03/01/2010

Zonas alagadas em Mem Martins

Todos os anos, em dias de grande chuva, existem duas zonas estratégicas de Mem Matins que ficam alagadas, dificultando e mesmo impossibilitando, a circulação automóvel, Rua do Coudel e a Estrada de Mem Martins.


Torna-se recorrente a necessidade de chamar os bombeiros para ajudar a escoar o excesso de água, e para impedir a passagem automóvel. Este ano, como sempre, já assisti, mais uma vez a esta situação, causada pelo facto, de não ser corrigidos erros do passado, como o estreitamento de linhas de água, que posteriormente não tem capacidade de drenagem de grandes caudais, e não corrigir locais mais baixo, sem a devida absorção de águas pluviais.

















- Será que as entidades responsáveis não tem o problema identificado?
- Será que as entidades responsáveis pensam resolver este problema?
- Será necessário uma situação extremamente grave para alguém tomar atitudes?

O que é certo é que os Invernos passam, e a vergonha repete-se ciclicamente...

10 comentários:

  1. Caro cidadão
    seria um tema para estarmos aqui se calhar uma noite, até que me desse razão.Mas em curtas palavras vou tentar elucidar aqui este tema.
    Em 1983, quando houve as chamadas grandes cheias, toda a zona baixa de Mem-Martins junto ao Bela vista evidenciou-se o perigo das linhas naturais de água estarem obstruidas, pois havia lixo, arvores e outras coisas mais dentro da ribeira.
    A minha pergunta: Que alterações ou melhorias se fizeram nessa ribeira desde então?
    Na baixa do caçem foram feitas, aqui em M-Martins nada!
    Basta ver junto á Tendinha após a ponte para se continuar a ver a ribeira obstruida!
    Resumindo aqui na nossa terra não se limpa as ribeiras, mas corta-se os seus caminhos como aconteceu na Rua dos Lirios e Malvarosa construindo em cima do seu leito um edificio.
    Portanto como dizem os antigos de 20 em 20 Anos haverá uma grande cheia, se um dia a zona da praça junto ao Bela Vista chegar ao 2º Andar é normal, pois esta previsto no Plano de cheias de 1980, que actualmente esta desatualizado e muito provavelmente os senhores da nossa autarquia ainda não tiveram tempo de reactualiza-lo.
    E por ultimo deixem dizer que em caso de cheia o ze bombeiro a unica coisa que pode fazer, é facilitar o caminho das aguas para que se encaminhem aos ribeiros naturais ainda existententes dentro de Mem-Martins.
    Bem Hajam

    Cs4cap

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  2. Olá a todos e votos de um bom ano!

    Realmente é um problema recorrente... E realmente não se fez muito entretanto... Lembro-me vagamente das cheias de 83, até porque tinha pessoas amigas que sofreram na pele as cheias...

    Actualmente os problemas são vários:
    -ruas sem sarjetas em que a água flui livremente;
    - diminuição ao longo dos anos das superfícies capazes de absorverem e reterem águas;
    -drenagens de lagoas naturais (Bairo S. Carlos II, ou junto à escola Visconde Juromenha)
    -Falta de limpeza dos caneiros,regatos, ribeiras...

    Muito sinceramente nunca percebi muito bem o curso das águas aqui da zona, mas penso que devem existir alguns nascentes naturais na freguesia... Bem estimados poderiam ser um pólo de interesse??!!??!

    Pelo que sei toda a água que chove aqui na zona, acaba por pertencer à Ribeira da Laje...

    O que é feito nessa ribeira?

    enfim...

    Abraço

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  3. Quem procura encontra....

    Texto integral em:
    http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=4428&print=1


    "Ribeira da Laje
    A Ribeira da Laje nasce na encosta oriental da Serra de Sintra e desagua no estuário do Tejo, na extremidade poente da praia de Sto. Amaro, percorrendo um total de 15.8 km. Ao longo do seu percurso, a ribeira atravessa zonas densamente urbanizadas, ainda dentro do Concelho de Sintra, à saída do Concelho, o leito principal atravessa uma zona pouco acidentada, com traços dominantes de alguma ruralidade, embora com evidente e acentuada expansão urbana.

    Com uma área de 42.4 Km2 e um perímetro de 45.8 Km esta bacia hidrográfica apresenta vulnerabilidade para a ocorrência de cheias. O seu leito principal já foi objecto de intervenção pelo Projecto de Controlo de Cheias da Região de
    Lisboa da responsabilidade do INAG. Procedeu-se à construção de 4 bacias de retenção na zona urbana de Algueirão, Mem Martins que evidenciam a sua vulnerabilidade para a ocorrência de cheias.

