O Grupo de Teatro da Casa Estrela do Mar vai estar dia 17 de Novembro no Centro Cultural Casapiano (Belém) a inaugurar a exposição “O Tempo em 2725”, decorrente do trabalho com os jovens da Casa de Acolhimento Martins Correia. Esta exposição, com enfoque na educação artística e no teatro é o resultado de um trabalho desenvolvido desde o início de 2016. É aberta a toda a população, estão todos convidados!
Tempo em Algueirão Mem Martins
terça-feira, 15 de novembro de 2016
sábado, 12 de novembro de 2016
BISPO // Na Estrada (Ep.2 Fundão)
"NA ESTRADA - EPISÓDIO 2"
Um pouco do que se passou no dia 23/07/2016, no Young Summer Festival, no Fundão.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
[Lusa] Utentes insatisfeitos com anúncio de polo hospitalar para Sintra
A Comissão de Utentes de Saúde do Concelho de Sintra (CUSCS)
manifestou-se hoje insatisfeita com anunciada construção de um polo hospitalar
em Sintra, considerando que a solução prevista é manifestamente insuficiente
para os utentes do concelho.
"Não
estamos satisfeitos. Consideramos lamentável que aquilo que estão a pensar para
o concelho de Sintra não seja um hospital de facto. Seja uma outra qualquer
solução que ainda não se percebe bem o que é de facto, que prevê entre 50 a 60
camas, quando falamos do segundo concelho do país", afirmou Paula Borges,
destacando que o concelho de Sintra tem mais de 356 mil utentes inscritos nos
centros de saúde.
A
porta-voz da comissão de utentes salientou que o concelho tem uma área
geográfica muito grande e que em junho deste ano foi calculado que existiam
quase 95 mil utentes sem médico de família.
"A
luta dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Sintra continua a ser a
mesma e continua a ser a construção de um hospital público no concelho de
Sintra e não qualquer coisa intermédia que não se percebe muito bem o que
é", referiu, considerando que existe uma série de contradições em cima da
mesa, salientando que o presidente da Câmara anunciou na sexta-feira a
construção de um novo hospital e o ministro da Saúde veio "dizer
perentoriamente que não é um hospital".
A
comissão de utentes considerou, ainda, "absolutamente inaceitável,
absolutamente disparatado", o encerramento da unidade que está a funcionar
em Algueirão-Mem Martins, porque "não é solução para pessoas que vivem em
freguesias mais afastadas do corredor da linha de Sintra".
"Ainda
na semana passada o hospital Amadora-Sintra não estava a apresentar solução
para atendimento de pessoas a nível dos serviços de cardiologia e de
obstetrícia. A nota que temos é que as pessoas que precisaram de recorrer ao
serviço de obstetrícia terão sido deslocadas para Cascais. As pessoas que
tiveram problemas cardíacos durante a noite foram encaminhadas para o São
Francisco Xavier, demorando entre a chamada dos bombeiros, a posterior vinda do
INEM e a sua entrada em São Francisco Xavier quase três horas", afirmou.
A
solução, para a Comissão de Utentes, seria a construção de um "hospital
público no concelho de Sintra com capacidade para 200 camas, que contemple
também internamentos e que não seja esta solução, que não são os cuidados
integrados e continuados que dão resposta às necessidades do concelho de
Sintra".
O
presidente da Câmara de Sintra, Basília Horta (PS), anunciou na sexta-feira que
o Ministério da Saúde vai investir na construção de um novo hospital em Sintra,
com 50 a 60 camas, além das urgências e cirurgia ambulatória, e no alargamento
do de Cascais, para servir mais utentes das freguesias do município sintrense.
O
ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, esclareceu no domingo, na
Figueira da Foz, que não se trata de um novo hospital, mas de "um polo do
Hospital Amadora/Sintra [Hospital Fernando da Fonseca], sem internamentos e
muito parecido ao modelo do hospital do Seixal".
O
novo polo hospitalar terá "cuidados integrados e continuados",
acrescentou, adiantando que também está prevista a possibilidade de ampliar o
Hospital de Cascais".
Lusa/fim
sábado, 5 de novembro de 2016
Comboios de 2 andares (video)
GOSTAS DOS COMBOIOS DE 2 ANDARES??
