30/12/2012

Acidente na Linha de Sintra - 1965

Acidente Ferroviário - 1965

Foi no dia 23 de Dezembro de 1965, que se deu um violento choque de comboios entre a estação de Algueirão e a estação da Portela de Sintra. Segundo o que me contaram, o embate foi na zona próxima, onde hoje é a Policia Municipal.

Já tentei procurar e investigar sobre este acidente mas as informações são quase nulas. Valem as memórias de alguns habitantes, que se lembram da dimensão do acidente, e do som que se ouviu com o embate das composições...

1965 - Morrem vinte pessoas no choque frontal de dois comboios entre as estações de Sintra e do Algueirão. 
Fonte: Correio dos Açores

Este acidente foi apagado da história? Porquê?

Deixo aqui um testemunho anónimo...
"Lembro-me perfeitamente deste acidente porque assisti ao desenrolar dos acontecimentos no local. Faleceram bastantes pessoas, alguns da mesma família. Assisti ao funeral de algumas delas e penso que a CP tenta fazer esquecer este acidente que aconteceu pelo motivo de as duas composições circularem na mesma linha. O que vi foi horroroso e indescritível.Corpos mutilados dentro de uma amálgama de ferros retorcidos."

31 comentários:

  1. O ano deste acidente será mesmo 1965? Não será 1966.

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    1. FOI PRECISAMENTE NO DIA 23 DE DEZEMBRO DE 1965, ERAM MAIS OU MENOS 18:45 SE A MEMÓRIA NÃO ME FALHA, EM 1966, MAIS PRECISAMENTE NO DIA 20 DE SETEMBRO, FOI OUTRO GRANDE ACIDENTE EM SINTRA, MAS DESTA VEZ FOI COM MILITARES DO QUARTEL DE QUELUZ QUE COMBATIAM UM GRANDE INCÊNDIO QUE DEFLAGROU NESSA ALTURA NA SERRA DE SINTRA!!!!!

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    2. Não foi no dia 23 de Dezembro de 1965, mas sim no dia 20 de Dezembro de 1965, Segunda-Feira, dia em que começou as férias do Natal, se não a desgraça tinha sido maior com os alunos da Escola Industrial & Comercial do Cacém!!!!!!!!!

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    3. Sim lembo-me destes acidentes não das datas precisas e era miudo na altura nasci em Carcavelos 1957
      B. Guerreiro

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  2. Hum, quando era mais novo, tinha por hábito andar de bicicleta na zona hoje ocupada pela cp e tenho ideia de uma cruz grande no local. Teria sido ali?

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  3. Pode ser que na nova exposição no palácio Valenças o acidente seja explorado - http://www.cm-sintra.pt/NoticiaDisplay.aspx?ID=6805

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  4. FALECERAM MUITOS COLEGAS MEUS DA ANTIGA CRGE

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  5. tinha eu 9 anos quando vim morar para a damaia lembro-me perfeitamente do acidente e vi as fotos no jornal penso no diario de noticias.

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  6. NUNCA IRÁ SER CONHECIDO O NÚMERO EXATO DE MORTOS, UMA VEZ QUE FOI MUITO OCULTADO PELA CP, COM A PARCERIA DO REGIME SALAZARISTA QUE GOVERNAVA NA ÉPOCA. AS ASSOCIAÇÕES DE BOMBEIROS, E O JORNAL DE SINTRA, TALVEZ TENHAM OS NÚMEROS EXATOS DOS MORTOS E FERIDOS EM ARQUIVO, SE NÃO FORAM VANDALIZADOS PELA FAMIGERADA POLÍCIA POLÍTICA "PIDE/DGS"

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  7. "1965
    Dezembro
    23-Acidente ferroviário em Sintra com o choque de 2 comboios, um de passageiros e outro de mercadorias, provoca 18 mortos, entre a Portela e Mem Martins
    (...)
    Setembro
    Incêndio na serra de Sintra provoca 25 mortos entre os militares que o combateram. "
    http://alagamaresnews.blogspot.pt/2013/04/cronologia-de-sintra-v-dos-anos.html

