Em 2001 era inaugurada uma importante obra de abastecimento de água que ficou conhecida popularmente como a “CREL da Água”. O nome surgiu por comparação com a verdadeira CREL (Circular Regional Exterior de Lisboa), devido à dimensão e ao percurso estratégico desta infraestrutura, que atravessava vários concelhos da Grande Lisboa.
Mas, afinal, qual era a razão desta obra?
Durante muitos anos, o crescimento urbano acelerado de zonas como Agualva Cacém, Algueirão-Mem Martins, Massamá, Amadora, Oeiras e Cascais trouxe novos desafios no fornecimento de água. Era necessário criar uma rede mais moderna, com maior capacidade e mais segurança, capaz de acompanhar o aumento da população e garantir o abastecimento mesmo em períodos de maior consumo.
A obra consistiu na construção de um grande adutor de circunvalação, uma extensa conduta de transporte de água que permitia reforçar a ligação entre os sistemas de abastecimento da região de Lisboa. Esta infraestrutura funcionava como uma verdadeira “autoestrada da água”, levando grandes volumes de água através de uma rede subterrânea de grande dimensão.
Para os moradores de Algueirão-Mem Martins, esta foi uma obra pouco visível no dia a dia, porque grande parte dela ficou escondida debaixo da terra, mas teve um impacto fundamental: garantir maior estabilidade no abastecimento de água numa freguesia que, nas últimas décadas do século XX, tinha crescido rapidamente com novos bairros, prédios e milhares de novos habitantes.
Hoje, muitos passam junto dos locais onde esta infraestrutura existe sem imaginar a importância daquela obra iniciada no final do século passado e concluída no início dos anos 2000. A “CREL da Água” ficou assim como uma das grandes obras de bastidores que ajudaram a preparar o futuro.





