É bom imaginar como poderia ser um Natal com verdadeiro espírito, que poderia atrair pessoas de fora para visitar a nossa vila...
Fica a imaginação.
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Fica a imaginação.
⚽ CONVITE ABERTO A TODOS! ⚽
No próximo dia 06 de dezembro, pelas 19h, junta-te a nós para o grande jogo de celebração pelos 72 anos do nosso sócio n°1 - João Moras!
Um encontro especial cheio de paixão, respeito e memória, frente aos Veteranos do Benfica! 🔴⚪
Vem vibrar connosco, trazer a tua energia e encher as bancadas num verdadeiro ambiente de futebol!
MARCA NA AGENDA, traz amigos e família, e ajuda-nos a viver este momento!! 🙌🔥
Uma intervenção assim mais simples e mais barata, já seria uma pequena ajuda para os utentes da estação da CP de Algueirão Mem Martins...
...mas a população desta freguesia merece mesmo uma nova estação da CP.
Há situações na freguesia, que um carro estacionado indevidamente pode prejudicar a vida de centenas de pessoas...
Estacionamento é difícil no centro da vila, mas é bom pensar no sítio onde pára o seu carro
O grupo de teatro do CCDS – Centro de Cultura e Desporto Sintrense, “Os Cintrões” sobe ao palco do Mem Martins Sport Clube, 22 de novembro, para apresentar a peça “A Noite das Mentiras”, uma comédia dramática em dois atos escrita por Alfonso Paso e adaptada e encenada por Rodrigo Tico.
O elenco conta com as interpretações de Graça Reis, Paulo Monteiro, Rodrigo Tico, Alexandra Guerreiro, Maria Miranda, Ana Pereira, João Pedro Rosa e Miguel Almeida.
A equipa técnica integra ainda Eunice Andrade e Graça Reis nos arranjos e preparação de guarda-roupa, Ana Cristina Rosa na produção e apoio, e Rodrigo Correia e António Ribeiro na montagem de cenários, adereços e transporte.
O espetáculo, promovido pelo CCDSintrense, promete uma tarde de humor e reflexão, com personagens que se envolvem em situações inesperadas e cheias de reviravoltas. As reservas podem ser efetuadas através do e-mail mmscgeral@sapo.pt ou dos números de telefone 219 210 532/934 387 212/916 718 719.
A antiga feira de Fanares tinha um encanto próprio, daqueles que só quem cresceu em Algueirão Mem Martins conhece bem.
Realizava-se religiosamente ao sábado e à quarta-feira de manhã, quando ainda o sol mal tinha acordado e já se sentia no ar o movimento apressado das bancas a serem montadas. O cheiro a fruta saloia — doce, fresca, de cores vivas — enchia o espaço inteiro. Eram morangos, maçãs, laranjas, figos e uvas de uma qualidade que parecia impossível de encontrar noutro lugar. A fruta vinha ainda com o toque da terra, e com as histórias dos agricultores que a criavam.
Ao passar o túnel estreito debaixo dos prédios, abria-se um novo universo. Ali encontrávamos de tudo um pouco: bancas de roupas empilhadas com camisolas de lã e casacos baratos, cassetes quase pirata com coletâneas improváveis, e aquelas verdadeiras “oportunidades” que só quem frequentava a feira entendia — coisas úteis, outras nem tanto, mas sempre com um charme especial.
No edifício principal da feira vivia outro ritual próprio: o peixe fresco da costa atlântica. As peixeiras eram figuras queridas, mulheres de voz forte e sorriso fácil, que conheciam o nome da maioria dos seus clientes. Sabiam quem gostava da pescada mais alta, quem queria a dourada mais brilhante, quem levava sempre uns carapaus para o almoço de domingo. Entre pregões, risadas e conversas sobre o tempo, transformavam a compra do peixe em algo muito mais pessoal.
A feira de Fanares era mais do que comércio. Era encontro, rotina, vizinhança viva. Um pedaço de Mem Martins que permanece na memória de quem lá passou — com saudade, com histórias, com aquele espírito simples e genuíno que já não se encontra em muitos lugares.