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Tempo em Algueirão Mem Martins
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Livraria Astrolábio
Foi no dia 13 Março de 1996, que no nº32 da Avenida Chaby Pinheiro, abriu a Livraria Astrolábio, com a gerência de Augusto Raposeiro.

Esta livraria foi um marco na cultura da vila de Algueirão Mem Martins, ponto de encontro, tertúlias culturais e apresentação de livros de carácter regional.
Esta loja, a lutar contra o encerramento acabou por trocar a sua localização para a Praceta dos Lírios (atual Dharma livraria)... no entanto acabou por encerrar...
Fica a memória... Alguém se lembra?
Noticia Jornal Publico de 25 Abril de 2005
A 25 de Abril de 1974, Augusto Raposeiro comandava uma das viaturas blindadas da coluna de Salgueiro Maia que marchou de Santarém sobre Lisboa. O militar que ajudou a derrubar o antigo regime continua, aos 53 anos, a resistir aos "tempos do consumismo", como define a época que se vive. Na memória continua vivo o período de luta na chaimite Bafatá.
Mas a batalha que trava para não fechar a Livraria Astrolábio, derradeiro estabelecimento do género em Mem Martins, perto de Sintra, faz-se agora com palavras.
Na montra, a Fotobiografia do "capitão de Abril", de António Sousa Duarte, espera por comprador, que o livreiro qualifica de forma própria: "Não tenho clientes, tenho leitores e amigos". O pequeno espaço numa esquina da Av. Chaby Pinheiro abriu em 1996 e fica ao lado de um café. O livreiro lamenta que "as pessoas vão mais vezes ao pão do físico do que entram na padaria do espírito". As vendas têm descido desde o segundo ano após a introdução do euro. Em Sintra, os dedos de uma mão chegam para enumerar as livrarias que (ainda) resistem aos preços praticados nas grandes superfícies. O consumidor lucra com a existência de umas e outras. Mas, se busca um livro fora dos tops ou para uma oferta, um conselho personalizado pode fazer diferença.
Augusto Raposeiro não cala críticas aos manuais escolares - que não vende por hábito, por "gostar de trabalhar com o livro que alegra o espírito e não seja fonte de angústias" -, "que ao mudarem todos os anos não deixam espaço para que as famílias comprem outros livros". Sem saber até quando conseguirá manter portas abertas, mostra-se grato para com escolas e a autarquia, que ainda lhe fazem encomendas. Como a da "amiga" que, no dia mundial do livro, lhe mostra um post-it com o nome Geografia da Fome. Raposeiro sorri com a inesperada alusão à obra de Josué de Castro e promete tentar, passado o fim-de-semana "de Abril", ter o livro pretendido. Pode uma freguesia de 70 mil habitantes dar-se ao luxo de perder um espaço como este?![]() |
| localização da Livraria Astrolábio |
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
O Filho do Sr. Cônsul
![]() |
| Texto Nuno Augusto |
Foi na década de noventa que o Dr. Pedro Nuno Sousa Mendes se mudou para a freguesia
de Algueirão - Mem Martins.
Conheci-o pouco tempo depois enquanto cliente na mercearia dos meus pais. Da primeira vez que ali foi, fiquei logo impressionado. Era um "gentleman" genuíno! Algumas vezes conversámos longamente, e como adolescente da altura, eu não tinha dúvidas, o Sr. Sousa Mendes (como sempre o tratei), ouvia-me com extrema atenção, e de forma cirúrgica abalava as minhas certezas com uma pergunta simples... Lá tinha eu que equacionar toda a minha argumentação outra vez... Que saudades...
Conheci-o pouco tempo depois enquanto cliente na mercearia dos meus pais. Da primeira vez que ali foi, fiquei logo impressionado. Era um "gentleman" genuíno! Algumas vezes conversámos longamente, e como adolescente da altura, eu não tinha dúvidas, o Sr. Sousa Mendes (como sempre o tratei), ouvia-me com extrema atenção, e de forma cirúrgica abalava as minhas certezas com uma pergunta simples... Lá tinha eu que equacionar toda a minha argumentação outra vez... Que saudades...
