E quem se lembra da antiga Escola de Condução? (Escola de Condução Regina e Baltazar (antes Luís e Baltazar))
Fiat Ritmo (anos 80)
Situada na Avenida Professor Bento de Jesus Caraça no Algueirão, foi o local de memórias sobre a aprendizagem rodoviária na freguesias. Que se lembra da antiga frota automóvel da escola?
O escritor Miguel Real está zangado e não o esconde. Pior do que isso: está revoltado. Miguel Real é romancista, crítico literário e professor de Filosofia. Esta Nova Teoria do Mal é um ensaio filosófico, escrito em estado de revolta, como o próprio autor confessa na introdução.
Uma espécie de atualização das teses de Hannah Arendt, a filósofa judia alemã que criou o conceito de "banalidade do mal", aquele princípio que tornou possível haver pessoas comuns a fazerem com que tudo funcionasse na perfeição de modo a que os comboios que levavam gente para os campos de concentração nazis andassem a horas.
Miguel Real vive em Sintra, é utente da CP e foi nessas viagens suburbanas de comboio que sentiu a necessidade de escrever sobre o mal. «Lamento» - escreve Miguel Real - «que o leitor não possa sentir o cheiro das camisas suadas das negras minhas vizinhas de comboio, que, como escravas, nos lavam as retretes e aspiram e enceram os nossos corredores, e que lamento que o leitor não possa contemplar o olhar aguado de tristeza, resignação e frustração dos milhares de velhos de Mem Martins e do Cacém que, após uma vida de 40 ou 50 anos de trabalho, recebem da comunidade umas parcas 30 moedas de Judas para que não caiam mortos de fome a cada esquina. Lamento. Se eu tivesse tido esse talento, o leitor não precisaria de ler este livro: sentiria e contemplaria sem intermediação a face do mal.»
Livro do Dia: «Nova Teoria do Mal», de Miguel Real, edição D. Quixote.
Teatro de revista no Mem Martins Sport Club no ano de 1996, capturado com câmara fixa no balcão. A imagem tem muito o que se lhe diga e o audio também mas espero que traga alguma nostalgia aos intervenientes e aos seus descendentes algum espanto por verem os seus progenitores a fazer tais figuras. como a conversão foi feita a partir de cassetes VHS já com bastantes anos, as dificuldades foram bastantes e o melhor que pude até agora está aqui exposto. Mais vídeos existem mas tenho de os converter e carregar. espero poder fazê-lo o mais breve possível.
Foi no dia 23 de Dezembro de 1965, que se deu um violento choque de comboios entre a estação de Algueirão e a estação da Portela de Sintra. Segundo o que me contaram, o embate foi na zona próxima, onde hoje é a Policia Municipal.
Já tentei procurar e investigar sobre este acidente mas as informações são quase nulas. Valem as memórias de alguns habitantes, que se lembram da dimensão do acidente, e do som que se ouviu com o embate das composições...
1965 - Morrem vinte pessoas no choque frontal de dois comboios entre as estações de Sintra e do Algueirão. Fonte:Correio dos Açores
Este acidente foi apagado da história? Porquê?
Deixo aqui um testemunho anónimo...
"Lembro-me perfeitamente deste
acidente porque assisti ao desenrolar dos acontecimentos no local.
Faleceram bastantes pessoas, alguns da mesma família. Assisti ao funeral
de algumas delas e penso que a CP tenta fazer esquecer este acidente
que aconteceu pelo motivo de as duas composições circularem na mesma
linha. O que vi foi horroroso e indescritível.Corpos mutilados dentro de
uma amálgama de ferros retorcidos."
O Grupo de Teatro de Mem Martins, Cooperativa Cultural (GTMM) foi uma associação de Algueirão-Mem Martins que desenvolveu nessa vila uma intensa atividade cultural entre 1974 e 1980.
Noutros tempos os habitantes de Mem Martins festejavam o Natal muito à sua moda. Sem peru, sem bacalhau, sem fritos, sem bolo-rei e até sem missa do galo (a igreja era longe - S.Pedro de Sintra).
Também não se fazia a consoada. Toda a festa tinha lugar no próprio dia de Natal. Nesse dia sim, as famílias, quer ao almoço, quer ao jantar, reuniam-se para festejar o nascimento do menino.
O prato forte era galinha, das mais gordas. Ao almoço, cozida com toucinho e chouriço acompanhada de arroz enxuto; à noite comia-se os restos aquecidos no caldo da canja, ou, se a dona era evoluída, corados no forno e comidos com arroz seco e batatas fritas... e bolo de Natal.
Este bolo era, em Mem Martins, a sobremesa tradicional da quadra. Havia-os em todos os lares, até nos mais pobres, pois estes nunca eram esquecidos pelos vizinhos mais abastados que lhos ofertavam para assim poderem, tal como os demais, festejarem o Natal.
O fabrico deste bolo caracterizava-se por uma curiosa e ferrenha competição. As mulheres esmeravam-se a confeccioná-lo e as respectivas provas faziam-nas os maridos nas tabernas.
O bolo de natal tinha, além de muito apaladado, a virtude de "durar" até para lá dos Reis - diziam os entendidos que, quando bem fabricado, quanto mais duro mais saboroso. Hoje caiu no esquecimento e foi ultrapassado pelo bolo-rei.
Texto retirado e adaptado do livro " Mem Martins - Retratos", de Zé de Fanares
Este vídeo é uma excelente recordação da Freguesia nos anos 90. Este vídeo fez ontem 20 anos.
Entrada do Salão em 1992
"A título precário e até à construção de uma nova igreja foi cedido à paróquia de Algueirão Mem Martins um amplo salão de 560m2, situado no lote 47 da Tapada das Mercês, para a celebração de missas, ensino da catequese a crianças e ainda de outras actividade sociais e religiosas da igreja.
A inauguração do salão paroquial realizou-se a 8 de Dezembro de 1992, dia de festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição e nesse dia houve procissão, bênção do salão e celebração da Santa Missa.
Rui Silva e Padre António
Para além do presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr Rui Silva, e do presidente da Junta de Freguesia de Algueirão - Mem Martins, Sr. Orlando Raposo, estiveram presentes o Sr. Padre António Emílio Martins de Figueiredo e outras entidades."
Excerto do livro "Descobrir Algueirão Mem-Martins, Dulce Pinto"
Este vídeo demonstra a Tapada das Mercês em construção, ainda com antiga estação de comboios, ainda sem Floresta Center, ainda com a passagem de nivel, ainda com muitos prédios em construção...
Foi no dia 1 de Abril de 1994 que o jovem Tiago de 7 anos, nascido no dia 8 de maio de 1986, e residente em Mem Martins venceu o 1º prémio na primeira sessão do programa da SIC "Mini Chuva de Estrela", apresentado por Margarida Reis, imitando o cantor Marco Paulo, na musica "Taras e Manias". http://www.imdb.com/name/nm2762462/
Em Setembro do mesmo ano, participou outra criança de Mem Martins, a Inês Bentes de 10 anos, interpretando Lisa Mineli, também vencendo a sua gala.
Na rubrica "Perdidos e Achados"
do Jornal da Noite da SIC, podemos rever as imagens do passado da participação
do Tiago, e ver um pouco do que é feito do Tiago, 18 anos depois.