UMM (União Metalo-Mecânica, Lda.) foi uma empresa portuguesa fundada em 4 julho 77, com sede de produção em Mem Martins (perto de Sintra/Lisboa). O seu foco era a indústria metalomecânica e a fabricação de veículos todo-terreno.
A UMM começou com a aquisição de uma licença de fabrico de origem francesa para produzir veículos todo-terreno derivados do projeto de Bernard Cournil, um eng. francês que idealizou um veículo off-road para uso agrícola e industrial.
Em Mem Martins, a empresa produzia as carroçarias dos veículos, que depois eram enviadas para Setúbal ou Vendas Novas para pintura e montagem.
UMM tornou-se conhecido pela sua robustez e capacidade em todo-terreno, equipado com motor diesel e tração integral — ideal para agricultura, serviços públicos, combate a incêndios, forças de segurança e atividades industriais.
Tornou-se também popular entre entusiastas de off-road e foi usado por várias instituições públicas e privadas.
O UMM participou diversas vezes no Rally Paris-Dakar na década de 80, demonstrando a resistência e fiabilidade dos seus veículos.
O projeto recebeu apoio de empresários e instituições em Portugal, incluindo o Grupo Espírito Santo, o que lhe deu projeção e estrutura organizacional próprias.
Apesar da popularidade e forte presença no mercado português, a UMM enfrentou concorrência de marcas estrangeiras com soluções mais económicas.
A produção atingiu o seu pico em 1992, e em 1993 a fábrica encerrou a produção de veículos. Foi também produzido um protótipo mais moderno chamado UMM A4, que nunca chegou à produção em série.
A UMM deixou um legado significativo na indústria automóvel portuguesa, sendo lembrada como uma das raras marcas nacionais de veículos off-road com produção própria — e com forte ligação a Mem Martins, onde começou tudo.
Trabalhadores da Printer Portuguesa, em Rio de Mouro estão em greve desde segunda-feira e por tempo indeterminado, numa “luta preocupante em relação ao encerramento da empresa”.
Por outro lado os salários do mês de abril ainda não foram pagos, provocando uma situação de “angústia e de serem impedidos de entrar nas instalações da empresa, numa clara violação da lei”, segundo José Henriques, trabalhador da Printer e dirigente do SITE CSRA – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas.
“Este cenário é extremamente preocupante para os trabalhadores, que dependem dos seus salários para sustentar as suas famílias e cumprir com as suas obrigações financeiras. O possível encerramento da empresa coloca em risco o seu sustento e o futuro das suas famílias”, destaca o responsável sindical. Os trabalhadores não têm acesso às instalações da empresa, “para além de constituir um impedimento dos seus direitos, impede-os de aceder aos seus pertences pessoais e de recolher informações sobre o seu futuro profissional”, denuncia o sindicato, considerando que esta situação “gera ansiedade e incerteza entre os trabalhadores, que se sentem desamparados e desprotegidos”. Os trabalhadores pedem a intervenção das autoridades competentes para a resolução desta situação “o mais rapidamente possível”, no sentido de garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. “Os trabalhadores da Printer Portuguesa merecem receber os seus salários em atraso e serem informados sobre o seu futuro profissional de forma transparente e justa”, sublinha José Henriques.
Faleceu um nobre residente da nossa freguesia, Dr.Molarinho (Manuel Joaquim Carlos Molarinho), médico que muito contribuiu para a Saúde na nossa freguesia e também no concelho de Sintra.
Está de regresso mais uma edição da iniciativa “24
Horas a Correr”, uma prova de resistência, que se realizará em Mem Martins –
Sintra, nos dias 11 e 12 de maio, no interior da Bacia de Retenção de Águas do
Algueirão.
Esta 5.ª edição, para além da corrida de longa de 24 horas, conta com
outras opções que passam por 12, 6 e 3 horas a correr, a Maratona Noturna e
ainda os Putos da Corrida, que varia entre os 600 e os 3.500 metros.
“24 Horas a Correr de Mem Martins – Sintra” volta a desafiar os
atletas mais corajosos à participação, com o objetivo de completar o maior
número de voltas num percurso de 1660 metros, no interior da Bacia de Retenção
de Águas do Algueirão, sendo o piso composto por terra batida, passadiço em madeira
e alcatrão.
A prova ’24 horas a Correr de Mem Martins-Sintra’ inicia-se às 12h00 do dia
11 maio e termina às 12h00 do dia 12 de maio. O objetivo principal é percorrer
a maior distância possível durante as 24 horas.
A prova é aberta à
participação da comunidade que pode correr a nível individual ou por equipa.
Mas há outras opções menos cansativas para participar no evento.
As inscrições e
consulta do regulamento podem ser feitas através do site www.24hlx.com.
O evento desportivo conta com o apoio da Câmara Municipal de Sintra da Junta de
Freguesia de Algueirão-Mem Martins.
