27/01/2013

Diagnostico de Território

Aqui transcrevo a descrição de um relatório de um organismo publico, redigido em 2008, com a caracterização do território sobre as zonas da freguesia de Algueirão Mem Martins, aparentemente com maiores problema sociais.

Existem algumas zonas com maior incidência de problemas nesta freguesia. Uma zona junto à estação de comboio de Algueirão Mem-Martins, gare e arredores, onde se reúne um grupo móvel e flutuante de consumidores de substâncias psicoactivas.

* Bairro da Coopalme /Cavaleira (Algueirão)
é um bairro de realojamento efectuado pela Câmara Municipal de Sintra (34 Fogos) e pela Câmara Municipal de Amadora (40 fogos). Esta população é composta por imigrantes e descendentes de imigrantes dos PALOP (Cabo Verde e Guiné Bissau), e também de população de etnia cigana. É uma população caracterizada por vários problemas sociais e financeiros, como por exemplo na gestão doméstica, na orientação escolar e na profissional.

* Bairro da Nova Imagem (Algueirão)
é composto por 318 fogos de proprietários nacionais de classe média-baixa, e famílias realojadas (cerca de 90 fogos), do Parque de Campismo de Monsanto e do Bairro da Boavista, em Lisboa. Estes eram maioritariamente de origem africana de segunda geração, em situação de préexclusão, economicamente desfavorecidos. A degradação urbana é patente, sendo visíveis as casas com vidros partidos e algumas desocupadas e os espaços desportivos degradados. São referenciados problemas de consumo de substâncias psicoactivas, existindo casos esporádicos de delinquência. É ainda de referir a fraca ligação à escola ou outras estruturas de formação e a desocupação dos referidos jovens o que favorece a ausência de construção de projectos de vida consistentes.

* Tapada das Mercês
é uma zona que não é resultante de realojamento mas onde as rendas são muito mais elevadas, o que implica um esforço acrescido, para as famílias que na sua maioria são monoparentais. Foram identificados diversos problemas nesta população como baixa escolaridade, trabalho precário, fracas qualificações académicas e profissionais, baixos salários, ausência de supervisão parental (por dificuldades de conciliação da vida profissional e familiar por parte dos progenitores).
 

* Bairro de Casal de S. José (Mem Martins)
é um bairro de realojamento da Câmara Municipal de Sintra, situado na localidade de Mem-Martins. Segundo fontes locais, a representação social deste bairro tem alguma conotação negativa devido à acentuação das suas problemáticas, carência habitacional, desemprego/emprego precário, grande violência doméstica, furto e consumos de substâncias lícitas e ilícitas.


4 comentários:

  1. Pois é meus amigos. Aqui vem desaguar toda a porcaria que os outros não querem. Agradeçam aos nossos governantes que assim o decidiram. Estou de acordo com a integração destas famílias, mas era se os tivessem levado para a Beloura ou para a Quinta da Marinha. Aí é que se iriam sentir em casa, pois apesar das aparências, mora lá muito malandro, e assim ficavam todos juntos e escusavam de andar a massacrar quem com muito sacrifício, tem de aturar esta escumalha, que destrói tudo por onde passa!

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  2. Infelizmente é assim que as coisas correm nesta freguesia há muito tempo, e não tenho expectativa nenhuma de as ver mudar por muitos anos. Agora estamos nas conversas do PDM, que poderia resolver algumas das questões cruciais através de regras de ordenamento e de parâmetros urbanísticos (na falta de outros instrumentos de gestão territorial para a nossa freguesia, só mesmo o PDM é que pode dar umas luzes nesse sentido), mas com a CM provavelmente falida, o orçamento para a elaboração do PDM deve ser absurdo, como grande parte dos planos que as câmaras municipais têm lançado em concursos e que só levam é as equipas técnicas à falência. E já nem falo dos tempos de elaboração e posteriormente da sua execução... Não é assim que alguma coisa há de mudar nesta terra.

    Para juntar à festa, assistir a uma reunião com a junta de freguesia onde só deixaram a população falar ao início e depois pediram para ficar calada, mesmo após concluirem que já não fazia sentido nenhum a reunião ser cumprida nos termos formais... E ainda deu para assistir ao atirar dos tomates podres entre vários partidos até ao dia seguinte, em vez de estarem a discutir propostas para o PDM, aproveitando a ocasião de estarem todos juntos numa reunião... assim não não dá mesmo nada.

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  3. Não é com rótulos que se resolvem os problemas sociais, só se criam alguns de maior ordem, gente desordeira, e drogada existe em todo o lado, roubos também, isto ainda não é o Brasil minha gente se as forças de autoridade tivessem uma maior acção certamente nao haveria estes problemas precisam e de leis duras, não de falar da boca pra fora! Olha que realmente! Vamos por a culpa nos emigrantes e nos portugueses não? Afinal foram eles que lixaram esta porcaria toda, obviamente, ou terá sido a atitude cobarde dos nossos governantes que originou este caos?

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