Na 'Linha de Sintra', os comboios de 2 andares dão origem a um grande numero de reclamações... pois
são mais pequenos, tem menos portas, poderão ter mais lugares sentados, mas o espaço 'em pé' é pior, com muitos utentes sentados nas escadas, dificultando o acesso aos pisos...
Na 'Linha de Sintra', os comboios de 2 andares dão origem a um grande numero de reclamações... pois
são mais pequenos, tem menos portas, poderão ter mais lugares sentados, mas o espaço 'em pé' é pior, com muitos utentes sentados nas escadas, dificultando o acesso aos pisos...
[Publico] Vai ser construído um novo hospital em Sintra
Ministério da Saúde vai investir na construção de
um novo hospital em Sintra e no alargamento do de Cascais, para servir mais
utentes das freguesias do município sintrense, anunciou esta sexta-feira o
presidente da autarquia. Segundo disse à Lusa Basílio Horta (PS), após uma
reunião com o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, o município
"precisa de uma rede de saúde que faça sentido e seja coerente".
"Essa rede de saúde passa fundamentalmente
pelo Amadora-Sintra, [e] passa pelo alargamento do Hospital de Cascais, com
mais um piso, prestando serviço não só às senhoras e aos jovens, mas a todas as
populações do âmbito territorial abrangidas pelo hospital, que se passará a
chamar Hospital Cascais-Sintra", explicou Basílio Horta.
O presidente da autarquia acrescentou que
"depois em Sintra será criado um polo multidisciplinar, porque tem anexo à
rede hospitalar uma rede de cuidados continuados e de convalescença", com
50 a 60 camas, além das urgências e cirurgia ambulatória.
"O senhor ministro informou que, no próximo
concurso que será aberto até ao fim do ano, irá ser colocada a obrigatoriedade
de, quem ficar com o Hospital de Cascais, aumentar um piso para servir as
freguesias de Sintra mais perto de Cascais", frisou o autarca.
As urgências do novo polo hospitalar de Sintra vão
contribuir para atenuar as urgências do Hospital Fernando Fonseca
(Amadora-Sintra) e, para isso, acaba a Urgência Básica de Algueirão-Mem
Martins, que apenas atendia a casos menos urgentes e sem a totalidade dos meios
de diagnóstico.
O autarca adiantou que vão avançar os estudos
preliminares para o novo hospital, que deverá ficar localizado em Sintra, junto
ao IC16, numa área "entre 20 a 30 mil metros quadrados".
"O senhor ministro tenciona assinar o
protocolo para o polo hospitalar de Sintra com a câmara na última semana de
Janeiro", apontou Basílio Horta, notando que a autarquia avança com o
investimento inicial e só em 2018 é que as verbas entram no Orçamento do
Estado.
Em termos de investimento, o autarca admitiu que a
nova unidade "não é inferior a 20 milhões, nem superior a 30 milhões de
euros".
Numa carta enviada a 18 de Outubro ao ministro da
Saúde, Basílio Horta e o presidente da assembleia municipal, Domingos Quintas
(PS), solicitaram uma reunião urgente para analisar "as formas de
colaboração" com vista à construção de um novo hospital em Sintra.
Os autarcas lembram que o Hospital Fernando
Fonseca, "construído e instalado para servir na sua área de influência
(Amadora e Sintra) uma população da ordem dos 300 mil utentes, serve
actualmente mais de 600 mil utentes".
Uma situação que "naturalmente gera situações
de enorme estrangulamento e dificuldades inultrapassáveis, em particular na
área das urgências hospitalares, dos internamentos e das consultas de
acompanhamento", acrescentam os autarcas na carta ao ministro.
No documento, os autarcas referem que o município
se compromete a apoiar na construção de um novo equipamento, estimado em 20
milhões de euros, através da "cedência do terreno necessário e com a
comparticipação de 30% do custo final do hospital (até seis milhões de
euros)".
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
4º Encontro Municipal de Juventude de Sintra
De 11 a 13 de Novembro!!! Para um participação significativa dos Jovens, o Encontro Municipal da Juventude de Sintra está aí e é para ti e é grátis!! Vêm, traz amigos e ajuda-nos a divulgar!!! Inscrições em: https://goo.gl/GCVGTg
[Observador] Universidade de Coimbra e empresa de resinas criam poliéster insaturado ‘verde’
Uma nova resina de poliéster
insaturado com matéria-prima de origem natural foi desenvolvida por
investigadores da Universidade de Coimbra e pelo produtor nacional de resinas
Resiquímica.
