Tempo em Algueirão Mem Martins

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Casas de Acolhimento Casa Pia

A Casa Pia de Lisboa tem várias casas de acolhimento na zona de Algueirão–Mem Martins:

Casa de Acolhimento António do Couto R. Dr. Osório Vaz.
Casa de Acolhimento Martins Correia R. de São Francisco Xavier.
Casa de Acolhimento João Inácio Ferreira Lapa R. João Maria Magalhães Ferraz.
Casa de Acolhimento João Inácio Ferreira Lapa R. Jaime Cortesão.


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Quizzz Algueirão Mem Martins em Set'26

Durante Setembro de 2026, o 'Quizzz Algueirão Mem Martins' vai regressar, com questões diárias para comemorar o 18º aniversario do Blog Algueirão Mem Martins.

Junta-te ao grupo no 'facebook' e participa.





segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Caminhada 'Coração em Movimento'

A Consulta de Prevenção e Risco Cardiovascular do Hospital de Sintra, da ULS Amadora/Sintra, promove no próximo dia 12 de setembro de 2026 a caminhada “Coração em Movimento”, uma iniciativa aberta a toda a comunidade que visa sensibilizar para a importância da atividade física regular e da adoção de estilos de vida saudáveis na prevenção das doenças cardiovasculares. Inicialmente prevista para o dia 4 de julho, a caminhada foi então adiada devido à previsão de temperaturas elevadas.

O ponto de encontro está marcado para as 17h30, na Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins (JFAMM), onde estará disponível um Espaço Saúde, com medição voluntária de parâmetros clínicos. Pelas 18h30, terá início o aquecimento, seguindo-se a caminhada, num percurso linear de cerca de 8 quilómetros, de dificuldade média, com paragem no Hospital de Sintra para uma sessão de sensibilização sobre prevenção do risco cardiovascular, com duração aproximada de 20 minutos. A chegada está prevista por volta das 20h30, junto à sede da JFAMM.

A iniciativa é de participação gratuita, embora sujeita a inscrição prévia por motivos de organização, e pretende envolver pessoas de todas as idades num momento de convívio, promoção da saúde e sensibilização para a prevenção da doença cardiovascular.

Durante a caminhada será promovida uma recolha solidária de água engarrafada, destinada aos Bombeiros Voluntários da região. A participação é voluntária e pretende associar a promoção da saúde a um gesto de apoio à comunidade.

A atividade é organizada pela Consulta de Prevenção e Risco Cardiovascular do Hospital de Sintra, em parceria com a Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins e com a colaboração de profissionais das áreas de Medicina Física e de Reabilitação, Medicina Desportiva, Nutrição e Enfermagem.

As inscrições são limitadas, gratuitas e decorrem até ao dia 3 de setembro de 2026. 



domingo, 16 de agosto de 2026

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Seria positivo dividir Algueirão Mem Martins?!?

Com cerca de 69 mil habitantes, Algueirão–Mem Martins é a maior freguesia de Portugal em número de habitantes. 

Mas será justifica pensar na divisão da Freguesia?

A criação de duas ou três freguesias poderia permitir uma gestão mais próxima das populações, maior atenção aos problemas específicos de cada zona, serviços mais acessíveis e maior participação dos moradores.
Mas também existem dúvidas: aumentariam os custos administrativos? Haveria vantagens reais para a população? Diminuía a receita?
Se Algueirão–Mem Martins fosse dividida, como deveria ser feita essa divisão? Em duas ou três freguesias? E quais?
👉 Queremos conhecer a sua opinião.



Comboio das 7h51 SUPRIMIDO


O comboio com destino a Lisboa-Oriente, que tem prevista a passagem pelo apeadeiro de Algueirão-Mem Martins às 7h51, tem sido suprimido praticamente todos os dias...

