Há quem diga que nem todas as lendas nascem da imaginação.
Algumas nascem do silêncio.
Tempo em Algueirão Mem Martins
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Lenda: "Senhora da Ribeira da Lage"
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Restaurante "O Pizza", Mem Martins
Durante muitos anos, o restaurante O Pizza, no Largo do Cruzeiro, em Mem Martins, foi muito mais do que um simples restaurante. Era um verdadeiro ponto de encontro de famílias, amigos e vizinhos, onde se celebravam aniversários, almoços de domingo e tantos outros momentos especiais.
O mais curioso era a variedade da ementa: tanto se podia saborear uma deliciosa pizza como optar por uma generosa espetada de lulas com gambas, havendo opções para todos os gostos. Muitos habitantes da vila guardam com carinho essas refeições, o ambiente acolhedor e as escadas que tantas vezes desceram de barriga cheia e sorriso no rosto.
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Adeus Quiosques em Algueirão Mem Martins
Há lugares pequenos que guardam memórias enormes. Os quiosques de jornais e revistas junto à estação da CP de Algueirão-Mem Martins eram um desses lugares.
Durante décadas, fizeram parte da paisagem e da rotina de quem todos os dias esperava pelo comboio. Eram as capas dos jornais pela manhã, as revistas da semana e aquele olhar curioso de quem passava e espreitava “as gordas” para saber as principais notícias do dia.
Antes de entrar no comboio, havia sempre aquele gesto quase automático: parar por breves segundos, ler uma manchete, comentar uma notícia, comprar o jornal ou simplesmente matar a curiosidade.
Ali não se vendiam apenas jornais e revistas. Vendiam-se momentos, hábitos e pequenos encontros que faziam parte da vida da nossa terra. Mas o tempo mudou. O mundo passou a caber num telemóvel, as notícias deixaram o papel e, pouco a pouco, aqueles espaços foram perdendo movimento até desaparecerem.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Tapada das Mercês: memórias de um local com história
Antes dos prédios, das ruas movimentadas e da vida acelerada dos nossos dias, a Tapada das Mercês era um lugar de silêncio, natureza e histórias escondidas entre árvores, caminhos de terra e antigas propriedades.
O próprio nome guarda a memória desse passado. Uma tapada era um espaço fechado, muitas vezes destinado à caça, ao descanso e ao contacto com a natureza. E foi nesse cenário, entre a paisagem de Sintra e os seus campos, que esta terra ficou ligada a uma das figuras mais importantes da história de Portugal: Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.
No século XVIII, quando a região ainda era marcada por quintas, matas e propriedades senhoriais, a Tapada das Mercês fazia parte de um conjunto de terras associadas à família do Marquês de Pombal. Era um lugar de lazer, de caça e de tranquilidade, onde a nobreza procurava afastar-se da agitação da vida política e da corte.
Foi também aqui que ficou a memória da Casa Pombal, construída em 1765 por iniciativa do Marquês de Pombal e oferecida ao seu filho, Paulo de Carvalho e Mendonça. Esse solar representava a presença de uma família poderosa numa paisagem que, nessa época, ainda mantinha o encanto rural característico da região de Sintra.
A poucos quilómetros dali, a Granja do Marquês reforçava esta ligação da família Pombal às terras de Sintra, numa época em que as grandes propriedades eram espaços de produção agrícola, de descanso e de afirmação social.
Mas o tempo mudou tudo. Onde antes existiam campos, árvores, animais e caminhos antigos, nasceram novas ruas e novos bairros. A pequena paisagem rural transformou-se numa zona urbana cheia de vida, com milhares de histórias de moradores que ali construíram as suas próprias memórias.
Apesar das mudanças, o nome Tapada das Mercês continua a ser uma ponte para o passado. Quando hoje se percorrem as suas ruas, talvez seja difícil imaginar que por ali passaram outros tempos: o som dos passos nos caminhos de terra, a sombra das árvores antigas e a presença de uma época em que estas terras pertenciam ao mundo das quintas e dos senhores.
A Tapada das Mercês não é apenas um lugar no mapa. É uma página viva da história de Sintra, onde o presente cresceu sobre as marcas de um passado que merece ser lembrado.
FONTE: Museu do Ar: As propriedades conhecidas por Granja do Marquês e Quinta das Mercês, foram arrendadas ao Estado Português pelo 5º Marquês de Pombal, por um período de 30 anos pelo valor de 84 000 réis, com o intuito de fundar um estabelecimento que ministrasse o ensino da prática agrícola.
Mem Martins Sport Clube: uma história de paixão, dedicação e orgulho da nossa terra
terça-feira, 21 de julho de 2026
Mem Martins e o Alegro Sintra: tão perto... mas tão longe para quem vai a pé
O Alegro Sintra fica a poucos minutos de Mem Martins, mas quem decide fazer o percurso a pé rapidamente percebe que não foi pensado para peões. Passeios estreitos ou inexistentes, passadeiras mal localizadas, zonas pouco seguras e um ambiente dominado pelo trânsito tornam a caminhada desconfortável e, em alguns pontos, até perigosa.
É legítimo perguntar:
- para ir ao shopping de forma confortável somos obrigados a usar o carro?
