28/08/2012

Incêndio Industrial em Mem Martins - 1988

Foi no final do verão de 1988 que deflagrou em São Carlos, um perigoso incêndio industrial em Mem Martins.


Tudo começou no armazéns da "Printer Portuguesa" e rapidamente propagou-se para as instalações da "Duraplás". Tratava-se de armazéns construídos em chapa, com uma grande quantidade de produtos inflamáveis, que deram origem a violentas explosões. O incêndio atingiu proporções incrivelmente alarmante. 
A "Printer Portuguesa" é uma gráfica, que actualmente está instalada no Alto Forte, e a "Duraplás" era uma empresa de plásticos industriais (fabricava, por exemplo, quiosques de venda de jornais)


As explosões eram visíveis e audíveis a grande distância. Estiveram presentes 31 corporações de bombeiros com 506 homens, e 127 viaturas. Lembro-me que na altura, se dizia, que vieram carros de bombeiros do aeroporto de Lisboa para combater este incêndio.


A Cruz Vermelha montou um hospital de campanha no exterior da "Printer Portuguesa" tendo assistido 75 elementos, dos quais 10 seguiram para a SAP de Mem Martins (na Av.Chaby Pinheiro), 23 para o Hospital de Sintra (no centro da vila) e 6 para o Hospital de São José, em Lisboa. 


No dia seguinte, os estores das vivendas em frente ao local do incêndio estavam derretidos. Na altura, foi bastante falada à má abordagem por parte dos bombeiros, a falta de preparação e o desconhecimento das matérias primas armazenadas. Estou certo, que hoje tudo seria encarado de outra forma, mas naquele dia de 1988, poderia ter ocorrido uma grande catástrofe.

vista aérea do local do incêndio, na Rua Dr Sousa Martins, em São Carlos

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