Na selecção Portuguesa presente no Euro 2016 em França, encontram-se 2 jogadores que começaram as suas carreiras futebolísticas em clubes de vila de Algueirão Mem Martins:
Tempo em Algueirão Mem Martins
sábado, 25 de junho de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
[Hipersuper] Espanha e Brasil na mira da retalhista portuguesa Topsndolls
A
Topsndolls é a “segunda cadeia organizada” de revenda de produtos para criança
a instalar-se no País, mas o primeiro conceito “100% português”. A rede de
‘franchising’ nasceu no Porto e tem como um dos objetivos a
internacionalização.
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| Em Mem Martins, na Av. Chaby Pinheiro nº26 |
Foi
para preencher a lacuna de revenda de artigos de criança que nasceu em 2009 no
Porto a retalhista de revenda de produtos para criança Topsndolls que conta com
cinco lojas, situadas no Porto, Vila Nova de Gaia, Oeiras, Odivelas e Mem
Martins.
Esta
é a “segunda cadeia organizada” em Portugal que vem dar rendimento aos pais
pelos artigos que os filhos já não podem usar. Ao contrário da cadeia Kid to
Kid, conceito que foi importado, a marca é totalmente portuguesa e com
objetivos de alargar a mais geografias. Daí a escolha do nome em inglês.
“Revenda
é consequência do consumo”
“Este
nome varia da conjugação das palavras “tops” (peões) e “dolls” (bonecas). Foi
inspirado num livro sobre uma história, que se passa entre a Idade Média e o
princípio do Renascimento, em que as meninas brincavam com bonecas de trapos e
os meninos com peões”, explica em entrevista ao HIPERSUPER Sérgio Carvalho,
‘master’ da insígnia. “Decidi investir neste negócio porque vi uma oportunidade
no mercado de reutilização, já que não faz concorrência ao mercado de produtos
novos. É uma consequência de haver consumo de artigos novos”.
Para
arrancar com o projeto, investiu há sete anos “cerca de 75 mil euros” na
abertura da primeira loja, a única própria que detém. As restantes são
franchisadas. “Como as rendas baixaram, neste momento investir num ponto de
venda da marca ronda os 50 mil euros. Os promotores do negócio começam por ser
clientes e depois decidem abrir uma loja. Mas, para isso, têm que respeitar
várias condições. Uma delas é serem eles próprios funcionários da loja. Este
negócio dá muito trabalho e precisamos de investidores dedicados”, sublinha.
As
cinco lojas têm em média 200 metros quadrados e expõem “mais de cinco mil
artigos” cada. As roupas e o calçado representam “75% do volume de negócio” da
cadeia, que abrange também a puericultura – pesada e leve – e brinquedos. O
‘stock’ é acumulado ao longo do ano em armazém, através das mães e pais que ali
deixam os artigos que já não servem aos filhos, com idades entre os 0 e os 12
anos. São avaliados através de um sistema informático comum a toda a rede, que
calcula o valor consoante a informação submetida sobre o estado do produto.
Depois seguem para os lineares com preços “entre 50% a 60% mais baixos do que
produtos novos”. Reparações não são feitas mas “por vezes, investimos no
acondicionamento para acrescentar mais valor a certos bens”, diz o ‘master’.
“Temos
clientes que só vendem, outros que só compram e cada vez mais temos pais que
reciclam”, conta Susana Pereira, responsável da loja instalada em Oeiras há
dois anos. “Quando vêm vender os artigos, oferecemos a possibilidade de cobrar
25% do valor em crédito na loja. Muitos pais vêm vender o que já não serve aos
seus filhos e acabam por preferir ficar com a bonificação para levarem artigos
da idade pretendida. Cada vez mais temos pessoas a aderir a este conceito de
reciclagem”. Quanto à puericultura pesada (carrinhos, mobiliário, berços,
cadeiras, entre outros), os artigos podem ser comprados à consignação, sendo
que o cliente fica com 50% do valor quando o produto é vendido.
“Regra
geral, cada loja tem os seus próprios clientes e vendedores, apesar de
trocarmos produtos entre lojas quando há excesso numa e escassez noutra. A
procura por certos produtos também obriga a que por vezes tenhamos que comprar
artigos novos. Por exemplo, na loja de Oeiras as camisolas de gola têm muita
saída, sendo que não temos resposta e acabamos por comprar”.