Uma nova resina de poliéster
insaturado com matéria-prima de origem natural foi desenvolvida por
investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e pelo produtor nacional de
resinas Resiquímica. A criação foi anunciada esta esta quarta-feira.
O novo produto, que já está no
mercado, resulta do projeto de investigação GreenUP, cujo objetivo era o
desenvolvimento de “novos poliésteres insaturados de mais alto valor
acrescentado à base de matérias-primas derivadas de fontes renováveis
(biológicas)”, afirma a UC, numa nota divulgada esta quarta-feira.
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| O poliéster 'verde' representa "um grande avanço no sentido da utilização de matéria-prima de origem biológica em produtos de uso corrente" |
Os poliésteres insatura dos
convencionais são produzidos a partir de derivados do petróleo.
O poliéster ‘verde’ representa “um
grande avanço no sentido da utilização de matéria-prima de origem biológica em
produtos de uso corrente”, afirmam Jorge Coelho e Arménio Serra, coordenadores
do projeto e docentes do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da UC.
Os poliésteres insaturados são
utilizados no fabrico de diversos materiais, como, por exemplo, botões de
vestuário, bancadas de cozinha e tanques para armazenagem de produtos
alimentares, entre outros.
Além de competitivo em relação aos
atuais poliésteres de origem fóssil, o novo produto permite “reduzir
substancialmente a pegada de CO2 do produto final”, sublinham os
investigadores, citados pela UC.
“O poliéster insaturado desenvolvido
permitiu obter um material mais amigo do ambiente que reúne todas as
características necessárias para o seu desempenho adequado”, destacam.
“A crescente consciência ambiental das
sociedades para produtos com o menor impacto ambiental possível torna premente
o desenvolvimento deste tipo de tecnologias”, sustenta Jorge Moniz, da
Resiquímica.
Para desenvolver esta resina amiga do
ambiente, os investigadores recorreram a monómeros — “pequenas moléculas que se
vão ligando por repetição, gerando polímeros (moléculas maiores)” — de origem
vegetal.
O maior desafio deste projeto
“prendeu-se com a escolha criteriosa das matérias-primas (monómeros) e com o
desenvolvimento dos melhores processos de síntese para que, dominando as
variáveis do processo de fabrico, fosse possível obter as formulações corretas
que garantissem todas as propriedades térmicas e mecânicas, por forma a
atingirem-se as características adequadas para cada tipo de aplicação”, explica
Jorge Coelho.
“Foi um desafio altamente complexo”,
conclui o investigador da UC.
Com sede em Mem Martins (Sintra), a
Resiquímica é uma empresa “inteiramente portuguesa”, que se dedica à produção e
comercialização de “polímeros destinados às indústrias de tintas, vernizes,
adesivos e materiais compósitos”, refere a página eletrónica da empresa.
O projeto de investigação GreenUP foi
financiado por fundos comunitários, no âmbito do QREN (Quadro de Referência
Estratégica Nacional).
domingo, 30 de outubro de 2016
* OpiniãoAMM: ‘Mem Martins? Isso é muito perigoso não é?’.
Texto Hugo Nicolau
A vila transmite uma imagem negativa, perigosa que eu penso que não se
justifica… no entanto é uma terra que por norma, só é falada na comunicação
social por temas negativos.
(Responsável/criador deste blog 'Algueirão Mem Martins')
Se há algo que me irrita, são os constantes comentários de
pessoas que não são daqui, amigos, colegas de trabalho e questionam: ‘Mem Martins? Isso é muito perigoso não é?’.
Aqui não há coisas positivas?
Existem notícias ou reportagens a salientar as qualidades da
vila? Eventos? Cultura? Desporto?