Para quem depende diariamente do comboio para chegar ao trabalho, à escola, a consultas ou simplesmente para cumprir os seus compromissos, esta situação está longe de ser um pequeno incómodo. É uma verdadeira perturbação na vida de milhares de passageiros. Quem chega à estação a contar com o comboio das 7h51 vê os seus planos alterados, e por vezes é obrigado a procurar alternativas e acaba muitas vezes por chegar atrasado ao destino. E quando esta situação se repete dia após dia, deixa de ser uma exceção e passa a ser um problema sério de mobilidade. Não é aceitável que um horário previsto seja, na prática, um horário em que os passageiros não podem confiar.

Os utilizadores da Linha de Sintra merecem um serviço regular, previsível e digno. Se existem problemas operacionais que levam à supressão frequente deste comboio, é importante que sejam explicados e, sobretudo, resolvidos.

A pergunta que fica é simples:
Até quando terá quem utiliza diariamente o apeadeiro de Algueirão-Mem Martins de contar com um comboio que, às 7h51, quase nunca aparece?

Os passageiros estão cansados dos incómodos, dos atrasos e da incerteza. O comboio das 7h51 não pode continuar a ser tratado como se a sua supressão fosse normal.


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

'Blog Algueirão Mem Martins' celebra 18 anos de existência em Setembro '26

Em setembro de 2026, o Blog Algueirão Mem Martins celebra 18 anos de existência! 

São 18 anos a acompanhar, registar e preservar a memória da nossa terra, dando espaço às histórias, às pessoas, aos lugares, às tradições e também aos problemas e desafios de Algueirão e Mem Martins.

Ao longo destes anos, o blog foi crescendo lado a lado com a comunidade. Publicámos memórias antigas, fotografias, acontecimentos, curiosidades, histórias locais e notícias que ajudam a construir a identidade da nossa vila.
Mais do que um blog, queremos continuar a ser um arquivo vivo da memória de Algueirão Mem Martins — um espaço onde o passado se recorda, o presente se acompanha e o futuro se pensa.

E esta caminhada só faz sentido graças a todos os que nos acompanham, enviam fotografias, partilham histórias, comentam e ajudam a manter viva a memória da nossa terra. 18 anos depois, continuamos por cá.
Com a mesma vontade de contar. Com a mesma paixão pela nossa terra.
E com muitas histórias ainda por contar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Nomes de Ruas no Casal da Cavaleira

Quem percorre as ruas da urbanização do Casal da Cavaleira, no Algueirão, encontra uma curiosidade que não passa despercebida: todas as ruas têm nomes de cidades portuguesas. 


É uma opção perfeitamente legítima e que valoriza a geografia e o património nacional. Mas será que poderia ter sido feita uma escolha ainda mais ligada à identidade da nossa terra?

Fica aqui uma dúvida, ou melhor, uma reflexão: não seria mais honroso e dignificante dar a algumas destas ruas os nomes de pessoas que fizeram parte da história do Algueirão e de Mem Martins?


Ao longo das décadas, muitas pessoas contribuíram para o crescimento, desenvolvimento e identidade desta comunidade. Empresários, comerciantes, professores, médicos, dirigentes associativos, artistas, trabalhadores, autarcas e tantos outros cidadãos deixaram a sua marca e ajudaram a construir aquilo que hoje conhecemos como Algueirão-Mem Martins.

Dar o nome dessas pessoas a uma rua seria também uma forma de preservar a memória local e transmitir essa história às novas gerações. Uma cidade como Lisboa tem inúmeras ruas, avenidas e praças dedicadas a personalidades que marcaram a sua história. Porque não fazer algo semelhante numa terra com uma identidade e uma história tão próprias?

Talvez algumas ruas do Casal da Cavaleira pudessem ter nomes de cidades portuguesas. Mas talvez outras pudessem contar uma história diferente: a história das pessoas que ajudaram a construir o Algueirão.
Fica a reflexão para quem vive cá.

