Tempo em Algueirão Mem Martins

sábado, 14 de fevereiro de 2026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Importância silenciosa das Bacias de Retenção [video]

O inverno deste ano tem sido marcado por níveis de precipitação acima da média. Dias consecutivos de chuva intensa colocam sempre à prova os sistemas de drenagem urbana e fazem regressar uma preocupação antiga dos moradores: o risco de inundações no centro de Mem Martins.


Face à quantidade de chuva registada nos últimos meses, é legítimo afirmar que, muito provavelmente, sem a existência das bacias de retenção no Algueirão, já teriam ocorrido episódios de inundação nas zonas mais baixas e centrais de Mem Martins.

Estas infraestruturas, muitas vezes invisíveis no dia-a-dia, desempenham um papel absolutamente essencial. Funcionam como “pulmões” do sistema pluvial: armazenam temporariamente grandes volumes de água da chuva, libertando-a depois de forma controlada para as linhas de drenagem. Sem este mecanismo de retenção e regulação, a água escoaria de forma rápida e concentrada, sobrecarregando colectores e ribeiras.

Quem vive há mais anos na zona recorda-se de períodos em que episódios de chuva intensa resultavam em ruas alagadas, trânsito condicionado e prejuízos para comerciantes e moradores. A vulnerabilidade do centro de Mem Martins, devido à sua cota mais baixa e à concentração urbana, sempre exigiu soluções estruturais e não apenas intervenções pontuais.


As bacias de retenção representam precisamente isso: planeamento a médio e longo prazo. São um investimento que não gera manchetes em dias secos, mas que revela toda a sua importância quando a meteorologia aperta.

Num contexto em que os fenómenos extremos tendem a tornar-se mais frequentes, a manutenção e monitorização destas infraestruturas deve continuar a ser uma prioridade. Porque muitas vezes, quando nada acontece, é sinal de que algo está a funcionar bem.

E este ano, com a chuva que temos tido, talvez o melhor sinal seja precisamente esse: o silêncio das cheias que não aconteceram.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Filme 'SONHOS' com a vida de Papillon [video]

 


O filme “Sonhos”, do Papillon, realizado por Miguel Mendes, é uma obra sensível e intimista que explora o universo emocional do artista. Através de uma narrativa visual poética, o filme mergulha nas inquietações, ambições e fragilidades que acompanham o ato de sonhar. Com uma estética cuidada e uma atmosfera envolvente, “Sonhos” revela o lado mais humano e reflexivo de Rui Pereira, convidando o espectador a entrar num espaço onde realidade e imaginação se cruzam.

Papillon é um rapper português natural de Algueirão Mem Martins, reconhecido pela profundidade lírica e pela forte carga emocional das suas músicas. Com uma escrita sensível e introspectiva, aborda temas como identidade, superação, raízes e vivências pessoais, criando uma ligação genuína com o público.
Membro fundador do coletivo GROGNation, Papillon construiu um percurso sólido no hip-hop nacional, afirmando-se também a solo como uma das vozes mais autênticas da sua geração. O seu estilo combina vulnerabilidade, consciência social e uma sonoridade envolvente, refletindo tanto a realidade suburbana como a dimensão mais sonhadora e espiritual do artista.


Uma Produção: Made in lx
Realizador:Miguel Mendes Diretor de Fotografia:Daniel Nicolau Assistente de Realização:Nicandro Fernandes Produtor:Adriana Caravana, Miguel Mendes Assistente de produção:Nicandro Fenandes, Rui Ferreira 1st AC:Sara Sousa Gaffer: Afonso Moura Chefe Maquinista: Ivan Casábon Art:Rita Amado Guarda roupa:Carolina Coutinho Assistente guarda roupa:Margarida Rosa MUA:Joana Garcez Diretor de som:Ricardo Barrileiro Mistura som:João Rebelo Voz Relato futebol:Movemind Voz Telefonema hospital:Teresa Vieira VFX:Derede Studios Vitaliy Havrylyuk Correcção de Cor: Daniel Nicolau, Sara Sousa Cast: Papillon Jr:Benedito José Danilo:Luciano Muinga Pai:Alberto Marques Amigos Papillon:Ussumane Djau, Carlos Pinto Namorada:Carolina Dias Rui Jr:Kendrick Sami Danilo Jr:Júnior Pereira Enfermeiro:Diogo Fernandes Enfermeira:Mónica Gonçalves Enfermeira:Vitória Costa Chef:Efatá Sandren Cozinheira:Alda Sanchez Cozinheira:Kátia Sebastião Cozinheira:Paloma Franco Agradecimentos: Hospital Ortopédico de Sant’ana Arsenal 72, The Lx Studio, Restaurante Supremo Migz e Ariel, Coliseu dos Recreios Lisboa ℗ Papillon / Sente Isto distribuído por Sony Music Entertainment Portugal, Sociedade Unipessoal Lda.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

 https://youtu.be/pb4LnaF1074?si=qXIqbk-MUVbuvxYO

Batalha de Ouressa

A batalha de Ouressa (2025), de Nuno Trigueiros, artista do coletivo Unidigrazz (Algueirão-Mem Martins), integra a exposição coletiva Matassa, patente no Centro de Arqueologia e Artes de Beja, com o apoio da Córtex – Associação Cultural e da Câmara Municipal de Beja.


A obra convoca uma linguagem gráfica forte para refletir sobre conflitos territoriais, memória coletiva e resistência popular.
Entre figuras humanas, edifícios e veículos de autoridade, constrói-se um campo narrativo tenso, onde o coletivo e o poder se confrontam. Num jogo entre o real e o simbólico, Trigueiros propõe uma leitura aberta do território como espaço de disputa, memória e ação comum.