Tempo em Algueirão Mem Martins

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Bandas de Garagem - Algueirão Mem Martins

As Bandas de Garagem são um fenómeno transversal ao tempo e à localização geográfica, e na vila de Algueirão Mem Martins, sempre foi surgindo conjuntos de jovens, que aliavam o seu gosto pela musica, com a ocupação dos seus tempos livres.

Nos anos 90 surgiram na Vila, diversas Bandas, como foi o caso dos "Grind Factory", "Ao Acaso", "Crawl", "Vala Comum", "X-Acto", entre outros.

Algumas destas Bandas, apesar de já não se encontrar em actividade, ainda mantém viva as memórias e um trabalho com algum valor, que certamente seria muito interessante de ser reavaliado, passados tantos anos.

Aqui deixo um vídeo de uma actuação dos "Ao Acaso", em 1996, na Escola Secundária de Mem Martins. 
- Será que tu eras uma das pessoas que aparecem no público, a assistir a este concerto?
- E actualmente, quais as Bandas que existem na Vila de Algueirão - Mem Martins?


Banda "Ao Acaso" - Toda a história da Banda, contactos e galeria de musicas

sábado, 13 de agosto de 2011

Noticia do "Jornal de Sintra" de 10 de Setembro de 1944

Noticia do "Jornal de Sintra" de 10 de Setembro de 1944


"Em tempos passou por Mem Martins o grande desportista Victor Sassetti, que era proprietário da magnífica Quinta de Fanares. Entusiasta da pesca desportiva, repovoou o nosso rio de diversas espécies de peixes, tentando igualmente o repovoamento de lagostins. Talvez poucos saibam deste facto, mas o rio de Mem Martins é o único, no concelho de Sintra, onde os lagostins mais têm procriado em larga escala.
Como, em geral, todas as coisa boas tendem sempre a desaparecer – e quase sempre por espírito de maldade – infelizmente o intuito do sr. Sasseti não foi secundado e acarinhado, como devia, mas antes atraiçoado por uns tantos espíritos tacanhos e estúpidos, e o rio o rio em referência começou a ficar pobre em espécies de peixes.
 Há-o ainda, é certo. E mais poderá haver, se quiserem providenciar nesse sentido. Providenciar nesse sentido e naquele em que está a defesa do existente, pois há por cá malvados que envenenam as águas e matam grande quantidades de peixe – indo depois buscá-los e caldeirá-lo!!!
É o máximo da estupidez e da maldade!!!
A quem compete providenciar neste sentido?
Talvez a Secção de Pesca Desportiva do S.U.S., que ainda á poucos meses levou a efeito um retumbante concurso, patrocinado pelo “Jornal de Sintra”, no rio de Colares, queira ouvir-nos e atender-nos, no que só faz bem.
Lagostins, ainda há dias, com uns amigos, pescámos alguns, facto que causou admiração a esses amigos, que ignoravam a existência deles no rio de Mem Martins. Tudo matam, os vândalos, se não houver quem olhe a sério para aqui."

Esta noticia tem  67 anos, e não deixa de causar, muito provavelmente, alguns sorrisos a quem a lê. No entanto, basta passear num pequeno carreiro que existe nos Casais de Mem Martins, junto à antiga "Fonte dos Casais" (também conhecida por Fonte de São Pedro), e olhar para a água que corre dentro desta fonte. 

Este espaço, no passado, era utilizado para dar água ao gado e para lavagem de roupa, como se pode comprovar com as pedras ainda existentes no local. 

É verdade, não sei se ainda serão da mesma espécie da antiga "Quinta de Fanares", mas parece que estes bichinhos continuam a gostar das águas de Mem Martins, e não deixa de ser engraçado comprovar a sua existência por estas paragens.

sábado, 6 de agosto de 2011

Sinal de Trânsito - Mem Martins

Este é um sinal que provavelmente, os mais distraídos ainda não repararam, ou então, fingem não ver.

Está localizado na Av. Vitorino Nemésio, em Mem Martins, no sentido "Alto Forte" --> "Bela Vista", logo depois do Hipermercado "Continente".

