Tempo em Algueirão Mem Martins

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Bustos em Algueirão Mem Martins

Definição de Busto
é a representação esculpida ou pintada de uma pessoa, se limitando à cabeça, pescoço, uma parte do torso e ombros, geralmente sobre um apoio. Tem por finalidade recriar o mais fielmente possível a fisionomia do indivíduo.
Executados em diversos materiais, como mármore, bronze, argila e mais raramente, madeira, mas sólidos e duráveis.



Em Algueirão Mem Martins, este tipo de arte não está muito presente nos espaços públicos, e aliás, apenas consigo lembrar-me da existência de 3 bustos, pois os que vou referir um já não existe 

(se existirem mais, basta corrigir-me...)

» Martim Escorso - Mem Martins [já não existe]
O nome Mem Martins provavelmente teve origem no nome do cavaleiro medieval que morou nesta região e que se chamava Martim Escorso. Consequentemente, o nome poderá também provir do apelido dos filhos deste cavaleiro que também viveram nesta região e que tinham o nome "Martins".

» Pedro Anjos Teixeira - Mem Martins (no Jardim de Sta Teresinha)
Filho do escultor Artur Anjos Teixeira, nasceu em Paris, tendo a sua família regressado a Portugal com o inicio da Grande Guerra, vindo residir para Lisboa e, mais tarde, para Mem Martins.

» Joaquim Rodrigues - Algueirão Velho (junto da Sede do Recreios Desportivos do Algueirão)
Uma das figuras proeminentes do Algueirão contemporâneo foi sem dúvida Joaquim Rodrigues. Homem bom, solidário, dado à comunidade muito mais que ao seu bem-estar pessoal, desempenhou muitas missões na freguesia.

» Mestre Domingos Saraiva - Algueirão (na Escola Mestre Domingos Saraiva)
Começou aos 13 anos por desenhar jóias, tendo, depois frequentado a Academia da Sociedade Nacional de Belas Artes. Foi um pintor de referência em tauromaquia, numa fase posterior retratou a região saloia (Mem Martins, Algueirão, Mercês) 


» Ferreira de Castro - Ouressa (na Escola Ferreira de Castro)
Foi um escritor e jornalista português. Possui uma biblioteca e uma escola secundária com o seu nome em Oliveira de Azeméis e uma escola básica, a qual é sede do agrupamento Ferreira de Castro e um museu em Sintra.


[Ecclesia] Covid-19: Centro Social Paroquial de Algueirão Mem Martins e Mercês lança «refeição solidária»

Instituição reforça entrega de alimentos face ao aumento de pedidos de ajuda, acompanhado por acréscimo de donativos
O Centro Social Paroquial de Algueirão Mem Martins e Mercês, no Patriarcado de Lisboa, lançou o projeto “Refeição Solidária”, para entrega às famílias acompanhadas na instituição, durante a pandemia de Covid-19.

A Cáritas Diocesana de Lisboa deu-nos um apoio muito significativo de 9 mil euros que será todo canalizado para a parte alimentar. Vai reforçar a nossa dispensa, pois mensalmente distribuímos 150 cabazes de alimentos”. refere à Agência ECCLESIA o irmão Cristinel Gherfi, diretor-geral deste Centro Social Paroquial.
As 20 refeições solidárias diárias são compostas por: sopa, pão, prato principal (peixe ou carne com acompanhamento) e lanche (sandes, iogurte e fruta), acompanhada por alimentos que venham das recolhas/donativos dos supermercado.
Os Pobres Servos da Divina Providência são os responsáveis pastorais desta comunidade cristã e o irmão Cristinel Gherfi chegou apenas há ano.
Quando me perguntam como vai ser, digo: não tenham medo” responde o religioso, para quem este momento, para os católicos, “é uma questão de abandono e de fé na divina providência”.
O entrevistado destaca as duas grandes áreas sociais que mobilizam o trabalho desta estrutura paroquial: a emergência social com o apoio alimentar, apoio económico e auxílio com medicamentos; e a vertente de inserção laboral, com a equipa do RSI.
Uma dimensão importante são as refeições confecionadas na nossa cozinha, vamos confecionar 100 refeições semanais, a ser distribuídas em vários pontos da nossa freguesia”.
O cuidado com os idosos concretiza-se num um centro de dia e no apoio domiciliário com um total de 52 utentes – o estado de confinamento obriga a que todos os idosos sejam agora apoiados em regime de apoio domiciliário.
Cristinel Gherfi salienta que o apoio social é articulado com a autarquia, mas confessa: “Queríamos uma resposta mais completa e para isso precisávamos de reforços”.