E você? Preferia uma rua com o nome de uma cidade portuguesa ou com o nome de uma personalidade que fez história na nossa terra?

terça-feira, 11 de agosto de 2026

UMM: o jipe português que também nasceu em Mem Martins

Quando se fala da história da indústria automóvel portuguesa, há uma marca que merece ser recordada: a UMM — União Metalo-MecânicaFundada em 1977, a UMM dedicou-se à produção de robustos veículos todo-o-terreno, e começaram a ser produzidos em Portugal.


E há um pormenor que nos diz muito respeito: entre 1977 e 1980, os primeiros UMM foram montados em Mem Martins
A marca rapidamente ganhou fama pela resistência dos seus veículos, que foram utilizados pelo Exército, GNR, bombeiros, empresas, agricultores e serviços públicos. Mais tarde, o conhecido UMM Alter tornou-se um dos maiores símbolos da marca.

A UMM chegou também às competições internacionais, participando no exigente Paris-Dakar, e exportou veículos para vários países. Com o aumento da concorrência internacional, a produção foi diminuindo até terminar em 2006Hoje, os UMM são veículos clássicos muito procurados e continuam a despertar a paixão de muitos portugueses.



Para Algueirão-Mem Martins, fica uma memória especial: durante os primeiros anos da sua existência, a UMM fez parte da nossa paisagem industrial e a nossa terra esteve ligada ao nascimento de uma das mais emblemáticas marcas automóveis portuguesas. Onde se localizava? Em São Carlos.

Uma história que merece ser lembrada e preservada.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Folhas no Rossio da Fonte... na nova linha de água.

Folhas no Rossio da Fonte... na nova linha de água.

Em projeto até pode ser uma ideia gira, mas no local existem Plátanos de grande porte, que naturalmente enchem o local com folhas...



quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Volta a Portugal '26 passa por Algueirão-Mem Martins

Na quinta-feira, 6 de agosto, a Volta a Portugal '26 passa por Algueirão-Mem Martins.


Em Algueirão-Mem Martins, o percurso passará pelas seguintes vias:

• Avenida Almirante Gago Coutinho
• Avenida Marginal
• Avenida D. Afonso Henriques
• Rua Vasco da Gama
• Estrada do Algueirão
• Estrada da Granja do Marquês
• EN250
🚧 Condicionamentos de trânsito e estacionamento
Cumpra as regras de segurança, respeite as indicações das autoridades e planeie as suas deslocações com antecedência. Durante a passagem da prova poderão verificar-se cortes temporários de trânsito e restrições ao estacionamento nas vias abrangidas pelo percurso. 



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Recolha de Monos em Algueirão Mem Martins

Algueirão Mem Martins é a nossa casa. 
Não a deixemos ficar esquecida.

Cada mono abandonado na rua não é apenas um objeto velho… é uma imagem triste de um lugar que todos nós queremos ver bonito.
Cumpra os agendamentos para colocar 'Monos' junto dos Caixotes do lixo.

domingo, 2 de agosto de 2026

Festas N. Sra da Natividade '26

É com enorme alegria que damos a conhecer o cartaz das Festas de Nossa Senhora da Natividade, uma celebração que este ano assinala 93 anos de fé, devoção e encontro da comunidade. Este ano felizmente, cumpre-se a Tradição de realizar-se sempre no primeiro fim-de-semana de Setembro.

Ao longo de quase um século, esta festividade tem mantido viva uma tradição passada de geração em geração, com altos e baixos mas sempre juntando famílias, amigos e todos aqueles que guardam no coração esta homenagem tão especial.


sexta-feira, 31 de julho de 2026

[TSF] Meio século e milhares de jornais depois, encerra o último quiosque da freguesia mais populosa do país

É sexta-feira, dia 31 de julho de 2026. Neste dia, o concelho de Sintra diz adeus ao último quiosque de jornais da freguesia de Algueirão-Mem Martins, a mais populosa do país.

O espaço foi construído em 1985, junto à estação de comboios, do lado de Algueirão, mas tem agora os dias contados, porque os donos, José e Lurdes Bento, vão reformar-se. Além dos jornais, das raspadinhas e do tabaco, este quiosque acabou por tornar-se, ao longo dos anos, num local de convívio para os moradores mais velhos da freguesia. António Leitão é um deles.




