Imagem do forno do pão da antiga padaria primavera, no largo da estação de Mem Martins
Tempo em Algueirão Mem Martins
sábado, 12 de setembro de 2026
CETOP
O CETOP era o Centro de Ensino Técnico e Profissional à Distância, uma instituição de ensino por correspondência que funcionava em Mem Martins.
Nos anos 70, oferecia cursos técnico-profissionais por correspondência em áreas como: Eletricidade, Mecânica, Automóveis e motores, Desenho Técnico, Construção Civil, Comércio e Secretariado, Contabilidade, Corte e Confeção, Higiene e Saúde, Cultura Geral
Um anúncio da época confirma o endereço “Apartado 7 – Mem Martins” e apresenta precisamente o CETOP como Centro de Ensino Técnico e Profissional à Distância. Curiosamente, o CETOP acabou também por ficar associado à edição de livros técnicos, existindo numerosas obras publicadas pelas Edições CETOP, Mem Martins.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
O Arboretum do 'Casal dos Choupos': uma história esquecida de Mem Martins
Sabia que, há mais de 75 anos, existia em Mem Martins um arboreto dedicado ao estudo das árvores e do povoamento florestal?
Hoje, o nome Casal dos Choupos está sobretudo associado à história rural de Mem Martins e às antigas atividades agrícolas que marcaram aquela zona.
Mas existe uma faceta muito menos conhecida da sua história. Em Fevereiro de 1949, a Gazeta das Aldeias publicou, em dois números consecutivos, um trabalho do engenheiro silvicultor Carlos Manuel Baeta Neves, intitulado:
«O Arboretum do Casal dos Choupos e o repovoamento florestal da região de Mem Martins».
Um arboreto em Mem Martins?
A palavra arboreto designa uma área onde são cultivadas e observadas diferentes espécies de árvores, com interesse científico, florestal ou educativo. Assim, o Casal dos Choupos não era apenas uma antiga propriedade agrícola. Existia ali um espaço que despertava o interesse da silvicultura, numa época em que se procurava conhecer melhor o comportamento de diferentes espécies arbóreas e aumentar o coberto florestal.
Carlos Baeta Neves dedicou grande parte da sua atividade ao estudo das florestas portuguesas e ao comportamento de espécies florestais, incluindo espécies introduzidas no nosso país. O próprio investigador viria posteriormente a mencionar o Arboreto do Casal dos Choupos, em Mem-Martins, entre os locais onde realizou observações.
Mem Martins antes da grande urbanização
É importante imaginar como seria a nossa freguesia naquela época. Estamos no final dos anos 30 e durante os anos 40, quando Mem Martins ainda apresentava uma forte componente rural. Quintas, campos agrícolas, caminhos, terrenos de cultivo, linhas de água e manchas de vegetação faziam parte da paisagem. Os próprios nomes de algumas ruas que chegaram até aos nossos dias recordam esse passado: Rua das Eiras, Rua das Vagens, Rua da Azenha ou Rua das Hortas. Foi neste território ainda predominantemente rural que surgiu o interesse pelo repovoamento florestal da região de Mem Martins.
Carlos Baeta Neves
O autor do trabalho, Carlos Manuel Baeta Neves, foi uma figura de relevo da silvicultura portuguesa. Esteve ligado ao estudo das florestas, à arborização e à investigação sobre espécies florestais. Em 1948, participou também na fundação da Liga para a Proteção da Natureza. Por isso, a existência de um trabalho especificamente dedicado ao Arboretum do Casal dos Choupos revela que Mem Martins teve, há muitas décadas, um papel que provavelmente poucos habitantes conhecem na história do estudo florestal português.
Uma história que ainda tem muito para descobrir
E aqui começa a parte mais interessante. Que árvores existiam naquele arboreto? Onde ficava exatamente dentro do Casal dos Choupos? Qual era a sua dimensão? Que espécies estavam a ser estudadas? Que zonas da região de Mem Martins se pretendia arborizar?
Estas são perguntas para as quais ainda será necessário consultar documentação da época, nomeadamente os dois artigos publicados na Gazeta das Aldeias em 1949. Talvez essa investigação permita recuperar uma história praticamente esquecida da nossa freguesia.
Uma história em que árvores, ciência e floresta se cruzaram com a paisagem rural de Mem Martins, décadas antes da grande transformação urbana que conhecemos hoje.
Conhecia a existência do Arboretum do Casal dos Choupos?
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
NOVA FONTE DO ROSSIO DA FONTE 2026
Acho que a "Nova Fonte do Rossio da Fonte", junto da Capela, em Mem Martins, está concluída e pintada...
A nova linha de água que foi desenhada e construída sempre cheio de folhas numa zona com grandes Plátanos, provoca que a água se espalhe por todo lado...
Quem assinou este projeto nunca terá previsto este cenário?
E em dias de grande temporal? Chuvas fortes e muito vento, como será? e a ligação desta nova linha de água com a Ribeira da Lage deveria ser claramente maior...
Foi uma obra que demorou muito tempo, DESTRUIU A ANTIGA FONTE para isto... destruíram-se azulejos e memórias de um local histórico e simbólico.
Quem é o responsável???
