15/02/2014

Livraria Astrolábio

Foi no dia 13 Março de 1996, que no nº32 da Avenida Chaby Pinheiro, abriu a Livraria Astrolábio, com a gerência de Augusto Raposeiro.


Esta livraria foi um marco na cultura da vila de Algueirão Mem Martins, ponto de encontro, tertúlias culturais e apresentação de livros de carácter regional.

Esta loja, a lutar contra o encerramento acabou por trocar a sua localização para a Praceta dos Lírios 
(atual Dharma livraria)... no entanto acabou por encerrar... 

Fica a memória... Alguém se lembra?


Noticia Jornal Publico de 25 Abril de 2005 

A 25 de Abril de 1974, Augusto Raposeiro comandava uma das viaturas blindadas da coluna de Salgueiro Maia que marchou de Santarém sobre Lisboa. O militar que ajudou a derrubar o antigo regime continua, aos 53 anos, a resistir aos "tempos do consumismo", como define a época que se vive. Na memória continua vivo o período de luta na chaimite Bafatá. 

Mas a batalha que trava para não fechar a Livraria Astrolábio, derradeiro estabelecimento do género em Mem Martins, perto de Sintra, faz-se agora com palavras. 

Na montra, a Fotobiografia do "capitão de Abril", de António Sousa Duarte, espera por comprador, que o livreiro qualifica de forma própria: "Não tenho clientes, tenho leitores e amigos". O pequeno espaço numa esquina da Av. Chaby Pinheiro abriu em 1996 e fica ao lado de um café. O livreiro lamenta que "as pessoas vão mais vezes ao pão do físico do que entram na padaria do espírito". As vendas têm descido desde o segundo ano após a introdução do euro. Em Sintra, os dedos de uma mão chegam para enumerar as livrarias que (ainda) resistem aos preços praticados nas grandes superfícies. O consumidor lucra com a existência de umas e outras. Mas, se busca um livro fora dos tops ou para uma oferta, um conselho personalizado pode fazer diferença. 

Augusto Raposeiro não cala críticas aos manuais escolares - que não vende por hábito, por "gostar de trabalhar com o livro que alegra o espírito e não seja fonte de angústias" -, "que ao mudarem todos os anos não deixam espaço para que as famílias comprem outros livros". Sem saber até quando conseguirá manter portas abertas, mostra-se grato para com escolas e a autarquia, que ainda lhe fazem encomendas. Como a da "amiga" que, no dia mundial do livro, lhe mostra um post-it com o nome Geografia da Fome. Raposeiro sorri com a inesperada alusão à obra de Josué de Castro e promete tentar, passado o fim-de-semana "de Abril", ter o livro pretendido. Pode uma freguesia de 70 mil habitantes dar-se ao luxo de perder um espaço como este?
localização da Livraria Astrolábio 

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