Tempo em Algueirão Mem Martins

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Abandonada sede do GDPM


Na rua das eiras em Mem Martins, em frente à antiga fabrica da Messa, ainda é possível encontrar no antigo portão de ferro, as marcas do GDPM e o seu símbolo
GDPM »» Grupo Desportivo do Pessoal da Messa
(em frente à SUB - Urgência Básica Mem Martins)

Hoje é visível uma casa antiga, num elevado estado de degradação, abandonada, mas certamente com muitas histórias para contar... 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cruzeiro do Seisal

Existe uma cruz entre a Linha do comboio e o Bairro da Coopalme, no Algueirão, que certamente já terá despertado a curiosidade de muito: 
  - Que cruz será aquela?  - O que terá ali acontecido??

Rodrigo Maurício Corrêa Henriques
Nasceu: Lisboa 22.03.1887
Morte: 03.09.1906

Pai: Pedro Mauricio Corrês Henriques (2ºconde de Seisal) - 27.11.1846
Mãe: Maria Germana de Castro Pereira - 19.06.1860
   
No livro "Mem Martins Retratos - Zé de Fanares", encontrei uma história a retratar o acontecimento aqui ocorrido...

"A área delimitada a norte pelo casal de vale de Milho e Casal da Cavaleira, a Sul pela estrada Lisboa-Sintra, a nascente por Algueirão e Mem Martins e a poente por Ranholas e Vale de Flores era, por excelência, uma zona privilegiada da caça; principalmente coelhos e perdizes. Dizia-se até que o rei D.Carlos, quando de férias em Sintra, gostava de dar o seu tirito por estas bandas.
Verdade ou mentira não se sabe ao certo, sabe-se isso sim, que um membro da família da realeza, filho dos condes de Seisal, quando por ali caçava sofreu um acidente, com a arma, causando-lhe a morte imediata. O infausto acontecimento está perpetuado com um cruzeiro onde se pode ler a seguinte inscrição: "Aqui faleceu o meu querido Rodrigo Maurício Corrêa Henriques (Seisal) no dia 3 de Setembro de 1906, aos 19 anos".

A desolada mãe deslocava-se semanalmente ao local do desastre e aí, conjuntamente com um grupo de rapariguitas de Mem Martins, suas alunas da catequese na igreja de S.Pedro, rezava o terço, com todo o fervor e respeito, pelo eterno descanço do seu "infortunado menino" - palavras dela.

A piedosa senhora, acabadas as orações, distribuía um tostão (naquele tempo era obra!) a todos os presentes, facto que ao constar fez engordar o nymero de acólitos. Toda a minha gente, sempre que topava o trem da Srª Condessa, largava o que estava a fazer e "ala que se faz tarde" até à cruz, a fim de trocar meia dúzia de padres-nossos e outras tantas avé-marias pelo tostãozinho da ordem.

A Claudina Rosa, já crescidota, sempre mordaz e brincalhona, enquanto a maioria acompanhava em respeito a desolada mãe nas fervorosas orações, ela "rezava" entre dentes uma reza inventada por ela: "Venho aqui com toda a devoção pedir à Srª Condessa que não se esqueça de me dar um tostão"

E no fim entoando com as demais rematava, religiosamente: "AMÉN"



O titulo de Conde de Seisal foi criado por decreto de 26 de Janeiro de 1871 do rei D.Luis I de Portugal, a favor de José Mauricio Correia Henriques

Quatro pessoas usaram o título:
1. José Maurício Correia Henriques
2. Pedro Maurício Corrêa Henriques, 2º conde de Seisal
3. José Maurício Corrêa Henriques
4. Pedro Maurício Corrêa Henriques, 4º conde de Seisal

Após a implantação da República e o fim do sistema nobiliárquico tornou-se pretendente Maria Luísa Corrêa Henriques (1940-).

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

1º Presidente da Junta de Freguesia - Dr. Fernandes

Hoje deu início a campanha eleitoral para as eleições autárquicas 2013, que se realizam no dia 29 de Setembro. A população de Algueirão Mem Martins vai escolher o presidente da Junta de Freguesia para os próximos 4 anos, e desta forma, decidi relembrar quem foi o primeiro presidente da nossa freguesia, o Dr. Francisco Fernandes (1911-1994).

A sua presidência teve início em 1963, e teve a duração de dois mandatos. O Dr. Fernandes era veterinário e foi igualmente o primeiro comandante dos Bombeiros Voluntários de Algueirão Mem Martins. Ele fixou-se em Mem Martins em 1947. Viveu numa vivenda que existiu na Rua do Zambujal.

