26/01/2012

Filkemp: fábrica de Mem Martins exporta 99% da produção para 30 países


A Filkemp, S. A., provém da antiga Hoechst, que a vendeu ao empresário Wolfgang Kemper, que a geriu durante três décadas. Em 1998, o CEO, com dois antigos colaboradores da Hoechst, Manuel Rolo e José Inglês, adquiriu a fábrica ao grupo alemão numa operação de management buy-out, tendo desde então mais que triplicado a produção e as vendas. Actualmente, a produção da fábrica ronda as 4 mil toneladas anuais de monofilamentos destinados à indústria de papel e de filtros industriais, assim como à pesca profissional e desportiva.

Um dos motivos deste sucesso foi a dinâmica de exportação conseguida com a ajuda de agentes locais, especialistas nas áreas de negócio, onde a Filkemp se concentrou. Em vez de ficarmos à espera que os clientes globais nos viessem bater à porta, fomos nós aos mercados importantes para o nosso produto e identificámos os clientes e os agentes adequados”, diz Wolfgang Kemper.

Com uma taxa de exportação de 99%, a empresa fornece monofilamentos a 31 países, sendo a China, a Alemanha, Espanha e a Finlândia os seus principais mercados. A empresa também está na Rússia, nos EUA, na Coreia do Sul e na Austrália e não teme a concorrência internacional.

Em 2011 facturou 18 milhões de euros, 30% dos quais à China. Acaba de investir 1,4 milhões de euros, do cash flow, numa nova área de negócios e criou dez postos trabalho.

A fabricante de Mem Martins continua a crescer a dois dígitos. Depois de ter aumentado as suas vendas 16% em 2010, cresceu 18% em 2011, alcançando um volume de negócios total de 18 milhões de euros. Paralelamente, empregou mais dez colaboradores, contando agora com um total de 145.

Trabalhamos em quatro turnos, dia e noite, todo o ano”, revela o CEO, Wolfgang Kemper, sublinhando que a aposta no mercado chinês, que representa mais de 30% das vendas totais, foi decisiva para o êxito dos últimos anos. “Muitas empresas portuguesas têm medo de exportar para a China por não se acharem competitivas, mas o mercado oferece imensas oportunidades”, sublinha.

Em 2006, a Filkemp iniciou a produção de monofilamentos PET para telas secadoras da indústria de papel na China. Hoje é o maior fornecedor mundial deste produto. “Continuamos a ver muito futuro na indústria de papel e não tememos a concorrência, quer local quer internacional”, assegura.

A produção de monofilamentos PET para as telas secadoras implica um know-how muito específico e complexo.

Wolfgang Kemper sublinha que o negócio exige extrema confiança porque os fios para as telas têm de ser impecáveis e de perfeita qualidade para garantir a produção non-stop de papel. As telas correm na máquina a 90 quilómetros por hora. O empresário diz que qualquer paragem provocada por uma falha na qualidade das telas pode acarretar graves prejuízos.

A Filkemp consegue garantir esta qualidade de topo, a preços competitivos made in Portugal, prevendo ultrapassar os 20 milhões de euros nos próximos dois anos”, adianta, confiante.

Nova área de negócios Em 2011 apostou numa nova área de negócios. Investiu 1,4 milhões de euros e começou a produzir cerdas abrasivas, utilizadas nas indústrias automóvel, metalúrgica e no polimento de rochas ornamentais e de madeira.

O empresário explica que se trata de um produto de topo, em que o monofilamento é extrudido com partículas abrasivas, que podem ir de grânulos de cerâmica a pó de diamante, exigindo know-how extremamente avançado.

A nível mundial, a empresa portuguesa concorre apenas com dois fabricantes. O seu próximo objectivo é facturar 3 milhões de euros com este produto em 2014.

5 comentários:

  1. Com sucesso a saber trabalhar e a exportar só poderia ser uma empresa com o cunho alemão! Enquanto Portugal não tiver dezenas destas fábricas e de preferência sem os tipos da CGTP andarem lá com a agenda vermelha e sem defenderem trabalhadores mas sim a tentarem servir de forças de bloqueio do país, não vamos lá. Os alemães e os chineses é que demonstram como é e qualquer dia ainda vamos ver os chineses a passarem de mercedes e de charuto e os portugueses vão é para o trabalho de bicicleta e se não tiverem transportes ficam a dormir em beliches na cidade junto ao trabalho para deixarem de ser ignorantes e andarem a votar no Sócrates e nos Cavacos campónios. Quanto á esquerda deveria ser toda varrida do Parlamento que aquilo é só para negócios próprios. Só com um regime presidencialista e com malta nova como o Passos Coelho e técnicos como o ministro das finanças é que Portugal poderá caminhar no rumo certo. Basta ouvir o que todos os emigrantes dizem! O que vale é que vamos acabar a ser governados por Bruxelas e pelos alemães porque em 30 anos pós revolução que já se provou que os nossos políticos são ladrões. Precisamos é de mais gente da Dinamarca como o chefe da troika e mais Wolfgang Kempers para tomar conta disto e pôr ordem no caos.

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    1. Sim, sim, o Passos Coelho e o Socrates são os maiores....canaglheiros deste País, republica das bananas.
      Mas como se não bastassem, têm a ajuda do Gaspar...

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  2. esta empresa acaba de despedir 28 colaboradores devido a falta de encomendas.
    como é possivel isto numa empresa que diz facturar milhões

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  3. Eu chamo-me Antonio Duarte Lourenco, Cidadao Angolano, fiquei a conhecer melhor a Filkemp por causa da apresentacao do Mr Wolfgong kemper no programa Comissao executiva e pretendo que esta forma desenvolvida seja investida tambem nos Paises de Lingua oficial Portuguesa, como Angola , Brasil, Guine Bissau, Cabo Verde, Mocambique e Timor leste.

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