Expandir
para Espanha e Brasil
Atualmente,
o ‘master’ da insígnia está a analisar novas aberturas “na região da Grande Lisboa
e do Grande Porto” mas só anunciará “quando estiverem de contrato assinado”.
Além disso, a Topsndolls, que adotou esta designação com vista à
internacionalização, pode-se instalar “a qualquer momento” no país vizinho, por
via de ‘franchising’. “Neste momento, andamos com contatos em Espanha e
interessava-nos também o Brasil. Estamos a fazer alguma divulgação nesse
sentido”, revela Sérgio Carvalho.
Em
2015 a insígnia faturou “à volta de 800 mil euros em termos globais”, uma
“ligeira subida” face ao ano anterior, e prevê uma evolução de entre 10% a 15%
para este ano.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
GROGNation no Rock In Rio 2016 (video)
As Pool Parties do Rock In Rio, cada dia mais animadas.
Desta vez com os Grognation.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
[Correio Manhã] Mulher vive terror em roubo armado
O ataque armado à bomba
de gasolina da Cepsa da estrada de Mem Martins, em Sintra, aconteceu pouco
depois das 07h00 deste domingo. Dentro do posto de combustível estava uma
funcionária que foi ameaçada com a arma. O assaltante tirou dinheiro e, logo de
seguida, fugiu a pé. Pouco depois de receber o alerta, uma equipa da PSP chegou
ao local. O assaltante, porém, ainda não foi localizado. A investigação do caso
já foi entregue à Polícia Judiciária que tenta agora perceber se o assaltante
atuou sozinho ou se contou com a ajuda de um cúmplice que terá ficado no
exterior da bomba de gasolina.
A funcionária ameaçada recebeu o apoio das
colegas. Ficou em choque e chorou ao relatar o que tinha acontecido.
O
depoimento da vítima será fundamental porque sendo a única testemunha poderá
dar pistas sobre as características do assaltante. A polícia também já pediu as
imagens de videovigilância para ser mais fácil a identificação do ladrão.
Investiga também se houve mais assaltos do género nos últimos tempos, feitos
por este homem. Logo a seguir ao assalto, as funcionárias encerraram a bomba de
gasolina durante cerca de duas horas. Na altura do roubo, não estava nenhum
cliente dentro do posto de abastecimento de combustível. Questionada sobre o
montante levado pelo assaltante, fonte da PSP disse que ainda não foi
contabilizado, mas referiu que não terá sido levado muito dinheiro uma vez que
a bomba de gasolina tinha acabado de abrir portas.
domingo, 12 de junho de 2016
[CMTV] Assalto à mão armada a bomba de gasolina em Mem Martins
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| clica na imagem para ver video |
Uma bomba de gasolina foi assaltada na manhã deste domingo, às 7h10, na Estrada de Mem-Martins, em Mem Martins, Sintra. Assalto a bomba de gasolina O assaltante ameaçou a funcionária com uma arma de fogo e colocou-se em fuga. O caso foi entregue à Polícia Judiciária.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/assalto_a_mao_armada_a_bomba_de_gasolina.html
[Correio Manhã] Homem suspenso na linha férrea
"Um rapaz tentou passar comigo no pórtico
de acesso à plataforma do comboio, em Mem Martins, e eu não deixei. E até lhe
disse que se quisesse tinha de se meter com outra pessoa", conta o homem,
de 36 anos, ao CM. O pior veio depois, quando foi ameaçado. "Disse que
quando passasse ia falar comigo e acabou por me agredir com violência",
explicou a vítima ao Correio da Manhã. A agressão aconteceu na sexta-feira à
noite. Após espancar o homem, o jovem agressor contou com a ajuda de um amigo e
juntos tentaram atirar a vítima para a linha, pendurando-a sobre os carris.
"Pouco depois passou um comboio. Um homem que estava na plataforma foi
falar com os dois rapazes e disse-lhes para me largarem, que era perigoso o que
estavam a fazer."
