Tempo em Algueirão Mem Martins

sábado, 6 de dezembro de 2025

[Jornal Desportivo] Rafael Quintas: De Mem Martins para o Mundo

 A Seleção Nacional Sub-17 sagrou-se recentemente campeã do Mundo de Futebol.

Uma das “estrelas” desta equipa é o “capitão” Rafael Quintas, natural de Mem Martins, e que começou a carreira na Escola do Benfica de Algueirão/Mem Martins, passando depois para as camadas jovens do Benfica.

Apesar da sua tenra idade, Rafael Quintas já foi integrado na equipa sub-23 do Benfica e atuou na UEFA Youth League (3 jogos, 1 assistência) e na Liga Revelação (9 jogos, 2 golos). O jovem tem contrato com os “encarnados” até ao dia 30 de Junho de 2027.

Recorde-se que no final do jogo decisivo com a Áustria, Rafael Quintas revelou ao Canal 11 que sentia “um orgulho gigante; poder representar Portugal já é incrível, no Campeonato do Mundo ainda mais, ser capitão é incrível e ganhar é… fizemos história; demonstramos a nossa humildade e respeito pelos adversários”.

Rafael José Mestre Quintas nasceu a 8 de Março de 2008 e representa as cores da equipa das “quinas” desde o dia 25 de Abril de 2015, tendo sido um dos convocados para o Euro’2025 Sub-17, que Portugal também conquistou.

Os feitos do jovem já ecoam no concelho e freguesia onde nasceu, pois Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, revelou recentemente que se sentia muito “orgulhoso” com Rafael Quintas e todos os outros atletas que se sagraram recentemente campeões do Mundo de Futebol, escalão Sub-17.

“Orgulho sintrense; Rafael Quintas, natural de Mem Martins, leva consigo o espírito dos sintrenses e continua a honrar as nossas cores”, pode-se ler na página oficial de Marco Almeida na rede social Facebook.

Rafael Quintas: De Mem Martins para o Mundo - Jornal Desportivo

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Papillon Arsenal 72

O rapper de Mem Martins, Rui Pereira, mais conhecido por Papillon, foi atleta do Arsenal 72, do 12 aos 16 anos.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Antigo Bolo de Natal de Mem Martins

Havia um tempo em que o Natal em Mem Martins tinha um cheiro muito próprio — um aroma quente que saía das cozinhas, misturando farinha, limão e canela, e que anunciava, melhor do que qualquer calendário, que a noite mais aguardada do ano se aproximava. Era o tempo do velho Bolo de Natal de Mem Martins, um daqueles sabores que não se compravam em pastelarias nem vinham embrulhados em caixas bonitas. Não. Fazia-se em casa, com paciência, com jeito, e sobretudo com carinho.

Tinha a forma humilde de um pão saloio, mas em ponto pequeno, como se fosse uma lembrança em miniatura das tradições antigas que as famílias teimavam em preservar. A massa simples — farinha de trigo, açúcar, limão, canela e leite — era trabalhada à mão, sem segredos, mas com aquela sabedoria que passava de geração em geração. Antes de ir ao forno, levava uma camada ligeira de gema de ovo, que lhe daria, mais tarde, o brilho discreto dos bolos de antigamente.

E quando finalmente saía do forno, ainda quente, era pincelado com manteiga derretida. Essa última carícia dava-lhe o sabor aconchegante que muitos ainda procuram na memória: o sabor de um Natal vivido devagar, entre vizinhos que se conheciam pelo nome e famílias reunidas à volta da mesa.

O Bolo de Natal de Mem Martins não tinha marca, nem fabricante. Tinha origem. Tinha história. Tinha lugar. Era um símbolo discreto, quase secreto, de uma terra onde as tradições se cozinhavam em lume brando e onde cada casa acrescentava ao bolo um pouco de si.

Hoje, recordar esse bolo é lembrar também o espírito de um Natal mais simples, mais perto das pessoas, mais perto de casa. Um Natal que talvez já não exista como antes — mas que continua guardado no coração de quem cresceu com o cheiro desse bolo a perfumar a cozinha.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025