Tempo em Algueirão Mem Martins

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

[Correio Sintra] Bairro da Nova Imagem no Algueirão inaugura Horta Solidária

A freguesia de Algueirão – Mem Martins inaugura este sábado, 14 de fevereiro, pelas 10h00, a Horta Solidária no Bairro da Nova Imagem (Algueirão), um novo espaço comunitário instalado em terreno municipal. O projeto conta com 43 talhões destinados à prática de agricultura urbana e biológica, oferecendo à população a oportunidade de participar em atividades agrícolas de caráter responsável e comunitário.


A autarquia de Sintra mantém abertas candidaturas para os talhões da Horta Solidária até 28 de fevereiro, incentivando a participação de interessados em projetos de agricultura sustentável e comunitária.

A iniciativa surge no âmbito da Operação Integrada Local Algueirão – Mem Martins, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reforçando o compromisso da região com a promoção de espaços verdes e práticas agrícolas sustentáveis.

Além do incentivo à produção local de alimentos, a Horta Solidária da Nova Imagem pretende promover a educação ambiental, a interação entre os moradores e a melhoria da qualidade de vida na freguesia, funcionando como um ponto de encontro e troca de experiências entre a comunidade.

A Horta Solidária da Nova Imagem foi criada no âmbito da Operação Integrada Local Algueirão – Mem Martins, financiada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.

Fotografia: DR Correio de Sintra

sábado, 14 de fevereiro de 2026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Importância silenciosa das Bacias de Retenção [video]

O inverno deste ano tem sido marcado por níveis de precipitação acima da média. Dias consecutivos de chuva intensa colocam sempre à prova os sistemas de drenagem urbana e fazem regressar uma preocupação antiga dos moradores: o risco de inundações no centro de Mem Martins.


Face à quantidade de chuva registada nos últimos meses, é legítimo afirmar que, muito provavelmente, sem a existência das bacias de retenção no Algueirão, já teriam ocorrido episódios de inundação nas zonas mais baixas e centrais de Mem Martins.

Estas infraestruturas, muitas vezes invisíveis no dia-a-dia, desempenham um papel absolutamente essencial. Funcionam como “pulmões” do sistema pluvial: armazenam temporariamente grandes volumes de água da chuva, libertando-a depois de forma controlada para as linhas de drenagem. Sem este mecanismo de retenção e regulação, a água escoaria de forma rápida e concentrada, sobrecarregando colectores e ribeiras.

Quem vive há mais anos na zona recorda-se de períodos em que episódios de chuva intensa resultavam em ruas alagadas, trânsito condicionado e prejuízos para comerciantes e moradores. A vulnerabilidade do centro de Mem Martins, devido à sua cota mais baixa e à concentração urbana, sempre exigiu soluções estruturais e não apenas intervenções pontuais.


As bacias de retenção representam precisamente isso: planeamento a médio e longo prazo. São um investimento que não gera manchetes em dias secos, mas que revela toda a sua importância quando a meteorologia aperta.

Num contexto em que os fenómenos extremos tendem a tornar-se mais frequentes, a manutenção e monitorização destas infraestruturas deve continuar a ser uma prioridade. Porque muitas vezes, quando nada acontece, é sinal de que algo está a funcionar bem.

E este ano, com a chuva que temos tido, talvez o melhor sinal seja precisamente esse: o silêncio das cheias que não aconteceram.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Inundações de 1983, em Algueirão Mem Martins

inverno de 1982–83 ficou marcado como um dos mais severos do século XX em Portugal. A chuva intensa e persistente provocou cheias e inundações em várias regiões do país, incluindo Algueirão-Mem Martins.

baixa do Cacem


Um inverno excecionalmente chuvoso
Durante vários meses, sobretudo entre dezembro de 1982 e fevereiro de 1983, registaram-se precipitações contínuas e acima da média. Os solos rapidamente ficaram saturados e as linhas de água deixaram de conseguir escoar o volume acumulado, originando transbordos e alagamentos frequentes.