Ninguém sabe... todos empurram para o lado....
terça-feira, 8 de setembro de 2026
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Insígnias das Festas de nossa Sra Natividade
Todos os beneméritos que davam um contributo para as despesas de se realizar a festa em honra da Nossa Senhora da Natividade recebia de oferta uma medalha destas para ostentar na lapela do casaco no dia da festa não sei se também era oferecido às mulheres ou se era só para os homens.
Linha água na Estrada de Mem Martins
Na casa ao lado da Sede da Junta de Freguesia, a linha de água passa mesmo por debaixo da moradia, que em dias de muita chuva se ouve a água correr.
domingo, 6 de setembro de 2026
sábado, 5 de setembro de 2026
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Edifício da Vigia
Edifício da Vigia é um dos marcos urbanos da Estrada de Mem Martins. A sua construção simboliza a transformação de uma zona que, décadas atrás, ainda tinha um forte carácter rural, onde no passado era possível ver ovelhas a pastar naquele terreno, e junto a uma zona onde ainda podemos encontrar muitos vestígios rurais do passado de Mem Martins.
Fonte do Rocio da Fonte
Era um ponto de abastecimento de água da população. Antes de a água canalizada estar generalizada, a fonte tinha uma função prática importante: moradores deslocavam-se ali para encher garrafões e recipientes. Há testemunhos de habitantes que recordam a antiga “bica” como uma pequena fonte com uma torneira de latão. O nome do largo está diretamente ligado à fonte. O próprio espaço era conhecido como Rossio da Fonte, e a fonte tornou-se um dos elementos que deram identidade ao local.
Fazia parte de um conjunto histórico
muito importante:
Fonte + Coreto + Capela
Durante décadas, este conjunto funcionou como um verdadeiro centro de encontro e de vida comunitária de Mem Martins.
A Capela reforçou ainda mais a importância do local. A Capela de Mem Martins foi inaugurada em 1933, e as festas em honra de Nossa Senhora da Natividade passaram a ter ali um dos seus principais cenários.
O Rossio da Fonte tem uma ligação direta à antiga Comissão de Melhoramentos de Mem Martins. Na década de 1930, habitantes organizaram-se para criar equipamentos e melhorar a localidade. O terreno para a construção da capela foi adquirido à Câmara Municipal de Sintra em 1930, tendo sido desanexado do baldio então chamado “Rocio da Fonte”.
Também foi espaço de convívio. A fonte não era apenas um local para buscar água: tornou-se um ponto de encontro, onde se cruzavam moradores e onde acontecia parte da vida social da comunidade.
Cada intervenção que foi realizada neste local, foi destruindo as memórias...
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Bacias de Retenção em Algueirão Mem Martins
As bacias de retenção de Algueirão–Mem Martins são uma parte importante da história recente da freguesia, porque nasceram como resposta a um problema que durante décadas marcou a população: as cheias provocadas pelas águas da Ribeira da Laje.
🌧️ Porque foram construídas? Algueirão–Mem Martins está inserido na bacia hidrográfica da Ribeira da Laje. Com o crescimento urbano, aumentaram muito as áreas impermeabilizadas — estradas, passeios, edifícios e estacionamentos — fazendo com que a água da chuva escoasse mais rapidamente para as linhas de água. Os documentos municipais classificam esta bacia como vulnerável à ocorrência de cheias. É neste contexto que surgiram quatro bacias de retenção na zona urbana de Algueirão–Mem Martins, integradas no Projeto de Controlo de Cheias da Região de Lisboa, então da responsabilidade do INAG.
💧 Como funcionam? Uma curiosidade é que não são propriamente “lagos”. São bacias secas: normalmente permanecem sem água e podem funcionar como espaços abertos. Quando ocorre uma chuvada forte, recebem temporariamente parte da água, diminuindo a velocidade e o volume do escoamento para as zonas mais baixas.
Por isso, aquele enorme espaço que muitas pessoas conhecem como zona de lazer pode ter uma função hidráulica muito importante. O facto de estar seco não significa que tenha deixado de ser uma bacia de retenção.
A BR2 – Algueirão é particularmente interessante. Tem cerca de 16.000 m² e situa-se entre os terrenos junto ao parque de material da CP, a Urbanização da Coopalme e a ligação Cavaleira–Ouressa.
Em 2016, a Câmara Municipal avançou com a sua requalificação paisagística, precisamente porque o espaço tinha também potencial para atividades desportivas e de lazer quando não estava a cumprir a sua função hidráulica.
A ligação às antigas cheias de Fanares. Esta é talvez a parte mais interessante para a história local. A Ribeira da Laje foi encanada na zona do antigo Mercado de Fanares, numa área que sofreu historicamente com inundações. Existe, por exemplo, um registo fotográfico de uma inundação em Fanares em 1972.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Azulejos da Fonte do Rossio da Fonte
Comentário pessoal???)
Desilusão...HORRÍVEL ...
... e tal como eu tinha previsto, tudo estava a ser preparado para estar concluído apenas uns dias antes das Festas de Nossa Sra Natividade...
E para onde foram os antigos azulejos???
Em cacos para lixo????????






























