Tempo em Algueirão Mem Martins

domingo, 11 de novembro de 2012

Siglas dos bairros

Quem circula na Tapada das Mercês já terá reparado nestes símbolos e pinturas por quase todas as ruas...


Na Vila, nas ruas... criaram-se algumas siglas a definirem os bairros... e provavelmente existirão mais...

TDM --> Tapada das Mercês

KSJ --> Casal de São José
SCC --> São Carlos
KPM --> Coopalme


sábado, 10 de novembro de 2012

Canela - banda de world music

Os "Canela" são uma banda de world music com elementos nascidos e criados em Algueirão Mem Martins, de onde tantos bons músicos já saíram! 

http://pt.myspace.com/canelamusic
Este novo álbum foi gravado em Mem Martins, onde também são realizados os ensaios! 

Portanto, um projecto 100% nascido e criado nesta freguesia!!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Nova loja - PTN Store - Mem Martins

Esta informação merece destaque, pois é algo que vai sendo raro nos dias de hoje em Algueirão Mem Martins (e talvez em Portugal)...

ABERTURA DE NOVA LOJA
PTN Store
Rua Domingos Saraiva, junto à Junta de Freguesia


Vale a pena espreitar...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nova loja JOM - Sintra

Está prevista a abertura em Dezembro, da Loja JOM, na Abrunheira
Projecto da Loja de Sintra

Será uma loja com tudo para o seu lar...
 espreita toda a informação, com promoções e catalogos no site: http://www.jom.pt/

Projecto da Loja de Sintra


Noticia na edição nº94 do Jornal Cidade Viva
(25Outubro2012)

sábado, 20 de outubro de 2012

Opinião - Feira das Mercês

Aqui deixo um texto que encontrei sobre a Feira das Mercês e decidi compartilhar. Fonte: http://www.folclore-online.com/textos/carlos_gomes/feira-merces/index.html

 
A Feira das Mercês: um anacronismo que perdura! 
Texto: Carlos Gomes * Jornalista
A feira das Mercês, no concelho de Sintra, constitui desde há muito uma das mais genuínas feiras da região saloia. Desde o século XVIII que, na segunda metade do mês de Outubro, os agricultores ali acorrem para vender os seus produtos e divertir-se. Por esta altura já se bebe a água-pé. E, a juntar às novidades da época, aparece o famoso leitão de Negrais, o típico queijo saloio e, como não podia deixar de ser, a suculenta carne de porco às Mercês guisada na banha dentro de um pratinho de barro.

A venda de loiça de barro sempre foi uma das características da Feira das Mercês que ainda se preserva.
Esta foi uma das mais concorridas feiras que se realizam nos arredores de Lisboa. As tendas, montadas no recinto junto à quinta que desde há várias gerações pertence ao marquês de Pombal, dão vida à parte profana de uma festa que, como não podia deixar de acontecer, também possui uma vertente religiosa em torno da humilde capelinha de Nossa Senhora das Mercês.


Em tempos recuados, esta foi uma festa saloia a sério, predominantemente rural, com muitas tabernas e zaragatas à mistura. E nem sequer faltava a feira do gado onde também se vendiam bois. Actualmente, nem galinhas já ali se vendem, tal é a mudança dos tempos. Os forasteiros vinham de longe e principalmente de Lisboa. A viagem de comboio era demorada mas valia a pena. As decorações estendiam-se pela encosta até ao centro da povoação onde se encontrava um pequeno apeadeiro do ramal de Sintra pois então esta ainda não passava de uma extensão a partir da linha do Oeste. Só a partir dos anos sessenta, com o crescimento dos bairros dormitórios, esta região tornou-se densamente povoada e o pitoresco ramal virou uma linha de comboio de via quádrupla intensamente utilizada. Sintra passou a ser o segundo concelho mais populoso do país.

As típicas barraquinhas de feiras onde se realizavam os sorteios já desapareceram.
Ao longo da linha férrea, os prédios apinham-se à procura de espaço para receberem sempre novos moradores. A própria tapada das Mercês ficou reduzida a um pequeno pinhal cuja sobrevivência não está garantida. A maioria das gentes que agora habita a região provém dos sítios mais díspares, tanto de Portugal como de outros países, com uma especial incidência nos países africanos de Língua oficial portuguesa. As novas “saloias” já não usam bioco e saias compridas – são garotas mais desenvoltas e atrevidas na sua forma de estar. E a feira de tão típica que foi, vai a cada ano cedendo o espaço a novos feirantes que trazem mercadorias novas e bizarras. O vinho tinto foi trocado pela caipirinha, o artesanato é vendido por índios sul-americanos e as tradicionais ferramentas agrícolas deram origem a outras alfaias, mais modernas e muito procuradas, geralmente vendidas por indianos – os telemóveis.
Em tempos idos, também se vendiam bois na Feira das Mercês
Apesar de tudo, ainda persistem alguns vestígios do passado, das características que lhe estiveram na origem, embora tendam a desaparecer a curto prazo. É que, os esforçados componentes do Grupo de Bombos das Mercês bem rufam os seus instrumentos pelas ruas das urbanizações em redor mas, quem assome à janela, é em regra alguém que desconhece o que se trata realmente aquela festa. E vai à feira mas para comprar o que precisa – e não precisa! – e para se divertir à sua maneira. O costume saloio nada lhe diz nem de tal possui a mínima curiosidade.

À outrora típica feira das Mercês, no concelho de Sintra, pouco mais lhe resta do que aguardar pelo último suspiro e ir definhando. E, lamentavelmente, acabará por desaparecer, a não ser que se transforme num mero “outlet” à semelhança de muitos que surgiram por este país fora, com “boutiques de alcofa” onde se vende toda a sorte de produtos contrafeitos. Aquela feira, constitui já um anacronismo e, simultaneamente, algo que já não corresponde ao que a mesma possuía de mais genuíno e que tinha a ver com as tradições das gentes da região saloia.

Carlos Gomes * Jornalista, Licenciado em Históriao

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Feira das Mercês - 2012


"A Feira das Mercês é uma feira antiga, tipicamente saloia que se realiza numa quinta que pertenceu em tempos ao Marquês de Pombal, situada na zona de confluência das freguesias de Rio de Mouro e de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra.

Segundo alguns documentos, a feira remonta aos tempos da ocupação dos árabes, sendo então uma feira de escravas. Nesse local existia uma espécie de gruta com uma ermida, que recebia diversas romarias em devoção à Senhora das Mercês. Em 1765, o Marquês de Pombal manda edificar nesse local a “Casa Pombal”, que ofereceu ao seu filho mais velho, Paulo de Carvalho e Mendonça o qual passou a habitar. Junto ao solar foi erigida uma capela em honra da Senhora das Mercês."


Feira das Mercês em 1956