"Aqui era o ponto de encontro dos amigos desta zona", começa por contar à
 TSF, encostado ao parapeito do quiosque, enquanto José vai atendendo outro cliente. Aqui falava-se de tudo um pouco, mas António explica que o futebol era, quase sempre, o tema predileto. Em concreto, a conversa andava sobretudo à volta do Benfica e do Sporting, e tendia a aquecer os ânimos. "No dia a seguir [a um derbi], só faltava andarem aos beijos", recorda, entre risos. Mas nem só de "bola" viviam os convívios junto ao quiosque de Zé e Lurdes.

"Perguntávamos uns pelos outros: se um ia à terra, se não ia, se outro estava doente, etc.", afirma, sendo que agora, com o fecho do quiosque, ainda não encontrou uma alternativa para substituir estes encontros. "A partir da próxima semana levanto-me e vou para onde? O que vou fazer? Fico em casa? É uma pena", lamenta.

José e Lurdes Bento chegaram a vender centenas de jornais diariamente. Nos últimos anos, só saíam algumas dezenas por dia, uma quebra que, pelas contas do dono do quiosque, terá rondado 90% da faturação. "A partir de 2000 [o negócio de jornais] desceu muito e foi reduzindo", conta José Bento, enquanto fecha a caixa registadora e se estica do lado de dentro do balcão para conversar com a TSF. "Neste momento", acrescenta, "o que mais se vende, de norte a sul, são as raspadinhas e o tabaco".

Com um gosto assumido pela leitura, José Bento lamenta que as pessoas estejam a ler cada vez menos jornais. "Agora é assim, são os telemóveis e os computadores que as pessoas têm em casa com todos os jornais e revistas, e o papel vende-se menos", acusa.

Apesar de trabalhar cerca de 10 horas todos os dias, quase sem folgas nem férias há mais de 40 anos, o negócio do quiosque chegou a estar em risco. Ainda assim, José Bento garante que não é por falta de clientes que decidiu fechar portas. Não está descontente com o trabalho, mas confessa-se "cansado", pelo que entendeu ter chegado a altura de parar. Para trás ficam as memórias e as pessoas.

"Ganhei muitos amigos, tive muita convivência...mil e uma coisas. [Saio] com um sentimento de gratidão [para com] as pessoas todas de Algueirão-Mem Martins", conclui. E sobre os planos para a reforma, garante apenas que ele e a mulher vão "viver a vida". 

O quiosque de José e Lurdes Bento vai agora ser demolido, porque a Câmara Municipal de Sintra quer recuperar a rua junto à estação de comboios de Algueirão-Mem Martins. 
Ouvido pela TSF, o vice-presidente da autarquia, Francisco Duarte, afirma que fica triste com a notícia do desaparecimento do último quiosque de jornais na freguesia, mas assegura que esta despedida não é um "adeus", mas sim um "até já", garantindo que vão ser criados mais quiosques no concelho. 

Trata-se de "uma nova rede de quiosques municipais, mais moderna e atualizada, com espaços que acabam por juntar leitura, cultura, cafetaria e ainda serviços autárquicos de proximidade, para aproximar a Câmara Municipal dos sintrenses", adianta. A ideia do município é construir, pelo menos, um quiosque em cada freguesia de Sintra e que os primeiros possam abrir já no próximo ano. 

O objetivo assumido é que os novos quiosques ajudem a manter as vendas dos jornais em papel. "[Nos quiosques tradicionais], a pessoa vai só comprar o jornal, mas depois não tem mais oferta (um café, um espaço para sentar-se a ler o jornal); temos de adaptar-nos a estes novos tempos e criar mais oferta para que não desapareça a venda do jornal, da raspadinha, etc.", acrescenta. 

Os últimos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação mostram que, em relação ao ano passado, as subscrições de jornais online subiram cerca de 8%, no primeiro trimestre de 2026, enquanto as vendas em papel caíram quase 11%, mantendo assim a tendência de descida dos últimos anos.