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| Terceiro caso na Linha de Sintra em apenas uma semana. |
O homem teve de ser assistido no Hospital Amadora-Sintra e já apresentou queixa na PSP. Este é o terceiro caso violento na Linha
de Sintra em apenas uma semana. O primeiro aconteceu na terça-feira à noite
quando um revisor foi violentamente espancado por um gang juvenil. A vítima foi
transportada para o Hospital Amadora- -Sintra. O caso levou mesmo a CP a pedir
uma reunião de urgência com a PSP para haver um reforço policial, sobretudo nos
meses de verão. O revisor vai ter de ficar em recuperação mais 15 dias. A
agressão foi filmada pelo sistema de videovigilância. Vinte e quatro horas
depois deste incidente, um grupo de jovens envolveu-se em desacatos, em
Campolide, numa das carruagens, e o comboio teve de ser suprimido. Nesta
situação, a PSP foi chamada ao local, mas o grupo acabou por ainda não ser
identificado.
sábado, 11 de junho de 2016
Teatro: "Baixa-Chiado"
A recém criada
Associação Cultural Quatro Quartos vai levar à cena a sua segunda peça de
teatro “Baixa-Chiado”, uma adaptação do texto original de Woody Allen “Central
Park West” com encenação de Tiago Pereira, nos próximos dias 10, 11, 17, 18, 24
25 de Junho e dias 1 e 2 de Julho, no espaço teatral da Escola Secundária de
Mem Martins pelas 21h30h.
A Associação
Cultural Quatro Quartos é um grupo criado em Fevereiro de 2015, que nasce da
vontade de um conjunto de artistas dedicados em trazer cultura da comunidade
para a comunidade.
Sinopse:
"Próxima estação: Baixa-Chiado. Atenção às possíveis intrigas e tenha cuidado com os segredos prestes a serem revelados. Lamentamos informar mas devido a problemas de falta de confiança, distúrbios psicológicos e elevada taxa de alcoolemia podem existir turbulências na linha. Pedimos desculpa pelo incómodo causado e pelas emoções fortes que eventualmente surjam ao longo do percurso. Obrigado pela vossa compreensão."
"Próxima estação: Baixa-Chiado. Atenção às possíveis intrigas e tenha cuidado com os segredos prestes a serem revelados. Lamentamos informar mas devido a problemas de falta de confiança, distúrbios psicológicos e elevada taxa de alcoolemia podem existir turbulências na linha. Pedimos desculpa pelo incómodo causado e pelas emoções fortes que eventualmente surjam ao longo do percurso. Obrigado pela vossa compreensão."
Uma adaptação do texto original
"Central Park West" de Woody Allen. Um espectáculo encenado por Tiago
Pereira, num estilo irreverente e caótico, que nos faz questionar a confiança
no outro, e sobre o quanto o ser humano se revela em momentos
complicados.
Entrada: 2€ com LOTAÇÃO LIMITADA.
RESERVAS: sms 918 272 708 | reservasquatroquartos@gmail.com
Os bilhetes devem ser levantados no local até 21h15.
Classificação etária: M/16
Duração aproximada: 1h20m
Adaptação do texto original “Central Park West” de Woody Allen.
Ficha técnica:
Adaptação, encenação e direcção artística: Tiago Pereira
Interpretação: Raquel Lopes, Madalena Pronto, Bruno Santiago, Tiago Pereira e Ana Margarida Colher
Assistência técnica: Marco Lopes
Agradecimentos: Pedro Oliveira, Teresa Oliveira, Teresa Gomes, Gonçalo Sousa, Cláudio Martins.
RESERVAS: sms 918 272 708 | reservasquatroquartos@gmail.com
Os bilhetes devem ser levantados no local até 21h15.
Classificação etária: M/16
Duração aproximada: 1h20m
Adaptação do texto original “Central Park West” de Woody Allen.
Ficha técnica:
Adaptação, encenação e direcção artística: Tiago Pereira
Interpretação: Raquel Lopes, Madalena Pronto, Bruno Santiago, Tiago Pereira e Ana Margarida Colher
Assistência técnica: Marco Lopes
Agradecimentos: Pedro Oliveira, Teresa Oliveira, Teresa Gomes, Gonçalo Sousa, Cláudio Martins.
terça-feira, 7 de junho de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
[JFAMM] Comemoração do 'Dia da Criança' 4jun
No próximo dia 4 de junho, sábado, a junta de freguesia de Algueirão-Mem Martins vai comemorar o Dia Mundial da Criança com mais um conjunto de iniciativas que vão tornar este dia único e especial.
