com os de Monchique e Sines, todos relacionados com os mesmos fenómenos tectónicos que acompanharam a abertura do Atlântico.
Além da sua origem geológica, a serra cria um microclima muito próprio: a humidade vinda do Atlântico condensa-se nas encostas, originando a vegetação exuberante e os frequentes nevoeiros que lhe deram o nome poético de "Monte da Lua".
Para quem vive em Algueirão Mem Martins ou Sintra, é interessante saber que quando olha para a serra está, na prática, a olhar para o interior de uma antiga intrusão magmática que esteve enterrada sob vários quilómetros de rocha há dezenas de milhões de anos.
Fonte: Direção-Geral do Património Cultural, Universidade NOVA de Lisboa
terça-feira, 23 de junho de 2026
Pequenos espaços verdes
Algueirão Mem Martins é muitas vezes associada ao movimento urbano, ao comércio e à ligação constante com Lisboa e Sintra. No entanto, espalhados pela freguesia, existem pequenos espaços verdes que oferecem momentos de pausa e tranquilidade.
São jardins de bairro, recantos entre ruas e zonas ajardinadas que nem sempre recebem atenção, mas que fazem parte do dia a dia de muitos moradores. Nestes locais, crianças brincam, vizinhos conversam e há sempre quem aproveite para descansar um pouco à sombra.
Para além disso, existem também pequenos caminhos e zonas mais naturais que ajudam a criar um equilíbrio entre a vida urbana e a natureza, mesmo no coração da freguesia.
Mais do que grandes parques, são estes espaços simples e discretos que dão qualidade de vida e criam pontos de encontro entre a comunidade.
Descobri-los é olhar para Algueirão Mem Martins com mais calma — e perceber que a natureza está mais perto do que parece.
E talvez a verdadeira pergunta seja: no meio da rotina, também encontras o teu pequeno espaço verde?
domingo, 21 de junho de 2026
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Centro de Algueirão Mem Martins está cada vez mais triste....
Há uma tristeza silenciosa que se instalou em Mem Martins. Não chegou de um dia para o outro. Não fez barulho. Foi entrando devagar, ano após ano, rua após rua, porta após porta.