- Ou a apanhar um autocarro para percorrer uma distância relativamente curta?
Numa altura em que tanto se fala em mobilidade sustentável, redução do trânsito e incentivo à caminhada, continua a faltar uma ligação pedonal digna entre Mem Martins e o Alegro Sintra. Muitas pessoas gostariam de fazer este percurso a pé, seja para passear, fazer compras ou simplesmente praticar exercício físico, mas acabam por desistir devido às condições existentes.
Criar um percurso pedonal contínuo, seguro, acessível e bem iluminado seria um investimento na qualidade de vida da população. Não beneficiaria apenas os residentes de Mem Martins, mas também quem diariamente se desloca entre estas duas zonas.
Caminhar não devia ser uma aventura. Uma ligação tão próxima merece condições à altura das necessidades de quem escolhe deslocar-se a pé.
sábado, 18 de julho de 2026
"Negro" de Mem Martins
Muitas pessoas desconhecem que, escondida na história de Mem Martins, existe uma riqueza natural que ultrapassou as fronteiras da própria localidade: o “Negro de Mem Martins”.
Extraída das antigas pedreiras existentes na região, esta pedra negra destacou-se pela sua cor, qualidade e beleza, sendo utilizada em obras de grande importância ao longo dos séculos. Mais do que um simples material de construção, tornou-se um testemunho do trabalho dos homens que exploraram a pedra e da importância que Mem Martins teve na arte e arquitetura portuguesas.
Um dos exemplos mais marcantes encontra-se no Real Edifício de Mafra. Durante a construção do Palácio Nacional de Mafra, no século XVIII, foram utilizadas várias pedras provenientes da região de Lisboa e Sintra, entre elas o chamado “Negro de Mem Martins”. Esta presença liga diretamente a nossa terra a uma das maiores obras do reinado de D. João V e a um monumento hoje classificado como Património Mundial da UNESCO.
Mas a viagem desta pedra não ficou por Mafra. Existem referências à utilização do Mármore Negro de Mem Martins em peças e elementos patrimoniais, como no Panteão Nacional, demonstrando a continuidade da utilização desta pedra em obras de prestígio. Também existem referências à aplicação de pedras negras de Mem Martins em trabalhos artísticos e arquitetónicos mais recentes, mostrando que esta pedra continuou a ser valorizada pela sua singularidade.
Há ainda memórias locais que apontam para a presença desta pedra em edifícios emblemáticos de Lisboa, como a antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, na Rua Augusta, uma ligação que merece ser aprofundada através de investigação documental e análise dos materiais existentes.
A Pedra Negra de Mem Martins é, assim, uma história que merece ser contada: uma pedra retirada do solo da nossa vila, trabalhada por mãos locais, e que acabou por fazer parte de monumentos onde se escreve a própria História de Portugal.
A história da Pedra Negra de Mem Martins também está ligada à transformação da própria paisagem da vila. A última pedreira conhecida onde ainda era extraído o famoso “Negro de Mem Martins” localizava-se numa zona que, com o crescimento urbano, deu lugar à atual Urbanização Mem Martins Poente.
Hoje, no meio das ruas, prédios e jardins desta urbanização, poucos imaginam que naquele local existiu uma pedreira onde se retirava uma pedra rara, que depois seguia viagem para integrar obras de grande importância nacional.
É uma memória que merece ser preservada: antes de ser uma zona habitacional, aquele espaço fazia parte da história industrial e geológica de Mem Martins, onde homens trabalhavam a pedra que viria a marcar presença em monumentos como o Palácio Nacional de Mafra.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Bairro Teimoso - Mem Martins
Os antigos habitantes de Mem Martins apelidavam aquele conjunto de casas, perto do Cruzeiro como “Bairro Teimoso”. Era uma pequena comunidade onde as portas se abriam facilmente, as crianças brincavam na rua até o sol desaparecer e os vizinhos sabiam sempre quem precisava de ajuda.
Ali perto do Cruzeiro, por onde hoje passam milhares de carros, existia um Mem Martins mais calma, feita de conversas à porta, de bicicletas encostadas aos muros e de gente que se cumprimentava pelo nome.
O nome "Teimoso" ficou ligado a uma zona que, apesar das mudanças e do crescimento da vila, parece ter mantido a sua identidade. Enquanto os prédios foram aparecendo e os campos deram lugar a novas construções, aquele pedaço de Mem Martins continuou agarrado às suas memórias, atualmente bem escondido.
Muitos moradores antigos ainda recordam os tempos em que o Cruzeiro era um verdadeiro ponto de encontro. Era ali que se marcavam encontros, onde se esperava alguém, onde se comentavam as novidades da terra e onde se sentia o pulsar de uma comunidade que crescia.O Bairro Teimoso é uma dessas páginas da
história de Mem Martins que merece ser contada: uma história feita não apenas
de ruas e casas, mas das pessoas que ali viveram, trabalharam, brincaram e
ajudaram a construir a vila que hoje conhecemos. Ali também existiram construções tipicamente saloias que foram demolidas, onde hoje já existem prédios. 
