Tempo em Algueirão Mem Martins

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Estação de Algueirão - Mem Martins (Anos 80 - 2008) (video)


















Eis a diferença dos tempos...
Fisicamente as diferenças são praticamente nenhumas, à excepção, de na foto mais antiga, temos uma antiga "Lagarta Cinzenta", carruagens do modelo UTE 2000 (Unidades Triplas Eléctricas). Carruagens que foram vendidas, e que hoje circulam na Argentina.
 
Estas carruagens circularam na Linha de Sintra entre 1957 e 1993, sendo substituídos, pelas actuais carruagens UQE 2300/2400 (Unidades Quadruplas Eléctricas).

Nestas antigas carruagens, a segurança era praticamente inexistente. O comboio circulava de portas abertas, com passageiros sentados no degrau de acesso às carruagens. Praticamente não existiam passagens subterrâneas nas estações, e existiam bastantes passagens de nível. A Estação do Algueirão, foi das primeiras a ser intervencionadas, com a eliminação da passagem desnivelada, o transito foi desviado para a zona da Belavista, e foi construção da passagem subterrânea para peões.

O serviço da Linha de Sintra foi-se degradando ao longo dos anos, devido ao forte crescimento do Concelho de Sintra sofreu. Nos anos 90, iniciou-se um forte investimento, nesta que é a Linha suburbana, com mais utentes da Europa.










Foi muito provavelmente numa destas composições, que ocorreu um grave choque de comboios, n
a zona de Ouressa, em Mem Martins. Duas carruagens chocaram, e causou vários mortos e feridos. Este é um tema que eu não consigo encontrar nenhuma informação. Parece ser tabu. Sei dessa ocorrência, simplesmente por histórias que oiço de pessoas mais velhas, que me contam que foi um grande acidente, e que o barulho provocado pelo choque das carruagens, se fez ouvir a muito quilómetros de distância. Tenho informação que terá acontecido perto de 1970.
 
Não consigo confirmar estas informações. Agradeço comentários sobre este tema, a quem tenha conhecimento ou informação sobre essa ocorrência.

Fica um excerto de um documentário apresentado na RTP, onde é abordado o passado e o presente da Linha de Sintra:



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domingo, 7 de dezembro de 2008

"Feliz Natal" - Perigo nos Comboios




















Este é um assunto que sempre me preocupou, não só pela estetica, mas principalmente pela segurança, e essencialmente depois do atentado de 11 de Março, em Madrid. Ficam algumas questões:
- Qual a segurança que se tem, quando se circula na Linha de Sintra?

- Como são vigiados o comboios quando estão estacionados?


- Fazer um grafitti destas dimensões demora algum tempo. E se em vez de pintar as carruagem, os intervenientes fossem terroristas, ou alguem com intenção de fazer sabotagem das carruagens?

- Se em vez de estarem a pintar as carruagens, tivessem a colocar explosivos nas carruagens, para fazer explodir o comboio em plena hora de ponta?

- Ou algo que provasse uma avaria nas carrugens, e desse origem a um bloqueio geral na circulação da Linha.


- Ou alguém que apenas com um espirito de brincadeira, ou de maldade, se lembrasse de soltar parafusos das carruagens?

Muito provavelmente, a sorte de todos os utentes da Linha de Sintra, é que o Sr. Bin Laden não conhece esta zona, ou então não tem interesse em deixar aqui a sua marca, porque muito provavelmente, seria fácil, fazer o seu trabalho.
Provavelmente estou a levantar uma questão sem qualquer sentido, mas é um tema que me faz pensar, sempre que vejo um comboio grafitado.

Provavelmente vejo filmes onde eles não existe, espero bem que sim, no entanto...

Fica a "Mensagem de Natal"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

História - Lugar de São Carlos, Mem Martins

Qual a origem do "Lugar de São Carlos" em Mem Martins? 

As pessoas mais antigas de Mem Martins sempre denominaram esta zona da vila pelo "Os Carlos"...  
   - "preciso de ir ali aos Carlos"
   - "eu tenho um terreno nos Carlos"

Com o passar do tempo generalizou-se o nome do Bairro de São Carlos. A designação desta zona teve origem num projeto do Grupo Onomástico "Os Carlos", no inicio dos anos 40.


Foi noticia na "Gazeta dos Caminhos de Ferro" em 1 Junho de 1944, a aquisição dos terrenos para um grande projecto deste grupo.



titulo da noticia na publicação da" Gazeta dos Caminhos de Ferro" em 01 Junho 1944
"Graças ao esforço da comissão Pró-Casa de "Os Carlos", forma adquiridos em Mem Martins (Sintra) quatorze mil metros quadrados de terreno, que se destinam a pavilhões para Casa de Repouso de Carlos Doentes e Casa de Agasalho para Carlos Inválidos e ainda Colónia de Verão para Carlos Miúdos.

