Tempo em Algueirão Mem Martins

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Comissão de Trabalhadores da MESSA

Texto extraído da Dissertação de Mestrado em História dos Séculos XIX e XX (Secção do Século XX) (AGOSTO, 2008) de Miguel Ángel Pérez Suárez
Orientador: Professor Catedrático Fernando Rosas da ‘Faculdade de Ciências Sociais e Humanas’ da ‘Universidade Nova de Lisboa’


III.6. Messa (Mem Martins, Sintra)
Começaremos por falar na luta da Messa, uma empresa de fabricação de máquinas de escrever sediada em Mem Martins com cerca de 1700 trabalhadores, maioritariamente mulheres. A empresa vai viver um conflito de trabalho prolongado, conjugado com a própria crise da companhia que se prolonga até, e ultrapassa, o encerramento das instalações. As formas de luta e as reivindicações radicais destes trabalhadores vão chamar a atenção dos meios de comunicação social e dão o mote para as primeiras reflexões da sociologia sobre a onda de greves de Maio-Junho de 1974.

A 9 de Maio os trabalhadores apresentam o seu caderno reivindicativo: 40 horas, 6000$ de salário mínimo, publicidade de vencimentos, abolição do prémio, um mês de férias com subsídio, 13º e 14º mês, proibição de despedimentos sem justa causa e saneamento. Esta última questão, alicerçada em acusações de assédio sexual às trabalhadoras por parte das chefias. Os trabalhadores vão exigir:
a) Eliminar do seio da empresa todos os ditadores que sempre cercearam as aspirações do trabalhador, na sua evolução profissional, impuseram castigos injustos, disseram palavras menos correctas de chefes para subordinados ou viceversa, protegeram os bufos, albergaram no seu seio os engraxadores que normalmente são os menos competentes, prejudicando tanto a Entidade Patronal como o trabalhador, a fim de manterem o seu reinado.

A 16 de Maio começa a greve com ocupação das instalações que se vai manter até 28 de Maio. No dia 19 vai ser publicado o primeiro número do Jornal do Trabalhador da Messa. Na edição do dia 22 encontramos uma declaração de princípios e versos (Quadras do povo e Poema a futura Messa) que reflectem o nível de consciência dos trabalhadores. Reproduzimos apenas parcialmente estes textos:
(…) Estamos plenamente convictos que só haverá autêntica liberdade entre os Homens, quando o cancro da ganância, da inveja, da vigarice, do conceito de superioridade, haja desaparecido da face da Terra.

A nossa luta só tem verdadeiro significado se tiver como objectivo máximo a Emancipação dos POVOS TRABALHADORES de todo o mundo!

Os poemas seguem o mesmo tom e justificam alguns pedidos concretos de saneamento:

Quadras do povo
I
Quem produz toda a riqueza
Que pertence aos usurários?
Serão estes com certeza?
Ou somos nós, os operários?!!
(…)
Poema a futura Messa
(…)
V
Um senhor de simpatia
Como era o Rui de Matos
Dos aumentos não sabia
E dele ficamos fartos.
VI
O Águas nos iludia
Para a gente trabalhar
Mas nem a bata vestia
Com medo de a sujar
VII
Carolina, chegou a hora
Do teu tacho se quebrar
Queremos que vás embora
Para o fascismo acabar
VIII
Em frente, MESSA
Adiante povo unido
Proletariado em luta
Razão do dever cumprido

A greve vai prolongar-se até 28 de Maio, quando é assinado o CCT do sector metalúrgico. Na Messa os trabalhadores criticam a aceitação pelo sindicato de um salário mínimo de 4500$ e rejeitam o contrato. Quando em Setembro de 1975 a fábrica volta a ser ocupada, o motivo será um plano de viabilização proposto pela entidade patronal. Na Messa a crise tinha chegado para ficar.

Abaixo, a localização de todas as empresas referenciadas nesta Dissertação de Mestrado 

quarta-feira, 13 de julho de 2022

[NIT] O novo desafio da Grande Lisboa já foi superado: comer 7 hambúrgueres em 6 minutos

Sete tentaram e falharam. Além da carne é preciso comer todos os acompanhamentos: o pão brioche, os ovos, o bacon, entre outros.


Faltavam dois segundos para o cronómetro chegar aos seis minutos. Antes da contagem terminar, Mutante, como é conhecido, conseguiu superar o desafio enfarta brutos do novo DSBurger: comer uma torre com seis hambúrgueres. “Veio com um amigo, mas só ele é que conseguir acabar tudo dentro do tempo”, explica à NiT Fernando dos Santos, 30 anos, o responsável pela nova hamburgueria de Mem Martins.

