09/05/2009

Perigo na Tapada das Mercês?

Para além da degradação do espaço público, na Tapada das Mercês existe algo que me preocupa, que está relacionado com o estado de conservação de alguns edifícios.

O prédio da foto em baixo, está situado na Av. Embaixador Aristides de Sousa Mendes, e está no lamentável estado que pode ser comprovado na fotografia (clica nas imagens para ver com maior pormenor)



















Eu não me preocupo que as pessoas vivam em prédios mal conservados, com humidade, feios e sujos, ou que na sua própria casa tenham transformado a banheira numa floreira ou num galinheiro, o que realmente me preocupa é a segurança dos transeuntes.

Esta situação pode ser extremamente grave, pois tratando-se de um prédio com 11 andares, corre-se o sério risco de um azulejo cair de uma altura que ronda os 35m, e deste modo o pode atingir o solo com uma velocidade de 95 km/h (Movimento Uniformemente Variado). Preocupante?
Já imaginou alguém ser atingido por um objecto cortante destes? Sim, um azelejo poe ser cortante...



















Neste edifício ainda existe uma pequena vedação para proteger os automóveis, mas que não restringe o acesso a pessoas, o mais grave é que esta situação se repete por mais alguns prédios da Tapada. Fiz esta recolha fotográfica numa zona muito restrita da Urbanização, e deparei-me com este problema em cinco edifícios, e praticamente todos com com uma altura considerável.




















Será que os condomínios dos prédios não tem consciência, nem sentido de responsabilidade sobre este problema?



















Nas duas fotografias em baixo, está eminente a queda de azulejos de uma altura considerável, prontos danificar um automóvel, ou ferir uma pessoa.


















E se um deste azulejos cair na cabeça de uma criança? E lhe retirar a vida ou a deixar num estado grave? Será necessário existir uma grave ocorrência para alguém abrir os olhos para esta situação? Quem será responsabilizado? Deixo o alerta...

12 comentários:

  1. É construção da boa :). m poucos anos fica assim, imagine-se daqui ao dobro ou triplo do tempo.

    Na prática, dentro de vários anos, o aspecto que a tapada vai ter com edifícios velhos, cheios de humidade e degradados, vai transformá-la numa zona velha e perfeitamente feia como tantas outras há. Pintar a fachada de novo não é solução para aquela zona de facto.

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  2. Esta questão não acontece só na Tapada. E é uma questão de fundo tendo como protagonista principal, a meu vêr, a Câmara Municipal.
    Foi permitida ao longo dos anos a construção massiva e até selvagem sem o mínimo de fiscalização nem acompanhamento. Era preciso era que viessem morar para o concelho contribuintes autárquicos.
    Acontece que em 90% dos prédios da Tapada (e não só) vivem pessoas sem o mínimo de condições para viver em comunidade. Não preservam os espaços comuns, NÃO PAGAM O CONDOMÍNIO!!! e isto porque o seu habitat não é em andares com propriedade horizontal.
    Quase que apostava que os exemplos apontados se devem a falta de receita da administração dos condomínios. Nestas situações não podem nem devem 2 ou 3 pagar obras num prédio de 11 andares.
    Então o que acontece é isto. As leis não funcionam, os tribunais não funcionam e muitas pessoas apreciam viver neste tipo de salve-se quem puder que eu não pago e quero lá saber...

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  3. O que eu não percebo, é o porquê de ninguem ser responsabilizado, serão os condóminos os unicos responsáveis? e quem constroi os prédios não têm de ser responsabilizados, ou os prédios são feitos apenas para durar 10 anos?

    Alem disso este problema acontece em muitos outros locais, deixo o exemplo dos edificios do Saldanha em Lisboa, aí acho que o problema não deve ser apenas a falta de liquidez dos condomínios...

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  4. Renato você tem toda a razão. A grande questão é quem é que neste país assume as responsabilidades seja do que fôr?
    Nós podemos pedi-las sim senhor; quer seja ao construtor, ao fiscal da obra, ao vereador urbanístico e até ao presidente da câmara. Alguém é responsabilizado? Claro que não porque estas vidas dependem económicamente das negociatas que fazem uns com os outros.
    O contribuinte paga, até pode reclamar, mas não tem direito a nada.

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  5. Sei perfeitamente de que edifício o Renato se está a referir no Saldanha, mas nesse local, foi criado um perímetro de segurança, para tentar garantir a segurança de todos.
    Na Tapada das Mercês é o desprezo total pelo perigo

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  6. De facto é uma vergonha aquilo que se vê na tapada.... sinceramente tenho receio em deixar os meus filhos passarem por tantos desses predios no percurso para a escola... quem tem responsabilidade???

    Aproveito para deixar uma sugestão para o blog, porque não aproveitar este espaço para apresentar algumas das personagens actuais da nossa freguesia? Presidente da junta, o comandante dos bombeiros, o padre, presidentes dos clubes.... fica a sugestão

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  7. Agradeço a ideia e a colaboração, mas são pessoas que não tenho qualquer informação

