Tempo em Algueirão Mem Martins

sábado, 13 de maio de 2017

[Sabado] A geração hip-hop cresce ao som dos GROGNation

Estivemos com o colectivo de Mem Martins, Sintra, no estúdio onde o grupo gravou o primeiro álbum, Nada é por Acaso
A primeira coisa em que reparamos quando entramos no estúdio do colectivo português de hip-hop GROGNation, em Mem Martins, Sintra - mais tarde, talvez mais prosaicamente, chamar-lhe-ão "quartel-general" -, é um quadro com uma lista de músicas do primeiro álbum do grupo, Nada É Por Acaso - lançado a 30 de Abril.
"A primeira vez que vimos isso foi com os Orelha Negra", contam, acrescentando que eles "tinham uma lista de músicas e depois algo como: o Francisco Rebelo já tocou baixo neste tema".

O quadro demorou dois anos a preencher. Juntos desde 2011 - pela proximidade geográfica, amizade e um gosto pelo rap - os cinco GROGNation (Harold Rafael, de 25 anos, Tiago "Prizko" Ribeiro, de 26, André "Neck" Janeiro, de 23, António "Nasty Factor" Silva, de 24, e Rui Pereira, aka Papillon, de 26) acharam que esta era a altura para dar este passo.

"Podíamos ter feito o álbum mais cedo, mas decidimos fazê-lo quando nos sentíssemos preparados", explica Factor. Neck corrobora: "Para nós, isto é um álbum. Os outros projectos foram quase só uma preparação." Essa preparação, contudo, foi criando expectativa para aquele que Neck diz ser "o primeiro projecto a sério" do grupo. 

Pela multitude dos temas que abordam (o amor, as dificuldades por que passaram e a masculinidade - o novo tema, Lágrimas, por exemplo, parece evocar a recente deambulação do rapper americano J Cole sobre o que é ser um "real nigga" em 4 Your Eyez Only) e da sonoridade das batidas (ora mais clássicas, ora mais electrónicas - ou "fresh", nas palavras deles), foram recebendo elogios de alguns dos principais protagonistas do hip-hop nacional, como NBC, Sir Scratch, Bob da Rage Sense, Valete e Sam the Kid. Vários, aliás, já colaboraram com o grupo de Mem Martins, e Sam the Kid volta a fazê-lo neste álbum, cedendo a parte instrumental de Circo, uma das 17 faixas do disco.

Depois desse percurso inicial, que os levou, por exemplo, a actuarem no festival MEO Sudoeste e a serem encarados como promessas, os GROGNation dão mais um importante passo com um álbum ecléctico, onde apenas dois instrumentais foram feitos em casa (por Factor, que além de rapper é produtor).

Os restantes, tão diferentes quanto os seus autores (o que torna a sonoridade dos temas muito distinta, viajando do R&B ao boom-bap, soul, afro-beat e electrónica - mais fragmentada, por exemplo em Amar para Esquecer, e mais explosiva, como em Vou na Mesma e Barman), foram trazidos por alguns dos produtores mais conceituados do género em Portugal, como Sam the Kid, DJ Ride, Lhast, Holly e Cálculo.

É por cima desses instrumentais que os cinco rimam - sobre "1001 temas", nas palavras de Harold. E se as egotrips não dominam, também há espaço para a afirmação: Harold canta que vieram "para ser lendas", Papillon que "isto é o creme do creme (...) do mais real que há desde o Valete, do Xeg e do Sam". Na nova geração hip-hop, os GROGNation lutam pelo pelotão da frente. 

domingo, 7 de maio de 2017

Actor 'Chaby Pinheiro'



Chaby Pinheiro foi um actor de teatro famoso que morou em Mem Martins. O seu nome está ligado a esta localidade e uma das suas principais ruas tem o seu nome.

Nasceu a 12 de Janeiro de 1873, em Lisboa, e faleceu no Algueirão a 6 de Dezembro de 1933. Homem culto e de grande inteligência, começou desde cedo a privar com a intelectualidade do seu tempo. Nesse grupo de amigos destacavam-se Fialho de Almeida, Marcelino Mesquita, Rafael Bordalo Pinheiro, Júlio Dantas e Manuel Penteado entre outros, nas áreas da Arte, Literatura e Jornalismo.


No campo teatral, desdobrou-se nas áreas da representação, da encenação, da declamação e do professorado (foi professor do Conservatório Nacional), tendo ainda conhecido a actividade de empresário.