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    1. Setembro de 1966 e não Setembro de 1965 o grande incêndio na Serra de Sintra onde o Regime do Estado Novo ocultou o número verdadeiro de Militares Mortos, limitando.se apenas a informar o país de 25 mortos, mas esqueceram-se que os Bombeiros que transportaram os corpos dos malogrados Militares, não eram analfabetos, e sabiam de cor e salteado a TABUADA!!!!! Como estavam todos mobilizados para o Ultramar, não convinha divulgar mais número de mortos, que depois passado algum tempo as famílias dos outros que não foram contabilizados, foram informadas que os seus familiares tinham falecido em combate (UMA VEX QUE OS CORPOS DOS MILITARES MORTOS EM COMBATE FICARAM NA MAIORIA ENTERRADOS NO ULTRAMAR, PORQUE AS FAMÍLIAS ERAM POBRES E NÃO TINHAM DINHEIRO PARA TRAZER OS CORPOS DOS SEUS FAMILIARES, PARA O CONTINENTE, COMO É DO CONHECIMENTO DA RAPAZIADA DA MINHA GERAÇÃO) Recebiam uma pequena indeminização, e medalhas a título póstumo, e assim evitava despesas ao Estado!!!!!!!!!!!

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  8. Eu andava na escola primária no Algueirão. Apesar de criança, lembro os comentários e a preocupação dos meus pais, bem como o facto de terem referido que ´foi trágico tanto o acontecimento, quanto a incansável tarefa dos bombeiros, a quem coube o doloroso dever de retirarem os corpos (muitos decepados) das vítimas da linha. Uma tarefa que recordo ter sido difícil e demorada, pois o meu pai também pertencia (não como soldado da paz, mas como elemento) aos bombeiros.

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  9. A cruz que la estava e ainda esta nao esta relacionada com este acidente. Lembro-me, no entanto, nao deste acidente, pois nem era nascida sequer, mas que nesta zona, onde hoje esta a passagem subterranea, que havia uma passagem de nivel sem guarda, onde muotas pessoas perderam a vida e ate carros foram colhidos pelos comboios. A historia da linha de Sintra e negra e colheu muitas vidas. Umas por responsabilidade da CP, outras por responsabilidade dos proprios. Paz a alma de quem ali pereceu!

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  10. lembro muito bem desse tragico fim de dia, pois estava na estação do Algueirão á espera do meu pai que vinha de Lisboa, rinha na altura 15 anos, e foi horrivel pois tinhamos andado poucos metros com destinao ao café NANDA quando ouvimos um estrondo dificil de descrever, e mais parecia o rebentamento duma bomba, ficamos sem saber o que era, e de repente toda a gente corria desenfreadamente rua do Galo Dourado acima a gritar que tinha havido um choque de comboios, quando chegamos ao local mais ou menos onde fica hoje o terminal da cp na zona da Coopalme não tenho palavras para descrever e é demasiado forte a lembrança do sucedido, havia muita gente desorientada sem saber o que fazer, pois na altura os meios de comunicação não eram tão rápidos com hoje, sei que o acidente provocado pele embate de uma composição de mercadorias e um comboio de passageiros, segundo comentários o comboio de mercadorias que estava a fazer manobras na estação de Sintra, resolveu arrancar em direcção a Lisboa sem a auturização necessária e que a sorte de não haver mais mortos ou feridos era por se ter dado já depois do Algueirão local onde ficou um grande numero de passageiros. A primeira e segunda carruagens do comboio de passageiros ficaram literalmente destruidas em cima da maquina do outro comboio. Foram chamados ao local todos os bombeiros do conselho, chegando a haver ambulancias vindas de lisboa, estiveram tb as trpas da Carregueira que fizeram deslocar para o local alguns Holofotes de combate que serviram para iluminar o local durante a noite, não sei quantas pessoas morreram, dizia-se que a « A SORTE » de não haver mais mortos era por grande parte dos passageiros estava nas carruagens de trás, pois em Sintra era mais facil de sair pois ficava-se mais perto das paragens dos autocarros.Não entro em outros pormenores pois é uma situação que não quero relembrar.