A situação em Algueirão-Mem Martins
As inundações afetaram sobretudo as zonas mais baixas, onde a urbanização acelerada das décadas anteriores não foi acompanhada por infraestruturas de drenagem adequadas.

Ruas ficaram submersas, casas e caves inundadas, e vários estabelecimentos comerciais sofreram prejuízos significativos. Em alguns casos, a água entrou pelas habitações, obrigando famílias a remover móveis e bens essenciais, e até a abandonar temporariamente as suas casas.

Consequências para a população
As cheias causaram grandes transtornos no quotidiano: circulação condicionada, viaturas imobilizadas, lama acumulada nas vias públicas e perdas materiais difíceis de recuperar. Para muitos moradores, este episódio tornou-se uma referência marcante na memória coletiva da vila, frequentemente evocada como um dos momentos mais difíceis vividos na localidade.

Memória e legado 
Ainda hoje, as cheias de 1983 são lembradas em Algueirão-Mem Martins como um marco histórico local, servindo de alerta para os riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos e à ocupação desordenada do solo. Preservar esta memória é também uma forma de compreender a evolução da vila e os desafios que enfrentou ao longo do tempo.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Hospital de Sintra

 


Bacias de Retenção no Algueirão

Algueirão — Mem Martins está inserido na bacia hidrográfica da Ribeira da Lage, cujo leito e afluentes atravessam parte da localidade. À medida que a urbanização se expandiu, a percentagem de solos impermeáveis aumentou, dificultando o escoamento natural das águas da chuva e elevando o risco de cheias em zonas baixas da vila.

Antes das intervenções, ocorreriam episódios de inundações na zona de Fanares, que mostrou a necessidade de sistemas adequados de controlo das águas pluviais.


No âmbito do “Projecto de Controlo de Cheias da Região de Lisboa”, uma iniciativa que visou reduzir o risco de inundações em áreas urbanas densamente construídas, foram construídas quatro bacias de retenção na zona urbana de Algueirão — Mem Martins.

Estas bacias são do tipo “secas”, ou seja, permanecem vazias na maior parte do tempo, e só se enchem temporariamente em períodos de chuva intensa, retendo e controlando o escoamento das águas pluviais para evitar enchentes mais a jusante.


Além da função hidráulica, estas áreas ganharam também um uso social secundário como espaços abertos, onde a população local pode fazer desporto ou lazer quando estão secas.

Estas obras ajudaram a controlar os problemas históricos de cheias, melhorando a segurança e a qualidade de vida na vila.

Função principal: armazenar temporariamente águas pluviais durante chuvas fortes para reduzir a velocidade e o volume de água que atinge as áreas urbanas mais baixas ou sistemas de drenagem insuficientes.

Benefícios secundários: quando não estão cheias, estas áreas podem ser utilizadas como espaços abertos, equipados com caminhos, vegetação e zonas de lazer.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Recordar Mem Martins

Houve um tempo em que o centro de Mem Martins pulsava vida de manhã à noite, durante todo o ano, como se cada rua tivesse o seu próprio coração. Nos anos 80 e 90, caminhar pelo centro da vila era um ritual quase diário, um encontro certo com rostos conhecidos, montras cuidadas e um vaivém constante de gente que vinha não só da Linha de Sintra, mas também de Mafra, Amadora e até de Lisboa.

Não era por acaso que muitos lhe chamavam o “Chiado da Linha de Sintra”. Havia boas lojas — daquelas que sabiam o nome dos clientes — com roupa para todas as idades, calçado de qualidade, artigos de decoração que enchiam as casas de novidades e bom gosto... e ir à Lucanda, à Targo...

As pastelarias eram pontos de encontro obrigatórios e os restaurantes faziam parte da rotina de quem ali trabalhava ou passeava. Tudo estava vivo, cuidado, pensado para quem ali vivia.

Ao fim de semana, o centro transformava‑se num verdadeiro passeio. As famílias desciam a rua sem pressa, os jovens encontravam‑se nas esquinas, os mais velhos sentavam‑se a conversar. O sábado trazia ainda a feira, com fruta e legumes saloios de qualidade, cheiros a terra fresca e cores que enchiam a vista. Era ali, entre sacos de compras e cumprimentos, que se sentia a alma da vila.