Em 1933, estando a convalescer na sua casa no Algueirão, o barbeiro de lá, seu amigo pessoal e que era da direcção do Clube de Mem Martins, pede-lhe para que ele  lá  vá, recitar algo, a fim de aumentar o público. E na verdade, tal aconteceu.



No dia da festa, lá estava Chaby Pinheiro. Recebido pela assistência, quando se iniciava para recitar, foi acometido pelos primeiros sintomas da congestão cerebral, que o vitimou.

Três dias depois o actor faleceu.

O clube acima citado, foi, desde há muito, baptizado com o nome de Cine-Teatro Chaby em memória deste grande actor sedeado em Mem Martins. A avenida onde o Cine-Teatro se encontra situado [este cinema já não existe, funcionando no seu lugar uma estrutura comercial] liga Mem Martins a Sintra e possui também o nome do actor.



Biografia retirada de 'Para uma história do teatro no concelho de Sintra' (2001), de Luciano Reis:

GROGNation // Nada É Por Acaso (video)

O provérbio diz-nos que não devemos julgar um livro pela sua capa; é que a densidade do que vemos esconde-se por trás de camadas infinitas de significados que podem não ser óbvios. Na sua estreia em formato longa-duração, os GROGNation deixam bem claro que Nada é Por Acaso e entregam ao mundo um disco que tem tudo aquilo que as expectativas à sua volta prometiam. Mas o alto valor da oferta pode não ser imediato para os mais desatentos.

Errado estás, se pensas que te trago certezas,
Quando a única certeza que trago é que nada é garantido…
Ficam, então, por saber as questões em questão O porquê, que é só teu, e só tu sabes a sua razão
Por detrás desse porquê, encontrarás a tua missão.
Não te perguntes “porquê eu?”
Pergunta antes “Por que não?”
As palavras chegam aos nossos ouvidos pela voz de Cláudia Cadima, experiente actriz de quem muitos reconhecerão a voz de longíquos desenhos animados. Podíamos começar pelo início da jornada, que também chega pelo mesmo tom delicado e leitura cuidada, mas estes versos pareceram mais acertados. Afinal, é sobre esta relatividade da existência humana que assenta grande parte da narrativa do registo. Como já explicou Papillon ao ReB, neste mundo “cada um tem a sua verdade” e era isso que o quinteto se propunha a retratar. Será que conseguiram estar à altura do desafio?

A capa serve de bilhete. De frente, em jeito descontraído, os cinco grogs enchem o carro e deixam adivinhar uma viagem longa. Depois de um início que incita à reflexão, ajudado pela doçura familiar de Cláudia Cadima, o verdadeiro arranque é um choque frontal com um dos temas mais bem conseguidos. “Corta essa merda e deixa ir ao fundo” – são as “Ankuras” que se cortam para que o barco possa ir a algum lado. De fundo, um instrumental relativamente simples, produzido por NastyFactor, marca a cadência entre os estibordos e os bombordos desta vida. O carro arrancou, o barco arrancou, e os grogs dirigem-nos pelo seu caminho confiantes.
Do amor à corrupção, a maior parte do que cantam e rimam cresce à volta da ideia de que são os infortúnios e as coincidências das estradas que cada um percorre que nos tornam quem somos. O passo segue num ritmo constante, entrecortado por refrões suficientemente orelhudos para agarrarem ouvidos menos diligentes. Ainda assim, é de notar que, por cima de uma produção tão refinada, os versos se desenhem quase sempre com palavras cruas, mas isso é parte da magia. Não há muitos artistas que consigam dobrar barras pesadas com linhas melódicas de toque subtil, mas os GROGNation conseguem. “Lágrimas” é, provavelmente, o melhor exemplo deste engenho.
Numa espécie de golpe estratégico do colectivo, é difícil destacar uns temas em detrimento de outros. Nada foi, efectivamente, deixado ao acaso e consistência parece ser a característica mais óbvia do álbum. Nem o instrumental de Sam The Kid, em “Circo”, desequilibra o ramalhete. Cada peça aparece no sítio certo (“$em Avi$ar”) cada estalo da realidade chega na medida exacta (“Voltaren//Nada Sei”), e parece que tudo se alinha para abrir espaço para novos hinos (“Vou na Mema”).
Os GROGnation são especiais. A maneira como atacam instrumentais e articulam barras a dez mãos exige um equilíbrio que só está ao alcance de alguns. Apesar de poderem afinar algumas métricas aqui e ali, estão oleados como poucos e preparados para assinar o futuro do hip hop nacional a tinta permanente. A produção polida e os esquemas rimáticos bem afinados põem o grupo num campeonato reservado a talentos maiores. Não fossem os palavrões constantes e seriam, certamente, a maior promessa do movimento a apontar ao mainstream – capazes de movimentar multidões a cantar bem alto.
Nada é Por Acaso pode não ser um álbum perfeito, mas é um registo obrigatório para perceber a força do hip hop nacional em 2017. E fica desde já o aviso: não se estranha e, além disso, entranha-se. E bem.