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  11. Quanto ao acidente de comboios em Algueirão Mem Martins eu poderei dar algum contributo para o esclarecimento do acidente. Eu era na época o correspondente do Diário Popular e como senti que era um assunto de demasiada importância pedi ao jornal que enviasse um repórter. Esse repórter é hoje uma sumidade na escrita Portuguesa, Senhor Baptista Bastos. O acidente deu-se, mais ou menos, onde hoje são as piscinas municipais. Na verdade não houve assim tantos mortos como querem fazer querer pois a primeira carruagem levava muito poucas pessoas quase todas tinham saído em Mem Martins, mas nela seguia um tio de um amigo meu de apelido Vale Milho, que faleceu. O choque foi entre o comboio de passageiros e uma maquina diesel que saiu da estação de Sintra para fazer uma manobra no túnel e devia ter voltado para trás e não o fez, seguindo sempre em contra mão até bater de frente com o comboio que tinha acabado de sair da estação de Algueirão Mem Martins.

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  12. Quanto ao acidente de comboios em Algueirão Mem Martins eu poderei dar algum contributo para o esclarecimento do acidente. Eu era na época o correspondente do Diário Popular e como senti que era um assunto de demasiada importância pedi ao jornal que enviasse um repórter. Esse repórter é hoje uma sumidade na escrita Portuguesa, Senhor Baptista Bastos. O acidente deu-se, mais ou menos, onde hoje são as piscinas municipais. Na verdade não houve assim tantos mortos como querem fazer querer pois a primeira carruagem levava muito poucas pessoas quase todas tinham saído em Mem Martins, mas nela seguia um tio de um amigo meu de apelido Vale Milho, que faleceu. O choque foi entre o comboio de passageiros e uma maquina diesel que saiu da estação de Sintra para fazer uma manobra no túnel e devia ter voltado para trás e não o fez, seguindo sempre em contra mão até bater de frente com o comboio que tinha acabado de sair da estação de Algueirão Mem Martins.

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  13. Na época, estive no local do acidente, aquando da chegada dos bombeiros. Cenas de difícil descrição. Houve um senhor, que morava na Vila Velha, que nos dizia que tinha tornado a nascer, pois ía na carruagem da frente, e só se safou, sem qualquer ferimento, porque quando os combóios colidiram, uma das tampas existentes no chão abriu-se e como que por milagre, o dito senhor nela foi cair, safando-se de morte certa. Faleceram nesse acidente, algumas pessoas que eu conhecia, tais como uma peixeira que morava defronte de onde é hoje os Bombeiros de Sintra, a caminho de Lourel, os seus filhos, assim como a esposa de um alfaiate que tinha a oficina junto à C asa das Queijadas do Gregório, mesmo enconstado às bombas da BP. Faleceu a dita senhora, uma filha e o namorado. Faleceu mais gente, inclusivé, o maquinista do comboio de passageiros, mas de momento só me recordo destes. O guarda-feio (penso que é assim que se chama), que acompanhava a locomotiva, ficou também ferido, mas a vida tem coisas tramadas, não morreu daquela vez vindo a falecer mais tarde colhido por um comboio. Salvo erro, esse senhor tinha o apelido de Vieira, pessoa mto conhecida na estação de Sintra. E o maquinista da locomotiva, que causou o acidente, lá se safou. Não se me consta que tenha pago pelos actos. Mas, este assunto não é mto do agrado da CP. Deve haver um mistério que desconheço e que se calhar (digo eu) influenciou o montante das indemnizações!

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    1. Sou filho do maquinista do comboio de passageiros,sempre me fez impressão não existir noticias explicitas deste acidente, mas a versão que sempre correu era a que o maquinista responsável pelo acidente estava conotado com a PIDE.Será este o motivo? Eu gostaria imenso de conhecer a verdade.

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    2. Artur, no que respeita ás causas do Acidente, penso que fazem parte do arquivo do Tribunal de Sintra, que foi a entidade judicial que tomou conta da ocorrência, ou então consultar a Torre do Tombo em Lisboa, pode ser que no espólio da PIDE/DGS, lá possa encontrar mais alguma coisa!!!!!! E nos arquivos da CP, já tentou fazer alguma investigação???Acho que neste momento, já não têm nada a esconder!!!!!!