Mas era no Natal que Mem Martins se tornava especial. O frio misturava‑se com a animação das ruas cheias e com um cheiro inconfundível a bolo‑rei acabado de sair do forno. Bastava passar perto da Central, do Granada ou do Galeão para sentir no ar a doçura da época, e já havia fila à entrada para levar um Bolo Rei para casa... e no Largo da estação podíamos levar o pinheiro para fazer a árvore de Natal lá de casa.

As montras enfeitadas, as luzes refletidas nas janelas, o movimento constante de pessoas carregadas de embrulhos criavam uma atmosfera quente, humana, memorável. Comprava‑se localmente, conversava‑se, ria‑se. O Natal vivia‑se na rua.

Hoje, o contraste dói. O centro da nossa freguesia e o Largo da Estação são marcados por edifícios envelhecidos, muitos deles a precisar urgentemente de restauro. As ruas estão mal iluminadas, sem atracções, sem motivos para ficar. As pessoas já não circulam, não passeiam, não vivem o espaço. Onde antes havia encontro, há pressa; onde havia comércio vivo, há portas fechadas.

Fica a memória — e com ela a certeza de que Mem Martins já soube ser um centro vivo, bonito e desejado. Um lugar onde o comércio fazia parte da identidade da vila e onde a rua era, acima de tudo, um espaço de convivência. Recordar esse tempo não é apenas nostalgia; é também um lembrete de tudo o que ainda pode voltar a ser.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Ideia para melhorar a Estação da CP

Uma intervenção assim mais simples e mais barata, já seria uma pequena ajuda para os utentes da estação da CP de Algueirão Mem Martins...

...mas a população desta freguesia merece mesmo uma nova estação da CP.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Chuva Utentes CP

Durante quanto tempo os utentes da CP da estação de Algueirão Mem Martins vão continuar com este cenário em dias de chuva??


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Corta-Mato no Agrupamento MDS, com presença de Patrícia Mamona

Corta-Mato na sede do Agrupamento Mestres Domingos Saraiva, no Algueirão. 

Os alunos de 3.º e 4.º ano participaram demonstrando que o importante é participar, dar o seu melhor e divertir-se! 

Com a presença da Patrícia Mamona, atleta olímpica e um verdadeiro exemplo de determinação e superação, que inspirou todos com o seu sorriso e simpatia. 

Parabéns a todos os participantes  



terça-feira, 28 de outubro de 2025

Veraneantes em Algueirão Mem Martins

Antes de Algueirão Mem Martins se transformar num dos principais centros urbanos dos subúrbios de Lisboa, e a freguesia com mais habitantes de Portugal, era apenas uma aldeia discreta, rodeada de quintas e pinhais, onde o ar fresco natural da Serra de Sintra atraía famílias da capital em busca de descanso.


No início do século XX, quando a ligação ferroviária entre Lisboa e Sintra se consolidou, Algueirão Mem Martins tornou-se um ponto de paragem para quem desejava ficar "perto da serra”.

O comboio - símbolo de progresso e elegância - permitia que famílias abastadas de Lisboa viajassem facilmente até à vila de Sintra. Chegavam com bagagens, criadas e crianças, para passar semanas ou meses em casas alugadas ou propriedades próprias.

Entre os veraneantes, várias famílias conhecidas deslocavam-se até cá. Eram casas de linhas românticas, com azulejos e alpendres onde se tomava o chá com vista para a serra.

As manhãs começavam cedo, com o som distante do comboio e o cheiro do pão. Os veraneantes passeavam pela estrada de terra que ligava Algueirão, Tapada das Mercês e a Quinta da Fanares, e de costume cumprimentavam os lavradores locais com um aceno educado. 

As senhoras visitavam as pequenas mercearias para comprar fruta fresca, leite e flores - produtos simples, mas “de uma pureza que em Lisboa já não se encontrava”, como escreveu um jornalista de 1932 no Diário de Notícias, referindo-se à calma bucólica de Algueirão Mem Martins.