Fonte: www.tsf.pt 
Clica abaixo para ouvir reportagem radio.

Meio século e milhares de jornais depois, encerra o último quiosque da freguesia mais populosa do país - TSF

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Restaurante "O Pizza", Mem Martins

Durante muitos anos, o restaurante O Pizza, no Largo do Cruzeiro, em Mem Martins, foi muito mais do que um simples restaurante. Era um verdadeiro ponto de encontro de famílias, amigos e vizinhos, onde se celebravam aniversários, almoços de domingo e tantos outros momentos especiais.


O mais curioso era a variedade da ementa: tanto se podia saborear uma deliciosa pizza como optar por uma generosa espetada de lulas com gambas, havendo opções para todos os gostos. Muitos habitantes da vila guardam com carinho essas refeições, o ambiente acolhedor e as escadas que tantas vezes desceram de barriga cheia e sorriso no rosto.


Hoje resta a saudade de um espaço que marcou uma geração e que continua a ocupar um lugar muito especial nas memórias de Mem Martins.
Neste espaço, no dias de hoje funciona uma agência bancária.

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Adeus Quiosques em Algueirão Mem Martins

Há lugares pequenos que guardam memórias enormes. Os quiosques de jornais e revistas junto à estação da CP de Algueirão-Mem Martins eram um desses lugares.


Durante décadas, fizeram parte da paisagem e da rotina de quem todos os dias esperava pelo comboio. Eram as capas dos jornais pela manhã, as revistas da semana e aquele olhar curioso de quem passava e espreitava “as gordas” para saber as principais notícias do dia.

Antes de entrar no comboio, havia sempre aquele gesto quase automático: parar por breves segundos, ler uma manchete, comentar uma notícia, comprar o jornal ou simplesmente matar a curiosidade.


Ali não se vendiam apenas jornais e revistas. Vendiam-se momentos, hábitos e pequenos encontros que faziam parte da vida da nossa terra. Mas o tempo mudou. O mundo passou a caber num telemóvel, as notícias deixaram o papel e, pouco a pouco, aqueles espaços foram perdendo movimento até desaparecerem.


Hoje, quem passa junto à estação sente a falta daquele cenário tão familiar. Fica o vazio onde antes havia cor, movimento e histórias. São estes pequenos lugares que muitas vezes definem a memória de uma comunidade. E quando desaparecem, levam consigo um pedaço da identidade de Algueirão-Mem Martins.
Porque uma estação não é feita apenas de comboios. É feita das pessoas, das conversas, dos encontros e também daqueles pequenos cantos onde, durante tantos anos, todos nós parámos para espreitar as notícias do mundo.

Pois, parece que vamos dizer adeus definitivamente aos quiosques em Algueirão Mem Martins...

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Tapada das Mercês: memórias de um local com história

Antes dos prédios, das ruas movimentadas e da vida acelerada dos nossos dias, a Tapada das Mercês era um lugar de silêncio, natureza e histórias escondidas entre árvores, caminhos de terra e antigas propriedades.


O próprio nome guarda a memória desse passado. Uma tapada era um espaço fechado, muitas vezes destinado à caça, ao descanso e ao contacto com a natureza. E foi nesse cenário, entre a paisagem de Sintra e os seus campos, que esta terra ficou ligada a uma das figuras mais importantes da história de Portugal: Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.

No século XVIII, quando a região ainda era marcada por quintas, matas e propriedades senhoriais, a Tapada das Mercês fazia parte de um conjunto de terras associadas à família do Marquês de Pombal. Era um lugar de lazer, de caça e de tranquilidade, onde a nobreza procurava afastar-se da agitação da vida política e da corte.

Foi também aqui que ficou a memória da Casa Pombal, construída em 1765 por iniciativa do Marquês de Pombal e oferecida ao seu filho, Paulo de Carvalho e Mendonça. Esse solar representava a presença de uma família poderosa numa paisagem que, nessa época, ainda mantinha o encanto rural característico da região de Sintra.