Novo Parque Estacionamento na Rua Domingos Saraiva em Mem Martins

No centro de Mem Martins, um dos principais problemas é o estacionamento para acesso à estação da CP, para acesso ao Comercio Local, para acesso a serviços....
é uma reclamação universal da população de Algueirão Mem Martins... ESTACIONAMENTO...

No entanto, há quem consiga minimizar este problema, e o 'Centro de Ajuda Espiritual' da IURD, situada MESMO ao lado da Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins, na Rua Domingos Saraiva, conseguiu um espaço amplo para estacionamento para os seus utentes... mesmo ali ao lado... 
PARABÉNS...




Novo 'Minipreço family' em São Carlos

A loja Minipreço do Bairro de São Carlos em Mem Martins reabriu no inicio do mês, renovada, com uma nova imagem e novas ofertas...


sábado, 6 de maio de 2017

Radio Cidade aposta no Rap Nacional | HHSE Notícias (Video)

https://www.facebook.com/pg/CidadeFB/videos/?ref=page_internal

Segundas, 22H - 00H
O NOSSO BAIRRO
Joana Perez
Este programa é para quem gosta de Hip Hop à séria! O Nosso Bairro acontece todas as segundas na Cidade, às 22H: Duas horas 100% dedicada ao Hip Hop português, desde os clássicos até aos mais recentes e até aos artistas mais desconhecidos. Todas as semanas, a Joana Perez conduz o programa e conta com um co-host: um "cúmplice" do mundo do Hip Hop que apresenta o programa com ela e ajuda a escolher as músicas.



Projecto do Apeadeiro de Algueirão Mem Martins em 1945



quinta-feira, 4 de maio de 2017

10 anos da Orquestra MDS da Escola Mestre Domingos Saraiva do Algueirão


Exposição “Casas de Mem-Martins” no Museu Anjos Teixeira

Vai estar patente no MAT – Museu Anjos Teixeira a exposição temporária “Casas de Mem-Martins”, de 6 de maio a 25 de junho.
A exposição “Casas de Mem-Martins” apresenta desenhos de Artur e Pedro Anjos Teixeira do casario e paisagem de Mem-Martins.  
Preço : 1€
Horário: terça a sexta-feira das 10h00 às 18h00; sábados e domingos das 12h00 às 18h00.
Encerra à segunda-feira e aos feriados.
Azinhaga da Sardinha – Rio do Porto
2710-631 SINTRA
Tel: 21 923 88 27

[JFAMM] Inaugurado Parque Urbano da Cavaleira (video)

No passado dia 25 de Abril, Dia da Liberdade, a Câmara Municipal de Sintra e a Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins inauguraram o novo Parque Urbano da Cavaleira.

Perante a presença e o entusiasmo de várias centenas de fregueses, Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra inaugurou o novo espaço que era há muito ambicionado pela população local.


Este parque urbano está no meio de uma zona densamente populacional e é mais uma excelente obra que realça a estratégia da Câmara Municipal de Sintra em criar espaços urbanos que permitam minorar muitos dos erros estratégicos realizados ao longo dos tempos no nosso concelho e aos poucos devolver às pessoas aquilo que é delas por natureza: o espaço público”, referiu o autarca.

A construção do parque urbano no centro do bairro da Cavaleira permite a centralização e proximidade de espaços verdes ao ar livre a toda a população local. De forma a recriar a paisagem natural e tão característica de Sintra, Basílio Horta apresentou esta obra como sendo “uma aposta na diversidade de equipamentos, com a criação de um espaço abrangente com zonas de estadia e lazer, circuitos de manutenção para adultos e idosos, parque infantil, relvado e zona de desporto livre, bem como percursos pedonais, parque canino e estacionamento”.

Apesar de o Parque Urbano da Cavaleira já estar disponível ainda se encontra em fase de conclusão, visto ainda não estar dotado de todo o equipamento desportivo, infantil e de lazer. Este novo local de referência da nossa freguesia totaliza uma área envolvente de 25 mil metros quadrados de espaços verdes e zonas de lazer e convívio, num investimento municipal de cerca de 700 mil euros.