O Dia Mundial da Criança celebra-se a dia 1 de junho, no entanto, as comemorações na nossa freguesia serão realizadas no sábado, dia 4, na Quinta de Santa Teresinha, em Mem Martins.
Este ano a junta de freguesia preparou um conjunto de iniciativas inéditas das quais se destacam o foot bump, a piscina de bolas, o air bungee, os insufláveis, e muitas outras surpresas que temos guardadas para os mais novos.
domingo, 29 de maio de 2016
* OpiniãoAMM: Visão (de futuro) para Algueirão Mem-Martins (AMM).
Texto Nuno Maior
(Movimento (Re) Pensa Sintra)
Muitas vezes questiono-me como será AMM daqui a quarenta anos….
Será que as mudanças radicais que assistimos nas últimas décadas (transformação rural para urbana, abandono dos campos para a industria e serviços) na nossa freguesia, e um pouco por todo o concelho vão ser igualmente radicais nos próximos quarenta?
E de que forma serão essas mudanças?
De facto é difícil imaginar o que nos reserva o futuro. No entanto, conseguimos com relativa facilidade apontar algumas tendências, sendo uma delas a forma como produzimos energia e de que forma a aplicamos.
Neste campo, parece consensual uma modificação para um uso cada vez mais
generalizado das energias “limpas” e o aproveitamento dessa energia para a mobilidade. No
entanto AMM persiste no licenciamento de postos de combustível numa área
saturada deste tipo de oferta. Prova disso mesmo, são as mais recentes bombas
de combustível do Jumbo e as obras para (mais) umas bombas de combustível junto
ao sopé da Serra de Sintra, em Ranholas (IC30)
Que visão de “futuro” é esta que contradiz toda a tendência energética do futuro? Por toda a Europa multiplicam-se os casos de sucesso de investimento em energias “limpas” e no ramo automóvel elétrico. Pelo concelho de Sintra olha-se para o passado (combustível fóssil) como investimento garante de futuro, ignorando a (r)evolução (já) existente.
Sabiam que em AMM (maior freguesia da Europa?) não existe um único ponto de carregamento de veículos elétricos? O que serão destas bombas de combustível daqui a quarenta anos? Estarão abandonadas e devolutas como tantas outras indústrias por AMM (e arredores) que não souberam acompanhar os tempos?
O que falta para alterar esta mentalidade? Talvez uma agenda ambiental devidamente estruturada e que saiba ser inovadora.
(Movimento (Re) Pensa Sintra)
Muitas vezes questiono-me como será AMM daqui a quarenta anos….
Será que as mudanças radicais que assistimos nas últimas décadas (transformação rural para urbana, abandono dos campos para a industria e serviços) na nossa freguesia, e um pouco por todo o concelho vão ser igualmente radicais nos próximos quarenta?
E de que forma serão essas mudanças?
De facto é difícil imaginar o que nos reserva o futuro. No entanto, conseguimos com relativa facilidade apontar algumas tendências, sendo uma delas a forma como produzimos energia e de que forma a aplicamos.
Que visão de “futuro” é esta que contradiz toda a tendência energética do futuro? Por toda a Europa multiplicam-se os casos de sucesso de investimento em energias “limpas” e no ramo automóvel elétrico. Pelo concelho de Sintra olha-se para o passado (combustível fóssil) como investimento garante de futuro, ignorando a (r)evolução (já) existente.
Sabiam que em AMM (maior freguesia da Europa?) não existe um único ponto de carregamento de veículos elétricos? O que serão destas bombas de combustível daqui a quarenta anos? Estarão abandonadas e devolutas como tantas outras indústrias por AMM (e arredores) que não souberam acompanhar os tempos?
O que falta para alterar esta mentalidade? Talvez uma agenda ambiental devidamente estruturada e que saiba ser inovadora.
Existe tanta vontade em criar “cluster” de conhecimento,
inovação e tecnologia, porque não neste campo?
[Correio Manhã] O garanhão do Hi5
Ideal para acompanhar as fotos e novidades de amigos, tornou-se também
uma ferramenta útil para quem andava à pesca de relacionamentos. Bem, afinal de
contas, basicamente muito do que se vai passando agora pelo reino da internet.
