Tempo em Algueirão Mem Martins

sábado, 31 de janeiro de 2026

Hospital de Sintra

 


Bacias de Retenção no Algueirão

Algueirão — Mem Martins está inserido na bacia hidrográfica da Ribeira da Lage, cujo leito e afluentes atravessam parte da localidade. À medida que a urbanização se expandiu, a percentagem de solos impermeáveis aumentou, dificultando o escoamento natural das águas da chuva e elevando o risco de cheias em zonas baixas da vila.

Antes das intervenções, ocorreriam episódios de inundações na zona de Fanares, que mostrou a necessidade de sistemas adequados de controlo das águas pluviais.


No âmbito do “Projecto de Controlo de Cheias da Região de Lisboa”, uma iniciativa que visou reduzir o risco de inundações em áreas urbanas densamente construídas, foram construídas quatro bacias de retenção na zona urbana de Algueirão — Mem Martins.

Estas bacias são do tipo “secas”, ou seja, permanecem vazias na maior parte do tempo, e só se enchem temporariamente em períodos de chuva intensa, retendo e controlando o escoamento das águas pluviais para evitar enchentes mais a jusante.


Além da função hidráulica, estas áreas ganharam também um uso social secundário como espaços abertos, onde a população local pode fazer desporto ou lazer quando estão secas.

Estas obras ajudaram a controlar os problemas históricos de cheias, melhorando a segurança e a qualidade de vida na vila.

Função principal: armazenar temporariamente águas pluviais durante chuvas fortes para reduzir a velocidade e o volume de água que atinge as áreas urbanas mais baixas ou sistemas de drenagem insuficientes.

Benefícios secundários: quando não estão cheias, estas áreas podem ser utilizadas como espaços abertos, equipados com caminhos, vegetação e zonas de lazer.

Árvore danificada em Ouressa

A passagem da tempestade Kristen pela região fez-se sentir com intensidade em Algueirão-Mem Martins. Durante o episódio de mau tempo, uma árvore de grande porte partiu-se junto às Piscinas de Ouressa, na sequência dos ventos fortes que se fizeram sentir ao longo do dia.

Felizmente, não há registo de feridos, mas a queda da árvore causou constrangimentos momentâneos na zona envolvente, chamando a atenção de moradores e utilizadores habituais do espaço.

Os serviços competentes estiveram no local a avaliar a situação e a proceder à remoção dos destroços, de forma a garantir a segurança de quem circula na área.

Pizzaria Domino's

Já abriu em Mem Martins, na Rua Paiva Couceiro 9.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Eleições Presidenciais '26

Resultados eleitorais, na primeira volta das eleições presidenciais, na freguesia de Algueirão Mem Martins 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Walking Football em Mem Martins

Walking Futebol chega à sua 3ª edição, com estreia no campo do Arsenal 72.
Traga a família e os amigos e venha assistir a um jogo onde o futebol é para todos.

domingo, 4 de janeiro de 2026

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Antigo Reveillon

Houve um tempo em que o ano novo, em Mem Martins, não começava à meia-noite.

Começava mais cedo, quando se entrava no salão do Mem Martins Sport Clube, e se entrava num espaço onde todos se conheciam — ou, pelo menos, se reconheciam.

Lembro-me do burburinho constante, das cadeiras arrastadas no soalho de madeira, e daquele cheiro tão particular a festa. Não era luxo, nunca foi mas era outra coisa mais rara: era pertença.

Os réveillons no clube tinham essa magia simples. As famílias chegavam juntas, como se aquela noite exigisse um cuidado especial. 

Os mais novos corriam entre mesas e cadeiras, os mais velhos cumprimentavam-se com abraços demorados. Havia sempre alguém a dizer: "está chegar um ano que tudo vai correr melhor...”.


A música fazia-se ouvir cedo, às vezes ao vivo, outras vezes vinda de um gira-discos fiel, que conhecia o gosto das gentes de Algueirão Mem Martins.

Dançava-se sem pressa, com respeito, mas também com alegria. Os lentos colavam os pares, as músicas mais animadas puxavam quem estava sentado.

Ninguém ficava de fora por muito tempo.

Quando a meia-noite se aproximava, o salão mudava de tom, e começava a contagem. Dez, nove, oito… dita em coro, nem sempre certa, mas sempre sentida.

À meia-noite, os abraços tornavam-se urgentes. Abraçava-se quem estava ao lado, conhecido ou não. Brindava-se com o que havia: espumante simples e vinho da casa servido em copos de vidro gatos. Lá fora ouviam-se foguetes, mas cá dentro bastavam as palmas, os sorrisos e os votos ditos de coração.

A noite prolongava-se. As crianças acabavam por adormecer nas cadeiras encostadas à parede, embrulhadas em casacos. Os resistentes continuavam a dançar. O frio ficava do lado de fora. Cá dentro havia calor humano suficiente para atravessar o ano que acabava de chegar.

Hoje, quando penso nesses réveillons, não penso apenas nas festas. Penso num tempo em que o clube era casa, era sala de visitas, era ponto de encontro. Um tempo em que entrar no ano novo era um gesto coletivo, feito de proximidade e presença.

Talvez por isso estas memórias resistam. Porque mais do que uma passagem de ano, aqueles réveillons no Mem Martins Sport Clube eram uma afirmação silenciosa: ninguém entrava sozinho no ano novo.

E isso, ainda hoje, diz muito sobre quem fomos — e sobre quem continuamos a ser.