O diretor-geral do Centro Social Paroquial de Algueirão, Mem Martins e Mercês, acrescenta que as consequências da pandemia já se fazem sentir, com os pedidos de apoio a aumentar.
Mas os recursos também, graças a Deus”, reconhece o irmão Cristinel Gherfi, satisfeito com a resposta generosa dos paroquianos.
Vamos conseguir, a nossa atividade social já passou por momentos mais difíceis”, conclui o religioso, deixando uma nota de esperança para o futuro.

Programa Cultural no 'Arcos Shopping'

o 'Arcos Shopping' no Algueirão apresentava semanalmente um Programa Cultural...












domingo, 22 de março de 2020

Concurso de desenhos em 1983

Nas Festas de Nossa Sra da Natividade de 1983 decorreu um concurso de desenhos para os mais pequenitos.

e os premiados foram...


sexta-feira, 6 de março de 2020

"Kids & Nits" em Mem Martins

9 de Março abre ao público, um centro de tratamento da pediculose (piolhos),
na Rua António Silva,
no Bairro de São Carlos em Mem Martins




domingo, 23 de fevereiro de 2020

[Observador] Jovem de 15 anos detido por violar três raparigas. Uma delas tem 12 anos

O jovem terá forçado a menina de 12 anos a práticas sexuais, em Mem Martins. Após a detenção, os polícias conseguiram estabelecer ligações a outros dois crimes da mesma natureza.

Um jovem de 15 anos foi detido esta quinta-feira por suspeitas de ter violado uma menina de 12 anos, em Mem Martins, Sintra. Além deste crime, o alegado violador teria já cometido “outros dois crimes da mesma natureza, segundo informa o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão Policial de Sintra, em comunicado.

O suspeito abordou a vítima, uma menina de 12 anos, e, mediante ameaça/agressão com recursos a arma branca, forçou-a a práticas sexuais. A vítima aproveitou um momento de distração do suspeito e fugiu para casa de familiares, os quais comunicaram imediatamente o sucedido, dando a descrição do suspeito”, indica a nota da PSP.

A PSP conseguiu depois localizar o jovem de 15 anos “através das descrições físicas” fornecidas pela vítima. Quando o abordaram, o suspeito estava na posse de uma arma branca com 19 centímetros de lâmina, segundo detalhou a polícia. A detenção viria a acontecer por volta das 18h10.

No âmbito das diligências subsequentes, os polícias da PSP conseguiram estabelecer ligações a outros dois crimes da mesma natureza, continuando a investigar outras situações possivelmente relacionadas com o suspeito”.

O detido foi presente já esta quinta-feira a um juiz no Tribunal de Instrução Criminal de Sintra para primeiro interrogatório judicial. O juiz ordenou que fosse institucionalizado no Centro Educativo da Bela Vista, como medida de coação.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

[NIT] Passámos um dia a viajar na Linha de Sintra: caos, desenrasque e frustração

A NiT relata um dia numa das linhas com mais utilizadores do País. Uma visão de um repórter que a frequenta regularmente e outra de quem raramente a usa. O resultado é semelhante.
As queixas acumulam-se: há protestos organizados, manifestos expostos em cartazes, chegam relatos aos emails e caixas de mensagens das redações e o tom é sempre o mesmo — o passe único foi ótimo como ideia, a sua introdução em abril do ano passado trouxe importantes poupanças de centenas de euros a milhares de famílias, mas o resto é que não acompanhou. O resto sendo a frequência de transportes, a sua pontualidade, e a qualidade de maneira geral.
Nas linhas de comboios urbanos que servem a Grande Lisboa, praticamente todos os dias há relatos de situações de atrasos, supressões, comboios nos quais não se consegue entrar de tão cheios que estão, pessoas a sentirem-se mal, esperas e frustrações. De Vila Franca de Xira a Cascais e Margem Sul as queixas são semelhantes. A NiT já lhe contou, na primeira pessoa, a experiência da viagem na Fertagus por quem já utilizava este serviço antes do novo Navegante e sente na pele as diferenças: e agora foi a vez de o fazermos na Linha de Sintra.
no interior de uma carruagem