A direcção do Grupo fez distribuir pelos 5.000 sócios efectivos umas cadernetas com 10 senhas de $50, que se destinam aos "tejolos" para a construção da Casa de "Os Carlos", senhas estas que serão passadas a todas as pessoas que humanamente estão dispostas a colaborar em obras de assistência com resultados benéficos e de interesse para os que deles necessitem.

Brevemente iniciar-se-ão as obras de construção de mais esta 
casa de amparo aos Carlos necessitados"


Foi na mesma publicação, na edição do dia 01 de Novembro de 1946, que vem descrito o Programa das Festas comemorativas do 17º aniversário do Grupo Onomástico "Os Carlos", que já reunia nesta altura 10 mil sócios por todo o pais.
As festas iniciavam-se no dia 4 de Novembro (dia de São Carlos), e terminavam no dia 10 de Novembro. Vou apenas destacar os acontecimentos do dia 10 de Novembro de 1946, que decorriam em Mem Martins  

excerto da noticia, com o programa para dia 10 de Novembro de 1946


A zona de São Carlos em Mem Martins foi loteada e preparada para a realização deste sonho que nunca se realizou. 
Algumas vivendas ainda nasceram propriedade de "Carlos", onde se podia destacar a vivenda de "Carlos Eugénio Dias Ferreira", pai da economista Manuela Ferreira Leite e do advogado e comentador desportivo, José Dias Ferreira, que chegou a ser presidente da direção e da mesa da assembleia geral do 'Mem Martins Sport Clube'.

Muitos dos rapazes nascidos em Mem Martins nos anos 40 chamam-se Carlos...

local onde num passado recente foi destruída a moradia da família Dias Ferreira



sábado, 29 de novembro de 2008

Estacionamento desordenado perto de Zonas Comerciais

Existem duas zonas na Vila, perto de zonas comerciais, onde o estacionamento é feito, através da "lei do mais esperto". Refiro-me ao E.leclerc no Algueirão e ao Pingo Doce de São Carlos.
Nas duas situações, considero perfeitamente inadmissível esta desordem por existir estacionamento próprio da Zona Comercial.

Pingo Doce - São Carlos, Mem Martins
















Possui um estacionamento gratuito, subterrâneo, com acesso por escada e elevador, directo ao Supermercado. No entanto, na Rua Vasco Santana, principalmente ao fim-de-semana, e ao final da tarde, o estacionamento de automóveis, é totalmente desordenada, sem qualquer intervenção policial. Na vista aérea, consegue-se observar um pouco do que se passa diariamente: carros em segunda fila e carros em cima do passeio.
Obviamente que a PSP tem conhecimento da situação, pelo facto de estar permanentemente um agente, dentro das instalações do Supermercado, a efectuar serviço gratificado.
Esta situação complica-se, pelo facto de nesta zona existir uma paragem de autocarro, e que por vezes inviabiliza mesmo a circulação automóvel. Problema muito fácil de resolver, com a colocação de um sinal de "Proibido
parar e estacionar".














E.leclerc - Algueirão












Possui um estacionamento, nas traseiras com capacidade para 350 lugares, e ainda de um amplo estacionamento, mesmo à entrada do Cemitério do Algueirão. No entanto, os utentes do supermercado preferem utilizar as bermas da estrada para dificultar os acessos e tornar a situação perigosa.
Mais grave, é o facto do Supermercado contratar um agente da PSP (gratificado), para estar no local, a controlar o trânsito, mas exercendo uma pressão para não autuar veiculos estacionado indevidamente.
A s
ituação da foto abaixo é recorrente, que neste dia não foi dos mais graves, devido presença do agente da PSP, que não permitia o estacionamento mesmo em cima da curva, à saída da rotunda.


















O mais inadmissível da situação, é a pressão exercida pela administração do Supermercado nas autoridades, pelo facto de não garantir a segurança de peões e condutores, em detrimento do bom negócio do espaço comercial.
Obviamente, que a PSP, ao queres garantir uma receita extra, neste tipo de serviço gratificado, fica entre a espada e a parede, sem saber se deve fazer cumprir as regras e as leis de Portugal, ou obedecer a uma empresa privada, que lhe está a pagar um serviço.
O que é certo, é que o 1º andar do piso de estacionamento, se encontrava apenas com 50% de ocupação, ou menos, conforme pode confirmar na foto abaixo.

