Uma terra que ao longo dos anos foi perdendo a sua vertente
‘saloia’, de zona de férias de gentes
de ‘Lisboa’ que aqui vinham respirar os frescos ares da Serra, mas soube bem receber
diversas etnias, diferentes nacionalidades, pessoas mais carenciadas. Ainda
recentemente, conheci uma sra nonagenária que reside em Lisboa e mantêm a sua
casa de férias no Algueirão…
As gestões autárquicas não souberam valorizar a ‘imagem’ de AMM, certamente dando mais
importância a outro tipo de problemas. A imagem da vila tem de ser trabalhada,
tem de ser melhorada… é importante/fundamental transformar a ‘imagem’ desta
terra, valorizando a nossa história, o nosso passado… Uma terra com uma boa
imagem, dará certamente muito mais orgulho em aqui ser residente.
Era tão bom viver numa terra onde temos orgulho de viver…
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
[TVI24] Afinal quantos bebés desapareceram ontem em Mem Martins?
Bombeiros foram chamados duas vezes para o Casal S. José no mesmo dia. Primeiro, um bebé encontrado no patamar de um prédio e, à noite, para assistir uma mulher que se queixou que não sabia do filho.
Redação / CF
[clica reportagem TVI] http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/casal-de-sao-jose/mem-martins-os-estranhos-casos-do-bebe-abandonado-e-da-mae-que-perdeu-o-bebe
[clica reportagem TVI] http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/casal-de-sao-jose/mem-martins-os-estranhos-casos-do-bebe-abandonado-e-da-mae-que-perdeu-o-bebe
O bebé encontrado na escada de um prédio de Mem Martins foi abandonado ou raptado? Todas as hipóteses estão agora em aberto, cerca de 24 horas após ter sido dado o alerta para a criança encontrada por um morador do Casal de São José, em Mem Martins, Sintra.
Faltam várias peças neste puzzle, que começou a ser montado pelos Bombeiros do Algueirão-Mem Martins pelas 22:00 desta quarta-feira, quando foram chamados para socorrer uma senhora que se sentia mal e que dizia não saber do seu bebé. As “coincidências” não podiam ser ignoradas.
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| Av. Cândido de Oliveira |
Ora, “a senhora correspondia à descrição da pessoa que deixou a criança” horas antes, na escada de um prédio, a pouca distância dali, pelo que, face às “coincidências”, a “equipa optou por chamar a polícia”, como explicou Joaquim Leonardo, Comandante dos Bombeiros do Algueirão-Mem Martins.
O Comandante frisou que os bombeiros “não sabem” se a mulher levada para o hospital, na noite desta quarta-feira, é a mãe do bebé.
A mulher foi transportada para o Hospital de Cascais, para onde o mesmo corpo de bombeiros levara o bebé.
“Pelas 14:00 de ontem [quarta-feira] recebemos uma chamada para uma criança abandonada que teria entre um e dois meses. Já se encontrava lá no local a polícia e fizemos o transporte da criança para o hospital”, declarou Joaquim Leonardo.
O Comandante acrescentou à TVI que o bebé estava “bem” e “não tinha sinais de maus-tratos”. Manuela Nunes, do café próximo do prédio em que a criança foi encontrada, afirmou que o menino estava “limpinho” e “estimadinho”.
A dona do café do Casal de São José contou à TVI como tudo aconteceu. O vizinho Joaquim entrou no prédio ao mesmo tempo que uma mulher com um carrinho de bebé. Não a conheceu, mas pensou que ela ia visitar alguns dos seus vizinhos. Já da janela, viu a mesma mulher sair, pouco depois, já sem o bebé e foi quando ouviu “chorar”.
“Clinicamente, a criança está bem. O caso já foi sinalizado e entregue às entidades competentes", disse fonte do Hospital de Cascais, esta quinta-feira, à TVI24.
A investigação está a cargo da Polícia de Segurança Pública, que tenta agora juntar as peças que faltam do puzzle. Falta perceber se estamos perante um caso de exposição ao abandono ou de um rapto. Fonte da PSP confirmou que uma mulher foi identificada “mais tarde”.
domingo, 23 de outubro de 2016
* OpiniãoAMM: O Centro de Saúde
Texto Hugo Nicolau
(Responsável/criador deste blog 'Algueirão Mem Martins')
Por Algueirão Mem Martins, um tema quase constante entre a
população, já com alguns anos é referente ao Centro de Saúde da Estrada de Mem
Martins, que efectivamente ficou parado no tempo, implantado num edifício de
habitação com muitas adaptações.