Foi precisamente através do Hi5 que um estudante de 18 anos conseguiu encontrar
um dos dois rapazes que o tinham encostado a uma parede e obrigado a entregar o
telemóvel e um leitor de mp3, em novembro de 2005, em Mem Martins, Sintra.
Passaram-se dois meses, mas a vítima não esqueceu os rostos dos assaltantes,
até que se deparou com a foto de perfil de um deles, em pose particularmente
sexy. Dirigiu-se à GNR e explicou que o sensual rapaz o tinha roubado. Foi,
então, delineada uma estratégia infalível e peculiar. Os militares criaram um
perfil falso, por sinal de uma jovem particularmente atraente, para montarem a
armadilha. Adicionaram o ladrão ao grupo de amigos e começaram uma conversa com
o suspeito. "Olá, gato..." Julgando estar a falar com a mulher que o
levaria ao altar, o garanhão começou a debitar charme, a elencar as suas
virtudes e a responder a toda a informação solicitada. Explicou que residia em
Rio de Mouro e que tinha por hábito frequentar a Tapada das Mercês, se algum
dia a rapariga quisesse encontrá-lo. E assim foi. ‘Ela’ encontrou-o em pouco
tempo. Mas ‘ela’, infelizmente, era a patrulha da GNR, não a princesa dos seus
sonhos.
O "gato" tornou-se "rato". Apanhado de surpresa na
sua Tapada das Mercês, o assaltante, de apenas 17 anos, confessou o crime. Mas
não só. Contou até quem o tinha acompanhado – um adolescente de 13 anos,
identificado e entregue aos pais, sem motivos para grande orgulho. Já o
personagem principal foi detido e devolveu os bens roubados, que havia guardado
em casa. Levado a tribunal, ficou obrigado a apresentar-se duas vezes por
semana no posto da GNR. Oportunidades mais do que suficientes para conhecer
quem lhe conseguiu dar a volta à cabeça no Hi5. A internet é um mundo
fascinante, mas ninguém está a salvo. Muito menos o mais garanhão dos assaltantes.
Para a próxima, não custa nada ao jovem fazer-se um pouco mais difícil. Não vá
voltar a ser um GNR escondido com o – falso, mas lindíssimo - rabo de fora.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
quinta-feira, 26 de maio de 2016
[Poder Local] Tapada das Mercês: entre o passado e o futuro
Situada no concelho de Sintra, a Tapada das Mercês encontra-se delimitada a Norte pelo Algueirão, a Sul/Sudeste pela mancha florestal que separa fisicamente a urbanização da Rinchoa, a Este por grandes unidades comerciais e a Oeste pela linha de caminhos-de-ferro.
O processo de urbanização da Tapada das Mercês, que compreende uma antiga tapada de caça propriedade do Marquês de Pombal com cerca de 100 hectares, teve a sua origem no início da década de 70. Com efeito, o estudo original com a proposta de urbanização para um bairro habitacional de 27.500 habitantes foi entregue à Câmara Municipal de Sintra em 1972, sendo aprovado por despacho governamental em 1974. Tal como outros espaços periféricos da Área Metropolitana de Lisboa que se desenvolveram entre 1960 e 1970, a Tapada das Mercês foi largamente impulsionada pela linha de caminho-de-ferro e pela sua localização em relação a Lisboa.
O Alvará de Loteamento para uma primeira fase de urbanização de 40 hectares, foi emitido apenas em 1978, contemplando 199 lotes para edifícios de habitação e 7 lotes destinados a equipamento privado, num total de 3.277 fogos, respondendo assim às exigências do Alvará inicial no que concerne à obrigação de planeamento, projecto e execução de inúmeros equipamentos. O restante processo de infra-estruturação urbana, que deveria ser executado em função das necessidades decorrentes das vendas e da evolução da construção, limitou-se, nesta fase inicial, à construção dos acessos aos edifícios colocados em venda.
Em 1986 foi introduzida uma alteração ao Alvará de Loteamento, que embora mantendo o mesmo número de fogos, contemplava um aumento ao número de lotes, para 232, e uma alteração nos equipamentos a ceder ao município, decorrente do aumento das necessidades associadas a uma maior densidade populacional. A última alteração ao Alvará de Loteamento processou-se em 2001, levando a que na zona mais elevada da urbanização a tipologia dos edifícios registasse dimensões consideravelmente superiores.
