22/04/2013

[Vice] Fui conhecer os JUBA a Mem Martins


Há uns tempos, uma amiga minha mandou-me uma música que adorei. E foi assim que conheci os JUBA, por mero acaso. Decidi logo que queria saber mais sobre eles e, algumas semanas depois, tentei infiltrar-me para ir assistir às gravações do primeiro disco. Mandei-lhes um mail e combinámos tudo. Chegou o dia. A caminho do Black Sheep, onde decorriam as sessões de gravação, abordei um polícia para tentar descobrir a localização do estúdio. Sabem quando a autoridade não quer ser prestável e somos a desculpa perfeita para implicar? Foi isso, basicamente. Lá ultrapassei este obstáculo e fui conduzida ao estúdio pelo GPS mental da dona de uma churrasqueira da zona.

Finalmente, depois de duas horas, ali estava eu com o João, Joel, Miguel e Tomás. Sentámo-nos à conversa na sala de espera do estúdio, eles no sofá, eu no chão. Isto enquanto o vocalista, Tomás, calibrava a voz numa outra sala, adicionando uma parafernália de ingredientes doces e apimentados. A "Lambaro" ecoava no fundo e nós ali na boa, a conversar. Esta cumplicidade é gira e faz sentido. Até fiquei com vontade de me expressar musicalmente com eles: ofereci-me para ir buscar um saleiro, ou algo do género, para acompanhar na percussão, mas não fui bem-sucedida e ninguém quis saber da minha sugestão.

Os JUBA ainda são novos no meio, nem um podre lhes consegui arrancar, mas têm uma excentricidade ingénua (não é contraditório). Querem fazer-se ouvir pela música que fazem. Estão juntos como qualquer outra banda: inventam, criam, erram, reinventam, corrigem, produzem — e querem produzir na companhia uns dos outros. Quanto ao álbum que estão a cozinhar, vai sair pesadão. Nada de melodias a remeter para momentos intimistas, ou baladas a sussurrar. Agora é esperar que a juba cresça.

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