A Casa Pia de Lisboa tem várias casas de acolhimento na zona de Algueirão–Mem Martins:
Tempo em Algueirão Mem Martins
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Casas de Acolhimento Casa Pia
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Quizzz Algueirão Mem Martins em Set'26
Durante Setembro de 2026, o 'Quizzz Algueirão Mem Martins' vai regressar, com questões diárias para comemorar o 18º aniversario do Blog Algueirão Mem Martins.
Junta-te ao grupo no 'facebook' e participa.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Caminhada 'Coração em Movimento'
A Consulta de Prevenção e Risco Cardiovascular do Hospital de Sintra, da ULS Amadora/Sintra, promove no próximo dia 12 de setembro de 2026 a caminhada “Coração em Movimento”, uma iniciativa aberta a toda a comunidade que visa sensibilizar para a importância da atividade física regular e da adoção de estilos de vida saudáveis na prevenção das doenças cardiovasculares. Inicialmente prevista para o dia 4 de julho, a caminhada foi então adiada devido à previsão de temperaturas elevadas.
O ponto de encontro está marcado para as 17h30, na Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins (JFAMM), onde estará disponível um Espaço Saúde, com medição voluntária de parâmetros clínicos. Pelas 18h30, terá início o aquecimento, seguindo-se a caminhada, num percurso linear de cerca de 8 quilómetros, de dificuldade média, com paragem no Hospital de Sintra para uma sessão de sensibilização sobre prevenção do risco cardiovascular, com duração aproximada de 20 minutos. A chegada está prevista por volta das 20h30, junto à sede da JFAMM.
A iniciativa é de participação gratuita, embora sujeita a inscrição prévia por motivos de organização, e pretende envolver pessoas de todas as idades num momento de convívio, promoção da saúde e sensibilização para a prevenção da doença cardiovascular.
Durante a caminhada será promovida uma recolha solidária de água engarrafada, destinada aos Bombeiros Voluntários da região. A participação é voluntária e pretende associar a promoção da saúde a um gesto de apoio à comunidade.
A atividade é organizada pela Consulta de Prevenção e Risco Cardiovascular do Hospital de Sintra, em parceria com a Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins e com a colaboração de profissionais das áreas de Medicina Física e de Reabilitação, Medicina Desportiva, Nutrição e Enfermagem.
As inscrições são limitadas, gratuitas e decorrem até ao dia 3 de setembro de 2026.
domingo, 16 de agosto de 2026
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Seria positivo dividir Algueirão Mem Martins?!?
Com cerca de 69 mil habitantes, Algueirão–Mem Martins é a maior freguesia de Portugal em número de habitantes.
Mas será justifica pensar na divisão da Freguesia?
Comboio das 7h51 SUPRIMIDO
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
'Blog Algueirão Mem Martins' celebra 18 anos de existência em Setembro '26
Em setembro de 2026, o Blog Algueirão Mem Martins celebra 18 anos de existência!
São 18 anos a acompanhar, registar e preservar a memória da nossa terra, dando espaço às histórias, às pessoas, aos lugares, às tradições e também aos problemas e desafios de Algueirão e Mem Martins.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Nomes de Ruas no Casal da Cavaleira
Quem percorre as ruas da urbanização do Casal da Cavaleira, no Algueirão, encontra uma curiosidade que não passa despercebida: todas as ruas têm nomes de cidades portuguesas.
É uma opção perfeitamente legítima e que valoriza a geografia e o património nacional. Mas será que poderia ter sido feita uma escolha ainda mais ligada à identidade da nossa terra?
Fica aqui uma dúvida, ou melhor, uma reflexão: não seria mais honroso e dignificante dar a algumas destas ruas os nomes de pessoas que fizeram parte da história do Algueirão e de Mem Martins?
terça-feira, 11 de agosto de 2026
UMM: o jipe português que também nasceu em Mem Martins
Quando se fala da história da indústria automóvel portuguesa, há uma marca que merece ser recordada: a UMM — União Metalo-Mecânica. Fundada em 1977, a UMM dedicou-se à produção de robustos veículos todo-o-terreno, e começaram a ser produzidos em Portugal.