“Já seguia este tipo de desafios que se fazem no estrangeiro. Quando decidi abrir um restaurante, pensei logo em ter algo do género.” Apesar de ser fã destes challenges, tentou superar o que idealizou para o DSBurger, mas não conseguiu.

O restaurante foi inaugurado em março. Nestes dois meses após a abertura já foram sete os corajosos que pediram o desafio Hambúrguer 360. Só um ficou apto a entrar na espécie de quadro de honra que ainda está a ser construído.

Além de sete hambúrgueres com 100 gramas cada um, para vencer o desafio tem de comer tudo o que os acompanha. O pão brioche, dois ovos, uma salsicha toscana, sete fatias de queijo cheddar, sete tiras de bacon, milho, cebola, ervilhas e cogumelos.

Quem conseguir comer tudo isto nos seis minutos não paga os 25€ que custa esta sugestão. Também é possível encomendar esta torre para casa através das plataformas de delivery da Glovo e da Uber Eats. Ainda assim, terá sempre de o pagar, mesmo que desafie alguns dos seus amigos em casa. A oferta só é válida se a proposta for comida no restaurante — e apenas se o conseguir fazer dentro do tempo estipulado, claro.

Fernando já pensa em criar um novo desafio. Deverá estar disponível dentro de algumas semanas. Certo é também que se irá expandir até à Margem Sul. “Não será um restaurante, mas sim um espaço de street food. A oferta será idêntica à de Mem Martins.”

Este é o primeiro restaurante que abre. Há um ano inaugurou um talho próprio — o Talho DS — na Amadora, depois de vários anos a trabalhar como cortador de carnes noutros espaços do género. Pode não ser uma questão que surja imediatamente, mas quiser saber o porquê do DS, a resposta é simples: vem do dos Santos no nome de Fernando.

Toda a carne que serve no restaurante vem do talho do qual é proprietário. Os hambúrgueres de 130 gramas não preparados apenas com carne do acém. Já os de 100 gramas juntam carne de vaca e de porco.

Tirando o desafio, pode passar pelo espaço e fazer uma refeição com um tamanho mais normal. As sugestões incluem, por exemplo, o Toscano Burger, com salsicha toscana, queijo, milho e alface (8€), o Big DS Burger, com ovo, bacon, queijo, cebola frita e molho barbecue (7€), ou o Morto de Fome, com dois hambúrgueres, ovo, ananás, queijo e tomate (8€).

No menu encontra ainda alguns petiscos, como os bites de frango (3,50€), as bolinhas de alheira (4€), aros de cebola (5€), pica-pau (7€), prego no pão (3,50€) ou a morcela assada (5€). “Vamos também criar pratos do dia e até propostas de pequeno almoço. Daqui a umas semanas vamos passar a servir a partir das oito da manhã”, revela Fernando dos Santos.

Apesar desta alteração de horário e de mais opções na carta, o desafio ficará restrito aos hambúrgueres.

https://www.nit.pt/comida/o-novo-desafio-da-grande-lisboa-ja-foi-superado-comer-7-hamburgueres-em-6-minutos

sexta-feira, 10 de junho de 2022

A lenda do Arco do Ramalhão

No passado, em Mem Martins não existia sítio para casar, até porque actual freguesia de Algueirão - Mem Martins pertencia à freguesia de São Pedro de Penaferrim, e deste modo, a igreja correspondentes ao habitantes da terra, era a igreja de São Pedro. Desta maneira, os noivos e os convidados concentravam-se numa zona de Mem Martins, e seguiam o percurso entre Ranholas e Ramalhão, até ao local da cerimónia.

Uma viagem que que os habitantes da terra já conheciam, pelo facto de se deslocarem com frequência à Feira de S.Pedro.

No entanto, existia uma lenda antiga e popular, e hoje praticamente desconhecida de todos, que dizia que quando passasse por debaixo do Arco do Ramalhão uma noiva, donzela, pura e virgem...... o arco caía.
Os casamentos sucediam-se, e o arco lá se mantinha, tal como hoje ainda lá está.

Era normal, que quando os noivos e os convidados regressavam a Mem Martins, fosse feita a pergunta: foi desta vez que caiu o arco?

Havia que respondesse: Não caiu, mas estremeceu...


Texto baseado numa informação recolhida do livro "Mem Martins - retratos"

segunda-feira, 16 de maio de 2022

SIC - 'Vida de Artista' com Mónica Sintra! (video)


Entrevista com Mónica Sintra na SIC, com João Baião, com reportagem inicial com a cantora na sua loja 'Why Not?', no Centro Comercial Galáxia em Mem Martins. 

[video abaixo com 30seg prévios de publicidade]

domingo, 15 de maio de 2022

Intermarché - Posto de Abastecimento

O Posto de abastecimento de combustível junto do Cabeço da Fonte, no Algueirão, está a mudar a imagem e a marca....