Para os habitantes locais, a chegada das famílias de Lisboa era um acontecimento. Os meninos de cá corriam até à estação para ver “os senhores da cidade” e os seus modos refinados. 

Os veraneantes que passavam a temporada cá tinham pequenos rituais que se repetiam ano após ano. Um deles era a paragem obrigatória no Casal da Cavaleira e no Casal de São José, onde compravam ovos frescos, colhidos há poucas horas, vindos das galinhas que ali se criavam ao ar livre. Esses produtos, simples e genuínos, tornavam as refeições ainda mais saborosas.

Outro destino certo era o Moinho de Sacotes e do Algueirão, onde muitos iam levar o cereal para moer ou apenas buscar farinha acabada de fazer. O cheiro a grão moído e o som das mós a girar eram parte da paisagem sonora das férias na terra - um símbolo da vida calma e autêntica que os veraneantes tanto prezavam.

O Progresso Clube de Algueirão-Mem Martins, foi uma coletividade que surgiu nos anos 40, do século XX, fundada sobretudo por famílias vindas de Lisboa que tinham casas de veraneio na zona - uma época em que a vila ainda era fortemente rural e marcada pela cultura saloia. Esses lisboetas procuraram criar um espaço de convívio “à sua maneira”, com bailes, jogos e eventos sociais, distanciando-se da população mais rural, tanto em hábitos como em estatuto social.

O nome “Progresso” reflectia essa ideia de modernidade e distinção urbana, em contraste com a vida mais campestre da população nativa.

Enquanto outras coletividades de cá (Mem Martins Sport Clube e Recreios Desportivos do Algueirão) tinham uma base mais comunitária e local, com espírito mais rural, com gente de trabalho mas mais humilde.


O Progresso Clube manteve durante bastante tempo uma certa aura de exclusividade social e cultural.


Nos dias quentes de verão, os veraneantes divertiam-se ao passear pelas nossas  ruas soalheiras, sempre com a humidade oriunda da Serra.

Achavam curioso - e até encantador - ver, em certos quintais, grandes tabuleiros expostos ao sol, cobertos de pequenas rodelas de massa dourada.

Eram as cascas das queijadas de Sintra, deixadas a secar pacientemente antes de receberem o recheio doce e perfumado que lhes daria fama. O ar cheirava a farinha e a leite, e o quotidiano simples das gentes locais transformava-se, aos olhos dos visitantes, numa cena de autêntico encanto saloio.

Muitos nomes famosos tinha especial gosto por este local, como as pessoas do Grupo Onomástico "Os Carlos", que escolheu uma zona da freguesia, adquirindo 14mil m2 para implementar "Casa de Repouso de Carlos doentes", "Casa de agasalho para Carlos Inválidos" e "Colónia de Verão para Carlos Miúdos". 

Este projecto acabou por nunca ser implementado, ficando apenas a memória na zona, e muitos Homens da freguesia nascido nesta altura também terem ficado com o nome de Carlos.

Muitos nomes deixaram fortes memórias, como foi o caso do Professor Dr. Joaquim Fontes, que era um médico Obstetra que residia em Lisboa, e tinha a sua Quinta em Mem Martins, o "Casal dos Choupos" e foi um dos grandes incentivadores da criação das Festas de Nossa Sra da Natividade.

Fala-se que a Sta padroeira de Mem Martins é a Sra Natividade pelo motivo do dr. Joaquim Fontes ser obstetra.


Com o crescimento urbano e o aparecimento das primeiras fábricas e conjuntos habitacionais nas décadas de 1950 e 1960, Algueirão-Mem Martins começou a mudar. As casas senhoriais foram sendo vendidas ou demolidas, as grandes quintas divididos em lotes, e o comboio passou a trazer sobretudo trabalhadores pendulares, e não veraneantes.