É claro que a situação não se repete todos os dias, 24 horas por dia. Quem consegue contornar ou evitar as horas de ponta da manhã e da tarde, vai frequentemente fazer o seu percurso de pé, porém de forma confortável, ou, com alguma sorte, até mesmo sentado.
No entanto, à hora de ponta, a incrível quantidade de pessoas que utiliza atualmente este transporte no sentido Sintra-Lisboa (de manhã) para ir para o trabalho e Lisboa-Sintra (à tarde) para voltar para casa é notória e indiscutível. Afinal, e de acordo com dados de 2018, Sintra é o segundo concelho do País com mais residentes, só atrás de Lisboa. No total são cerca de 388 mil pessoas. E a discrepância entre passageiros e carruagens disponíveis ou a frequência dos comboios é ainda mais visível. 
Decidimos experimentar a Linha de Sintra num dia comum da semana, com o percurso da manhã a ser feito por quem basicamente já o repete todos os dias úteis da sua vida — e que sabe o que são atrasos e supressões, como era a situação há uns anos, como está agora, quais as diferenças.
Depois, fizemos o percurso inverso da tarde por quem raramente utiliza a Linha de Sintra, por viver e trabalhar em Lisboa; tendo assim uma perspetiva fresca e mais imparcial, recolhendo informações pontuais de quem foi encontrando. Este foi o resultado.
Sintra-Lisboa, 8h30 (por um utilizador frequente)
Desde 2013 que viajo quase todos os dias úteis (e não só) na Linha de Sintra. Têm sido vários os problemas ao longo dos anos do ponto de vista do utente — que se agravaram nos últimos anos do governo do PSD liderado por Pedro Passos Coelho, por causa do desinvestimento na empresa e das inúmeras e incontáveis greves que foram marcadas em resposta.
Sempre foi normal estarmos apertados dentro de um comboio em hora de ponta, mas nos últimos meses a situação tem vindo a piorar — talvez outubro e novembro de 2019 tenham sido alguns dos mais problemáticos. Apesar de haver comboios de dez em dez minutos nos horários com mais passageiros a circular (seja de manhã ou à tarde), basta haver um atraso ou uma supressão para muitos dos comboios seguintes estarem tão cheios que se torna literalmente impossível de entrar. 
De manhã a situação tende a ser pior, porque a hora de ponta é mais concentrada — entre as sete horas e as 8h30, aproximadamente, costuma ser o período mais concorrido. Durante a tarde a hora de ponta é mais espaçada, pelo que, apesar dos problemas, muitas vezes a questão não é tão visível.
As mudanças nos passes Navegantes poderão ter aumentado o número de passageiros — embora a Linha de Sintra não seja o serviço de transportes mais afetado, até porque não era onde estavam os passes combinados mais caros. No entanto, isso não pode servir de justificação para as múltiplas avarias de sinalização (entre outras), os problemas nas composições, os atrasos e supressões, tudo aparente fruto do desinvestimento e complexos processos burocráticos. Isso só poderia justificar o aumento do número de pessoas dentro das carruagens.
Ao longo dos últimos meses foram várias as vezes que não consegui entrar em comboios de tão cheios que estavam — mesmo eu conhecendo os melhores sítios do cais de cada estação, onde normalmente existem menos passageiros —, algo que nunca tinha acontecido com frequência antes de 2019. Foram várias as vezes que vi pessoas ao meu lado a sentirem-se mal, apertadas umas contra as outras, e, claro, assisti ao aumento do nível de stress e tensão dentro dos comboios. Não é agradável acordar de manhã, cedo, e ter de passar por um tormento para chegar ao trabalho.

A redução dos preços dos passes e todas as medidas ambientais que estão a ser tomadas em Lisboa para a diminuição do número de carros a circular podem fazer todo o sentido, mas parece óbvio que necessitam de um sistema de transportes públicos que seja competente e que funcione bem: não se exige assim tanto, apenas que cumpram os horários a que se propõem chegar a cada destino e que aumentem o número de carruagens nas horas em que a quantidade de passageiros sobe drasticamente. Os problemas que encontro são diários e sistemáticos — pelo que nem vale a pena falar da experiência casual de apenas uma manhã.
Lisboa-Sintra, 17h30 (utilizador pontual)
Estação de Sete Rios, terça-feira, 11 de fevereiro de 2020, poucos minutos depois das 17 horas. Enquanto subo as escadas para a plataforma começo a ver o avolumar de gente. Carregar o Navegante, procurar a linha certa, confirmar os horários e eis que vem o comboio das 17h30, que teve origem na Gare do Oriente e vai até Sintra. Tento, juntamente com a fotógrafa que me acompanha, entrar numa carruagem e simplesmente não conseguimos. Corremos para outra mas o resultado é igual. Comentamos entre as duas o inevitável: “bom, começa bem”.
Sem crise, espera-se pelo próximo, afinal de contas são só 10 minutos. Só que não. Nos altifalantes, ecoa a informação de que o próximo comboio está 12 minutos atrasado — o que quer dizer que o das 17h40 já só vai passar em Sete Rios às 17h52. Esperamos pacientemente os 22 minutos e eis que chega: novamente cheio. Como estávamos à frente da linha de espera conseguimos entrar, não sem sermos completamente apertadas por quem tenta afincadamente ainda entrar depois de nós. “Não vale a pena vir neste, o próximo vem já a seguir e há-de vir melhor”, grita o revisor, que fica à porta da nossa carruagem, para quem ainda tenta espremer um pouco mais para conseguir entrar. “Pois, mas este já era o meu próximo”, comenta alguém entre dentes; exatamente como para nós.
À entrada do comboio

