Tempo em Algueirão Mem Martins

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

[Público] Cidade sim ou não??

A lista das vilas que não aspiram a ser cidade poderia ainda incluir a maior vila de Portugal, Algueirão-Mem Martins, mas neste caso a recusa não se deve a uma filosofia de vida. É mais a dura realidade dos factos que se mete no caminho.


"Gostaria de poder pensar a cidade de Algueirão-Mem Martins", assume Manuel do Cabo, presidente da junta desta freguesia do concelho de Sintra, "mas não existe uma cidade sem pavilhão gimnodesportivo, um complexo polidesportivo, um centro de saúde que não seja num prédio de habitação com seis andares (onde as pessoas com deficiência são atendidas à porta), sem um centro dia ou um lar público, sem piscinas (há uma para 120.000 habitantes), sem creches públicas, sem um parque ou jardim digno desse nome". "Nada disso existe na minha freguesia. Os construtores não deixaram espaços disponíveis para outra coisa que não fosse habitação. E a culpa é da câmara municipal, que autorizou que se construísse mesmo por cima das ribeiras..."


O desabafo de Manuel do Cabo vai longo, mas toca em quase todos os pontos sensíveis da questão. A noção que temos de cidade é a de um centro, um pólo aglutinador de actividades e pessoas e gerador de progresso regional. Mas o mapa português do século XXI mostra uma realidade bem diferente: muitas das nossas cidades são apenas subúrbios onde muita gente dorme. Faz sentido serem cidades?


À luz da lei, faz. O diploma de Junho de 1982 indica um critério demográfico (mais de 8000 eleitores em aglomerado populacional contínuo) e enuncia um conjunto de outros requisitos: instalações hospitalares com serviço de permanência; farmácias; corporações de bombeiros; casa de espectáculos e centro cultural; museu e biblioteca; instalações de hotelaria; estabelecimento de ensino preparatório e secundário; estabelecimento de ensino pré-primário e infantários; transportes públicos, urbanos e suburbanos; parques ou jardins público. As povoações que possuam, pelo menos, metade destes equipamentos podem aspirar a ser cidade - estatuto que é concedido pela Assembleia da República.


https://www.publico.pt/2010/01/10/jornal/cidade-nao-obrigado-18530849

 

domingo, 10 de janeiro de 2010

Feirantes de Mem Martins foram impedidos de montar as bancas nas feiras da freguesia

Mais de cinquenta feirantes foram hoje impedidos pela PSP de montar as bancas nas feiras da Capela e de Fanares, em Mem Martins, e “ocuparam ilegalmente” um espaço que mais tarde vai acolher as duas feiras.


















Os vendedores da Feira da Capela queixam-se de que não foram avisados pela Junta de Algueirão-Mem Martins de que não poderiam realizar a feira hoje, e que ao chegar ao local habitual, por volta das 6:30, no centro de Mem Martins, foram impedidos de montar as bancas.

Não fomos avisados. Temos um mês de caução, e mesmo que este mês ainda não estivesse pago, podíamos ficar até ao fim do mês”, disse à agência Lusa, Célia Pedro, proprietária de uma banca de frutas e legumes.


Os feirantes queixam-se de “não ter tido tempo para avisar os clientes habituais” desta mudança, e lamentam que esta situação é prejudicial aos seus negócios.












Praticamente não vendi nada. Tinha encomendas mas os clientes não sabem ou não conseguem vir para este sítio porque é longe”, disse José Lucas, vendedor da feira da Capela há mais de 35 anos.


Por outro lado, os vendedores da Feira de Fanares alegam que foram avisados na última quarta-feira, e que hoje não tiveram outra solução a não ser deslocar-se para o local onde mais tarde se vão juntar as duas feiras.

Já sabíamos que não podíamos ir hoje para Fanares, mas mesmo assim tentámos ir mas foi-nos barrada a entrada na feira. Chegámos à Tapada das Mercês e tivemos que montar as bancas fora do perímetro da feira porque os feirantes de roupa, muitos deles não pagam licenças, forçaram-nos a ficar aqui”, disse à agência Lusa, Francisco Damião, proprietário de uma banca de frutas e legumes.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, Manuel do Cabo, adiantou que “os feirantes ocuparam ilegalmente aquele que vai ser o novo espaço da feira”, não cumprindo assim uma decisão da autarquia de Sintra que ordenou o encerramento destas feiras a partir de 1 de Janeiro, até que o novo local esteja devidamente qualificado.


O espaço vai ser organizado, vão ser marcados os lugares e falta instalar as casas de banho e a segurança. Os feirantes não podiam ter ido para lá porque ainda não estava preparado”, disse.