A poucos quilómetros dali, a Granja do Marquês reforçava esta ligação da família Pombal às terras de Sintra, numa época em que as grandes propriedades eram espaços de produção agrícola, de descanso e de afirmação social.

Mas o tempo mudou tudo. Onde antes existiam campos, árvores, animais e caminhos antigos, nasceram novas ruas e novos bairros. A pequena paisagem rural transformou-se numa zona urbana cheia de vida, com milhares de histórias de moradores que ali construíram as suas próprias memórias.

Apesar das mudanças, o nome Tapada das Mercês continua a ser uma ponte para o passado. Quando hoje se percorrem as suas ruas, talvez seja difícil imaginar que por ali passaram outros tempos: o som dos passos nos caminhos de terra, a sombra das árvores antigas e a presença de uma época em que estas terras pertenciam ao mundo das quintas e dos senhores.

A Tapada das Mercês não é apenas um lugar no mapa. É uma página viva da história de Sintra, onde o presente cresceu sobre as marcas de um passado que merece ser lembrado.

FONTE: Museu do Ar: As propriedades conhecidas por Granja do Marquês e Quinta das Mercês, foram arrendadas ao Estado Português pelo 5º Marquês de Pombal, por um período de 30 anos pelo valor de 84 000 réis, com o intuito de fundar um estabelecimento que ministrasse o ensino da prática agrícola.

Mem Martins Sport Clube: uma história de paixão, dedicação e orgulho da nossa terra

Há datas que fazem parte da memória de uma terra. Hoje é um desses dias. 
O Mem Martins Sport Clube celebra mais um aniversário e, ao recordar a sua história, recordamos também muitas das histórias de vida de quem cresceu, viveu e sentiu esta comunidade.
Fundado em 22 de julho de 1937, o clube nasceu numa época em que Mem Martins era ainda uma localidade em crescimento, muito diferente da freguesia que conhecemos atualmente. Nessa altura, as ruas tinham outro movimento, as relações entre vizinhos eram mais próximas e o associativismo era uma das grandes formas de juntar pessoas em torno de um objetivo comum. O Mem Martins Sport Clube foi crescendo lado a lado com a própria terra. Foi nos seus espaços que muitas crianças deram os primeiros pontapés na bola, que muitos jovens fizeram amizades para a vida e que muitas famílias encontraram um lugar de convívio e partilha. Quem viveu outras épocas recordará certamente os dias de jogo, o ambiente vivido junto do campo, o som dos aplausos, as conversas entre sócios, as camisolas vestidas com orgulho e aquele sentimento especial de representar a sua terra. Mais do que resultados desportivos, ficam as memórias. Ficam as tardes de domingo, os encontros entre amigos, os atletas que passaram pelo clube, os treinadores que ensinaram muito mais do que futebol e todos aqueles que, com dedicação e esforço, ajudaram a construir esta instituição. Ao longo de décadas, muitos anónimos deram parte da sua vida ao Mem Martins Sport Clube. Pessoas que trabalharam longe dos holofotes, muitas vezes sem reconhecimento público, mas que deixaram uma marca que permanece até aos dias de hoje. O clube acompanhou as grandes transformações de Mem Martins, viu crescer bairros, escolas e novas gerações, mantendo sempre a missão de aproximar pessoas através do desporto e do espírito associativo. 

Hoje, celebrar o aniversário do Mem Martins Sport Clube é celebrar também a história da nossa terra. É lembrar quem já partiu, homenagear quem continua a colaborar e agradecer a todos os que alguma vez vestiram esta camisola ou sentiram este clube como seu. Porque um clube não é apenas um símbolo ou um campo. Um clube são as pessoas, as histórias e as memórias que ficam. 