    A bacia da Ribeira da Laje é das que apresentam uma maior percentagem de urbanização, sendo que mais de 15% da área drenante, do concelho, é ocupada por zonas edificadas. A fraca resposta dos sistemas de drenagem pluvial, que apresentam aqui um papel crucial, pode estar contribuir também, para a elevada frequência da ocorrência de cheias."


    Uma das tais bacias lembro-me eu onde fica... Fica ali mesmo ao lado do terminal dos comboios entre a Estação de ALG-MM e a Portela...

    abraço

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  4. Existe outra, á direita, na subida para o Cemitério do Algueirão, juntos aos prédios que foram construídos recentemente.

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  5. http://www.aprh.pt/congressoagua98/files/com/111.pdf

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  6. Nas duas zonas com cheias recorrentes que refere no artigo será difícil haver solução. São locais concerteza identificados pelos serviços camarários, mas cuja solução seria, sem dúvida, bastante dispendiosa e implicariam obras profundas com repercussões no trânsito dessas importantes vias.
    Portanto, como aquilo só fica alagado de vez em quando, o melhor é deixar andar... poupa-se dinheiro e chatices...

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  7. Caros leitores deste magnifico blog (que descobri há pouco tempo e que gosto muito) eu, que percebo um pouco da matéria, vou tentar escrever um pouco sobre a temática.

    O que se passa com M-Martins é o mesmo que se passa com outra cidades ou grandes zonas urbanas e que não são devidamente dimensionadas. Ou se são dimensionadas numa altura não são actualizadas.

    Chama-se impermeabilização do solo. A impermeabilização do solo passa pela "tapagem" do solo com materiais (por exemplo, o asfalto das estradas) ou estruturas que impedem a infiltração de água no solo e, por sua vez, a infiltração profunda. Basicamente o que foi se passando com M.Martins é que onde antes tinhamos terrenos que iam infiltrando água temos agora esfalto quase imperme. Como a água não infiltra é direccionada para sistemas de drenagem que por sua vez estão mal dimensionados e logo não têm capacidade para caudal de cheia. Quem sofre mais com este "direccionamento" da água pluvial são as zonas de cota mais baixa obviamente... (já para não falar do lixo dos sistemas de drenagem)

    A juntar a este "fenómeno" antropogénico existe ainda o estreitamento da área de passagem das ribeiras ou linhas de água.
    Ou seja, onde antes havia a "terra do tio Jaquim" e o rio circulava com maior ou menor caudal e "à vontade", agora há um prédio e um rio que passa especificamente onde é obrigado. Mas ele é obrigado em largura, não em altura!!
    Sem esquecer as descargas ilegais que a ribeira das Lajes deve ter...

    Claro que nós Humanos temos a mania que podemos controlar a natureza, mudando o rumo das ribeiras, estragando o equilibrio e a natureza revolta-se... Enfim...
    E já me alonguei muito mas espero que tenha ajudado a explicar um pouco o que se passa na nossa "não-tão-bela" terra. :)

    E parabens pelo fantastico blog que irei acompanhar.

    Abraços

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  8. O cómico é que mesmo sabendo destes erros, continuam a mexer nas linhas de água e a construir por cima delas... e 15% de área de drenagem com construção à escala da freguesia é uma percentagem preocupante.

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  9. Algueirão está cheio de linhas de água e de ribeiras. Na Rua Serra de Baixo, no espaço de 100 mts, estão logo duas, sem falar da outra também a 100mts e que vem da zona do cemitério. Só na Rua Serra de Baixo, está uma junto à Casa do Benfica e a outra 100 mts a seguir, quando passamos a Rua das Mercês, que inclusivamente passa entre as vivendas e prédios e que nasce junto à antiga vacaria e Moinho nossa terrenos agora denominados da Cavaleira. Esta última vai desaguar à outra ribeira que vem da zona do cemitério. A que passa junto à casa do Benfica, vai desaguar à Ribeira da Lage à saída de Mem Martins. A Rua Serra de Baixo também é, por isso, uma das zonas mais marterizadas em cheias, não só na rua, mas também dentro das habitações, Abraço.

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  10. Algueirão está cheio de linhas de água e de ribeiras. Na Rua Serra de Baixo, no espaço de 100 mts, estão logo duas, sem falar da outra também a 100mts e que vem da zona do cemitério. Só na Rua Serra de Baixo, está uma junto à Casa do Benfica e a outra 100 mts a seguir, quando passamos a Rua das Mercês, que inclusivamente passa entre as vivendas e prédios e que nasce junto à antiga vacaria e Moinho nossa terrenos agora denominados da Cavaleira. Esta última vai desaguar à outra ribeira que vem da zona do cemitério. A que passa junto à casa do Benfica, vai desaguar à Ribeira da Lage à saída de Mem Martins. A Rua Serra de Baixo também é, por isso, uma das zonas mais marterizadas em cheias, não só na rua, mas também dentro das habitações, Abraço.

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