É evidente que a Vila merece melhores instalações, no
entanto, o prometido Centro de Saúde na Antiga Fabrica da Messa, no bairro da Eiras, será uma boa
solução??? Numa extremidade da Freguesia? Descentralizando mais um serviço do
centro da freguesia?
E as pessoas da outra extremidade da freguesia, numa vila
onde é claramente visível o envelhecimento da população? Os transportes públicos
não são de grande qualidade. E a Câmara Municipal investe na requalificação da Av.
Chaby Pinheiro e zonas envolvente para depois afastar os serviços? Incentivando a desertificação da zona típica do comercio tradicional e dando origem a uma zona mais insegura?
Pior que a desadequação do edifício à sua utilidade, a
diária fila de espera pela manhã, na rua, independemente do estado do tempo, é
um triste cenário para os utentes de todas as idades deste Centro de Saúde…
E o Atrium Chaby abandonado… ali tão perto…
E o Atrium Chaby abandonado… ali tão perto…
sábado, 22 de outubro de 2016
[Mais Futebol] Pedro Ró-Ró: do Benfica à seleção do Qatar em 10 anos
Entrevista-Maisfutebol com o defesa de 26 anos, nascido em Mem Martins e desde 2010 no Médio Oriente, a pensar no Mundial. «É uma história incrível, não é?»
Português da Linha de Sintra joga na seleção do Qatar e é colega do cérebro catalão no Al Sadd. Por Pedro Jorge da Cunha 18 out, 10:24
http://www.maisfutebol.iol.pt/entrevista/pedro-correia/pedro-ro-ro-do-benfica-a-selecao-do-qatar-em-10-anos

Xavi Hernandez. O maestro do maravilhoso Barcelona de Pep Guardiola e da seleção de Espanha está no Qatar, em final de carreira. Aos 36 anos, o catalão é colega de equipa de Pedro Correia, defesa português que encontrou no Médio Oriente um excelente caminho para elevar a dimensão da carreira.
Em entrevista ao Maisfutebol, Pedro Ró-Ró fala da relação especial com Xavi e da ligação forte a Jesualdo Ferreira, compatriota e treinador deste Al Sadd.A conversa é cheia de curiosidades e chega ao ponto de Pedro recordar as refeições que fez sem colher nem garfo. Sim, no Qatar é perfeitamente normal comer com as mãos. Um hábito salutar, enraizado na cultura do país que receberá o Campeonato do Mundo de 2022.
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| Mem Martins SC: Ró-Ró é o 3º em baixo a contar da esquerda (foto enviada por Luís M. Loureiro, o 1º da esquerda, em cima) |
A conversa é cheia de curiosidades e chega ao ponto de Pedro recordar as refeições que fez sem colher nem garfo. Sim, no Qatar é perfeitamente normal comer com as mãos. Um hábito salutar, enraizado na cultura do país que receberá o Campeonato do Mundo de 2022.
Ró-Ró, 26 anos, começou a jogar nas escolinhas do Mem Martins SC, treinado por Luís Miguel Loureiro. Avançado de origem, inspirou-se na dupla ROnaldo-ROmário para criar e eternizar a alcunha.
Uma carreira rara e bonita, até Doha.
Ró-Ró, 26 anos, começou a jogar nas escolinhas do Mem Martins SC, treinado por Luís Miguel Loureiro. Avançado de origem, inspirou-se na dupla ROnaldo-ROmário para criar e eternizar a alcunha.
Uma carreira rara e bonita, até Doha.
PARTE I: do Benfica à seleção do Qatar em dez anos
MF – No Al Sadd há um colega famoso. O que tem aprendido com o Xavi?
PC – O Xavi é o Xavi (risos). É um privilégio estar com ele todos os dias. No meu primeiro dia no Al Sadd, ao entrar no balneário, o primeiro abraço que recebi foi do Xavi. Levantou-se e veio ter comigo, a desejar-me boa sorte e que podia contar com ele. Como é que um jogador que já ganhou tudo consegue ter esta humildade? É um monstro sagrado do futebol.
MF – O Xavi já tem 36 anos. Ainda é competitivo em campo?PC – É um profissional irrepreensível. Corre com bola e sem bola, adora comunicar e ajudar todos os colegas no posicionamento. Jogar com ele no mesmo clube é uma lição diária de futebol. A forma como ele passa a bola… é a perfeição dentro de um relvado. Falamos muito no balneário sobre o Real Madrid e o Barcelona (risos).