É recorrente os automobilistas efetuarem a inversão do sentido de marcha, junto ao portão do "Centro de Dia", até porque naquele local, o traço contínuo existente no pavimento,  é interrompido, no entanto, alerto para a existência deste sinal de trânsito.

Apesar da boa visibilidade, trata-se de uma manobra com algum risco, e assim, quem sai do "Continente" tem de se deslocar rotunda da Bela Vista, para alterar o seu sentido de transito.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Gente de Algueirão Mem Martins - "Saloios Urbanos" (video)

Mem Martins
Designa-se como saloio o habitante natural das zonas rurais do início do século XX em volta de Lisboa, a região saloia. A região saloia compreende vários concelhos, sendo os seus limites discutíveis, existindo diversas opiniões. No entanto, Algueirão Mem Martins é um local que se enquadra sempre nesta região saloia.

A maneira de trajar também era muito própria, incluindo o colete e o barrete que até há poucos anos ainda era usado por pessoas mais velhas.
Vestígios saloios em
Algueirão Mem Martins?

São muitos, começando por algumas construções que ainda existem, e um urbanismo típico da região saloia, que podemos comprovar no Algueirão Velho, Coutinho Afonso, na zona perto do Cruzeiro e Casais de Mem Martins


Existem algumas tradições saloias na freguesia, que o tempo, o betão e a ignorância tem apagado. Nos dias de hoje, todos querem ser cosmopolitanos, mas mesmo assim, os naturais de Algueirão Mem Martins ainda podem gritar com orgulho "Somos Saloios", hoje talvez "saloios urbanos" mas mesmo assim, isso deve ser um motivo de orgulho, pois simboliza gente simples, gente humilde, gente que trabalha... pelos menos assim foram as raízes desta terra...

Aqui deixo uma musica de Mário Gil, que caracteriza os saloios...
(excertos de vídeos extraídos da Saloia TV - www.saloia.tv)

sábado, 23 de julho de 2011

"Poeta Sonhador" - Mem Martins (video)

A poesia é uma forma de exprimir sentimentos, desejos, sonhos e fazer voar a imaginação... por vezes, pode ser incompreendido, mas certamente são palavras que devemos respeitar.

Há pessoas que escrevem de forma pessoal e intimista, outras de uma forma anónima, e outras que gostam de divulgar o seu trabalho.

Em Mem Martins existe um poeta que surge diversas vezes na TV, divulgando as suas poesias, ele auto-designa-se de "Poeta Sonhador"

Aqui deixo uma das suas poesias, e um vídeo com algumas das suas participações deste poeta, no Programa "Curto Circuito", na SIC Radical.


Que o Anjo do Amor te preencha o coração!
Que o Anjo da Alegria ilumine teu sorriso!
Que o Anjo da Justiça te alerte sempre!
Que o Anjo da Amizade te ampare com carinho!
Que o Anjo do Perdão te fortaleça!
Que o Anjo da Luz te ilumine sempre!


Com muito carinho Poeta Sonhador.

"Um sonhador não pode deixar-se esmagar pela incompreensão"

sexta-feira, 15 de julho de 2011

TDT em Algueirão - Mem Martins

E mais uma vez a freguesia de Algueirão - Mem Martins é esquecida... 
Quem serão os responsáveis por este esquecimento? Se este assunto foi sendo divulgado noutras freguesias do concelho, porque foi esquecido aqui???

Nesta freguesia, silenciosamente foi-se apagando a história e a cultura, e agora também se apagou a Televisão...
BRILHANTE...

 Abaixo, actual mensagem no site da Junta de Freguesia.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Contactos Emergência

Aqui fica o contacto em caso de Emergência 

Bombeiros de Algueirão Mem Martins
219 228 500


PSP Mem Martins
219 225 240

terça-feira, 12 de julho de 2011

Herman Enciclopédia - Flagelo dos Doces

Herman Enciclopédia foi um programa da RTP que passou originalmente na RTP1 em 1997 e 1998, com autoria e participação de Herman José. 

