09/08/2015

OpiniãoAMM: A saúde em Algueirão Mem Martins

Texto Luis Carlos Parreira
(membro da assembleia de freguesia)



Dos profissionais, aos utentes, dos que estão doentes aos que tratam quem precisa, todos merecem ter condições dignas.

Aos homens e mulheres que com as mãos mergulhadas na dimensão maior da sua existência, tratando, reparando e cuidando dos doentes, muitas vezes, trabalham sem as condições mínimas.

A Eles que tudo fazem por nós, nunca lhes agradecemos tudo aquilo que merecem.
Anunciado em Abril de 2014, pelo Sr Presidente da Câmara Municipal de Sintra, será criada uma “cidade da saúde” no terreno das antigas instalações da fábrica da Messa, projeto esse que, segundo o Presidente da autarquia, é já reconhecido pelo Ministério da Saúde.

Em Janeiro do presente ano foi celebrado e assinado o protocolo para a instalação de quatro unidades de saúde no Concelho de Sintra.

Uma delas contempla a freguesia de Algueirão Mem-Martins, que segundo a clausula 1ª do protocolo assinado pela C.M.S e Ministério da Saúde será a “ instalação de uma Unidade de Saúde em Algueirão Mem-Martins, nos terrenos da antiga fábrica da Messa, em substituição da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Algueirão, da Unidade de Saúde Familiar Natividade (Ouressa), da Unidade de Saúde Pública Sintra, da Unidade de Cuidados na Comunidade Cruzeiro e do Espaço Jovem”.

Assim sendo, segundo o Presidente da Câmara, esta “cidade da saúde” iria centrar diversos polos de interesse na área da saúde, como um centro tecnológico para a indústria farmacêutica e um centro de saúde com 30 médicos para servir 62 mil utentes.

Também é público que, para esta obra, a autarquia diz ter disponível cerca de 2 milhões de euros.

Depois de tanta poupança feita nestes dois anos de mandato, e do anúncio desta “cidade da saúde” ter sido tornado público, através dos órgãos de comunicação social, fica a questão no ar.

O protocolo foi assinado pela C.M.S e M.S e os dois milhões de euros estão disponíveis, a população de Algueirão Mem-Martins anseia por um Centro de Saúde novo e com condições para quem lá trabalha e o utiliza.

Uma população envelhecida, e com muitas carências, onde todos os dias dezenas de utentes esperam horas seguidas, ao frio, ao vento, com crianças ao colo, por uma consulta, onde por vezes depois de tanto esperar, são informados que as vagas do dia estão preenchidas e terão de voltar a tentar no dia seguinte.

Uma situação, que se torna insustentável, e que não se pode arrastar por mais tempo. Está na hora de dizer basta e exigir que seja cumprido o que foi anunciado e assinado.

O que espera o sr. Presidente da câmara para avançar com a construção da “cidade da saúde”?

2 comentários:

  1. Caríssimo, isto mesmo andamos a dizer há pelo menos 10 anos, percebendo com seria útil uma unidade de saúde e outros equipamentos de âmbito social nos terrenos d antiga MESSA.
    Não comento para reivindicar seja o que for, porque mais importante do que isso é o bem estar e todos, mas sublinhar que isto já passou diversos executivos camarários e de freguesia, e nada se fez de prático e objetivo. O Centro de Saúde AMM não é adequado há mais de 30 anos, e um perigo pra os utentes. Existiram sugestões e outras formas de sensibilizar os poderes instituídos mas., talvez, seja mais importante a urbanização da Abrunheira e o comércio associado do que isto. Que vai para além deste problema, que é o mais importante entre muitos outros, e que tornam a freguesia de AMM à mais exposta e sem intervenções devidamente organizadas e pensadas há muitos anos. Se há saldo positivo nas contas de CM, porque não agir já! (uma das sugestões, que mudariam significativa o panorama do atendimento médico seria a troca do atual edifício, pelo da administração da antiga messa (servs. da CM), com as devida adaptações.

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  2. As Unidades de Saúde Familiar têm dado provas de eficácia e eficiência... E funcionam numa lógica de proximidade.

    Numa freguesia extensa como a nossa penso que várias USF dispersas pela freguesia, sejam uma solução melhor que um centro de saúde grande....

    Já para não falar na rapidez da concretização da medida....

    Com 2 milhões de euros.... Uma cidade da saúde, para a indústria... E os laboratórios que fecharam e se deslocalizaram nos últimos anos da freguesia e adjacentes?

    Obras faraónicas? Espantam!
    Obras pequenas? Convencem!!!

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