E há um pormenor que nos diz muito respeito: entre 1977 e 1980, os primeiros UMM foram montados em Mem Martins. A marca rapidamente ganhou fama pela resistência dos seus veículos, que foram utilizados pelo Exército, GNR, bombeiros, empresas, agricultores e serviços públicos. Mais tarde, o conhecido UMM Alter tornou-se um dos maiores símbolos da marca.
A UMM chegou também às competições internacionais, participando no exigente Paris-Dakar, e exportou veículos para vários países. Com o aumento da concorrência internacional, a produção foi diminuindo até terminar em 2006. Hoje, os UMM são veículos clássicos muito procurados e continuam a despertar a paixão de muitos portugueses.
Para Algueirão-Mem Martins, fica uma memória especial: durante os primeiros anos da sua existência, a UMM fez parte da nossa paisagem industrial e a nossa terra esteve ligada ao nascimento de uma das mais emblemáticas marcas automóveis portuguesas. Onde se localizava? Em São Carlos.
Uma história que merece ser lembrada e preservada.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Folhas no Rossio da Fonte... na nova linha de água.
Folhas no Rossio da Fonte... na nova linha de água.
Em projeto até pode ser uma ideia gira, mas no local existem Plátanos de grande porte, que naturalmente enchem o local com folhas...
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Volta a Portugal '26 passa por Algueirão-Mem Martins
Na quinta-feira, 6 de agosto, a Volta a Portugal '26 passa por Algueirão-Mem Martins.
Em Algueirão-Mem Martins, o percurso passará pelas seguintes vias:
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Recolha de Monos em Algueirão Mem Martins
Algueirão Mem Martins é a nossa casa.
Não a deixemos ficar esquecida.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
domingo, 2 de agosto de 2026
Festas N. Sra da Natividade '26
É com enorme alegria que damos a conhecer o cartaz das Festas de Nossa Senhora da Natividade, uma celebração que este ano assinala 93 anos de fé, devoção e encontro da comunidade. Este ano felizmente, cumpre-se a Tradição de realizar-se sempre no primeiro fim-de-semana de Setembro.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
[TSF] Meio século e milhares de jornais depois, encerra o último quiosque da freguesia mais populosa do país
É sexta-feira, dia 31 de julho de 2026. Neste dia, o concelho de Sintra diz adeus ao último quiosque de jornais da freguesia de Algueirão-Mem Martins, a mais populosa do país.
O espaço foi construído em 1985, junto à estação de comboios, do lado de Algueirão, mas tem agora os dias contados, porque os donos, José e Lurdes Bento, vão reformar-se. Além dos jornais, das raspadinhas e do tabaco, este quiosque acabou por tornar-se, ao longo dos anos, num local de convívio para os moradores mais velhos da freguesia. António Leitão é um deles.
"Aqui era o ponto de encontro dos amigos desta zona", começa por contar à TSF, encostado ao parapeito do quiosque, enquanto José vai atendendo outro cliente. Aqui falava-se de tudo um pouco, mas António explica que o futebol era, quase sempre, o tema predileto. Em concreto, a conversa andava sobretudo à volta do Benfica e do Sporting, e tendia a aquecer os ânimos. "No dia a seguir [a um derbi], só faltava andarem aos beijos", recorda, entre risos. Mas nem só de "bola" viviam os convívios junto ao quiosque de Zé e Lurdes.
"Perguntávamos uns pelos outros: se um ia à terra, se não ia, se outro estava doente, etc.", afirma, sendo que agora, com o fecho do quiosque, ainda não encontrou uma alternativa para substituir estes encontros. "A partir da próxima semana levanto-me e vou para onde? O que vou fazer? Fico em casa? É uma pena", lamenta.