Pelo facto de os estúdios de gravação deste programa estarem localizados na Abrunheira (EDIPIM), muitas cenas exteriores foram realizadas na freguesia de Algueirão - Mem Martins, como o sketch que anexo abaixo: Flagelo dos Doces.

Será que consegues identificar o local das filmagens? Algueirão? Mem Martins? Em que zona?

[Correio de Sintra] "Algueirão Mem Martins - Porque não dividir"

Podem ler na edição nº27 do jornal "Correio de Sintra", um artigo de opinião da minha autoria intitulado: "Algueirão Mem Martins - Porque não dividir"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dividir a Freguesia de Algueirão - Mem Martins

Tendo em conta que no Concelho de Sintra, as freguesias de grande dimensões já foram reajustadas, dando origem a freguesias mais proporcionadas a uma gestão mais equilibrada, e uma administração locais mais próxima das populações, eu faço uma questão: Porque é que não se avança também, com a divisão administrativa de Algueirão - Mem Martins?


Seria uma divisão fácil, que no meu ponto de vista seria favorável para todos.
- Porque não avança?
- Porque será um tema que pontualmente surge, e rapidamente é esquecido?
- Quais os argumentos?

Em tom de "trabalho de casa" fiz uma divisão que me parecia razoavel da freguesia, criando as três naturais freguesias para esta vila, Algueirão, Mem Martins e Mercês.


Freguesias Propostas:
Mem Martins: Ouressa, São Carlos, Fanares, Santa Teresinha, Casal de S.José e Bela Vista

Algueirão: Algueirão, Algueirão Velho, Coopalme, Cabeço da Fonte, Cavaleira, Sacotes, Barrosa, Coutim Afonso e Raposeiras

Mercês: Mercês, Tapada das Mercês, Casais de Mem Martins, Recoveiro, Baratã, Pexiligais e Casal da Mata

Não sei se esta seria a melhor divisão, mas certamente era um bom ponto de partida, para se dar inicio à discussão deste assunto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Qual o significado do numero de toques da sirene dos Bombeiros?

Contactei os Bombeiros Voluntários de Algueirão - Mem Martins, e recebi uma resposta simpática por parte do Comandante da corporação, Joaquim Leonardo, com a resposta à minha pergunta, e mais informações, que eu penso serem úteis para partilhar com todos.



 1 Toque
Necessidade de Bombeiro-Motorista

 2 Toques

Necessidade de Bombeiros para intervenção em acidente de viação

 3 Toques

Necessidade de Bombeiros para intervenção em incêndio florestal ou inculto (rural)

 4 Toques
Necessidade de Bombeiros para intervenção em incêndio urbano ou industrial
Podemos também referir que actualmente o Corpo de Bombeiros é guarnecido por uma força mínima de 10 a 12 Bombeiros durante todo o ano, sendo esta força reforçada no período do verão e integrados no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, com mais 7 Bombeiros, todos em nível de prontidão para resposta imediata.
A sirene é um sistema de alerta imediato, apenas é accionada quando os recursos humanos acima mencionados estiverem esgotados, ou quando uma determinada ocorrência, pelo seu nível de risco, “aconselha” a aumentar o nível/capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros, numa perspectiva de antecipação. 
De salientar que este sistema de alerta para os Bombeiros está a ser cada vez menos utilizado, devido à complementaridade do sistema de SMS, que permite difundir informação rapidamente a todos os Bombeiros e até mesmo o accionamento de grupos específicos. 
Quando a Autoridade Nacional de Protecção Civil determina a passagem a alerta especial, níveis amarelo, laranja ou vermelho, por exemplo para o risco de incêndios florestais, esta informação é difundida para os Bombeiros, de forma a reforçar o número de elementos em prontidão, disponíveis para resposta imediata.
Obrigado pelas respostas... e BOM TRABALHO

segunda-feira, 20 de junho de 2011

[Publico] A Tapada das Mercês é um dormitório, é um subúrbio, mas é também uma festa