O resto da viagem, até Queluz, foi assim; em Benfica houve um ligeiro alívio, depois voltou a encher. Sempre apertados, sem chegarmos sequer com a mão ao corrimão. O revisor era uma simpatia, sempre a conversar sobre o coronavírus, como as lojas dos chineses não merecem o nosso abandono, os horários, de tudo um pouco.
Só não consegue é verificar títulos de transporte, porque ele próprio não se consegue mexer. Foi comentando com uma senhora que tinha havido um atraso de 40 minutos em Entrecampos porque alguém tinha prendido uma porta. “Sim, não costuma estar assim tão mau a esta hora”, responde a senhora. Alguém resmunga o contrário e na estação a ideia também não era bem essa: os utentes com que falámos contam que há dias e dias, claro, mas as horas de ponta são quase sempre criticas. Volta tudo ao mesmo: o novo passe foi ótimo, mas viajar nas piores horas é caótico, há falta de comboios, atrasos diários, desconforto. “Sempre houve atrasos e supressões mas nunca esteve tão mau”, dizem-nos.
Não é fácil, sobretudo para quem viaja com miúdos. Sinceramente nem consigo imaginar. Numa das estações, sai uma mãe com um bebé de colo e um miúdo de uns quatro anos pela mão, que diz assim que chega à rua “anda, embora, estava tão apertado”.
Chegando a Queluz voltamos para trás, fazendo o caminho inverso: com lugar sentado e num comboio quase vazio, lá está. De volta a Sete Rios ainda espreitamos a estação mas parece estar tudo lá de novo: o avolumar de pessoas tanto no cais do comboio de Sintra como no da Fertagus, a voz nos altifalantes a referir um atraso de cinco minutos e a pedir desculpa pelo incómodo. De quem não costuma fazer este percurso parece claro: são só umas horas, mas são mesmo más. Mas e quem tem de as fazer?

O passe único entrou em vigor a 1 de abril de 2019 e acabou com as centenas de títulos combinados para a utilização dos transportes coletivos, trazendo apenas duas configurações. Atualmente só precisa de escolher entre dois títulos, o Navegante Municipal de 30€ e o Navegante Metropolitano de 40€, consoante a área que quiser utilizar. Ambos são para todos os transportes, o primeiro só para deslocações no concelho de Lisboa e o segundo em toda a área metropolitana.
A NiT contactou a CP para obter informação sobre a situação do aumento de utentes e da resposta que vai ser dada. A empresa respondeu que, na linha de Sintra/Azambuja circulam, em média, mais de 9.900 comboios por mês. O índice de regularidade (indicador que mede o número de comboios programados vs o número de comboios realizados), no último trimestre de 2019 e já no mês de janeiro de 2020, foi da ordem dos 99%, “o que significa que 99% dos comboios programados foram realizados”.
A CP acrescenta ainda que o número de passageiros transportados nestes comboios, entre janeiro e novembro de 2019 (uma vez que dezembro não está ainda fechado), comparado com o mesmo período de 2018 teve uma variação positiva de cerca de 21,8%, refletindo, também, o impacto da introdução do programa PART (Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos).
Os dados são claros: o número de passageiros transportados na Linha de Sintra/Azambuja, de janeiro a novembro de 2019 foi de 62,850 milhões, face aos 51,615 milhões do período homólogo de 2018.
Sobre as medidas previstas para acompanhar esta subida de utentes, a empresa também se pronuncia, lembrando que, tal como o Ministro das Infraestruturas e da Habitação e o Presidente da CP já referiram em várias ocasiões, está em curso a implementação do plano estratégico para a CP, estando já concretizadas medidas que foram aprovadas em 2019 pelo governo. Estas incluem a Assinatura do Contrato de Serviço Público e a Reabertura da Oficinal de Guifões. Está também em curso a recuperação de material circulante nas oficinas CP.
Especificamente para a linha de Sintra, no âmbito do programa de recuperação de material circulante, a CP confirma que “está a trabalhar para disponibilizar, até ao final de 2020, oito automotoras elétricas para reforçar o parque de material circulante em unidades e, consequentemente, a capacidade de transporte”. A entrada em serviço destas unidades representará oito mil novos lugares adicionais aos atualmente existentes, até ao final deste ano. A recuperação dos comboios já está ser feita nas oficinas da CP, no Entroncamento.