Mais uma vez, a situação resolvia-se com um simples sinal de "Proibido parar e estacionar", de modo a permitir a correcta fluidez do trânsito, e garantir uma maior segurança a todos os peões e automobilistas.

Não sei qual a cumplicidade que existe entre a Câmara Municipal de Sintra e este espaço comercial, o que é um facto que se consegue observar, é que aos Senhores do E.leclerc no Algueirão, tudo é permitido, desde à abertura em péssimas condições de segurança conforme já reportei anteriormente, como ao facto de esta total anarquia a nível de estacionamento, usando ainda as autoridades, a seu belo prazer.
Relativamente a esta situação, só tenho uma palavra a dizer:
VERGONHOSO...


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Abandonada sede do GDPM


Na rua das eiras em Mem Martins, em frente à antiga fabrica da Messa, ainda é possível encontrar no antigo portão de ferro, as marcas do GDPM e o seu símbolo
GDPM »» Grupo Desportivo do Pessoal da Messa
(em frente à SUB - Urgência Básica Mem Martins)

Hoje é visível uma casa antiga, num elevado estado de degradação, abandonada, mas certamente com muitas histórias para contar... 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cruzeiro do Seisal

Existe uma cruz entre a Linha do comboio e o Bairro da Coopalme, no Algueirão, que certamente já terá despertado a curiosidade de muito: 
  - Que cruz será aquela?  - O que terá ali acontecido??

Rodrigo Maurício Corrêa Henriques
Nasceu: Lisboa 22.03.1887
Morte: 03.09.1906

Pai: Pedro Mauricio Corrês Henriques (2ºconde de Seisal) - 27.11.1846
Mãe: Maria Germana de Castro Pereira - 19.06.1860
   
No livro "Mem Martins Retratos - Zé de Fanares", encontrei uma história a retratar o acontecimento aqui ocorrido...

"A área delimitada a norte pelo casal de vale de Milho e Casal da Cavaleira, a Sul pela estrada Lisboa-Sintra, a nascente por Algueirão e Mem Martins e a poente por Ranholas e Vale de Flores era, por excelência, uma zona privilegiada da caça; principalmente coelhos e perdizes. Dizia-se até que o rei D.Carlos, quando de férias em Sintra, gostava de dar o seu tirito por estas bandas.
Verdade ou mentira não se sabe ao certo, sabe-se isso sim, que um membro da família da realeza, filho dos condes de Seisal, quando por ali caçava sofreu um acidente, com a arma, causando-lhe a morte imediata. O infausto acontecimento está perpetuado com um cruzeiro onde se pode ler a seguinte inscrição: "Aqui faleceu o meu querido Rodrigo Maurício Corrêa Henriques (Seisal) no dia 3 de Setembro de 1906, aos 19 anos".

A desolada mãe deslocava-se semanalmente ao local do desastre e aí, conjuntamente com um grupo de rapariguitas de Mem Martins, suas alunas da catequese na igreja de S.Pedro, rezava o terço, com todo o fervor e respeito, pelo eterno descanço do seu "infortunado menino" - palavras dela.

A piedosa senhora, acabadas as orações, distribuía um tostão (naquele tempo era obra!) a todos os presentes, facto que ao constar fez engordar o nymero de acólitos. Toda a minha gente, sempre que topava o trem da Srª Condessa, largava o que estava a fazer e "ala que se faz tarde" até à cruz, a fim de trocar meia dúzia de padres-nossos e outras tantas avé-marias pelo tostãozinho da ordem.

A Claudina Rosa, já crescidota, sempre mordaz e brincalhona, enquanto a maioria acompanhava em respeito a desolada mãe nas fervorosas orações, ela "rezava" entre dentes uma reza inventada por ela: "Venho aqui com toda a devoção pedir à Srª Condessa que não se esqueça de me dar um tostão"

E no fim entoando com as demais rematava, religiosamente: "AMÉN"



O titulo de Conde de Seisal foi criado por decreto de 26 de Janeiro de 1871 do rei D.Luis I de Portugal, a favor de José Mauricio Correia Henriques

Quatro pessoas usaram o título:
1. José Maurício Correia Henriques
2. Pedro Maurício Corrêa Henriques, 2º conde de Seisal
3. José Maurício Corrêa Henriques
4. Pedro Maurício Corrêa Henriques, 4º conde de Seisal

Após a implantação da República e o fim do sistema nobiliárquico tornou-se pretendente Maria Luísa Corrêa Henriques (1940-).

Fonte: Wikipedia