Tempo em Algueirão Mem Martins

terça-feira, 5 de março de 2024

Festa São José 2024

A paróquia prepara-se para celebrar a Festa do seu Padroeiro São José. Sábado dia 9, teremos o Arraial de São José, junto à Igreja do Algueirão, iniciando às 16h, com o grupo de cantares “Serões saloios”, e às 21h, a Fadista Jaqueline Carvalho.



domingo, 4 de fevereiro de 2024

Antiga Quinta no Algueirão

Durante anos, uma faixa de terreno por trás das últimas casas do Algueirão foi ignorada.

Algumas pessoas quando passavam por ali apenas relembravam: “ali foi uma quinta antiga...”. Nada mais. Nenhuma placa, nenhum registo visível, apenas duas árvores tortas permanecem e um muro antigo.


Num fim de tarde de Janeiro, a terra cedeu junto a um velho poço tapado e abandonado. O buraco revelou algo inesperado: uma laje de pedra trabalhada, diferente das pedras comuns dos muros rurais. 

Chamaram-se vizinhos, depois alguém da Junta de Freguesia, depois um historiador local.

Escavando com cuidado o solo, surgiu um pequeno compartimento subterrâneo. Era uma pequena caverna que guardava histórias.

Lá dentro encontrou-se uma caixa de madeira selada com cera antiga. Ali estavam guardadas cartas e cadernos de capa de pano.

As cartas revelavam algo improvável: aquela quinta não era apenas agrícola. Era um refúgio discreto para quem precisava de desaparecer por uns tempos — trabalhadores perseguidos pela PIDE no tempo da ditadura.

A quinta oferecia refugio, trabalho simples e silêncio.

Quem lá ficava deixava algo para trás: uma carta com as suas histórias, medos e desejos.

Com o tempo, a quinta foi sendo vendida, dividida, esquecida. As casas cresceram à volta. O poço ficou totalmente selado. 

Hoje, o espaço está perdido numa zona de moradias.

E há quem diga que, se escutares com atenção, ali no Algueirão ainda estão guardadas histórias de quem um dia precisou de um lugar para se proteger e talvez recomeçar a vida... 

Não há registos do nome daquela antiga quinta, e não se sabe que destino tiveram estas cartas.

sábado, 27 de janeiro de 2024

Escultor Mário Seixas

Mário Seixas
Mário Seixas Da Cunha [1926-2006], foi um militar e escultor, nascido na ilha de São Tomé. Decidiu ser militar, com uma vida longa e intensa, em várias colónias portuguesas.

Quando era menino, e enquanto brincava com seus sobrinhos, descobriu como lidar com a massa, fazer formas ", bonecas, etc ..  Isso tornou-se uma maneira de gastar o seu tempo de lazer.

Foi quando a guerra terminou, em Moçambique, que ele se dedicou a realizar este novo trabalho. Mário Seixas vivia com a sua família em Mem Martins.

E já na reserva como coronel do Exército, dedica-se totalmente a fazer belas obras. Dar vida às suas mãos as mais variadas formas de esculturas.

Através da escultura, Mário Seixas da Cunha transforma ideias, formas e matérias em peças que convidam à observação e à reflexão. O seu percurso artístico revela uma ligação particular à expressão plástica e à capacidade da escultura de transmitir emoções, memórias e identidade.

Num território onde a cultura e a memória local assumem cada vez maior importância, conhecer os seus artistas é também conhecer melhor a comunidade e a sua história.

Mário Seixas da Cunha é, assim, um nome que merece ser conhecido, divulgado e valorizado.



domingo, 21 de janeiro de 2024

Unidigrazz: a história de uma revolução artística em Mem Martins, contra a precariedade

Reunidos no coletivo Unidigrazz, talentos como o rapper Tristany, o realizador Diogo Gazella e os artistas gráficos Onun Trigueiros, Sepher AWK e Repeppa começam a viver da sua arte em busca de uma mudança a partir do subúrbio onde vivem. A primeira reportagem do projeto Narrativas.

Reportagem completa no link abaixo