Faleceu no dia 1 de Junho de 1994, e actualmente existe uma rua com o seu nome em Sacotes.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ermida de São Romão - Monumento ou apenas ruína?

"A Ermida de São Romão ergue-se sobre uma elevação, ou plataforma, artificial, no interior da qual se registam importantes vestígios arqueológicos romanos e pré-históricos.
No seu todo, trata-se, sem qualquer dúvida, do principal conjunto histórico-monumental da Freguesia de Algueirão - Mem Martins e, no seu género, de um dos mais significativos do Concelho de Sintra."

Todo o texto em:
"http://www.jfamm.pt/sitemega/view.asp?itemid=278&catid=153"

Ao ler este texto tive alguma curiosidade em conhecer este monumento tão valioso da Freguesia. Esta antiga Ermida encontra-se mesmo no limite da freguesia, numa zona que eu considero, que faz pouco sentido ainda pertencer a Algueirão - Mem Martins, devido ao afastamento do centro, e acima de tudo pela a barreira física que existe hoje, com o IC30.












Quando cheguei ao local, admito que fiquei chocado com o que vi. O texto no site da Junta de freguesia, classifica a Ermida, como um verdadeiro Monumento, com elevado valor histórico, mas o que encontrei foi isto:

Umas paredes velhas, abandonadas e rodeadas de entulho.
















Paredes destruídas e cheias de Grafittis...
















Aquela é uma janela do Século XVIII, praticamente destruída
















Será que a aproximação do Betão vai engolir a História?
















Ao fundo, o que resta da Capela-Mor
















Com o Palácio da Pena de fundo, serve para se reflectir, que esta Ermida é muito mais antiga que o referido Palácio.
















E ficam várias duvidas no ar:
- Qual a posição da Câmara Municipal sobre este Monumento?
- E a Posição da Junta de Freguesia?
- Trata-se efectivamente um Monumento de interesse publico, ou apenas aguarda o avanço do betão para confirmar a sua total destruição.
- E a população tem conhecimento deste monumento?
- Existem projectos para recuperar a Ermida?


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mem Martins - Silo Automóvel


Penso que se torna cada vez mais urgente, a construção de um estacionamento na zona da Estação de Mem Martins. À semelhança do que já acontece em alguma cidades Portuguesas, a construção de um silo, em altura, é a única possibilidade, devido à zona, altamente urbanizada. Ainda existem algumas zonas, muito poucas, onde se pode estudar soluções.
Eu mesmo já analisei algumas possibilidades, que certamente são zonas privadas, mas que a bem do espaço público poderiam ser comprados ou expropiados.
Por uma questão óbvias, não divulgo a minha opinião, acerca dos espaços.


Poderia ser um espaço com construção e exploração privada, com custo para o utilizador, mas que traria grandes vantagens, tais com:

- Reavivar o comércio nesta zona da vila;
- Facilitar e incentivar a utilização do comboio;
- Facilitar o acesso a serviços;
- Valorização do parque habitacional nesta zona;

- Aumentar o poder e a moral das autoridades, para multar estacionamento irregular;


Penso que seria uma solução bem mais vantajosa, do que a já falada instalação de parquímetros, que certamente, apenas ajudaria a afas
tar, ainda mais, as pessoas desta zona da localidade.






segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Feira das Mercês - Pêras Pardas Cozidas















Ora aqui está um tema que eu já tinha abordado, e que já tinha avisado para a sua extinção num futuro próximo. Apenas dois vendedores, de Pêras Pardas Cozidas, e que segundo conversa que tiveram comigo, pouco conseguiram vender, pois a procura foi muito baixa.














Os preços variavam entre o 1,50€ e os 4,00€, consoante o tamanho da pêra.















E a pouca procura que tiveram, segundo a informação que me foi facultada, foi essencialmente por pessoas já com alguma idade, que o faziam como ritual.

Parece ainda ser um ritual, ir à Feira das Mercês e comprar as Pêras.

Estas tradições regionais deveriam ser explicadas nas escolas, de modo a não morrer, ou pelo menos, não deixar as novas gerações na ignorância destas referências locais.














Entretanto descobri a existência de um pequeno aglomerado rural, no Concelho de Mafra, perto de Cheleiros, que se chama "Pêras Pardas". Mais uma prova, que esta tradição tinha algum peso no passado saloio.