Há situações na freguesia, que um carro estacionado indevidamente pode prejudicar a vida de centenas de pessoas...
Estacionamento é difícil no centro da vila, mas é bom pensar no sítio onde pára o seu carro
Há situações na freguesia, que um carro estacionado indevidamente pode prejudicar a vida de centenas de pessoas...
Estacionamento é difícil no centro da vila, mas é bom pensar no sítio onde pára o seu carro
O grupo de teatro do CCDS – Centro de Cultura e Desporto Sintrense, “Os Cintrões” sobe ao palco do Mem Martins Sport Clube, 22 de novembro, para apresentar a peça “A Noite das Mentiras”, uma comédia dramática em dois atos escrita por Alfonso Paso e adaptada e encenada por Rodrigo Tico.
O elenco conta com as interpretações de Graça Reis, Paulo Monteiro, Rodrigo Tico, Alexandra Guerreiro, Maria Miranda, Ana Pereira, João Pedro Rosa e Miguel Almeida.
A equipa técnica integra ainda Eunice Andrade e Graça Reis nos arranjos e preparação de guarda-roupa, Ana Cristina Rosa na produção e apoio, e Rodrigo Correia e António Ribeiro na montagem de cenários, adereços e transporte.
O espetáculo, promovido pelo CCDSintrense, promete uma tarde de humor e reflexão, com personagens que se envolvem em situações inesperadas e cheias de reviravoltas. As reservas podem ser efetuadas através do e-mail mmscgeral@sapo.pt ou dos números de telefone 219 210 532/934 387 212/916 718 719.
A antiga feira de Fanares tinha um encanto próprio, daqueles que só quem cresceu em Algueirão Mem Martins conhece bem.
Realizava-se religiosamente ao sábado e à quarta-feira de manhã, quando ainda o sol mal tinha acordado e já se sentia no ar o movimento apressado das bancas a serem montadas. O cheiro a fruta saloia — doce, fresca, de cores vivas — enchia o espaço inteiro. Eram morangos, maçãs, laranjas, figos e uvas de uma qualidade que parecia impossível de encontrar noutro lugar. A fruta vinha ainda com o toque da terra, e com as histórias dos agricultores que a criavam.
Ao passar o túnel estreito debaixo dos prédios, abria-se um novo universo. Ali encontrávamos de tudo um pouco: bancas de roupas empilhadas com camisolas de lã e casacos baratos, cassetes quase pirata com coletâneas improváveis, e aquelas verdadeiras “oportunidades” que só quem frequentava a feira entendia — coisas úteis, outras nem tanto, mas sempre com um charme especial.
No edifício principal da feira vivia outro ritual próprio: o peixe fresco da costa atlântica. As peixeiras eram figuras queridas, mulheres de voz forte e sorriso fácil, que conheciam o nome da maioria dos seus clientes. Sabiam quem gostava da pescada mais alta, quem queria a dourada mais brilhante, quem levava sempre uns carapaus para o almoço de domingo. Entre pregões, risadas e conversas sobre o tempo, transformavam a compra do peixe em algo muito mais pessoal.
A feira de Fanares era mais do que comércio. Era encontro, rotina, vizinhança viva. Um pedaço de Mem Martins que permanece na memória de quem lá passou — com saudade, com histórias, com aquele espírito simples e genuíno que já não se encontra em muitos lugares.
Durante quanto tempo os utentes da CP da estação de Algueirão Mem Martins vão continuar com este cenário em dias de chuva??