29/01/2013

Tapada das Mercês - Abaixo assinado



O texto para todos subscreverem no próximo sábado é:

"Plano Diretor Municipal da Câmara Municipal de Sintra

O elevado índice de construção e a inexistência de espaços verdes, lazer e recreio associados à elevada  ensidade populacional, provocou, nos últimos anos, umadegradação da qualidade de vida dos moradores,
comerciantes e utentes da Tapada das Mercês.

Sinalizada esta situação, os abaixo assinados propõem a alteração à classificação do terreno situado na zona norte da Tapada das Mercês (a Norte - Rua Arq. Afonso Domingos e Rua Igreja, Sul – Escola Os Castelinhos e
Hipermercado Modelo/Continente, Nascente - Estrada Mercês – Algueirão, Poente - Cemitério e Rua Josefa de
Óbidos), da atual classificação de “urbano” para a classificação “área preferencial para recreio e lazer”

6 comentários:

  1. Não vou estar cá no Sábado, mas gostaria de assinar posteriormente.

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  2. Os PDM fazem a classificação/reclassificação do solo (ou seja, identificam se o solo é ou deve ser urbano ou rural) e também fazem a sua qualificação, ou seja, dizem em que categorias de espaço se divide o solo, dentro do urbano e do rural.

    Ser classificado como espaço urbano não invalida o facto de poder ser qualificado como espaço verde para recreio e lazer. O solo urbano/urbanizável não inclui apenas os espaços de construção de edifícios, também inclui os espaços verdes que constituem a estrutura ecológica. Agora depende do tipo de parque que queiram sugerir para lá. Se for apenas uma zona verde mais natural sem grande intervenção então não precisa de ser urbano, mas se quiserem um parque verde urbano com equipamentos como campos de jogos, pavilhões desportivos, zonas de estar com esplanadas, etc etc, se calhar não é totalmente errado manter-se como solo urbano e considerar uma parte daquele solo como zona destinada a equipamentos.

    E mais importante do que isso tudo, é garantir que não se comprometa aquele solo para construção enquanto não for aprovado o novo PDM, pois isso ainda vai demorar alguns anos a acontecer e geralmente sofre sempre atrasos. Nesse intervalo de tempo, acho que não há nada que impeça o surgimento de nova construção. Não sei se há algum tipo de medidas preventivas que evite que se construa lá até o novo PDM entrar em vigor, partindo do presusposto que a câmara terá intenção de realmente criar ali algum tipo de parque. Acredito que seja possivel que isso venha a acontecer, só não sei se será da dimensão pretendida.

    E depois, mesmo que o PDM proponha isso, não quer dizer que seja feito. O PDM pode dizer para que serve aquele terreno grande, mas depois haver realmente o projecto de um parque para lá é outra conversa. Podem passar muitos anos sem se fazer nada. A verdade é que o nosso planeamento ainda é muito burocrático e ineficaz, sobretudo numa altura em que as CMs estão com falta de dinheiro...

    Por último, a Tapada queixa-se que vive esquecida ou isolada do resto da freguesia, mas a restante freguesia também sofre da mesma carência há mais anos. Este abaixo assinado devia ser mais alargado do que a Tapada. Pode ser um bairro com dimensão, características e problemas específicos, mas a linha imaginária administrativa que delimita uma porção de território chamada 'Freguesia de Algueirão Mem Martins' inclui mais do que a Tapada.

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  3. Pedro, se acha que deve ser alargada para o resto da freguesia, o que fez você para que isso fosse realidade? É que nós, moradores da Tapada, mexemo-nos e tirámos tempo para isso acontecer. Quanto ao facto de não sermos tão esquecidos como isso, em comparação à restante freguesia, porque não me diz onde mora? E eu aponto-lhe e demonstro cabalmente que, entre a sua, e o meu território, estão empregues $dinheiros$ de forma discriminatória, a Tapada nunca teve acesso a nada. E se dúvidas existissem, a Tapada das Mercês é o território EUROPEU, não é nacional, é EUROPEU, com maior densidade populacional num único espaço. Se temos a reclamar, se temos a exigir, se somos colocados de parte, por alguma coisa o estamos a fazer. Não pode comparar o que se passa noutras freguesias, com o que acontece na Tapada. Obviamente, não sabe do que fala, e não vive o que nós moradores, 20.000, vivemos.

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  4. Caro Nuno Azevedo, É assim que se começa os conflitos desnecessários. Para conflitos desse género já chegam os partidos nas reuniões com a junta, que em vez de procurarem soluções para os problemas dedicam-se a atacar uns aos outros.

    Não sei o que falo? Moro na freguesia desde que a tapada das Mercês era um pinhal, andei na escola da Jerumenha quando a Tapada estava a ser construída, passei parte substancial da infância e adolescência na tapada juntamente com moradores e conhecidos que ainda hoje lá moram, tenho uma licenciatura relacionada com urbanismo e um dos principais motivos que me levou a escolhe-la em detrimento de outra preferência foi exactamente ter assistido, desde criança, à construção de atentados urbanísticos à volta da zona onde moro, sendo a tapada das mercês um dos maiores. Mas pronto, alguém que não me conhece de lado nenhum diz que não sei do que falo e faz juizos com base numa má interpretação da única frase que fiz especificamente sobre a Tapada. Posso não conhecer todas as carências e problemas da Tapada, mas daí até não saber do que falo vai uma distância grande.

    Nunca referi algo que se pareça com "tão esquecidos quanto isso". Referi sim que não são os únicos esquecidos ou afectados na freguesia onde moramos em relação à carência de espaços verdes e equipamentos e sobretudo de um parque urbano, que é o tema desta mensagem no blog. Defendam os vossos interesses da melhor maneira que encontrarem, mas há muitos problemas na freguesia em que vivemos e que dizem respeito a todos e não apenas à Tapada, e um deles é exactamente a falta de um parque urbano. A última frase que escrevi foi uma opinião/sugestão. Se para si não tem valor nenhum, não lhe posso fazer nada. Se para si representa um insulto repleto de ignorância, então peço desculpa por tentar ser solidário com as restantes pessoas da freguesia e não apenas com as que habitam em algum bairro em particular.

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  5. E acrescento ainda, caso tenha ficado mal entendido, que quando sugeri que o abaixo assinado deveria ser alargado à restante freguesia, estava a referir-me ao nível da divulgação e do universo de pessoas que deveria poder assinar a favor da elaboração de um parque naquele espaço da Tapada, e não em outras áreas da freguesia...

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  6. Compreendo e aceito as suas críticas. Mas fica-me (pessoalmente) uma dúvida: de que nos serve ter pessoas com ideias com um panorama geral sobre as freguesias, se não somos capazes de nos juntar para fazer o básico, envolver, participar, e fazer algo pelo território que ocupamos e vivemos em comunidade? O "Pensar Global, Agir Local" é bonito, mas não estamos a demorar "demasiado tempo" a pensar em todo um contexto, e a esquecer do AGIR?

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