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  14. bom dia foi mais cedo porque tive a tirar pedacos de corpos e a cortar chapa com o meu oficial que na altura trabalhava na oficinas da sarraharia rebalo ao pe da comportel e fomos destacados para la para ajudar os bombeiros a sempre sorte nao ter sido antes da hora do almoco que era quando a maioria ia para a escola da portela mas e sempre de lamentar um erro humano

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  15. É verdade que não se lê nada sobre este acontecimento. Era criança tinha 8 anos e dei entrada no banco do Sta Maria para ser operado urgentemente a uma peritonite. Foi nessa altura que dezenas de ambulâncias chegaram com inúmeros feridos desse tal acidente. Só me lembro de ter ficado deitado numa maca num corredor e de ter sido operado muito mais tarde durante a noite. As coisas não correram la muito bem e tive de levar tratamento mais de 3 meses. A pequena anedota é que eramos uma família muito pobre e minha mãe conseguiu fazer uma canja com o pouco de peru para minha ceia de Natal, era muita coisa... adormeci antes de comer e quando acordei tudo tinha desaparecido, perguntei a enfermeira que me disse que tinha sido o gato... já mais crescido é que me perguntei a mim próprio, o que é que um raio de um gato podia fazer dentro de um hospital...

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  16. Tinha quase cinco anos na altura, fui ao local do acidente com um familiar e a coisa está gravada a ferro e fogo na minha memória como se fosse ontem. Foi horrível e tiveram de me tirar dali rápidamente porque pressentindo a desgraça estava a ficar aterrorizado. O movimento desordenado e assustado das pessoas, os destroços do combóio descarrilado, passageiros a sair pelas janelas, os esforços dos bombeiros e o alarido das ambulâncias que não pararam durante horas. Na passagem de nível, (talvez a uns 500 metros da estação de Sintra de onde saíu a máquina diesel) que dava acesso ao mercado (a praça) de Sintra, a guarda da passagem (a senhora que segurava a bandeirinha vermelha enquanto os combóios passavam) tudo fez para a parar, mas sem sucesso. Pelo que sei o maquinista da locomotiva enlouqueceu e não se deteve perante nada seguindo sempre imparável por mais uns poucos quilómetros na linha contrária até colidir e entrar pelas duas primeiras carruagens do combóio de passageiros esmagando tudo e todos os que se encontravam lá dentro. O condutor do combóio de passageiros apercebendo-se da tragédia eminente, parou o combóio, apitou, fez sinais de luz, mas também sem qualquer êxito. Não fugiu ou saltou cá para fora, morreu também no acidente enquanto corria pelo corredor na tentativa de alertar os passageiros para fugirem mais para trás. Não morreu ninguém da minha família mas ainda hoje é doloroso para mim relembrar aquela noite, uma época que deveria ser festiva carregou de luto muitas famílias em Sintra. Ao maquinista da locomotiva nunca terá sido imputado o crime porque ao que parece e pelo que foi dito e acontecido teria mesmo perdido o juízo.

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  17. Estou a elaborar um trabalho sobre acidentes ferroviários e da pesquisa que já efectuei sobre este acidente parece ter ocorrido dia 20 de Dezembro e não dia 23 como referido, alguém pode esclarecer pf

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    1. O acidente foi no dia 20DEZ1965, pelas 16 horas. Oficialmente morreram 23 pessoas e mais de 70 feridos (jornal o Século de 21 e 22DEZ65).
      Tenho os jornais guardados desde essa altura a título de curiosidade informo que sou filho de uma das vítimas (maquinista do comboio de passageiros de seu nome Mário Augusto Esteves).

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    2. Só quero corrigir a hora foi cerca das 18 horas e não 16 horas.

      Artur Esteves

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    3. É, foi de facto cerca das 18h/18h.30 e no dia 20; o meu pai que foi uma das vítimas mortais vinha do trabalho no Algueirão. Foi uma das vítimas que só pode ser reconhecida pelas roupas que trazia.

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  18. Sou filha de uma das vítimas desse acidente. Tinha 21 meses quando o meu pai, que vinha na carruagem da frente como sempre fazia, morreu nesse dia 20.
    A minha mãe sempre me disse que o acidente tinha acontecido porque o maquinista do comboio que vinha de Sintra tinha discutido com o chefe da estação de Sintra e, zangado/furioso, arrancou com o comboio.