Tendo sido um processo que se desenvolveu aos “solavancos”, com avanços muito rápidos e recuos protagonizados por crises económicas conjunturais, o bairro constituiu-se como um espaço socio-urbanístico heterogéneo, muito distinto do projecto inicial, e como consequência com falhas muito significativas ao nível as infraestruturas de uso comum.
A proposta aprovada pela câmara, em 1995, previa a construção de 5.284 fogos, a somar aos milhares já construídos na primeira fase (Tapada das Mercês), mas o último aditamento ao pedido de licenciamento, em 2012, contemplava 2.532 fogos.
Encontram-se actualmente construídos 4.817 fogos, acima do solo, e 778 fogos, em semi-cave, o que se traduz num acréscimo de aproximadamente 60%. Apesar das sucessivas alterações da urbanização ao longo dos anos, o promotor nunca concluiu todos os equipamentos e espaços públicos previstos ou assegurou a manutenção dos existentes na primeira fase, e foi negociando aditamentos à proposta para a Quinta da Marquesa. Um conjunto de equipamentos, previstos para a urbanização dos 100 hectares, encontra-se por executar, destacando-se: o Centro de Saúde, arruamentos diversos, espaços verdes e espaços desportivos, acesso à A16, entre outros equipamentos.
O município, em 2014, assinou com o promotor um acordo com o objetivo de assegurar a conclusão das obras de urbanização da primeira fase e o licenciamento da Quinta da Marquesa. Tal não se veio a verificar e perante este cenário, a Câmara Municipal de Sintra decidiu em Fevereiro de 2016, por unanimidade declarar a caducidade do loteamento na Quinta da Marquesa, por incumprimento do acordo para a conclusão das obras de urbanização da vizinha Tapada das Mercês.
A estrutura demográfica da população residente na Tapada das Mercês revela um perfil singular, pois trata-se de uma população bastante jovem, uma vez que os indivíduos até aos 14 anos de idade representam 26,2% da população e os indivíduos com 65 ou mais anos apresentam um peso meramente residual (2,9%).
A maioria dos actuais residentes na Tapada das Mercês é natural de Portugal (62,8%), sendo os restantes de 23 naturalidades distintas, factor comprovativo da diversidade cultural deste território. Embora os primeiros fogos da urbanização tenham sido comercializados no início da década de 80, a grande maioria dos actuais residentes fixou-se após 1995, sendo que 41,2% dos actuais residentes fixou-se entre 2005 e 2009.
Chegados a este ponto, o que fazer perante uma área urbana que necessita urgentemente de políticas públicas de revitalização do bairro?
Os municípios, enquanto entidades responsáveis pelo planeamento urbanístico, devem recuperar a capacidade de controlo com expressão na planificação e administração das redes de infraestruturas urbanas, moderando e disciplinando a participação de outras entidades no processo e fazendo valer a racionalidade da gestão integrada do sistema urbano e o princípio do serviço público e do preço tarifado subjacente à exploração destas redes.
O plano director municipal, de elaboração obrigatória, define o modelo de estrutura especial do território municipal concretizando a estratégia de desenvolvimento local. Nele devem constar, entre outros elementos, as principais redes do município (urbana, viária, transportes, equipamentos, infraestruturas), a referenciação espacial dos usos e actividades e a identificação dos perímetros urbanos e de condicionantes. É uma referência para todas as políticas municipais e para os restantes Planos Municipais de Ordenamento do Território.
Já o plano de urbanização estabelece a organização espacial de parte do município, definindo a estrutura urbana, o regime de uso do solo e os critérios de transformação do território. Podem ser afectas, a esta tipologia de plano, áreas integradas em perímetro urbano ou solo rural complementar e áreas que possam ser destinadas a usos e funções urbanas.
