Tempo em Algueirão Mem Martins

quarta-feira, 25 de março de 2026

Música: "Fonte, para onde foste"

 


Música dedicada à velhinha fonte que existe no Largo Rossio da Fonte, em Mem Martins, junto da Capela de Nossa Senhora da Natividade, que foi alvo de obras profundas, e onde a Fonte desapareceu, sem ser apresentado à população o novo Projeto para o espaço.



Mem Martins é assim
Derrubaram Guerra Junqueiro 
E cine teatro
Chaby Pinheiro
 
No Rossio da Fonte, 
Perto da Capela
Local de água fresca
Azulejos aguarela
 
Ponto de encontro,
Vida acontecer
Cada azulejo tinha história,
Sempre água correr
 
Mas decidiram
Tu desapareceste
Para onde te levaram?
Povo entristeceste 
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
Não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
Não sei onde estás,
Alguém foi capaz
Quem
Alguém foi capaz
 
Garrafões à espera,
Povo aproveitar
Água de Mem Martins 
Sítio recordar
 
Era sítio de encontro
Local de memória
Mas alguém se lembrou
Agora é só história 
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
E não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Destruíram-te
Alguém foi capaz
Quem?
Alguém foi capaz
 
Vieram vozes de fora,
Decidiram sem ouvir,
Apagaram-te do largo
Mesmo sem sentir.
 
Azulejos contavam histórias 
De quem esteve cá 
Mem Martins chora
Lugar que já não há.
 
Fonte, para onde foste?
Eu não te vejo…
E não sei onde estás,
Fonte, para onde foste?
Destruíram-te
Alguém foi capaz
Quem?
Alguém foi capaz
 
Quem assinou?
Quem decidiu?
Tu desapareceste
Só o passado te viu
 
Fonte, para onde foste?
Abandonaste Mem Martins
Fonte, para onde foste?
Abandonaste Mem Martins
Abandonaste Mem Martins
Fonte, para onde foste?
Fonte, para onde foste?
Fonte, para onde foste?

terça-feira, 24 de março de 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

Fonte do Largo do Rossio da Fonte

 

No coração de Mem Martins, o Largo Rossio da Fonte guardava um dos seus elementos mais simbólicos e identitários: a antiga fonte pública, um marco discreto mas profundamente enraizado na memória coletiva da localidade.

A fonte apresentava-se com uma estética tradicional, marcada pela simplicidade funcional típica das construções utilitárias de outros tempos.

Foi pensada para servir a população num período em que o acesso à água canalizada era limitado.

Outrora era ponto de encontro diário, refletia não só o céu aberto como também a vida da comunidade que ali se cruzava.

Mais do que um elemento arquitetónico, esta fonte era um verdadeiro centro social. Mulheres e homens reuniam-se para encher cântaros ou simplesmente conversar, trocando notícias e fortalecendo laços. 

O som constante da água a correr criava uma atmosfera tranquila.

Hoje, mesmo com a evolução urbana, a fonte mantinha o seu valor simbólico. Era um testemunho silencioso de um tempo em que a vida se desenrolava ao ritmo das necessidades básicas e da convivência de proximidade. 

Para quem passava pelo largo, era um convite à pausa — um ponto onde história, memória e identidade local se encontravam.

sábado, 7 de março de 2026

Obra do coletivo Unidigrazz integrada no Museu da Presidência da República

Obra do coletivo Unidigrazz integrada no Museu da Presidência da República na Sala do Conselho de Estado do Palácio de Belém

https://www.instagram.com/unidigrazz?igsh=MWhvbWRld3gxNzVpMg==

Museu da Presidência da República, sediado no Palácio de Belém, adquiriu obras de artistas e coletivos contemporâneos. A iniciativa surgiu por curadoria do artista Vhils, com o objetivo de integrar nas coleções institucionais nacionais imaginários artísticos emergentes que permanecem menos representados. 


Entre os artistas selecionados encontra-se o coletivo
 artístico Unidigrazz, cujas obras passam agora a integrar a coleção do Museu da Presidência da República. 

A peça do coletivo encontra-se instalada na 
Sala do Conselho de Estado do Palácio de Belém, espaço onde o Presidente da República reúne com os membros do Conselho de Estado e onde decorrem alguns dos momentos institucionais mais relevantes da vida política portuguesa.



Este reconhecimento institucional assume um significado particular para o coletivo, fundado em Algueirão-Mem Martins, e cujo trabalho artístico tem procurado refletir sobre identidade, território e periferia a partir da Linha Sintra. Consideramos este momento um marco importante no percurso do coletivo e na afirmação de práticas artísticas contemporâneas originadas em contextos periféricos, que passam agora a integrar um dos espaços institucionais mais simbólicos do país.