MF – O Pedro é adepto do Real Madrid? PC – Eu só sou adepto do meu Benfica, mas simpatizo com o Real Madrid. Por isso estamos sempre a brincar e em picardias. O Xavi a defender o Barcelona e eu o Real.
MF – O professor Jesualdo junta-se a essas brincadeiras? PC – A estas não, mas é um homem que gosta de brincar. Aprendi imenso com ele no último ano. Evoluí muito em todos os aspetos: posicionamento, concentração, abordagem aos lances. O professor investe muito tempo nos treinos a corrigir esses detalhes.
MF – No Al Sadd há um colega famoso. O que tem aprendido com o Xavi?
PC – O Xavi é o Xavi (risos). É um privilégio estar com ele todos os dias. No meu primeiro dia no Al Sadd, ao entrar no balneário, o primeiro abraço que recebi foi do Xavi. Levantou-se e veio ter comigo, a desejar-me boa sorte e que podia contar com ele. Como é que um jogador que já ganhou tudo consegue ter esta humildade? É um monstro sagrado do futebol.
MF – O Xavi já tem 36 anos. Ainda é competitivo em campo?PC – É um profissional irrepreensível. Corre com bola e sem bola, adora comunicar e ajudar todos os colegas no posicionamento. Jogar com ele no mesmo clube é uma lição diária de futebol. A forma como ele passa a bola… é a perfeição dentro de um relvado. Falamos muito no balneário sobre o Real Madrid e o Barcelona (risos).
MF – O Pedro é adepto do Real Madrid? PC – Eu só sou adepto do meu Benfica, mas simpatizo com o Real Madrid. Por isso estamos sempre a brincar e em picardias. O Xavi a defender o Barcelona e eu o Real.
MF – O professor Jesualdo junta-se a essas brincadeiras? PC – A estas não, mas é um homem que gosta de brincar. Aprendi imenso com ele no último ano. Evoluí muito em todos os aspetos: posicionamento, concentração, abordagem aos lances. O professor investe muito tempo nos treinos a corrigir esses detalhes.
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| Pedro 'Ró-Ró' atrás do capitão Xavi numa foto do Al Sadd |
MF – Há tempo para estarem juntos fora dos treinos e jogos? PC – Eu sou uma pessoa reservada e passo os meus tempos livres mais em casa, com a família. Nas raras vezes que saio é para jantar fora. Normalmente em restaurantes de hotéis. Também já fui ao Dubai e a Abu Dhabi passear, é uma zona com uma extraordinária oferta.
MF – Integrou-se facilmente no país? A maioria dos habitantes é muçulmana. PC – Há coisas muito diferentes, mas dou o exemplo da minha namorada. Anda completamente à vontade comigo, não usa burka nem anda tapada. O ambiente é pacato, de grande respeito. O mais estranho é ter de comer com as mãos em alguns jantares (risos). Eles não usam garfo, nem colher. Uma vez fui jantar fora e tive de comer carneiro e arroz com as mãos. Também não é possível beber bebidas alcoólicas, a não ser dentro dos hotéis internacionais.
MF – E já consegue falar Árabe? PC – Comunico essencialmente em Inglês, mas já consigo dizer várias palavras em Árabe. Aliás, sou amigo de vários qataris e estou bem integrado socialmente. O meu contrato vai até 2020 e não me passa pela cabeça sair daqui nesta altura. Tenho saudades de Portugal, mas estive um mês e meio em casa no verão e voltarei no Natal.
MF – Como se descreve enquanto atleta? Em Portugal poucos o conhecem. PC – Sim, eu sei, ainda não tinha dado entrevistas sequer. Sou um jogador humilde, lutador, capaz de jogar como defesa central ou lateral direito.
MF – Integrou-se facilmente no país? A maioria dos habitantes é muçulmana. PC – Há coisas muito diferentes, mas dou o exemplo da minha namorada. Anda completamente à vontade comigo, não usa burka nem anda tapada. O ambiente é pacato, de grande respeito. O mais estranho é ter de comer com as mãos em alguns jantares (risos). Eles não usam garfo, nem colher. Uma vez fui jantar fora e tive de comer carneiro e arroz com as mãos. Também não é possível beber bebidas alcoólicas, a não ser dentro dos hotéis internacionais.