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  8. Infelizmente eu móro desde o inicio no Prédio onde estão os azulejos azuis a cair.na Av.Emb.Aristides Sousa Mendes
    Digo infelizmente , porque quem está a mantê-lo intacto por dentro sou eu e meia duzia de condóminos honestos que pagam mensalmente a uma empresa de condominio para gerir as despesas necessárias.A culpa desta situação e outras deste género déve-se, na maior parte dos casos penso eu,de gente sem vergonha na cára e sem escrúpulos.
    São pessoas que não pagam a sua fracção de condominio apenas uns miseráveis 27 € porque gostam de fazer dos outros Otários e estupidos.
    Na minha opinião deveria existir uma lei que obrigá-se esta gente a pagar a sua fracção de condominio juntamente com a renda.
    Nota:Aproveito para dizer que este prédio no seu interior está intacto,está bem situado,e que eu saiba ainda ninguem anda a plantar couves nas banheiras.Acredito que um dia venha a acontecer, mas tambem acredito que não será só aqui, se nada for feito.
    Infelizmente NO EXTERIOR tal como o Hugo Nicolau refere é realmente lamentável a aparencia do Prédio, e o perigo eminente que continua á espreita a qualquer momento,e que um dia acabará com ferimentos gráves ou talvez a morte ,se náda for feito por alguem de direito.
    infelizmente eu , juntamente com as pessoas que vão mantendo este prédio de pé náda pode-mos fazer,enquanto viver-mos lado a lado tal como disse no inicio,com gente caloteira e sem vergonha na cára.


    obrigado.

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  9. Muitas das coisas aqui ditas são verdade, infelizmente. E infelizmente também é que sou morador aqui na Tapada, por acaso muito perto do prédio em questão. Sei que começaram a fazer obras mas que, ao que parece o empreiteiro fugiu com o dinheiro...
    Eu sou empreiteiro também e pergunto aos responsáveis do edifício o seguinte: como decidiram que determinado fulano faria a obra? Foi o orçamento mais barato,correcto? O indivíduo em questão que documentos apresentou junto com o orçamento? Tinha seguro de acidentes de trabalho e responsabilidade civil? Tinha alvará? Tinha os pagamentos ao fisco e s. social em dia? Apresentou alguma garantia por escrito dos trabalhos? Aquando da montagem dos andaimes apresentou algum técnico responsável? O empreiteiro apresentou alguma lista de contactos de trabalhos feitos anteriormente assim como respectivas provas fotográficas?
    Pois é...
    bolas, só a mim é que me exigem tudo sempre que dou orçamentos...

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  10. Os problemas crescentes nos condomínios são uma realidade. E essa realidade vai originar uma coisa muito engraçada...

    Bem, não posso revelar as fontes, mas já ouvi dizer que algures em 2010 será obrigatório gestão profissionalizada dos condomínios. Imaginem no que isto ajudaria ao actual desemprego de advogados e afins... ;) Vamos a ver... Certo é que esta informação foi fornecida antes da crise global...

    Quanto ao que o anónimo escreveu sobre dívidas dos condóminos... Tribunal com eles! Ou ainda... Mediação de conflitos e Julgados de paz. Se têm que pagar, pois vão ter que pagar!

    Abraço

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  11. SIM NÓS PODEMOS

    1 - O porquê?

    Tapada é PROPRIEDADE PRIVADA. Ou seja o proprietário nunca regularizou legalmente a Urbanização, pelo que este processo se arrasta há mais de uma dezena de anos em tribunal. Assim sendo, nem a Câmara Municipal de Sintra, nem a Junta de Freguesia de Algueirão/Mem Martins, podem fazer qualquer tipo de intervenção na referida zona, sob pena de serem processados.
    A única zona que é publica é a zona ajardinada junto á linha férrea da Tapada. Cintra Urbanizações é a empresa responsável pela Tapada, pois nunca a legalizou perante CMS nem foi obrigada a isso. Então porque deixaram edificar nestas condições?
    Foi permitida ao longo dos anos a construção maciça e até selvagem sem o mínimo de qualidade urbanística, mas autorizada e licenciada pela CMS. Fiscalização e acompanhamento de projecto de obra é só para fazer de conta...
    Plano urbanístico de qualidade e integrado com Sintra (Património Mundial) não existe.
    Cintra Urbanizações /CMS/Junta, fazem o que querem. Pelas decisões e interesses de um par de dezenas de interessados e beneficiados com este tipo de obras. Já percebemos que a intelectualidade da Cintra Urbanizações, Construtores, Políticos e Autarcas continua paralisada e corruptível em que o que mais interessa é o dinheiro.


    2 - Temos que ser cidadãos mais exigentes

    Algueirão-Mem Martins é a maior Junta de Freguesia de Portugal com mais de 120 mil habitantes/contribuintes. Não é por falta de receitas autárquicas , que não se faz o que se devia. Para onde vai o nosso dinheiro?... (Era preciso que viessem residir para o concelho contribuintes autárquicos).
    A diferença que existe entre Algueirão/Mem Martins e a Tapada das Mercês, já começa a ser expressiva e excessiva (como exemplo: zonas verdes, pavimento de estrada e pontos de recolha de lixo). Será que os contribuintes da Tapada pagam menos?...
    Quando vou para o concelho de Oeiras, parece que estou noutro País . Existe um conceito de Urbanismo diferente, para melhor em todo o seu concelho. Se Oeiras consegue, porque não Sintra.
    O Concelho de Sintra não se restringe a Sintra. Se os políticos e autarcas do passado fossem como os actuais e os dos últimos 35 anos provavelmente Sintra não era Património Mundial.
    Pensem como cada um de nós pode e deve agir na Tapada das Mercês/Algueirão/Mem Martins. A nossa Freguesia tem de ser um localidade agradável de habitar no qual todos os seus cidadãos residentes presentes e futuros sintam orgulho de viver com a qualidade que merecem e exigem.
    A Tapada das Mercês/Algueirão/Mem Martins pode contar comigo, como cidadão consciente e exigente dos seus deveres e direitos. Será que pode contar contigo?...

    YES WE CAN

    Vítor M. A. Caseiro (Tapada das Mercês)

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  12. Moro na Tapada e segundo posso ver da minha janela o edificio já está reparado e em segurança.

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