Fonte dos Casais de Mem Martins
quarta-feira, 15 de julho de 2026
CREL da água em 2001
Em 2001 era inaugurada uma importante obra de abastecimento de água que ficou conhecida popularmente como a “CREL da Água”. O nome surgiu por comparação com a verdadeira CREL (Circular Regional Exterior de Lisboa), devido à dimensão e ao percurso estratégico desta infraestrutura, que atravessava vários concelhos da Grande Lisboa.
Mas, afinal, qual era a razão desta obra?
Durante muitos anos, o crescimento urbano acelerado de zonas como Agualva Cacém, Algueirão-Mem Martins, Massamá, Amadora, Oeiras e Cascais trouxe novos desafios no fornecimento de água. Era necessário criar uma rede mais moderna, com maior capacidade e mais segurança, capaz de acompanhar o aumento da população e garantir o abastecimento mesmo em períodos de maior consumo.
A obra consistiu na construção de um grande adutor de circunvalação, uma extensa conduta de transporte de água que permitia reforçar a ligação entre os sistemas de abastecimento da região de Lisboa. Esta infraestrutura funcionava como uma verdadeira “autoestrada da água”, levando grandes volumes de água através de uma rede subterrânea de grande dimensão.
Para os moradores de Algueirão-Mem Martins, esta foi uma obra pouco visível no dia a dia, porque grande parte dela ficou escondida debaixo da terra, mas teve um impacto fundamental: garantir maior estabilidade no abastecimento de água numa freguesia que, nas últimas décadas do século XX, tinha crescido rapidamente com novos bairros, prédios e milhares de novos habitantes.
Hoje, muitos passam junto dos locais onde esta infraestrutura existe sem imaginar a importância daquela obra iniciada no final do século passado e concluída no início dos anos 2000. A “CREL da Água” ficou assim como uma das grandes obras de bastidores que ajudaram a preparar o futuro.
terça-feira, 14 de julho de 2026
Nasce nova Fonte, no Rossio da Fonte
A Fonte do Rossio da Fonte, em Mem Martins está a ganhar forma para colocar antigos azulejos???
Assim parece...
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Antigos problemas no abastecimento de Àgua em Algueirão Mem Martins
A falta de água que hoje preocupa algumas a zona da Costa de Caparica, faz-nos recuar no tempo e recordar uma realidade que muitos habitantes de Algueirão-Mem Martins ainda guardam na memória.
sábado, 11 de julho de 2026
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Mobilidade Elétrica
Na Freguesia de 'Algueirão Mem Martins' existem locais públicos para carregamento de carros elétricos?
Onde??
terça-feira, 7 de julho de 2026
domingo, 5 de julho de 2026
sábado, 4 de julho de 2026
Farmácia Vitória - Algueirão
Nova localização da 'Farmácia Vitória', no Algueirão.
Estrada das Mercês 82, 2725-093 Algueirão-Mem Martins
sexta-feira, 3 de julho de 2026
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Numeração das Casas
A numeração por lotes e por portas pode parecer confusa porque normalmente envolve duas fases diferentes: a fase de construção e a fase em que o edifício já está concluído.
1. Numeração dos lotes
Quando um terreno é dividido para construção (um loteamento), cada parcela recebe um número de lote.
Por exemplo:
Lote 1; Lote 2; Lote 3; Lote 4
Este número identifica o terreno nos projetos, nas licenças e no registo predial. Mesmo depois de construído o prédio, continua a existir o "Lote 3", por exemplo.
2. Numeração da polícia (número da porta)
Depois de o edifício estar pronto, a câmara municipal atribui um número de polícia, que é o número da porta da rua.
Por exemplo: Lote 3 → Rua das Flores, n.º 28
Assim, o lote continua a ser o Lote 3, mas a morada passa a ser Rua das Flores n.º 28.
Porque é que o número muda?
Há várias razões:
A rua foi prolongada e surgiram novas construções antes daquele edifício.
A câmara reorganizou a numeração para ficar sequencial. Foram unidos ou divididos lotes. Mudou o traçado da rua ou foram criadas novas vias.
Por exemplo:
Inicialmente: Lote 5 → Rua Nova n.º 10
Anos depois, construíram-se mais casas antes dele:
Lote 5 → Rua Nova n.º 24
O lote continua a ser o mesmo, mas o número da porta mudou.
Nos apartamentos
É comum encontrar algo como: Lote 12; Rua da Liberdade, n.º 45
Fração A; Fração B; Fração C Ou seja:
Lote 12 = terreno onde o prédio foi construído.
N.º 45 = número da porta do prédio; Fração B = apartamento específico.
Em Portugal: É muito comum que documentos mais antigos (projetos de arquitetura, licenças de construção ou escrituras) mencionem apenas o lote, enquanto documentos mais recentes (cartão de cidadão, finanças, CTT) utilizem principalmente a morada com o número da polícia.
Em resumo: Lote identifica o terreno dentro de um loteamento.
Número da porta (número de polícia) identifica o edifício na rua.
O lote raramente muda, mas o número da porta pode ser alterado pela câmara municipal para manter uma numeração lógica e organizada ao longo da via.

