MF – E já consegue falar Árabe? PC – Comunico essencialmente em Inglês, mas já consigo dizer várias palavras em Árabe. Aliás, sou amigo de vários qataris e estou bem integrado socialmente. O meu contrato vai até 2020 e não me passa pela cabeça sair daqui nesta altura. Tenho saudades de Portugal, mas estive um mês e meio em casa no verão e voltarei no Natal.
MF – Como se descreve enquanto atleta? Em Portugal poucos o conhecem. PC – Sim, eu sei, ainda não tinha dado entrevistas sequer. Sou um jogador humilde, lutador, capaz de jogar como defesa central ou lateral direito.
Um golo extraordinário de Pedro Ró-Ró na liga do Qatar:
MF – Tem o Xavi como colega de equipa. Com ele é fácil ganhar jogos na liga do Qatar?
PC – O ano passado fomos terceiros, por isso não (risos). A liga tem um nível muito razoável e excelentes estádios. É verdade que as bancadas só enchem nos jogos grandes, mas o povo está também a aprender a relacionar-se com o futebol. Esta época temos duas vitórias em dois jogos. Vamos atrás do título.
MF – Jogou cinco anos no Benfica. Em que circunstâncias saiu do clube? PC – Fui do Mem Martins para lá e fiquei cinco anos. Saí porque era muito pequeno. Foi isso que me disseram quando decidiram emprestar-me. Primeiro ao Estrela da Amadora e depois ao Estoril. Diziam que eu não tinha corpo para ser defesa. Eu peço desculpa pela imodéstia, mas sempre fui um dos melhores da equipa nos anos em que lá estive.
MF – Ao sair do Benfica sentiu que o sonho de ser profissional ficava mais longe? PC – Sim, mas eu gosto de desafios e aventuras. Aos 16 anos decidi sair de casa. Um colega meu falou-me da possibilidade de jogar nos juniores do Sp. Farense, no Algarve. Foi no Farense que me estreei no futebol sénior. De lá saí para o Aljustrelense, no Campeonato de Portugal, e de lá para o Qatar.
PC – O ano passado fomos terceiros, por isso não (risos). A liga tem um nível muito razoável e excelentes estádios. É verdade que as bancadas só enchem nos jogos grandes, mas o povo está também a aprender a relacionar-se com o futebol. Esta época temos duas vitórias em dois jogos. Vamos atrás do título.
MF – Jogou cinco anos no Benfica. Em que circunstâncias saiu do clube? PC – Fui do Mem Martins para lá e fiquei cinco anos. Saí porque era muito pequeno. Foi isso que me disseram quando decidiram emprestar-me. Primeiro ao Estrela da Amadora e depois ao Estoril. Diziam que eu não tinha corpo para ser defesa. Eu peço desculpa pela imodéstia, mas sempre fui um dos melhores da equipa nos anos em que lá estive.
MF – Ao sair do Benfica sentiu que o sonho de ser profissional ficava mais longe? PC – Sim, mas eu gosto de desafios e aventuras. Aos 16 anos decidi sair de casa. Um colega meu falou-me da possibilidade de jogar nos juniores do Sp. Farense, no Algarve. Foi no Farense que me estreei no futebol sénior. De lá saí para o Aljustrelense, no Campeonato de Portugal, e de lá para o Qatar.
Doha, capital do Qatar, 32 graus
centígrados a acompanhar o crepúsculo. Pedro Correia, Ró-Ró, já não estranha o
calor. A temperatura do deserto urbano deixou de lhe ser insuportável, mesmo
que no verão os termómetros atinjam os 45 graus.
«Agora até está fresquinho», brinca o
internacional qatari, nado e criado em Mem Martins, no bairro do Casal de São
José.
Sim, Pedro Correia representa a seleção
do Qatar há três meses. Tem 26 anos, já soma nove internacionalizações e sonha
com as presenças nos próximos Mundiais: 2018 e 2022, este a realizar
precisamente no país asiático.
Uma história absolutamente rara,
explicada na primeira pessoa ao Maisfutebol por
um atleta com um passado rico nas escolas de formação do Benfica – cinco
temporadas – e que partilha o balneário com o eterno Xavi Hernandez no Al Sadd.