O Plano de Pormenor concretiza propostas de ocupação de qualquer área do território municipal, estabelecendo regras sobre a implantação de infraestruturas e o desenho dos espaços de utilização colectiva, a forma de edificação e sua integração na paisagem, a localização de equipamentos colectivos e a organização espacial de outras actividades. O Plano de Pormenor pode abranger uma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) ou parte dela – previamente delimitadas em Plano Director Municipal ou Plano de Urbanização. Enquanto plano de maior escala do sistema de gestão territorial, o plano de pormenor assume-se como um instrumento responsável pelo desenho urbano, definindo os espaços públicos (incluindo regras de ocupação e gestão), espaços de circulação e de estacionamento, a localização e dimensionamento de equipamentos colectivos e zonas verdes, assim como a implantação de edifícios e das redes de infraestruturas. Estabelece também a distribuição de funções e a definição de parâmetros urbanísticos, nomeadamente índices, densidade de fogos, número de pisos e cérceas, alinhamentos e volumetria.
É, assim, responsável pela qualidade do espaço urbano que está a ser projectado. Perante o detalhe do plano de pormenor, é nesta escala que se estabelecem as operações de transformação fundiárias necessárias, assim como se identificam os sistemas de execução do plano, a programação dos investimentos públicos e se estruturam as acções de perequação a serem aplicadas na implementação do plano. Deste modo, ao incluírem todos estes aspectos, pretende-se que os Planos de Pormenor se constituam como planos mais operativos.
As autarquias podem promover a elaboração de um Plano de Pormenor em qualquer momento para uma área do município, mesmo que este não se enquadre nas unidades de planeamento definidas noutros planos de âmbito municipal. Por sua vez, a decisão de elaboração também pode derivar dos instrumentos de âmbito regional ou nacional.
Atendendo às questões aqui levantadas, após visitas de trabalho e reuniões com a população interessada, os eleitos da CDU nos órgãos do município de Sintra e das freguesias de Algueirão-Mem Martins e de Rio de Mouro, estão a proceder à apresentação de propostas visando:
- Candidatura, através do município de Sintra, da Tapada das Mercês a um dos 25 Planos de Ação Local Para Reabilitação de Áreas Urbanas, constantes do Programa do Governo da República;
- Elaboração de um Plano de Pormenor para a Tapada das Mercês que tenha em atenção:
- A centralidade da Tapada no contexto do contínuo urbano de Rio de Mouro, Rinchoa, Mercês, Serra das Minas, Algueirão e Mem Martins;
- A melhoria da mobilidade ferroviária, valorizando a Estação da Tapada das Mercês como ponto de circulação de pessoas e de trocas multiculturais;
- A melhoria da acessibilidade rodoviária na ligação à A16;
- A centralidade local da zona estação-centro comercial, com a adoção de medidas de apoio ao comércio e convivialidade de rua;
- A requalificação do equipamento desportivo e cultural existente;
- A criação de um parque urbano nos limites entre a Tapada das Mercês e a Rinchoa, aproveitando a riqueza natural existente;
- A impossibilidade de criação de mais fogos na área da Quinta da Marquesa, reservando-a para novos usos urbanísticos essencialmente voltados para o desporto, a saúde o lazer e os serviços que estes requeiram, servindo como resposta às carências existentes no contínuo urbano e possibilitando o investimento público e privado, com a consequente criação de emprego, público e privado, nestas áreas de actividade.
Defende-se ainda que, para além do anteriormente referido, aconteça uma verdadeira participação da população na solução a ser encontrada. A ampliação dos pontos de vista vale para todas as etapas do processo de planeamento, e não apenas para a fase inicial. A abrangência dos aspectos levados em consideração é valorizada quando a população participa também na concepção, nos estudos exploratórios e na obtenção de consenso quanto às propostas.
O conhecimento popular, não sistemático e empírico não pode ser desprezado quando se trata de antecipar possíveis consequências para as acções que serão consideradas, e por isso, o envolvimento da população da Tapada das Mercês na transformação urbana do seu sítio é a condições sine qua non para planear o futuro na zona.
Pedro Ventura
“Biblioteca de Ar Livre”, no espaço da Matinha de Ouressa
O Clube de Leituras e Ar Livre promove de 30 de maio a 2 de junho a atividade “Biblioteca de Ar Livre”, no espaço da Matinha de Ouressa, em Mem Martins.
A iniciativa decorre das 10h às 17h e promove a apresentação de contos, poemas e textos diversos, para além de disponibilizar livros para leitura no local e muitas outras surpresas.
terça-feira, 24 de maio de 2016
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