Nesta babel do concelho de Sintra, toda a gente saiu à rua, durante dois dias, para festejar a multiculturalidade e mostrar que a vida entre o betão também se pode expressar pela cultura

A Tapada das Mercês está num prédio feito de papelão - como as torres deste bairro da Linha de Sintra, que parecem enormes caixas de gavetinhas com gente dentro. Dentro desta caixa também há histórias, de seis famílias, cada qual com sua nacionalidade - abrimos cada janelinha para as descobrir. "Dantes a Tapada era um dormitório. Agora é muito activa e já sou eu que não tenho tempo para participar em todas as iniciativas", escreveu uma mãe cabo-verdiana que vive aqui com as quatro filhas.


Uma das muitas iniciativas que têm tentado dar outra vida a este bairro-dormitório é o Tapada em Festa, organizada pelo (i)Nova Tapada, que congrega várias associações e grupos de trabalho informal a trabalhar neste território. O evento, entre sábado e domingo, levou centenas de pessoas ao parque de estacionamento do centro comercial Floresta Center. A organização fala em pelo menos 1500 pessoas por dia nesta segunda edição.

Primeiro, toda a festa parece mais uma daquelas de bairro - até porque Junho é tempo de festas. Depois, vê-se que é muito mais do que isso. Surgiu como resposta ao desejo dos moradores de uma oferta cultural no seu bairro. "Tem como objectivos a valorização do território, a participação das pessoas e a valorização da diversidade", diz Sérgio Xavier, presidente da associação Dínamo.

De 23 nacionalidades
Do palco vai saindo música que não é a que se ouvirá mais tarde, quando todos estiverem a postos para as actuações - quase todas de grupos da Tapada.

Enquanto se tenta que os espectáculos não atrasem mais, começa o Teatro Fórum da Dínamo, com uma peça sobre discriminação. Explicando: assiste-se a uma peça, que depois é repetida. Mas da segunda vez quem não gostar do que vê pode dizer "stop" e passar da plateia ao palco, reescrever a história como quiser. Esta é de "pretos" e de "brancos", de discriminação, de problemas que serão frequentes nesta babel que é a Tapada. Instalou-se aqui gente de muitos lugares, de 23 países e 37,3 por cento dos moradores nasceram fora de Portugal, de acordo com um estudo de 2010, do programa de desenvolvimento comunitário urbano K"Cidade.

Lá fora, vende-se artesanato e pratos tradicionais das nacionalidades mais populares entre os moradores. Neste parque de estacionamento cheira a Angola, a Guiné, também a Cabo Verde e Brasil. Também a Portugal, porque esta festa é a celebração da multiculturalidade da Tapada. Há tendas de diversas associações, de vários grupos informais que trabalham neste território e há workshops com as crianças.

Uma oportunidade
Na livraria Plantier, no centro comercial, Yerobah, de 23 anos, vai lendo uma história que escreveu, palavra a palavra, com prudência, não se vá enganar em público. Há um ano não sabia ler, quanto mais escrever - na Guiné-Conacri, o seu país, pôde estudar apenas um ano. Agora enche o peito de orgulho, em frente a quem assiste a esta sessão de leitura. Os alunos das aulas de alfabetização da escola Visconde de Juromenha quiseram mostrar o que têm aprendido e com a leitura de histórias da sua vida e da sua terra. Ele e Arlindo Indi, de 31 anos, da Guiné-Bissau, que segura, orgulhoso, um texto escrito a maiúsculas numa folha A4.

Na Tapada das Mercês existem muitos problemas, sociais e também urbanísticos. Mas isto "acaba por ser uma oportunidade para a Tapada poder fazer coisas que os outros não fazem", conclui Nuno Azevedo, da associação de pais da Escola das Bandeirinhas.

Há também uma riqueza: a diversidade que se promove no Tapada em Festa. Porque a Tapada não é só feita de "prédios muito altos", de "ruas muito estreitas", como escrevia uma família portuguesa que se apresentava no prédio de cartão. Não é só feita de problemas. A Tapada é um bairro-dormitório, é uma babel-subúrbio. Mas durante dois dias pôde ser também uma festa.