Manuel do Cabo adiantou que as transferências das feiras para a Tapada das Mercês põe “um ponto final num problema que afecta os moradores da Capela e de Fanares há mais de trinta anos”.

O vereador da autarquia de Sintra com o pelouro das Feiras e Mercados, Baptista Alves, considera que a decisão da câmara, “unânime a todos os partidos políticos”, é irrevogável, e adiantou que toda a população foi devidamente informada, através de edital, sobre o encerramento das duas feiras. 


Havia um conjunto de reclamações dos moradores da Capela e de Fanares, alguns deles ameaçados fisicamente pelos feirantes. Decidimos terminar com o pesadelo destes moradores a partir de Janeiro”, adiantou.

Tanto o vereador como o presidente da junta de freguesia adiantaram que hoje não ocorreram desacatos nem actos de violência motivados pela indignação dos feirantes.
Lusa / AO online

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Edificio perto da Estação - Algueirão

Os anos passam e todos os anos se formam nas Universidades Portuguesas centenas de Arquitectos e especialistas em Urbanismo. O que será que estas pessoas aprendem na escola?




















Recentemente, passei no Algueirão, perto da Farmácia Rato, e fiquei de boca aberta com o edifício que ali está a ser construído...

Será uma espectacular obra arquitectónica, ou apenas mais uma aberração como já estamos habituados? Urbanisticamente é mau...


















Numa Zona onde o espaço público já é bastante deficitário, lá se deu autorização para a construção de mais um edifício em cima do passeio e em cima da estrada. E espaço para as pessoas? Acham que o actual passeio chega para os peões?

E onde está o Bom Gosto? O sentido estético?

Pouco a pouco, vais se condenando esta zona do Algueirão, onde a palavra urbanismo e planeamento foram escritas com régua e esquadro, mas que com o passar dos anos, fazemos questão de destruir.

















Mais uma vez gostava de saber:
- Quem é o arquitecto que assina um projecto destes?
- Quem foi o responsável da Câmara Municipal que autorizou?

Certamente, como bons profissionais, não teriam qualquer problema em mostrar a sua obra e o seu trabalho.


















Estas imagens agradam? Gostam do enquadramento?

Enfim....

CGD no Algueirão

Para os mais desatentos, informo que abriu recentemente, mais uma agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na Estrada do Algueirão

domingo, 3 de janeiro de 2010

Zonas alagadas em Mem Martins

Todos os anos, em dias de grande chuva, existem duas zonas estratégicas de Mem Matins que ficam alagadas, dificultando e mesmo impossibilitando, a circulação automóvel, Rua do Coudel e a Estrada de Mem Martins.


Torna-se recorrente a necessidade de chamar os bombeiros para ajudar a escoar o excesso de água, e para impedir a passagem automóvel. Este ano, como sempre, já assisti, mais uma vez a esta situação, causada pelo facto, de não ser corrigidos erros do passado, como o estreitamento de linhas de água, que posteriormente não tem capacidade de drenagem de grandes caudais, e não corrigir locais mais baixo, sem a devida absorção de águas pluviais.

















- Será que as entidades responsáveis não tem o problema identificado?
- Será que as entidades responsáveis pensam resolver este problema?
- Será necessário uma situação extremamente grave para alguém tomar atitudes?

O que é certo é que os Invernos passam, e a vergonha repete-se ciclicamente...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Grande Ciclista "João Roque"


João Roque (clica) iniciou a sua carreira no Mem Martins Sport Clube, em 1958, tendo obtido 35 vitórias, das quais se destaca a do Grande Prémio Pinheiro de Loures.

Ingressou no Sporting com 19 anos, onde se notabilizou ao ganhar, em 1963, a clássica Porto-Lisboa e a Volta a Portugal, competição onde conseguiu ainda três segundos lugares. 

Ganhou ainda a Volta ao Estado de São Paulo no Brasil e foi Campeão Nacional de Rampa em 1964. Foi também Campeão Regional de Fundo (1967) e Campeão Nacional de Contra Relógio por equipas (1963). 

João Roque foi ainda o responsável pela ida de Joaquim Agostinho para o Sporting, para além de ter sido galardoado com o Prémio Stromp e ter feito parte da Comissão de Honra do Centenário do Sporting.

João Roque é uma marca importante da história de Mem Martins, quando nesta terra ainda se praticava desporto por gosto, e se tinha orgulho em defender uma camisola. Numa época em que o desporto era desporto, e não vivia da dependência económica dos dias de hoje. Basta falar com os antigos moradores de Mem Martins, pessoas que hoje rondam os 70 anos, e todos falam de João Roque com orgulho. Era alguém que fazia as pessoas terem orgulho em serem de Mem Martins.

Parabéns João Roque...