Parabéns, Mem Martins Sport Clube! Muitos anos de história, orgulho e ligação à nossa comunidade.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Mem Martins e o Alegro Sintra: tão perto... mas tão longe para quem vai a pé

O Alegro Sintra fica a poucos minutos de Mem Martins, mas quem decide fazer o percurso a pé rapidamente percebe que não foi pensado para peões. Passeios estreitos ou inexistentes, passadeiras mal localizadas, zonas pouco seguras e um ambiente dominado pelo trânsito tornam a caminhada desconfortável e, em alguns pontos, até perigosa.


É legítimo perguntar: 

para ir ao shopping de forma confortável somos obrigados a usar o carro? 

- Ou a apanhar um autocarro para percorrer uma distância relativamente curta?

Numa altura em que tanto se fala em mobilidade sustentável, redução do trânsito e incentivo à caminhada, continua a faltar uma ligação pedonal digna entre Mem Martins e o Alegro Sintra. Muitas pessoas gostariam de fazer este percurso a pé, seja para passear, fazer compras ou simplesmente praticar exercício físico, mas acabam por desistir devido às condições existentes.

Criar um percurso pedonal contínuo, seguro, acessível e bem iluminado seria um investimento na qualidade de vida da população. Não beneficiaria apenas os residentes de Mem Martins, mas também quem diariamente se desloca entre estas duas zonas.

Caminhar não devia ser uma aventura. Uma ligação tão próxima merece condições à altura das necessidades de quem escolhe deslocar-se a pé.

sábado, 18 de julho de 2026

"Negro" de Mem Martins [video]

Muitas pessoas desconhecem que, escondida na história de Mem Martins, existe uma riqueza natural que ultrapassou as fronteiras da própria localidade: o “Negro de Mem Martins”.


Extraída das antigas pedreiras existentes na região, esta pedra negra destacou-se pela sua cor, qualidade e beleza, sendo utilizada em obras de grande importância ao longo dos séculos. Mais do que um simples material de construção, tornou-se um testemunho do trabalho dos homens que exploraram a pedra e da importância que Mem Martins teve na arte e arquitetura portuguesas.


Um dos exemplos mais marcantes encontra-se no Real Edifício de Mafra. Durante a construção do Palácio Nacional de Mafra, no século XVIII, foram utilizadas várias pedras provenientes da região de Lisboa e Sintra, entre elas o chamado “Negro de Mem Martins”. Esta presença liga diretamente a nossa terra a uma das maiores obras do reinado de D. João V e a um monumento hoje classificado como Património Mundial da UNESCO.

Mas a viagem desta pedra não ficou por Mafra. Existem referências à utilização do Mármore Negro de Mem Martins em peças e elementos patrimoniais, como no Panteão Nacional, demonstrando a continuidade da utilização desta pedra em obras de prestígio. Também existem referências à aplicação de pedras negras de Mem Martins em trabalhos artísticos e arquitetónicos mais recentes, mostrando que esta pedra continuou a ser valorizada pela sua singularidade.



Há ainda memórias locais que apontam para a presença desta pedra em edifícios emblemáticos de Lisboa, como a antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, na Rua Augusta, uma ligação que merece ser aprofundada através de investigação documental e análise dos materiais existentes.

A Pedra Negra de Mem Martins é, assim, uma história que merece ser contada: uma pedra retirada do solo da nossa vila, trabalhada por mãos locais, e que acabou por fazer parte de monumentos onde se escreve a própria História de Portugal.

A história da Pedra Negra de Mem Martins também está ligada à transformação da própria paisagem da vila. A última pedreira conhecida onde ainda era extraído o famoso “Negro de Mem Martins” localizava-se numa zona que, com o crescimento urbano, deu lugar à atual Urbanização Mem Martins Poente.

Hoje, no meio das ruas, prédios e jardins desta urbanização, poucos imaginam que naquele local existiu uma pedreira onde se retirava uma pedra rara, que depois seguia viagem para integrar obras de grande importância nacional.

É uma memória que merece ser preservada: antes de ser uma zona habitacional, aquele espaço fazia parte da história industrial e geológica de Mem Martins, onde homens trabalhavam a pedra que viria a marcar presença em monumentos como o Palácio Nacional de Mafra.