José e Lurdes Bento chegaram a vender centenas de jornais diariamente. Nos últimos anos, só saíam algumas dezenas por dia, uma quebra que, pelas contas do dono do quiosque, terá rondado 90% da faturação. "A partir de 2000 [o negócio de jornais] desceu muito e foi reduzindo", conta José Bento, enquanto fecha a caixa registadora e se estica do lado de dentro do balcão para conversar com a TSF. "Neste momento", acrescenta, "o que mais se vende, de norte a sul, são as raspadinhas e o tabaco".
Com um gosto assumido pela leitura, José Bento lamenta que as pessoas estejam a ler cada vez menos jornais. "Agora é assim, são os telemóveis e os computadores que as pessoas têm em casa com todos os jornais e revistas, e o papel vende-se menos", acusa.
Apesar de trabalhar cerca de 10 horas todos os dias, quase sem folgas nem férias há mais de 40 anos, o negócio do quiosque chegou a estar em risco. Ainda assim, José Bento garante que não é por falta de clientes que decidiu fechar portas. Não está descontente com o trabalho, mas confessa-se "cansado", pelo que entendeu ter chegado a altura de parar. Para trás ficam as memórias e as pessoas.
"Ganhei muitos amigos, tive muita convivência...mil e uma coisas. [Saio] com um sentimento de gratidão [para com] as pessoas todas de Algueirão-Mem Martins", conclui. E sobre os planos para a reforma, garante apenas que ele e a mulher vão "viver a vida".
O quiosque de José e Lurdes Bento vai agora ser demolido, porque a Câmara Municipal de Sintra quer recuperar a rua junto à estação de comboios de Algueirão-Mem Martins. Ouvido pela TSF, o vice-presidente da autarquia, Francisco Duarte, afirma que fica triste com a notícia do desaparecimento do último quiosque de jornais na freguesia, mas assegura que esta despedida não é um "adeus", mas sim um "até já", garantindo que vão ser criados mais quiosques no concelho.
Trata-se de "uma nova rede de quiosques municipais, mais moderna e atualizada, com espaços que acabam por juntar leitura, cultura, cafetaria e ainda serviços autárquicos de proximidade, para aproximar a Câmara Municipal dos sintrenses", adianta. A ideia do município é construir, pelo menos, um quiosque em cada freguesia de Sintra e que os primeiros possam abrir já no próximo ano.
O objetivo assumido é que os novos quiosques ajudem a manter as vendas dos jornais em papel. "[Nos quiosques tradicionais], a pessoa vai só comprar o jornal, mas depois não tem mais oferta (um café, um espaço para sentar-se a ler o jornal); temos de adaptar-nos a estes novos tempos e criar mais oferta para que não desapareça a venda do jornal, da raspadinha, etc.", acrescenta.
Os últimos dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação mostram que, em relação ao ano passado, as subscrições de jornais online subiram cerca de 8%, no primeiro trimestre de 2026, enquanto as vendas em papel caíram quase 11%, mantendo assim a tendência de descida dos últimos anos.
Fonte: www.tsf.pt
Clica abaixo para ouvir reportagem radio.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Restaurante "O Pizza", Mem Martins
Durante muitos anos, o restaurante O Pizza, no Largo do Cruzeiro, em Mem Martins, foi muito mais do que um simples restaurante. Era um verdadeiro ponto de encontro de famílias, amigos e vizinhos, onde se celebravam aniversários, almoços de domingo e tantos outros momentos especiais.
O mais curioso era a variedade da ementa: tanto se podia saborear uma deliciosa pizza como optar por uma generosa espetada de lulas com gambas, havendo opções para todos os gostos. Muitos habitantes da vila guardam com carinho essas refeições, o ambiente acolhedor e as escadas que tantas vezes desceram de barriga cheia e sorriso no rosto.
