Tempo em Algueirão Mem Martins

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Ideia para melhorar a Estação da CP

Uma intervenção assim mais simples e mais barata, já seria uma pequena ajuda para os utentes da estação da CP de Algueirão Mem Martins...

...mas a população desta freguesia merece mesmo uma nova estação da CP.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Mau estacionamento

Há situações na freguesia, que um carro estacionado indevidamente pode prejudicar a vida de centenas de pessoas...


Os autocarros não passavam na Rua da Estação, e a fila de automóveis fazia-se sentir por todas estradas na zona de Fanares, em Mem Martins.



Nesta situação, a carrinha dos CTT estacionada em cima do passeio, impedia a passagem do autocarro, e provocou longa fila de automóvel na Av. Chaby Pinheiro.

Estacionamento é difícil no centro da vila, mas é bom pensar no sítio onde pára o seu carro

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Salões de Jogos, em Mem Martins

No final dos anos 80, início dos 90, quando a vida parecia correr mais devagar, havia um ritual silencioso que unia os jovens de Algueirão-Mem Martins: encontrar-se nos antigos salões de jogos. “Pano Verde”, "Armindo" e o “Estrela do Minho” eram quase templos, sons metálicos e aquele cheiro inconfundível da adolescência.


Ali, entre risos, desafios e a pressa de ser o próximo a jogar, gastávamos todas as moedas que conseguíamos juntar. Os homens jogavam, e as raparigas mais amigas, ou interessadas aproximavam-se das máquinas para ver, onde desta forma conseguimos sentir o aroma do seu tradicional perfume. Elas também gostavam de gastar moedas a jogar "Pac-Man"

Com os dedos em ação, nada batia a sensação de agarrar o volante daquele Ferrari Vermelho no “Out Run”, com o vento imaginário a bater-nos na cara, ou a emoção de lançar golpes frenéticos em “Street Fighter”, acreditando que, daquela vez, seríamos imbatíveis.

Eram tardes inteiras presas num brilho elétrico. Cada derrota, apenas mais uma desculpa para pedir outra moeda. Hoje, lembramos esses salões como pequenas cápsulas do tempo — lugares onde a amizade se fazia em fichas, e a felicidade cabia dentro de um ecrã de arcada. Nostalgia pura, dessas que ainda sorri sozinha quando a memória acende. Naquelas salas fiz muitos amigos....

"A Noite das Mentiras" chega a Mem Martins

O grupo de teatro do CCDS – Centro de Cultura e Desporto Sintrense, “Os Cintrões” sobe ao palco do Mem Martins Sport Clube, 22 de novembro, para apresentar a peça “A Noite das Mentiras”, uma comédia dramática em dois atos escrita por Alfonso Paso e adaptada e encenada por Rodrigo Tico.

O elenco conta com as interpretações de Graça Reis, Paulo Monteiro, Rodrigo Tico, Alexandra Guerreiro, Maria Miranda, Ana Pereira, João Pedro Rosa e Miguel Almeida.


A equipa técnica integra ainda Eunice Andrade e Graça Reis nos arranjos e preparação de guarda-roupa, Ana Cristina Rosa na produção e apoio, e Rodrigo Correia e António Ribeiro na montagem de cenários, adereços e transporte.

O espetáculo, promovido pelo CCDSintrense, promete uma tarde de humor e reflexão, com personagens que se envolvem em situações inesperadas e cheias de reviravoltas. As reservas podem ser efetuadas através do e-mail mmscgeral@sapo.pt ou dos números de telefone 219 210 532/934 387 212/916 718 719.

sábado, 15 de novembro de 2025

Feira de Fanares

A antiga feira de Fanares tinha um encanto próprio, daqueles que só quem cresceu em Algueirão Mem Martins conhece bem.

Realizava-se religiosamente ao sábado e à quarta-feira de manhã, quando ainda o sol mal tinha acordado e já se sentia no ar o movimento apressado das bancas a serem montadas. O cheiro a fruta saloia — doce, fresca, de cores vivas — enchia o espaço inteiro. Eram morangos, maçãs, laranjas, figos e uvas de uma qualidade que parecia impossível de encontrar noutro lugar. A fruta vinha ainda com o toque da terra, e com as histórias dos agricultores que a criavam.

Ao passar o túnel estreito debaixo dos prédios, abria-se um novo universo. Ali encontrávamos de tudo um pouco: bancas de roupas empilhadas com camisolas de lã e casacos baratos, cassetes quase pirata com coletâneas improváveis, e aquelas verdadeiras “oportunidades” que só quem frequentava a feira entendia — coisas úteis, outras nem tanto, mas sempre com um charme especial.

No edifício principal da feira vivia outro ritual próprio: o peixe fresco da costa atlântica. As peixeiras eram figuras queridas, mulheres de voz forte e sorriso fácil, que conheciam o nome da maioria dos seus clientes. Sabiam quem gostava da pescada mais alta, quem queria a dourada mais brilhante, quem levava sempre uns carapaus para o almoço de domingo. Entre pregões, risadas e conversas sobre o tempo, transformavam a compra do peixe em algo muito mais pessoal.

A feira de Fanares era mais do que comércio. Era encontro, rotina, vizinhança viva. Um pedaço de Mem Martins que permanece na memória de quem lá passou — com saudade, com histórias, com aquele espírito simples e genuíno que já não se encontra em muitos lugares.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Chuva Utentes CP

Durante quanto tempo os utentes da CP da estação de Algueirão Mem Martins vão continuar com este cenário em dias de chuva??




Exposição "O Humor é Fixe! - As Caricaturas de uma Vida"

Na Quinta do Butler, em Mem Martins, com caricaturas dedicadas a Mário Soares, até dia 01 dezembro.


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Corta-Mato no Agrupamento MDS, com presença de Patrícia Mamona

Corta-Mato na sede do Agrupamento Mestres Domingos Saraiva, no Algueirão. 

Os alunos de 3.º e 4.º ano participaram demonstrando que o importante é participar, dar o seu melhor e divertir-se! 

Com a presença da Patrícia Mamona, atleta olímpica e um verdadeiro exemplo de determinação e superação, que inspirou todos com o seu sorriso e simpatia. 


Parabéns a todos os participantes  



Externato Rainha Sta Isabel, em Fanares

Na tranquila rua de Fanares, em Mem Martins, existiu durante alguns anos o Externato Rainha Santa Isabel, uma pequena escola que marcou a infância de muitas meninas da zona. Funcionava numa moradia acolhedora, com o ambiente familiar e simples típico das escolas de bairro de outros tempos.

Era uma escola onde o riso das meninas — todas com o seu bibe cor-de-rosa, igual e inconfundível — enchia o pátio e as salas de madeira. As recordações desse tempo ainda vivem na memória de quem lá estudou: os cheiros, os cadernos cuidadosamente forrados, as vozes das professoras, o toque da campainha improvisada.

Hoje, a casa já não existe. Foi demolida, e no seu lugar ergue-se agora um prédio moderno, sem graça nem história, como tantos outros. Mas para quem ali passou a infância, o número da rua de Fanares onde se encontrava o Externato continua a guardar um pedaço de Mem Martins que já não volta — um tempo em que aprender era também brincar, e as escolas tinham alma.