No dia em que se assinalam os 50 anos da Revolução dos Cravos, o
Município de Sintra inaugurou as obras de requalificação do espaço
envolvente ao antigo Mercado de Fanares, disponibilizando à população
desta zona central de Algueirão-Mem Martins uma área renovada que, em
breve, vai contar mesmo com um café/esplanada (que se encontra em fase
de hasta pública). Para trás ficam os trabalhos de requalificação, que
representaram um investimento global de 2 milhões e 344 mil euros, com a
intervenção a cargo dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento
de Sintra (SMAS de Sintra), na área do abastecimento de água, saneamento
e resíduos urbanos, a ascender a 436 mil euros.
Numa área com uma extensão de mais de 27 mil metros quadrados, os SMAS
de Sintra procederam à remodelação das redes de abastecimento de água
(com instalação de tubagem em PVC e Ferro Fundido Dúctil de diâmetro
110, 200 e 250 mm e substituição dos ramais domiciliários) e de drenagem
de águas residuais domésticas (com recurso a coletores de DN de 250
mm), para além da instalação de nova contentorização de recolha de
resíduos urbanos. Neste caso, foram instalados novos equipamentos na
Alameda Afonso de Albuquerque e na ligação da Rua Cima de Fanares com a
Alameda Afonso de Albuquerque e, ainda, na Praceta de Goa.
Constituindo uma empreitada conjunta da Câmara Municipal e dos SMAS de
Sintra, os trabalhos abrangeram a Alameda Afonso de Albuquerque, a Rua
da Índia Portuguesa e as pracetas de Goa, de Panjim, de Damão e Nau São
Rafael, numa zona urbana marcada ainda pela proximidade ao projeto de
requalificação da ribeira da Laje (avenidas da Bela Vista e Capitães de
Abril).
O projeto incluiu a criação de uma praça central, englobando as pracetas
de Goa, de Panjim e de Damão, beneficiando da demolição, concretizada
em maio de 2020, do antigo Mercado de Fanares. A nova praça vai dispor
de um café/esplanada no local do antigo mercado, cujo funcionamento está
dependente de hasta pública, contemplando ainda a criação de locais
vocacionados para a realização de diversos eventos, como mercados e
feiras temáticas (velharias, artesanato, sazonais, gastronomia
regional…), além da remodelação total do parque infantil com a criação
de uma nova zona lúdica.
Esta nova centralidade em Mem Martins favorece a ligação pedonal entre o
novo estacionamento da Praceta Nau São Rafael e a estação de comboios,
com cerca de 450 metros de extensão. A intervenção contemplou igualmente
a ligação ao Parque Linear da Ribeira da Laje, aberto ao público em
2019, e que permitiu a ligação entre Mem Martins e Rio de Mouro, numa
área total de intervenção de 13,5 hectares.
Um incêndio deflagrou, esta segunda-feira, em dois andares de um prédio em Mem Martins, Sintra. O fogo teve origem durante a manutenção do sistema exterior de frio de um talho.
Paróquia irá realizar, no domingo, 24 de março a Procissão do Senhor dos Passos, pelas ruas de Mem Martins.
Este será um momento de oração e de fé para reviver os passos do Senhor Jesus, a caminho do Calvário e assim prepararmos- nos para entrar na Semana Santa, participando mais ativamente nas Celebrações do Mistério Pascal de Jesus Cristo, na Sua Paixão, morte e ressurreição.
A Procissão com o andor do Senhor dos Passos sairá da Igreja da Natividade às 15h30 e seguirá pelas ruas: Av. dos Bombeiros Voluntários, Rua Fernando Pessoa, Rua Júlio Pomar, Rua Abel Manta; Rua Eiras. A Procissão com o andor de nossa Senhora das Dores sairá da Capela de Nossa Senhora da Natividade às 15h30 e seguirá pelas ruas: Largo Rossio da Fonte, Estrada de Mem Martins, Largo do Cruzeiro, Rua Eiras.
O lugar do Encontro das procissões será: Rua das Eiras perto unidade de urgência básica. Seguirá depois uma única procissão pelas ruas: Rua Eiras, Av. Cândido de Oliveira, Rua Artur Sousa, Rua Eusébio da Silva Ferreira, Rua Ribeiro dos Reis, Rua José Sampaio e Castro, Rua
João Pereira da Rosa, Rua Eiras, Travessa Eiras, Rua do Poço Novo, Rua Casais, Rua Eirinha, Rua Salvador Correia de Sá, Rua da Capela, Largo Rossio da Fonte.
O ponto de partida deste roteiro do rap de Mem Martins é a Rua Artur de Sousa, em homenagem ao futebolista que ficou mais conhecido como Pinga, madeirense que foi durante o final dos anos 1940 um dos melhores jogadores portugueses, no FC Porto.
No Casal de São José, as ruas homenageiam heróis da bola, mas a vida fá-lo com outros heróis: este é o bairro que é um forte candidato a capital do rap. Um dos poucos bairros sociais desta freguesia, que serviu para realojar quem dantes vivia ali em barracas, mas também pessoas de outros sítios, foi imortalizado na música (e na gíria local) como KS Drama, termo cunhado pelo rapper Landim e apropriado anos mais tarde por Julinho KSD e tantos outros.