A comemoração da inauguração do novo Parque Urbano contou com diversas atividades ao ar livre, proporcionando um dia diferente a centenas de pessoas que aproveitaram o dia e o novo espaço na companhia de aulas de zumba, insufláveis, animação permanente através do DJ Jorge Morais, tendas com venda de farturas, churros, peças de artesanato e diversas tasquinhas gastronómicas.

De recordar que este projeto de sucesso, através da partilha de ideias e sugestões para a criação do parque, contou com a participação ativa e essencial da nossa população, o que só demonstra e reforça a nossa intenção de criar laços de interação e proximidade com os cidadãos da nossa freguesia.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

[Rimas e Batidas] Mike Find Mind sobre CIRCO (video)

Mike Find Mind sobre CIRCO: “O CIRCO apareceu para acabar com as ‘palhaçadas’, mostrando o melhor hip hop que consegui fazer”

Mike Find Mind editou CIRCO durante esta semana. O EP, que foi antecipado com um par de vídeos, conta com produções de Tóxico, Charlie Beats ou Nasty Factor.

O CIRCO parte de um exercício auto-proposto para conseguir provar que era possível fazer um projecto profissional, ao nível das melhores sonoridades que têm vindo a ser desenvolvidas em Portugal. O processo de concepção foi demorado mas, 2 anos depois, Mike olha para o EP com o sentimento de dever cumprido.

“Esta é a sensação mais forte de todas. Nem dá bem para descrever porque nem eu próprio acredito que já lancei o projecto mas, visto que nestes dias após o lançamento do CIRCO tenho vindo a receber inúmeras mensagens de pessoas que se identificam e que gostam, a louvar o meu projecto… Isso faz valer a pena os 2 anos de trabalho que tive.” Numa troca de impressões com o Rimas e Batidas, o rapper revela ainda os motivos que o levaram à concepção do EP: “O conceito CIRCO surgiu quando me incuti a mim próprio a meta de realizar um projecto musical com características profissionais, coisa que ate à data não tinha feito. Comecei a rimar por brincadeira com os meus amigos há nove anos e quando dei por mim já tinha 2 mixtapes na rua e o people a pedir mais. Foi então que o CIRCO apareceu, para acabar com as ‘palhaçadas’ mostrando o melhor hip hop que consigo fazer.”

Para alcançar a fórmula da qualidade que tantas vezes é procurada, Mike Find Mind reuniu uma equipa completa que trabalhou de mãos dadas para dar a forma final ao seu EP. Disponibilizou-o nas mais diversas plataformas, reuniu vídeo, imagem e produções musicais num bolo conceptual apetecível, apenas ao alcance de quem realmente investe tempo e dedicação nos seus projectos. Um par de dias depois, já se vão somando os milhares de plays e o alcance que as várias faixas vão registando. O segredo é revelado por Mike: “Não há duvidas que se eu tivesse realizado este projecto sozinho esta qualidade não existiria. Toda a família dos MalAmados (Charlie Beats, Tóxico e o Miguel Portelinha) contribuiu incansavelmente na realização do projecto, assim como os meus irmãos da GROGNation, todos os produtores envolvidos no projecto (NastyFactor, The Kid e Audio Ghoul) e o meus grandes amigos Tomás Castro e Manuel Silva que trataram dos vídeos.”


O futuro para já é incerto, mas Mike vai desfrutando do prazer que lhe deu envolver-se neste desafio. O objectivo era prendar os ouvintes que incansavelmente o questionavam por música nova, algo que o rapper acredita ter alcançado da forma mais profissional possível. Mike Find Mind não coloca de lado a possibilidade de dar continuação ao seu trabalho mas, por agora, a meta passa apenas por recolher os louros do CIRCO e empenhar-se na conclusão dos estudos na sua área profissional.

Mike Find Mind // Circo PROD. by Charlie Beats (video)


Inauguração do 'Cine-Teatro Chaby' em 1947 (video)

No dia 30 de Agosto de 1947 foi inaugurado o Cine-Teatro Chaby, na AV. Chaby Pinheiro em Mem Martins, com o filme “Três Espelhos” de Ladislau Vagda, com a presença de João Villaret.

Um filme de Ladislau Vajda, com produção luso-espanhola, em que o nosso actor e declamador João Villaret tem o primeiro e único papel de relevo no cinema. Ao contrário de alguns blogues, o filme não se estreou em Portugal no cinema Trindade no dia 4 de Outubro de 1947, mas sim no dia 3 e no Coliseu do Porto. Este programa confirma-o.