Sobre
o seu pai, Cônsul Aristides de Sousa Mendes, pouco falávamos. Certa vez puxei o
assunto, e o seu tom de voz ficou diferente, disse-me apenas "Aconteceram
coisas horríveis..." lapidar como sempre...Quando fui ver o filme "O cônsul de Bordéus" fiquei na expectativa de ver recriado no cinema o meu amigo.... E quando ouvi o Cônsul chamar "Pedro Nuno" confesso que chorei....
Muito
mais haveria a escrever, sobre o seu Mercedes 280s, sobre o que passou por se
mudar para a freguesia e sobre a sua casa... Sobre a sua vontade de ver a casa
de Cabanas de Viriato no seu esplendor de outrora... Mas isso fica entre
nós....
Um abraço e até sempre Sr. Sousa Mendes
[morreu a 28/06/2005]
[morreu a 28/06/2005]
![]() |
| ... na Estrada de Mem Martins 122B, onde viveu o Sr. Sousa Mendes |
Link para texto no Blog 'Absorto'
http://absorto.blogspot.pt/2005/07/pedro-nuno-de-sousa-mendes.html
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
'Grupo de Teatro do Mem Martins Sport Club' na RTP
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Grupo Punk - Crise Total
Grupo de punk do Algueirão formado em 1983.
A primeira formação incluía Manolo (voz), João Filipe (bateria), Rui Ramos (guitarra) e Paulo Ampola (baixo).
A primeira formação incluía Manolo (voz), João Filipe (bateria), Rui Ramos (guitarra) e Paulo Ampola (baixo).
No ano seguinte participaram no 1º Concurso do Rock Rendez-Vous. O tema
"Assassinos no Poder" foi incluído no alinhamento da compilação
"Ao Vivo no Rock Rendez-Vous em 1984" da Dansa do Som.
Em fins de 1984, Pêjó entrou para o lugar de Ampola. Voltam a participar
no 2º Concurso do Rock Rendez-Vous.
No dia 6 de Março de 1986 realizou-se no Rock-Rendez Vous o concerto de
despedida dos Crise Total.
Em 12/7/1986 participaram num festival Punk no Porto com os Cães a Morte
e o Desejo, Cagalhões e Kú de Judas. Em Dezembro actuaram no concerto Rock
Ibérico/86.
João Filipe vai para o Canadá e Manolo também abandona o grupo.
Em 1987 entram para o grupo Tiago (voz) e Rui Barata (bateria). Manolo
regressa em 1988. O grupo acaba por terminar em 1988 após concertos com os
Bastardos do Cardeal e Morituri.
Em 1995, os Crise Total regressaram com a ideia de gravar as músicas que
tocavam anteriormente. Se a coisa tivesse impacto até poderiam continuar a
tocar e a fazer mais coisas. A João Filipe, Rui Ramos e Pêjó (este na guitarra)
juntaram-se os ex-Subcaos Xico (voz) e Libelinha (baixo).
Após alguns meses de ensaios gravaram o CD "E a Crise
Continua", que foi editado através da Fast' N'Loud, preenchido com 16
temas relativos à primeira encarnação do grupo. Pejó saiu pouco tempo depois e
foi substituído por Daniel.
Xico sai do grupo. Em Abril de 1997, Miguel (vocalista dos M.A.D.)
estreou-se ao vivo num concerto do Café Central. Apresentaram temas do seu
segundo álbum que foi gravado neste ano.
Em Setembro de 2003, a editora Zero Work Recs lançou o álbum
"Suicídio Involuntário", gravado originalmente em 1997, com Miguel
nas vocalizações.
Manolo junta-se ao grupo nas comemorações dos 25 anos da banda. É editado
um disco ao vivo gravado no RRV.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
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