Mas, entre as ruas sub-urbanas e os prédios ao estilo "Pato Bravo" ainda se encontram vestígios desse passado: um portão de ferro enferrujado com as iniciais de uma antiga família, um tanque de pedra esquecido num quintal, ou o nome de uma rua que recorda a uma antiga quinta.

O tempo apagou muito, mas não tudo.
Nas memórias de quem ainda recorda, Algueirão-Mem Martins que foi, durante meio século, um refúgio de veraneio - um lugar onde o campo e a cidade se encontravam, e onde a Serra de Sintra era, mais do que cenário, um remédio para o corpo e para a alma.

domingo, 26 de outubro de 2025

[TV Sintra] Novo Estacionamento Coopalme

A Câmara Municipal de Sintra anunciou hoje que vai dar início à construção de um novo estacionamento e acesso pedonal no Bairro da Coopalme, na freguesia de Algueirão - Mem Martins, num investimento no valor de 423 mil euros.

Sem avançar com uma data concerta para início da obra a autarquia avança que a mesma terá um prazo de execução previsto de sete meses, que se estende por uma área de cerca de 5.690 m² e insere-se na Área de Reabilitação Urbana de Algueirão - Mem Martins e Rio de Mouro.

O projeto da autarquia contempla a criação de uma bolsa de estacionamento, a reabilitação dos pavimentos e a construção de um novo acesso pedonal na Rua Cidade de Lagoa, a reformulação e reposicionamento da lomba redutora de velocidade e a passadeira da Rua Cidade de Faro, a requalificação das passagens de peões através da instalação de pavimentos táteis e direcionais e o reforço do sistema de iluminação pública em toda a área intervencionada.

Com o intuito de otimizar o escoamento das águas pluviais, serão instalados sumidouros interligados às caixas de visita já existentes. Adicionalmente, será colocado pavimento permeável na nova zona de estacionamento, facilitando a infiltração da água. Serão ainda criadas áreas com trincheiras de infiltração nos espaços verdes próximos aos passeios e na base do talude, para aliviar a pressão sobre o sistema de drenagem.

O objetivo desta intervenção "é melhorar as condições de mobilidade e acessibilidade existentes no local promovendo uma maior qualidade de vida para os munícipes", refere a autarquia.

foto: CMS

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

[Correio Sintra] PSP assiste parto à entrada do novo hospital de Sintra

A agente Jéssica Migueis da Polícia de Segurança Pública (PSP) ajudou uma mulher a dar à luz à porta do novo Hospital de Sintra, na Cavaleira, freguesia de Algueirão-Mem Martins, antes mesmo da chegada da equipa médica.

O parto ocorreu na manhã de terça-feira, 7 de outubro, por volta das 11h10, quando uma viatura parou junto à entrada da unidade hospitalar a pedir auxílio. No interior do carro encontrava-se uma grávida em trabalho de parto.

De acordo com um comunicado da PSP, um dos agentes correu a alertar os profissionais de saúde do hospital, enquanto o outro permaneceu no local para prestar apoio à parturiente. O bebé acabou por nascer ainda antes da chegada da equipa médica.

Mãe e filho receberam depois assistência hospitalar e, segundo a PSP, “encontram-se bem de saúde”.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Sintra investe mais de 2 milhões de euros na requalificação da envolvente à estação ferroviária de Algueirão-Mem Martins

Câmara Municipal de Sintra aprovou a abertura de concurso público para a requalificação do espaço público na área envolvente à estação ferroviária de Algueirão - Mem Martins, num investimento superior a 2 milhões de euros.

Esta intervenção no Centro de Algueirão e do Largo da Estação/Largo 25 de Abril, em Mem Martins, representa um investimento total de 2 milhões e 652 mil euros, tem como objetivo principal a valorização destes espaços urbanos, através da melhoria das infraestruturas, do aumento da qualidade dos espaços públicos e da criação de melhores condições para a circulação.

A empreitada contempla ainda a reformulação das redes de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais domésticas. 

Esta intervenção, com um prazo de execução de 540 dias, representa um investimento conjunto da Câmara Municipal de Sintra superior a 2 milhões de euros e dos SMAS de Sintra de cerca de 593 mil euros.