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Adeus Quiosques em Algueirão Mem Martins
Durante décadas, fizeram parte da paisagem e da rotina de quem todos os dias esperava pelo comboio. Eram as capas dos jornais pela manhã, as revistas da semana e aquele olhar curioso de quem passava e espreitava “as gordas” para saber as principais notícias do dia.
Antes de entrar no comboio, havia sempre aquele gesto quase automático: parar por breves segundos, ler uma manchete, comentar uma notícia, comprar o jornal ou simplesmente matar a curiosidade.
Ali não se vendiam apenas jornais e revistas. Vendiam-se momentos, hábitos e pequenos encontros que faziam parte da vida da nossa terra. Mas o tempo mudou. O mundo passou a caber num telemóvel, as notícias deixaram o papel e, pouco a pouco, aqueles espaços foram perdendo movimento até desaparecerem.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Tapada das Mercês: memórias de um local com história
Antes dos prédios, das ruas movimentadas e da vida acelerada dos nossos dias, a Tapada das Mercês era um lugar de silêncio, natureza e histórias escondidas entre árvores, caminhos de terra e antigas propriedades.
O próprio nome guarda a memória desse passado. Uma tapada era um espaço fechado, muitas vezes destinado à caça, ao descanso e ao contacto com a natureza. E foi nesse cenário, entre a paisagem de Sintra e os seus campos, que esta terra ficou ligada a uma das figuras mais importantes da história de Portugal: Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.
No século XVIII, quando a região ainda era marcada por quintas, matas e propriedades senhoriais, a Tapada das Mercês fazia parte de um conjunto de terras associadas à família do Marquês de Pombal. Era um lugar de lazer, de caça e de tranquilidade, onde a nobreza procurava afastar-se da agitação da vida política e da corte.
Foi também aqui que ficou a memória da Casa Pombal, construída em 1765 por iniciativa do Marquês de Pombal e oferecida ao seu filho, Paulo de Carvalho e Mendonça. Esse solar representava a presença de uma família poderosa numa paisagem que, nessa época, ainda mantinha o encanto rural característico da região de Sintra.
A poucos quilómetros dali, a Granja do Marquês reforçava esta ligação da família Pombal às terras de Sintra, numa época em que as grandes propriedades eram espaços de produção agrícola, de descanso e de afirmação social.
Mas o tempo mudou tudo. Onde antes existiam campos, árvores, animais e caminhos antigos, nasceram novas ruas e novos bairros. A pequena paisagem rural transformou-se numa zona urbana cheia de vida, com milhares de histórias de moradores que ali construíram as suas próprias memórias.
Apesar das mudanças, o nome Tapada das Mercês continua a ser uma ponte para o passado. Quando hoje se percorrem as suas ruas, talvez seja difícil imaginar que por ali passaram outros tempos: o som dos passos nos caminhos de terra, a sombra das árvores antigas e a presença de uma época em que estas terras pertenciam ao mundo das quintas e dos senhores.
A Tapada das Mercês não é apenas um lugar no mapa. É uma página viva da história de Sintra, onde o presente cresceu sobre as marcas de um passado que merece ser lembrado.
FONTE: Museu do Ar: As propriedades conhecidas por Granja do Marquês e Quinta das Mercês, foram arrendadas ao Estado Português pelo 5º Marquês de Pombal, por um período de 30 anos pelo valor de 84 000 réis, com o intuito de fundar um estabelecimento que ministrasse o ensino da prática agrícola.
Mem Martins Sport Clube: uma história de paixão, dedicação e orgulho da nossa terra
terça-feira, 21 de julho de 2026
Mem Martins e o Alegro Sintra: tão perto... mas tão longe para quem vai a pé
O Alegro Sintra fica a poucos minutos de Mem Martins, mas quem decide fazer o percurso a pé rapidamente percebe que não foi pensado para peões. Passeios estreitos ou inexistentes, passadeiras mal localizadas, zonas pouco seguras e um ambiente dominado pelo trânsito tornam a caminhada desconfortável e, em alguns pontos, até perigosa.