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  19. PENSO QUE ALGUNS COMENTARIOS NÃO SÃO TOTALMENTE CORRECTOS MAS NAQUELA ALTURA ERA A INFORMAÇÃO POSSIVEL. O MAQUINISTA DA AUTOMOTRA FOI MAIS TARDE ILIBADO,POIS FOI
    COMPROVADO (penso eu e desculpa se estou enganado)QUE TERÁ SIDO ACOMETIDO DE DOENÇA SUBITA E TOMBADO SOBRE A ALAVANCA DE VELOCIDADE.UM DOS SOBREVIVENTES DA 1º CARRUAGEM SE ME LEMBRO ERA UM COMANDANTE DOS BOMBEIROS E ANTIGO HOQUISTA,FALECEU TAMBEM UM SAPATEIRO QUE DA RUA JOÃO DE DEUS POR DETRÁS DA PRAÇA HOJE MERCADO CUJO CUJO CÃO FICOU Á SUA ESPERA ATÉ MORRER DE FOME POIS NUNCA MAIS COMEU.EU NAQUELE DIA ESTAVA NUMA QUINTA EM FRENTE ONDE SÃO AS PISCINAS QUE TINHA SEMPRE MUITO GADO BOVINO NAQUELAS PASTAGENS,ACHO QUE PERTENCIA AO SR.NASCIMENTO DO TALHO DE SINTRA OU SR.MANUEL CONDE,NÃO TENHO A CERTEZA. A MINHA MÃE NÃO VEIO NESSE COMBOIO POIS FOI COMPRAR A CRÓNICA FEMININA,E PERDEU-O,A AFLIÇÃO DE NADA SE SABER FOI ANGUSTIANTE POIS NÃO HAVIA OS MEIO DE COMUNICAÇÃO DE HOJE

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  20. Não era nascida, mas a minha mãe perdeu o irmão mais velho nesse acidente... foi tirado com vida do local do acidente mas acabou por falecer no hospital antigo da vila de Sintra horas depois!

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  21. Boa noite
    Fui das primeiras pessoas a chegar junto ao acidente, tinha ido a uma loja junto da estação do Algueirão comprar uma pilha de 4,5 v para uma lanterna e ouvi o estrondo, fui a correr e quando lá cheguei ainda estavam poucas pessoas, com a lanterna ainda consegui ver uma perna por cima da locomotica que era eléctrica e não diesel como erradamente aqui foi dito, uma das primeiras da série 2500.
    A composição que vinha de Lisboa era composta por duas UTE's
    A primeira carruagem ficou completamente esmagada, a locomotiva entrou pela mesma e todo o interior ocupava uns dois metros à frente da máquina, a "casca" estava virada de lado e caída junto à linha, a segunda carruagem, que era de 1ª classe, estava dobrada e também deitada ao lado da linha e a terceira carruagem que era a carruagem motora, estava em cima dos carris. A segunda UTE (Unidade Tripla Eléctrica), não sofreu nada, estava também nos carris e não descarrilou.
    Naquelas locomotivas não há nenhuma alavanca de velocidades, existe sim um graduador com volante que mete os pontos de aceleração, pelo que mesmo que o maquinista caísse por cima não produzia do mesmo nenhum aceleramento, há também um sistema de homem morto, que em caso de não ser acionado de x em x metros pára a locomotiva, exactamente para prevenir casos de desfalecimente ou morte súbita.
    Realmente, falou-se que esse maquinista tinha uma ligação à PIDE, mas não há nada de concreto.

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  22. Sou filha do Chefe da estação de Sintra - que nesse dia estava de folga ( não sei quem o estava a substituir). Lembro-me da amálgama de ferros à entrada do túnel. Era pequena demais para perceber o que estava a acontecer, deveria ter uns 6 ou 7 anos. A senhora ( que os testemunhos relatam) vendia peixe na praça era uma familiar nossa; ela e a filha tinham ido às compras a Lisboa para o Natal. Até hoje não esqueço a atmosfera de pesar e morte. Que Deus os tenha na sua Paz.

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