[A publicação deste conteúdo ocorreu após a data das eleições autárquicas, apesar de se referir a uma iniciativa anterior, em cumprimento das orientações da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e da legislação eleitoral em vigor. Esta medida visa assegurar o respeito pelos princípios da neutralidade e imparcialidade das entidades públicas durante o período eleitoral.] 

StreetArt - Cavaleira

 No Casal da Cavaleira 





Artigo de Opinião de Valter Januário, presente da Junta de Freguesia durante 12 anos

                                               
Há experiências que nos moldam de forma irreversível. Ser presidente de uma junta de freguesia é uma delas. Durante doze anos vivi o território que me viu nascer e crescer com uma intensidade que não cabe em palavras. Aprendi a medir o tempo pela cadência das ruas, pelos rostos das pessoas, pelas urgências que não esperam e pelas pequenas vitórias que fazem a diferença na vida de alguém.

Ser presidente da junta é viver de portas abertas. É ouvir as alegrias e as angústias de quem bate à porta com esperança. É sentir a responsabilidade de representar todos, os que nos apoiam e os que nos contestam. É compreender, todos os dias, que a democracia se constrói no gesto mais simples: estar presente.

Nestes doze anos, vi crianças tornarem-se adultos, vi ruas transformadas, projetos erguerem-se e sonhos concretizarem-se. Mas vi também o que fica por fazer e talvez seja isso o que mais nos marca: a consciência de que o trabalho público nunca está terminado.

As eleições de 12 de outubro trouxeram uma nova realidade. O Partido Socialista perdeu em Algueirão-Mem Martins e perdeu em Sintra. É um facto. E, como em tudo na vida, os factos existem para serem compreendidos, não para serem negados.

Perder faz parte da democracia. Depois de doze anos de serviço, é natural que o tempo peça renovação, novas vozes, novas energias. Mas perder deve também ser o momento de uma reflexão profunda, não sobre quem falhou, mas sobre o que nos afastou. Sobre a distância que, por vezes sem dar conta, se cria entre quem governa e quem é governado.

Nesta campanha, Sintra teve uma candidata que dignificou o Partido Socialista e a política. Ana Mendes Godinho trouxe energia, entrega e autenticidade. Falou com as pessoas de frente, com verdade e com entusiasmo, sem nunca desistir de acreditar que o diálogo e a proximidade são o caminho certo. Representou o que de melhor o PS tem. A vontade de construir, de unir e de servir. Mesmo num tempo difícil, manteve a esperança viva e isso, por si só, é uma forma de vitória.

A política local é, talvez, a mais humana de todas as formas de política. Porque é ali que as pessoas esperam encontrar respostas, proximidade, empatia. E quando a perceção dessa ligação se esbate, é preciso parar e escutar. Escutar com a humildade de quem sabe que o poder é transitório, mas o compromisso é permanente.

Há uma tendência natural em todos nós, nas pessoas e nas organizações, para nos refugiarmos na zona de conforto, para acreditarmos que o que foi suficiente ontem continuará a ser amanhã. Mas o tempo muda, as comunidades transformam-se, e a política deve ter a coragem de mudar também.

Chegou, por isso, o momento de o PS em Sintra olhar para dentro, repensar a sua relação com o território e com as pessoas. Não se trata de negar o passado, trata-se de aprender com ele. O que construímos permanece, mas o que queremos construir a seguir exige um novo impulso, uma nova escuta, uma nova abertura.

Servir é, em última análise, um exercício de humildade. E é talvez por isso que, mesmo depois de deixar o cargo, quem serviu nunca deixa verdadeiramente de o fazer. Porque o compromisso com a terra e com as pessoas não se apaga com o fim de um mandato, continua na forma como olhamos o futuro, com a serenidade de quem sabe que só há verdadeira vitória quando se continua a acreditar, mesmo depois de perder.

Artigo de opinião de Valter Januário Presidente da junta de freguesia de Algueirão-Mem Martins