Tempo em Algueirão Mem Martins

domingo, 27 de setembro de 2026

Contra Relógio "Rampa das Mercês"

 As Mercês vão ser palco, este domingo, 27 de setembro, da primeira edição da Rampa das Mercês, uma nova iniciativa dedicada ao ciclismo e que promete levar competição e animação às ruas da localidade.

Organizada pela Escola BTT Rio, a prova apresenta um formato particularmente exigente: um contrarrelógio individual numa distância de aproximadamente 450 metros, com cerca de 50 metros de desnível positivo.

Cada participante terá pela frente a subida da rampa, procurando cumprir o percurso no menor tempo possível. A partida do primeiro atleta está prevista para as 10h00, dando início a uma manhã dedicada ao ciclismo.

A iniciativa pretende juntar participantes com diferentes níveis de experiência, proporcionando não só um desafio desportivo, mas também um momento de convívio entre ciclistas e população.

A primeira edição da Rampa das Mercês surge assim como uma nova proposta no calendário desportivo local, colocando as Mercês no mapa das iniciativas ligadas ao ciclismo e aproveitando as características do território para criar uma prova curta, mas intensa.

Uma subida curta, um grande desafio

Com apenas 450 metros, a distância poderá parecer reduzida. No entanto, os 50 metros de desnível tornam o percurso num verdadeiro teste à capacidade física dos participantes.

A organização estabeleceu um limite de 160 participantes, estando a iniciativa preparada para receber ciclistas dispostos a enfrentar o desafio contra o relógio.

A 1.ª Rampa das Mercês realiza-se assim este domingo, numa iniciativa que pretende aliar a vertente competitiva ao convívio e à promoção da prática desportiva.

📅 27 de setembro de 2026

📍 Mercês

🚴 1.ª Rampa das Mercês

⏰ Início previsto: 10h00

📏 Percurso: cerca de 450 metros

⬆️ Desnível positivo: cerca de 50 metros

Morabeza '26

O Casal de São José (KSD) foi palco, no dia 26 de setembro, de um festival dedicado à música, à dança e à cultura urbana, reunindo ao longo da tarde vários artistas, DJ e projetos ligados sobretudo aos ritmos africanos.



Com o lema “Live Up”, o evento apresentou um programa diversificado, com nomes como Barbie Africana, Pampas, Deejayblackd, Melodee, Gb_m2tb, Powerunited, Cabinda_Ag, Starkito, Cesar_kc, VL_Block, Pinocoox.dj e Nádia Morais.

A animação contou também com momentos de African Dance, bem como com a participação dos Fidjos de Santa Catarina e de Guru Ksd & Sandro MM.


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Piscinas Municipais de Ouressa: entrada mais reduzida após as obras levanta algumas preocupações

Após as obras realizadas nas Piscinas Municipais de Ouressa, alguns utilizadores têm chamado a atenção para as condições existentes na zona de entrada, sobretudo nos momentos que antecedem as aulas.


O espaço destinado à espera parece agora mais reduzido, existindo também menos bancos disponíveis para quem acompanha crianças ou para os utilizadores que necessitam de se sentar enquanto aguardam.

Outra questão prende-se com a passagem entre a zona das bancadas e a entrada das piscinas. Em dias de chuva, esta circulação pode tornar-se particularmente incómoda, sobretudo para crianças e pessoas mais idosas, que ficam mais expostas às condições climatéricas enquanto aguardam ou atravessam este espaço.

Uma solução simples poderia passar pela instalação de uma cobertura ou estrutura de proteção contra a chuva, permitindo que esta passagem fosse feita de forma mais confortável e segura.

Também seria importante avaliar se é possível reforçar o número de bancos na zona de entrada, tendo em conta o movimento existente durante os períodos de aulas.


As obras trouxeram melhorias ao equipamento, mas a utilização diária do espaço permite identificar alguns aspetos que poderiam ser aperfeiçoados.

Fica, assim, o alerta e a sugestão para que estas questões possam ser analisadas pelas entidades responsáveis, procurando tornar as Piscinas Municipais de Ouressa mais confortáveis e acessíveis para todos os seus utilizadores.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

História da Quinta do Scoto

A Quinta do Scoto está situada em Meleças, no concelho de Sintra, e ocupa um lugar importante no património português. Segundo a inscrição na base da cruz de pedra existente sobre a porta da antiga capela, a construção da Quinta foi concluída em 1746. Isto aconteceu apenas nove anos antes do grande terramoto de 1755, que destruiu grande parte de Lisboa e muitos edifícios das localidades vizinhas, incluindo Sintra.



Felizmente, a Quinta sobreviveu ao terramoto. No interior da capela existe uma placa de azulejos, datada de 1757, dando graças a Nossa Senhora da Misericórdia e a São Marçal, em agradecimento pela sobrevivência ao violento terramoto ocorrido dois anos antes.

Características especiais 
A Quinta conserva várias características muito próprias da época em que foi construída. Entre elas encontram-se os bancos de pedra maciça junto às janelas. Antes da existência de iluminação elétrica, as senhoras da casa senhorial sentavam-se nesses bancos para coser e observar o movimento no exterior.