Foi aqui que muitos dos pioneiros do hip hop cresceram juntos e deram os primeiros passos. Logo nos anos 90, com os Da Blazz — inspirados por referências nacionais como a compilação “Rapública” (1994) e nomes como Boss AC ou General D. Eram seis elementos: Dinga, Drayzze, Blayzze, Jay, Jungle e Vatta. E já cruzavam o português e o crioulo cabo-verdiano para escreverem as letras.
“Tem a ver com a nossa vivência. Desde que nascemos que levámos com as duas línguas ao mesmo tempo, por isso para nós era natural”, explica Dinga, cujos pais são de Cabo Verde. O que não era tão normal, naquela altura, era este género de música chamado rap e esta cultura suburbana conhecida como hip hop. Não era socialmente aceite como hoje. Soava estranho, e o mainstream não percebia bem o que aquilo significava. Os Da Blazz, conta Dinga, foram confrontados com esses preconceitos e discriminação. Como todos os pioneiros.
“Tínhamos dificuldades em arranjar estúdio, e levávamos com o preconceito: estes gajos do rap e da street! Hoje é natural um miúdo querer fazer rap, os papás darem apoio e está tudo bem. Na altura, olhavam para nós e disseram: vocês não vão gravar aqui. Éramos conotados com a marginalidade. Ou com sermos agressivos. Não foi fácil encontrar a primeira editora que nos quis apoiar. E os nossos pais também não percebiam aquilo.”
O primeiro contrato foi com a editora de música tradicional Sons d’África, sedeada na Amadora. Um dos filhos do dono tinha gostado do que ouvira do grupo de Mem Martins. O primeiro álbum foi lançado em 1999: “Catchores Di Pinga”.
E é um título que tem uma explicação local. “As cotas, quando vínhamos das festas a fazer barulho, chamavam-nos catchores (cães em crioulo), e nós até gostávamos por causa do ‘my dawg’ dos Estados Unidos, que ouvíamos no rap americano. E diziam: catchores lá di Pinga”, referindo-se à tal Rua Artur de Sousa, ou Pinga, onde viviam. Acabaram por adotar a expressão para se referirem a eles próprios.
Este primeiro disco teve uma repercussão sobretudo local, e noutros bairros periféricos de Lisboa. O segundo álbum, “Dados” (2002) —mais maduro e elaborado, com canções mais apelativas para um público maior — trouxe um single que se tornaria conhecido a nível nacional, e que também chegaria com impacto a Cabo Verde: “Rola Dodo”, https://www.youtube.com/watch?v=sd4GHiv5VTE a canção do “charuto cubano”, cujo videoclip passava diariamente no canal Sol Música e que apresentou muitos à música dos Da Blazz.
Excerto do Texto: https://amensagem.pt/2024/02/14/mem-martins-capital-rap-portugal/
A paróquia prepara-se para celebrar a Festa do seu Padroeiro São José. Sábado dia 9, teremos o Arraial de São José, junto à Igreja do Algueirão, iniciando às 16h, com o grupo de cantares “Serões saloios”, e às 21h, a Fadista Jaqueline Carvalho.
Durante anos, uma faixa de terreno por trás das últimas casas do Algueirão foi ignorada.
Algumas pessoas quando passavam por ali apenas relembravam: “ali foi uma quinta antiga...”. Nada mais. Nenhuma placa, nenhum registo visível, apenas duas árvores tortas permanecem e um muro antigo.
Num fim de tarde de Janeiro, a terra cedeu junto a um velho poço tapado e abandonado. O buraco revelou algo inesperado: uma laje de pedra trabalhada, diferente das pedras comuns dos muros rurais.
Chamaram-se vizinhos, depois alguém da Junta de Freguesia, depois um historiador local.
Escavando com cuidado o solo, surgiu um pequeno compartimento subterrâneo. Era uma pequena caverna que guardava histórias.
Lá dentro encontrou-se uma caixa de madeira selada com cera antiga. Ali estavam guardadas cartas e cadernos de capa de pano.
As cartas revelavam algo improvável: aquela quinta não era apenas agrícola. Era um refúgio discreto para quem precisava de desaparecer por uns tempos — trabalhadores perseguidos pela PIDE no tempo da ditadura.
A quinta oferecia refugio, trabalho simples e silêncio.
Quem lá ficava deixava algo para trás: uma carta com as suas histórias, medos e desejos.
Com o tempo, a quinta foi sendo vendida, dividida, esquecida. As casas cresceram à volta. O poço ficou totalmente selado.
Hoje, o espaço está perdido numa zona de moradias.
E há quem diga que, se escutares com atenção, ali no Algueirão ainda estão guardadas histórias de quem um dia precisou de um lugar para se proteger e talvez recomeçar a vida...
Não há registos do nome daquela antiga quinta, e não se sabe que destino tiveram estas cartas.
Reunidos no coletivo Unidigrazz, talentos como o rapper Tristany, o realizador Diogo Gazella e os artistas gráficos Onun Trigueiros, Sepher AWK e Repeppa começam a viver da sua arte em busca de uma mudança a partir do subúrbio onde vivem. A primeira reportagem do projeto Narrativas.