É legítimo perguntar:
- para ir ao shopping de forma confortável somos obrigados a usar o carro?
- Ou a apanhar um autocarro para percorrer uma distância relativamente curta?
Numa altura em que tanto se fala em mobilidade sustentável, redução do trânsito e incentivo à caminhada, continua a faltar uma ligação pedonal digna entre Mem Martins e o Alegro Sintra. Muitas pessoas gostariam de fazer este percurso a pé, seja para passear, fazer compras ou simplesmente praticar exercício físico, mas acabam por desistir devido às condições existentes.
Criar um percurso pedonal contínuo, seguro, acessível e bem iluminado seria um investimento na qualidade de vida da população. Não beneficiaria apenas os residentes de Mem Martins, mas também quem diariamente se desloca entre estas duas zonas.
Caminhar não devia ser uma aventura. Uma ligação tão próxima merece condições à altura das necessidades de quem escolhe deslocar-se a pé.
sábado, 18 de julho de 2026
"Negro" de Mem Martins [video]
Muitas pessoas desconhecem que, escondida na história de Mem Martins, existe uma riqueza natural que ultrapassou as fronteiras da própria localidade: o “Negro de Mem Martins”.
Extraída das antigas pedreiras existentes na região, esta pedra negra destacou-se pela sua cor, qualidade e beleza, sendo utilizada em obras de grande importância ao longo dos séculos. Mais do que um simples material de construção, tornou-se um testemunho do trabalho dos homens que exploraram a pedra e da importância que Mem Martins teve na arte e arquitetura portuguesas.
Um dos exemplos mais marcantes encontra-se no Real Edifício de Mafra. Durante a construção do Palácio Nacional de Mafra, no século XVIII, foram utilizadas várias pedras provenientes da região de Lisboa e Sintra, entre elas o chamado “Negro de Mem Martins”. Esta presença liga diretamente a nossa terra a uma das maiores obras do reinado de D. João V e a um monumento hoje classificado como Património Mundial da UNESCO.
Mas a viagem desta pedra não ficou por Mafra. Existem referências à utilização do Mármore Negro de Mem Martins em peças e elementos patrimoniais, como no Panteão Nacional, demonstrando a continuidade da utilização desta pedra em obras de prestígio. Também existem referências à aplicação de pedras negras de Mem Martins em trabalhos artísticos e arquitetónicos mais recentes, mostrando que esta pedra continuou a ser valorizada pela sua singularidade.
Há ainda memórias locais que apontam para a presença desta pedra em edifícios emblemáticos de Lisboa, como a antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, na Rua Augusta, uma ligação que merece ser aprofundada através de investigação documental e análise dos materiais existentes.
A Pedra Negra de Mem Martins é, assim, uma história que merece ser contada: uma pedra retirada do solo da nossa vila, trabalhada por mãos locais, e que acabou por fazer parte de monumentos onde se escreve a própria História de Portugal.
A história da Pedra Negra de Mem Martins também está ligada à transformação da própria paisagem da vila. A última pedreira conhecida onde ainda era extraído o famoso “Negro de Mem Martins” localizava-se numa zona que, com o crescimento urbano, deu lugar à atual Urbanização Mem Martins Poente.
Hoje, no meio das ruas, prédios e jardins desta urbanização, poucos imaginam que naquele local existiu uma pedreira onde se retirava uma pedra rara, que depois seguia viagem para integrar obras de grande importância nacional.
É uma memória que merece ser preservada: antes de ser uma zona habitacional, aquele espaço fazia parte da história industrial e geológica de Mem Martins, onde homens trabalhavam a pedra que viria a marcar presença em monumentos como o Palácio Nacional de Mafra.
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