Todas as janelas do rés-do-chão estão protegidas por grades metálicas exteriores, enquanto as janelas de grande altura do piso superior possuem guardas de ferro, elementos igualmente característicos daquele período. Mas uma das características mais extraordinárias da Quinta são os azulejos tradicionais, feitos à mão, em tons de azul e branco, que revestem as salas de receção do piso térreo.

Existem mais de 4.500 azulejos, datados da primeira metade do século XVIII, da época em que a Quinta foi construída. Em muitas das salas, os azulejos apresentam padrões tradicionais, incluindo representações de querubins e flores, repetidos com grande precisão ao longo das paredes. O ponto alto encontra-se na sala de jantar, decorada com raros e únicos azulejos figurativos que representam edifícios, homens e mulheres da nobreza, carruagens, cavalos, cães, cenas de caça, entre outros elementos.

Segundo a tradição, estes azulejos representam cenas dos arredores da Quinta na época da sua construção. Como muitos dos edifícios existentes na região não sobreviveram ao terramoto de 1755, os azulejos poderão constituir um valioso registo da paisagem e da vida local daquele período.

Rocha Martins e o Marquês de Pombal
O historiador e escritor português Rocha Martins, autor de várias obras de referência, viveu durante a década de 1940 numa pequena casa situada na extremidade da Quinta. Rocha Martins relata que um dos primeiros proprietários da Quinta do Scoto terá sido o capelão do Marquês de Pombal. Em 1777, após uma mudança na monarquia portuguesa, o Marquês de Pombal caiu em desgraça junto da nova rainha de Portugal. Segundo o relato, terá passado os seus últimos dias na Quinta, na companhia do seu capelão, antes de ser banido para a sua propriedade no Norte de Portugal.

As tropas de Napoleão
Existe ainda uma tradição segundo a qual, durante a Guerra Peninsular, quando a França ocupou Portugal no início do século XIX, o exército de Napoleão Bonaparte terá acampado nos terrenos da Quinta. A localização estratégica da Quinta e a abundância de água terão sido fatores que contribuíram para a escolha daquele local.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Obras no Apeadeiro de Algueirão Mem Martins

A Estação de Algueirão–Mem Martins poderá entrar nos próximos anos num novo ciclo de requalificação, com intervenções destinadas a melhorar as condições oferecidas diariamente aos milhares de passageiros que utilizam a Linha de Sintra.

De acordo com informação recentemente divulgada, está prevista uma primeira intervenção a partir de 2027, que deverá incluir trabalhos de beneficiação das atuais instalações, nomeadamente coberturas e pintura, procurando melhorar as condições de utilização e proteção dos passageiros.

A intervenção não deverá ficar, contudo, por estes trabalhos iniciais. Está prevista uma reformulação mais profunda da estação, com o objetivo de melhorar a infraestrutura ferroviária e as condições de conforto e utilização.

A intenção apontada é que o processo de requalificação se desenvolva nos próximos anos, com uma previsão de conclusão global até 2030.

Paralelamente à intervenção na estação ferroviária, está prevista uma importante obra no espaço público envolvente.

Em 2026 foi celebrado um contrato para a “Requalificação do Espaço Público do Algueirão e do Largo 25 de Abril/Largo da Estação, em Mem Martins”, uma intervenção que representa um investimento superior a 2,4 milhões de euros.

A obra inclui também a reformulação de redes de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais e tem um prazo de execução previsto de 540 dias.

A conjugação destas intervenções poderá significar uma transformação significativa de toda a zona da estação, não apenas no espaço ferroviário, mas também nas áreas públicas que fazem a ligação à estação e ao centro de Mem Martins.

A Estação de Algueirão–Mem Martins é uma das principais portas de entrada e saída da freguesia e desempenha um papel fundamental na ligação ferroviária a Lisboa e aos restantes pontos da Linha de Sintra.

Depois de anos de reivindicações relacionadas com as condições da estação, as intervenções previstas poderão representar uma mudança importante para quem utiliza diariamente o comboio.

2027 será, assim, um ano que poderá marcar o início de uma nova fase para a Estação de Algueirão–Mem Martins, ficando o grande desafio para os anos seguintes: concretizar a requalificação anunciada e devolver à estação condições adequadas à dimensão e importância da população que serve.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Ermida de São Romão

A fundação é atribuída ao século XII, portanto é um dos elementos históricos mais antigos da freguesia. Foi construída aproveitando materiais romanos que já existiam no local. A zona envolvente possui importantes vestígios arqueológicos romanos e pré-históricos, sendo identificada no PDM como Estação Arqueológica de São Romão. No século XVI sofreu uma importante remodelação, incluindo alterações na capela-mor. Em 1921 foram observados vestígios de pinturas murais com cores vermelha e amarela. 

Em 1956 houve uma tentativa de recuperação: chegou a existir uma subscrição pública e o arquiteto Norte Júnior elaborou um projeto para um novo templo, mas a obra não avançou. Já em 1758, a ermida era mencionada nas Memórias Paroquiais. Do local das ruínas saíram também monumentos com inscrições, associados à ocupação romana.

As ruínas da Ermida de São Romão chegaram a constar de processos de proteção patrimonial no município de Sintra.