Clube, de resto, treinado por Jesualdo
Ferreira.
«Aprendi a amar as pessoas do Qatar»
De um bairro dos subúrbios de Sintra à
ostentação da Tower Zone em Doha. Transformação
completa na vida de Pedro, desde sempre Ró-Ró para os amigos.
Como relatar este percurso tão
improvável? Bem, saltemos para 2010 e para o dia em que um empresário o levou
de Aljustrel para o Al Ahli.
«Fiz três jogos no Aljustrelense, estava muito bem. Na altura, o Pedro
Russiano [atual adjunto de Álvaro Magalhães no Gil Vicente] jogava no Bahrain e
indicou o meu nome a um empresário. Fui fazer testes ao Al Ahli, mas só podiam
ficar com um estrangeiro e havia dezenas de candidatos. Correu-me tudo bem e
fiquei».
Seis anos depois, Pedro Correia continua
no Qatar e tem «mais quatro anos de contrato pela frente». «Jogo no Al Sadd e,
entretanto, naturalizei-me e represento o país. Posso garantir que não é por
dinheiro. Aprendi a amar estas pessoas, sempre gentis, e tenho a motivação de
estar em Campeonatos do Mundo».
O Qatar, explica o defesa
lateral/central, está num período de «completa transformação». Social,
económica e desportiva.
«O povo está eufórico com a realização
do Mundial2022, há imensas obras por todo o lado e o investimento é brutal. O
nosso estádio, por exemplo, é o único do mundo com ar condicionado. É, aliás,
impossível jogar futebol sem ser nessas condições».
A naturalização foi célere. Pedro
cumpriu o requisito mais apertado (cinco anos de residência no país) e foi
desafiado pelos responsáveis da federação.
«Eu sou português, serei sempre, mas aprendi a ser qatari também. Dialoguei
com a minha família, com o meu empresário e todos disseram que eu devia aceitar
o desafio. Já tenho muitos amigos árabes e a minha vida continuará a passar por
cá».
Em 2022, Ró-Ró quer que o Qatar organiza
o «melhor Mundial de sempre». «E eu quero estar lá, claro (risos). Tive de sair
do clube do meu coração, o Benfica, aos 16 anos. Uma década depois tornei-me
jogador da seleção do Qatar. Incrível, não é?».
«Estamos na luta pela presença no Mundial
da Rússia»
«Paraíso de tranquilidade», «povo
respeitador», «riqueza infinita». Pedro Correia utiliza estas expressões quando
instado pelo Maisfutebol a falar sobre o
Qatar, um Estado acusado vezes sem conta de graves problemas internos,
nomeadamente na forma como tem gerido a mão de obra responsável pela construção
dos novos estádios.
«Escravatura? Sinceramente nunca me
apercebi de nada. Apenas confirmo que estão a transfigurar vários pontos do
país. Estradas, linhas de Metro, prédios…»
O principal problema, insiste, está
relacionado com as condições atmosféricas, embora o comité organizador do
Mundial esteja empenhado em atenuar os ditames da Natureza.
«Tudo está a ser tratado. Eles vão climatizar os estádios, jogadores e
adeptos terão excelentes condições. No Qatar é assim, as coisas acontecem. De
outra forma, seria fisicamente impossível haver jogos durante o dia».
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| Pedro Correia (à direita) com a camisola do Al Sadd |
Na sua seleção, Pedro Ró-Ró Correia é
treinado pelo experiente Jorge Fossati, uruguaio de 63 anos. O Qatar nunca
esteve em nenhum Campeonato do Mundo, embora apresente resultados interessantes
nas provas do continente asiático.
Pedro assegura que Fossati está a
construir «uma seleção de qualidade» e capaz de estar já no próximo Mundial.
«Há mais atletas naturalizados [Rodrigo
Tabata, do Brasil, e Sebastián Soria, do Uruguai] e o nível do país aumentou
muito com a aposta em treinadores competentes nos escalões de formação.
Vencemos a Síria no último jogo de qualificação e estamos na luta».
No Grupo A de qualificação asiática, o Qatar soma três pontos e segue atrás de Irão, Uzbequistão e Coreia do Sul. Os dois primeiros passam à próxima fase, o terceiro terá de jogar um play-off.
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